Tentação

1 Capítulo único


Notas iniciais
Presente de natal/ano novo para uma das minhas leitoras mais amorzinho, obrigada pela paciência e apoio infinitos a esta autora sempre atrasada que vos fala, espero que goste, Safira!!! Mil desculpas pela demora linda, mas fiz com todo o carinho e talvez um pouco grande demais para tentar compensar >< ❤ ------ Obs. Essa one continua de onde a Minutos Roubados terminou, por isso recomendo a leitura caso você ainda não a conheça/ ou já não lembre: https://fanfiction.com.br/historia/631175/Minutos_Roubados/ —----- Boa leitura!!!

Os quadris de Maria moviam-se sobre ele em círculos lentos e deliciosamente torturantes, massageando seu membro em cada volta sensual. Ela gemeu em seu ouvido, seu corpo macio e curvilíneo tomado por um tremor que o contagiou. Ele pôde sentir como ela estava quente e úmida sob o couro da calça, pulsando languidamente contra a cabeça de seu membro sensível.

Merda, aquilo era tão malditamente bom...

— João... me faz... me faz gozar também — ela não tinha ideia de como o arruinou com seu pedido ofegante e sexy – Por favor. Você me deixou tão... molhada... que nem é preciso muito. Por favor...

Ele latejou, duro como pedra ao ouvir aquilo. Havia acabado de gozar, e malditamente forte, mas era fácil assim para ela atiçá-lo de novo. O caçador foi tomado por imagens lascivas de como dar à irmã o que queria de maneiras que ela nunca poderia antecipar.

Mas ela era sua irmã! Qual era o problema dele?

Como podia estar tão excitado, ao ponto da fome por aquela linda garota parecer que iria rasgar-lhe as veias?

Deuses, eles eram irmãos. João precisava dar um jeito de fazer seu cérebro nublado voltar a funcionar.

Urgentemente.

Em cima dele a morena abafava pequenos gemidos ao pegar velocidade, seus quadris indo para frente e para trás. Ela arqueou as costas, colocando as mãos nos joelhos dele enquanto se balançava contra o irmão.

Um espasmo de prazer particularmente delicioso os fez se arquearem em um pequeno pulo, ambos gemendo alto. Os dedos de João cravaram-se na parte de trás da cintura da garota, seus quadris agora acompanhando os movimentos frenéticos dela, e Maria envolveu os braços ao redor do seu pescoço, apertando-o forte contra si.

Os sentidos dele foram tomados pelo aroma de jasmim, caramelo e óleo de amêndoas, o cheiro da irmã, seu toque macio e quente, a eletricidade provocada pelas unhas dela percorrendo de leve as costas e a nuca dele, a pressão erótica dos seios nus movendo-se contra seu peito, pele contra pele, a mistura lasciva prazer e antecipação lhe devorando os nervos, ambos aos arquejos, entre murmúrios e gemidos.

As sensações inesperadamente intensas expandiram seu tesão em uma onda potente, atiçando, arrepiando, provocando, até que ele não pudesse pensar em nada além de ter Maria, tocá-la, provar cada centímetro dela, fazê-la dele.

Nada mais importava.

Então ele tomou a tentadora boca da irmã em um beijo tempestuoso, faminto e cheio de promessas. Sugou a língua dela sensualmente, explorou com avidez os recantos macios e úmidos de sua boca, mordeu de leve; Maria correspondeu com voracidade, afundando as mãos no cabelo do irmão, seus pequenos gemidos e suspiros deixando-o louco.

Foi impossível para eles quebrar o contato mesmo quando a necessidade de respirar falou mais alto, e seus lábios ávidos percorreram o rosto, as têmporas, as orelhas, o pescoço um do outro, deixando trilhas ardentes e molhadas por toda a parte.

— Por favor... Por favor, João... – Maria gemeu, quando o caçador encheu a mão em seus cabelos e puxou com firmeza, bem do jeito que ela gostava.

E ele descobriu que gostava de suas súplicas sensuais, ofegantes, quase tanto quanto gostava de sentir seu corpo contorcer-se de desejo contra o dele.

João ajudou-a a arrancar suas roupas antes de inverter-lhes as posições, prensando-a entre o próprio corpo e a terra úmida. Pela primeira vez na vida o caçador percebeu como eles se encaixavam bem um no outro, a sensação ao mesmo tempo tão gostosa, e aconchegante, e eletrizante, quase como se ela fosse feita para ele.

Como que concordando com o pensamento, Maria cruzou as pernas ao redor dos quadris do irmão e o abraçou, emitindo um som sexy de satisfação que pareceu um ronronar de gatinha. Ele abriu um sorriso torto em resposta, seus olhos brilhando para ela.

Era tão sexy e adorável, a gatinha dele...

Ela mordeu o lábio inferior, os olhos fechados, os seios se erguendo em um convite mudo que ele estava mais que disposto a aceitar. Começou mordiscando seu ombro, depois, ao arrepiá-la inteira, deslizou a língua até o vale entre seus seios.

— João... – ela suspirou, a voz trêmula.

Ele massageou seus seios de forma habilidosa e enlouquecedora, fazendo os mamilos endurecerem a um ponto quase doloroso. Por mais que suas mãos e o fascínio no rosto dele a agradassem, porém, Maria queria a boca dele. Ela se arqueou contra o irmão e enterrou os dedos em seu cabelo, guiando-o a um mamilo duro e necessitado. Ele o sugou delicadamente, deixando-a de pernas fracas. A morena apertou as coxas contra ele, o que arrancou de João um rosnado apreciativo, e então ele mordeu suavemente seus mamilos, aliviando depois a pressão com chupões gentis. Um relâmpago de calor disparou dos seios dela ao seu ventre, deixando seu clitóris em chamas.

Maria se contorceu, sentindo o vazio entre suas pernas aumentar. João sugou mais forte a carne sensível, circulando a língua sobre um mamilo, depois o outro. A morena não podia conter seus gemidos, pequenos tremores percorrendo todo o seu corpo como em preparação para o orgasmo. Ela cravou as unhas nas costas dele, surpresa com as próprias reações. Seus seios sempre haviam sido sensíveis ao toque, mas nunca naquele nível.

Ele continuou as fogosas carícias com a língua, suas mãos descendo e acariciando as laterais do corpo da irmã, deslizando até esfregarem sinuosamente suas nádegas. Ela se arqueou quando ele apertou a carne em suas mãos, e emitiu um gemido particularmente alto.

João grunhiu em resposta, abafando os gemidos dela com um beijo exigente. Um delicioso formigamento o inundava, sua ereção esfregando contra o clitóris sensível dela. Maria rebolou contra ele, sentindo-o tremer inteiro. O som selvagem e masculino que subiu de seu peito foi como uma carícia direta nos nervos à flor da pele da garota. Havia tanta posse e fervor nos beijos dele, tanta paixão, e ao mesmo tempo uma reverência terna que a fazia derreter por dentro. Ela arrastou as unhas na nuca do caçador, amando o som que ele emitiu ao sugar o ar entre os dentes.

Então ele a segurou, empurrando o corpo para pôr alguma distância entre eles. A irmã encarou-o, confusa. João travou o maxilar, desviando os olhos para o rio. Sua respiração pesada e os músculos tensos deixavam nítido o esforço necessário para afastar-se dela.

— Não – ela apertou as coxas em torno dele, tentando trazê-lo de volta – Por favor. Eu preciso tanto de você. Agora. Por favor...

O caçador deixou a cabeça pender para frente, seu nariz encontrando o pescoço da irmã.

— Nós temos que parar, Maria – ele murmurou – A gente não pode continuar com isso, você é minha ir...

Ela o interrompeu com um beijo fogoso, fazendo-o perder o fio do pensamento.

Oh, Deuses. Ele sentia que morreria se não a tivesse...

João teria oferecido sua alma ao inferno naquele momento se isso anulasse o parentesco entre os dois, se lhe concedesse o direito de tê-la... Mas eles não podiam... Não podiam corromper um ao outro daquela forma. Ele estava pouco se lixando para o próprio destino, mas o da irmã importava e muito.

— Eu sou sua – ofegou ela, a mão na boca do irmão para calá-lo – Quero ser só sua, João, aqui, agora... Você me quer?

Ele gemeu. Oh, maldição, é claro que ele a queria, morreria para tê-la, mas... Mas Maria... Ele tinha que pensar no bem da irmã...

Maria o puxou para si, murmurando mais daquelas palavras tentadoras, suas carícias ardentes destruindo as boas intenções do irmão, até que as mãos dele exploravam seu corpo curvilíneo com avidez, os dedos provocando-lhe a pele aquecida. Então a boca pecaminosa do caçador substituiu suas mãos, a língua traçando um caminho sensual e quente pelo corpo dela, no pescoço delicado, nos ombros estreitos, nos seios fartos, mais abaixo. A morena sentia-se quase febril, o calor pulsante em suas veias inflamado pela língua deliciosa dele. Ela se arqueou, pedindo mais.

Com um rosnado baixo, João raspou os dentes em meu mamilo sensível.

— Oh, Deuses, João...

Ele levantou a cabeça brevemente, seus olhos azuis escurecidos pelo desejo abrasante, cheios daquela mesma necessidade consumidora que a fazia se pressionar mais contra ele, desesperada por algum tipo de alívio.

A boca do caçador foi se movendo mais para baixo, traçando padrões docemente torturantes pelo caminho, alternando beijos e mordidas suaves ao longo do estômago dela. Maria sentia arrepios de prazer por toda a parte, as sensações tão intensas que ela começava a se perguntar se aguentaria o resto.

Então o hálito quente do irmão atingiu seu clitóris e ela tornou-se incapaz de pensar.

Cálidas ondas de prazer a inundaram, e a morena agarrou grandes punhados de terra sem nem perceber o que fazia, seus olhos perdendo o foco. João criava as sensações mais assombrosas entre as pernas dela...

Maria jogou a cabeça para trás, perdida nas sensações, enquanto o irmão lhe sugava o clitóris com firmeza.

As sensações subiram em uma espiral mais e mais alta, deixando a garota selvagem, faminta. Seu irmão murmurava brandamente contra o sexo dela, e as diminutas vibrações a fizeram conter o fôlego. Em um ponto claro, agudo, o prazer formigante em seu centro explodiu em uma liberação desenfreada e infinitamente deliciosa. Os cotovelos dela cambalearam, fracos, e ela ofegou, desesperada para obter o ar necessário.

Escutou o próprio coração se acalmar à medida que o prazer se desvanecia, indo à deriva como fumaça em uma noite calma. Então abriu os olhos, sem ter se dado conta de havê-los fechado, e puxou o caçador para cima dela, tomada por uma felicidade lânguida e fogosa, enrolando as pernas em seus quadris. Ele caiu sobre ela sem deixá-la sentir todo o seu peso, apoiando-se nos braços enquanto ela o beijava com todo o seu ardor.

João gemeu e bombeou de leve os quadris, sua ereção latejante massageando o centro muito molhado e sensível de Maria com todo o seu comprimento. Ele travava uma luta desesperada consigo mesmo, pulsando com a necessidade de mergulhar na umidade quente e convidativa da irmã. Suor brilhava nas costas largas do caçador, o gosto vibrante do orgasmo dela provocando-lhe a língua, e cada terminação nervosa no corpo dele gritava para que a tomasse, ali, agora...

Mas ele teve certeza de que não devia fazê-lo, embora não conseguisse lembrar o motivo.

Seu peito subiu e desceu em uma longa inalação contraída quando os dedos dela deslizaram entre os dois, encontrando seu membro. Ela acariciou sua grossa e pesada longitude, sentindo-o inchar ainda mais sob suas mãos.

Merda, ele sentia a proximidade de um segundo orgasmo... E ainda nem estava dentro dela...

Então Maria girou os quadris, e o membro do irmão encontrou sua entrada lubrificada. Ele gemeu alto, e, com um poderoso movimento, se enfiou dentro dela.

— Oh, porra, Maria... – seu rosnado de prazer percorreu todo o corpo da garota.

Ela nunca ouvira um som tão puramente masculino, tão inebriante...

A garota sugou ar de forma ruidosa, o calor subindo em ondas afiadas de prazer por toda a sua coluna enquanto ele saía dela e empurrava duro, até estarem completamente encaixados. Ela arranhou as costas dele, sem conseguir controlar os gemidos que saíam dos seus lábios a cada estocada deliciosa.

João inclinou-se para sugar os mamilos dela em meio às investidas profundas. Era tão doce... O gosto do suor dela, dissolvendo na língua dele... O prazer que lhe retesava os músculos, em especial quando ela se contraía ao redor dele, como estava fazendo agora...

Maldição, faça isso de novo, Maria – ele gemeu.

A necessidade crua em sua voz encheu-a de satisfação feminina. Maria apertou novamente os músculos internos, saboreando a resposta passional do irmão. João mordeu seu ombro e bombeou os quadris mais rápido, beliscando-lhe mamilos, o que acrescentou uma nova sensação ao prazer abrasador enquanto ele alterava o ritmo das estocadas, entre lento e furioso.

Ela estava perto, seu corpo tenso na expectativa de outro orgasmo incinerante, quando ele a puxou até ficarem ajoelhados sobre a terra. A nova posição apertou-o dentro da caçadora, e ela sentiu como se ele tivesse ficado ainda maior. Gemeu alto de prazer e surpresa, enquanto ele continuava empurrando, e o atrito a deixou completamente voraz.

A garota estava a poucos centímetros do pico do prazer.

Indo para cima e para baixo, ela acariciou o pescoço de João, passou as mãos em seus cabelos, enterrou o rosto em seu ombro. A respiração dele esquentou o pescoço dela enquanto o caçador chupava sua pele sensível.

Maria cravou as unhas nas costas dele e explodiu, seu grito deliciado encobrindo o comprido gemido rouco do irmão enquanto ambos pulsavam juntos, seus corpos desfazendo-se em espasmos.

Eles continuaram abraçados enquanto recuperavam o fôlego, João ainda enterrado dentro dela. A garota estava dormente de prazer, cada impulso, cada sensação repetindo-se em sua cabeça. Ela mordeu o lábio, sentindo seus quadris moverem-se em círculos lentos, involuntários, e o membro dele contraindo em resposta.

Impossível.

Maria gemeu, incrédula, ao senti-lo crescer dentro dela.

— Tão rápido? – a pergunta saiu de seus lábios sem um comando consciente do cérebro.

Ele soltou uma risada grave, sexy, seu rosto suado iluminando-se no sorriso torto que ela tanto amava.

— Pra você ver o efeito que tem sobre mim – ele disse, seus braços embalando-a ternamente, a boca tomando a dela em um beijo carinhoso, gentil, sem pressa.

Ele empurrou de forma lenta e profunda na irmã. Ela piscou, sentindo o pulsar da excitação se renovando. Seu corpo estava esgotado, mas ela não podia lutar contra o prazer. Nem queria.

— Lento e suave – ele prometeu no ouvido dela.

E foi como ele havia prometido, lento e suave, como carícias na alma. Ela subiu e desceu em seu colo, conduzida por ele, em impulsos demorados que massageavam suas paredes internas. Perdeu a noção do tempo enquanto o prazer fluía em seu corpo, em uma vagarosa subida.

Então o orgasmo veio, longo e profundo, como os carinhos dele.

Depois João a apertou com força, enterrando o rosto em seu pescoço enquanto gemia o nome da irmã. Os dois caíram juntos e ela aceitou o peso dele sobre si, embalando-o com seus braços e pernas. Pôde sentir o bater frenético do coração através do peito dele, pulsando por todo o corpo, atravessando a pele dela como se ele assumisse o controle do coração da garota.

Por um longo tempo, a pulsação dos dois palpitou no mesmo ritmo.

Então, quando a dele desacelerou, a dela também o fez.

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