Notas iniciais
Gente pra quem reclamou do tamanho do ultimo capitulo vai falar ainda mais do tamanho desse, mais a unica coisa que eu posso dizer é que isso é a chamada "passagem" da historia. Quando damos um fim em uma etapa e começamos outra.
Pro pessoal que anda cheio de expectativas com as semanas fora do reformatório, continuem assim... A minha linda beta GabsBooBearJujubaVerde ta me ajudando bastante com as novas ideias e também em como coloca-las em pratica do melhor jeito pra vocês.
Surpresas os aguardam por ai Divos.

Queria dar um salve pra Thay Horan -espero que o Nick Name esteja certo - Por a linda recomendação que me deixou. Eu adorei. De verdade ♥

– Filha? — A voz rouca da minha mãe me chamou. Fazia pelo menos duas horas que eu havia chegado e meus pais estavam trabalhando, Connor na escola e os empregados vagando pela casa.

Me virei deixando a sacada, voltando para o quarto, minha mãe tinha os mesmos olhos castanhos que nunca acompanhavam o sorriso dos lábios, seus cabelos loiros mereciam uma nova tintura para esconder a raiz castanha, e suas roupas e jóias eram a comum assinatura do dinheiro que ela costumava ter.

– Mãe. — Sorri permanecendo no lugar onde estava, acho que todos perceberam que minha família nunca foi muito a favor da troca de carinhos.

– Estava com saudades querida, mais não sabia que você viria hoje. Aconteceu algo? — Suspirei e me sentei na poltrona cor de creme que ficava no canto do quarto, passei a mão entre os cabelos e soltei o ar dos pulmões

– Aconteceu. — Falei nada eufórica. — Connor ligou para o reformatório me pedindo ajuda e o diretor me dispensou por uma ou duas semanas. — Minha mãe sentou na beira da cama em minha frente, com o rosto carregado de um ar preocupado.

– Ajuda? Ele não nos disse nada aqui em casa, Zoe o que houve? — Eu odiava o fato deles me chamarem pelo segundo nome.

– Ele não tá segurando a barra mãe. Não se trata mais de uma adolescente rebelde e desbocada que tudo o que falam entra em um ouvido e sai por outro. Eu não estou mais aqui, mãe. O Connor é uma criança, você e o papai não podem ficar descontando nele os problemas de vocês. — Ele me olhava séria e preocupada. — Vocês não querem que eu o influencie a ser como eu, mas não percebem que vocês mesmos estão fazendo isso, mãe.

– Chega Natascha. — Ela disse se levantando. — Acho ótimo que você tenha voltado, maravilhoso que você distraia o Connor, mas eu não preciso de ajuda para criá-lo. — Permaneci calada apenas olhando minha digníssima mãe saindo do quarto com uma postura comum de modelo, bailarina ou como no caso dela apenas metida o suficiente para ter as costas tão eretas quanto o nariz empinado.

Droga. Qual era o problema com a minha família? Por que eles não podiam agir como pessoas normais e civilizadas?

Eu queria descer, ir para a sala de jogos ou academia, mas sabia que se minha mãe já estava em casa, meu pai também estaria. — Eles sempre partilharam do mesmo motorista. — Eu não tinha certeza se já estava preparada para ouvir meu pai. Apesar de minha mãe ter acabado de agir de modo indiferente em relação a minha fuga com Adam e Matt no aniversário de Connor, eu sabia que logo o assunto viria à tona e meu pai seria o primeiro a se manifestar.

Saio da poltrona e me jogo na cama, era engraçado como de certa forma eu me sentia muito mais em casa quando estava no reformatório. O único problema era o fato de eu não suportar estar presa aquele lugar sendo vigiada.

– Natascha, mocinha? — Madalene a governanta entra no quarto com o seu sorriso meigo.

– E aí? — Digo com um sorriso não muito animador.

– Eu estava com saudades.

– Pois é... — Eu disse, sem saber direito ao que eu estava respondendo. Por algum motivo não conseguia me prender em nada que envolvesse os assuntos da minha casa. Não que eu tivesse algum problema com Madalene. Ela foi a mãe perfeita para mim e para Connor. Mas de certa forma ela sempre tinha toda aquela classe que meu pai e minha mãe exigiam que eu e Connor tivéssemos. Aquela classe que me irritava até o ultimo fio de cabelo.

–Aconteceu alguma coisa? – A princípio achei que fosse uma pergunta retórica, mas ao olhar em seus olhos pude ver que soava sincera. Suspirei.

– Bom, levando em conta que eu recebi um S.O.S. do Connor no início da manhã, sim acho que aconteceu alguma coisa. — Ela deu um sorriso fraco, como um pedido de desculpas. Dei de ombros.

– Eu só vim avisar que o Connor acaba de chegar, está no quarto trocando de roupa e logo iremos todos para a mesa almoçar. Hoje é um daqueles dias que seu pai quer que ele fique em casa se divertindo com o piano. — Dei de ombros.

–Nossa quanta diversão. — Digo irônica e ela ri saindo do quarto.

Me levanto e saio logo em seguida indo mais para o fim do corredor onde dou duas batidas na porta de cor creme e espero que me irmão a abra. Não demorou.

– Zoe! — Ele disse sorrindo e me dando um abraço, era engraçado como até um pirralho de treze anos conseguia ter quase o meu tamanho.

– E aí, pirralho? — Disse nos separando e entrando no quarto enquanto encostava a porta atrás de mim.

– Não achei que você viria. — Ele falou me olhando com a intenção de ver se realmente era verdade.

– Bom, claro que não, aliás, qual seria a irmã maluca que sairia de um reformatório por causa de um fedelho chorão como você? — Brinco dando um tapa leve na sua cabeça fazendo com que seus cabelos balançassem. Ele revirou os olhos. – Mas, e ai? Como andam as coisas? — Deu de ombros.

– Como sempre. Papai tá defendendo um cara acusado de tentativa de estupro e a vitíma é a cliente da mamãe, ele sabe persuadir o juiz e a mamãe está começando a se estressar. — Uma pausa. — É um inferno. — Sorri, meu irmão era o único pirralho de treze anos que passaria por um adolescente de dezesseis sem esforços.

– Connor McSider, o que você fez com as suas aulas de etiqueta tão caras que a mamãe pagou? — Ele riu.

– Mandei embora junto com a sua. — Rimos.

– Ei, eu tenho muita classe e etiqueta ok? Só me esqueço de usá-las. – Falei séria defendendo-me e Connor me olhou como se eu tivesse contado a maior piada do ano.

Descemos a escada e passamos pelo maldito corredor de quadros da família para chegar até a cozinha. – aquela que a minha mãe resolveu usar hoje, já que existiam outras duas na casa. Sim, ridículo. — Meu pai como de costume já estava sentado em uma das cabeceiras da mesa, e a minha mãe em outra. A mesa não era como a de um palácio, era como qualquer outra mesa de seis cadeiras. Mas eu diria que entre os meus pais havia seis milhões.

Os olhos escuros antes voltados para a concentração de frutos do mar do meu pai se voltaram para mim e automaticamente seu cenho se franziu, dei um aceno pequeno com a cabeça e ele continuou a me encarar. Connor se sentou mais próximo a minha mãe e eu contornei a mesa apenas para não ter que encarar o Grã McSider, ficando de frente para o Connor.

– O que você está fazendo aqui? — Olhei para o meu pai, para um camarão morto em meu prato, segui os olhos para o Connor e de volta para o camarão. — Natascha eu te fiz uma pergunta. — Disse impaciente.

– Desculpe, não falo nas horas da refeição. Regras de etiqueta. — Voltei os olhos para Connor piscando o olho esquerdo e ele soltou uma risada abafada por uma garfada de comida.

É definitivamente essa seria uma longa semana.

[…]

– Você toca bem. — Eu estava com Connor na sala de música e ele dedilhava nas teclas do piano, eu não me lembrava de tê-lo visto tocar antes.

– Eu gosto. — Ele disse dando de ombros e fazendo mais uma série de notas, me sentei ao seu lado e comecei a tocar algumas notas da mesma música em tons menos agudos, ele deu um sorriso empolgado olhei pra ele e sorri também.

Não seguíamos a partitura porque em quatro anos de aulas de piano que eu tive, nunca aprendi a ler direito aquele negócio, mas a música era uma das clássicas não tinha como não decorar. Connor fez uma pequena pausa de quatro tempos e esperou um solo meu, dedilhei qualquer sequência de notas que fez um som meio desajeitado e nós dois rimos, mas continuamos a tocar até o fim da música.

Eu estava pronta pra dizer como eu e o pirralho fazíamos o tipo de dupla perfeita, quando uma voz firme e grave rompeu o silêncio. Meu pai estava lá.

– Natascha, podemos conversar?

Notas finais
Logo vamos ter mais, Quinze comentários pro próximo certo? Super aceitando recomedações...

Pergunta do dia ~Serio adorei esse lance de me meter na vida dos outros.

->Qual filme você mais ama, tipo de verdade mesmo

XxXx

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