Tennensi Reformatory

12 O presente [Part 1]


Notas iniciais
>>Capitulo betado pela linda da GabsBooBear.

Acredita que só hoje chegamos nos 15 comentários? decepcionante não. Muitas leitoras deixaram de comentar no capitulo anterior, eu fiquei meio assim " '-' será que elas não gostaram? " mais prefiro imaginar que foi por problemas de conexão com a internet, mãos direitas e esquerdas impossibilitadas de comentar, e blá blá.... Mesmo assim, eu estou indo agora responder os reviews e como essa é minha semana de prova eu não estou lendo as atualizações de algumas fics, mais eu juro ler e comentar assim que eu terminaras as provas, certo?
O nome do capitulo na primeira parte não tem muito a ver com o capitulo, mais na segunda fica mais obvio ok... Sem mais mimimi vamos ao capitulo

O presente [parte I]

Era tão óbvio que ela perderia... — Eu pensava enquanto via a ruiva jogar os uniformes do time de basquete na máquina de lavar, na lavanderia do ginásio. Eu apenas a observava. Mason que a ajudou a trazer as roupas até aqui depois de eu ter invadido o quarto do rapaz e arremessado todas as roupas enquanto ele estava no banheiro, saiu ainda a pouco quando Michael veio o chamar para resolver algumas coisa.

A ruiva fechou as duas máquinas que estavam com a roupa, apetou alguns botões e o barulho de água escorrendo se fez ouvir.

– Pronto? — Ela me perguntou seca.

– Pra quem disse que não sabia lavar roupas, até que o serviço está indo bem. Mas ainda não... — Eu ia continuar porém fui interrompido.

– Adam eu preciso falar com você... Ah, Senhorita McSider você também. — Olho para meu tio que acabara de entrar ofegante no ginásio e pisco algumas vezes depois dou de ombros, e o acompanho.

Entramos na sala e meu padrinho como sempre se senta logo no seu grande cadeirão e apenas nos observa, enquanto nós nos ajeitamos nas cadeiras a sua frente.

– Primeiro vamos ao assunto com você... — Ele olhou pra sinaleira. — Seus pais ligaram para cá hoje e fazem questão da sua presença na casa nesse final de semana, parece que é o aniversario do seu irmão, e sua mãe falou para que levasse um dos seus amigos caso queira. — Ela fez expressão indiferente como se não se importasse nem um pouco em por os pés para fora desse lugar, me perguntei qual era o problema. — Bom Calliel, o motivo que está aqui é o oposto do de McSider... Eu gostaria de saber por qual motivo sua mãe não ligou para que você saísse esse final de semana. — Engoli em seco. — Adam me diga, por favor que você não brigou com eles outra vez... — Ele suspirou cansado e com o canto dos olhos eu vi que a ruiva parecia intrigada com a situação. Aí eu vi a oportunidade de me explorar da aposta, e fugir de um sermão.

– É obvio que não tio, acho que não teria motivos para isso, certo? — Ele me olhou desconfiado. — Como o senhor mesmo disse a Nath foi convidada para o aniversario do irmão e pode levar um amigo junto, sendo eu o amigo escolhido, já deixei avisado para a minha mãe que não poderia ir para não ter que fazer essa desfeita com a Nath. — Olhei pra ela com o sorriso mais convincente e ela me encarava perplexa, com os olhos arregalados e a boca formando um circulo perfeito. Meu tio franziu o cenho.

– Mas como poderia? Eu só recebi a informação que ela seria liberada hoje cedo. Como você descobriu isso com tanta antecedência? — Ele perguntou olhando para Natascha que parecia chocada de mais para responder. Dei um discreto chute na sua perna para que meu padrinho não percebesse e ela saísse do transe.

– Ah bom... é... — Ela me olhou como se tentasse descobrir o que dizer e com um movimento discreto das sobrancelhas insinuei para que ela dissesse algo rápido. — Já era esperado. Minha mãe disse que me buscaria para o aniversario do meu irmão, antes de me deixar aqui. E ela sempre deixa que eu convide um dos meus amigos. — A voz dela vacilava em meio à mentira e eu percebi que ela não era tão boa mentirosa, meu tio não parecia satisfeito.

– Achei que você e Adam não estavam se dando muito bem. Aliás nunca vi vocês se falando direito, achei que seus amigos fossem Mason, Rebecca e Lola, você sempre aparece com eles nas câmeras de segurança. — Ela dá de ombros.

– É sempre bom variar. — Foi a única coisa que ela disse. — Agora se me permite senhor, preciso terminar um trabalho de geografia.

– Certo. Estão dispensados.

Saímos da sala do diretor e logo em seguida do prédio.

– O que você tem na cabeça, hein garoto? — Ela falou, ou melhor, gritou. — Eu não vou te levar pra minha casa de jeito nem... — Coloquei a mão na frente da boca dela, para que ela parasse de gritar.

– Dá pra esperar? — Falei. — Para de me morder! — Disse tirando minha mão da frente da boca dela. — Vamos no ginásio, se você continuar gritando logo o mundo vai saber como você é uma péssima mentirosa. — Ela me olha bufando e eu a puxo pelo braço, indo em direção ao ginásio.

– Você podia ganhar um prêmio de pessoa mais delicada. — Ela falou irônica arrumando a manga do casaco no braço em que eu a segurava.

– E você de mais chata. — Disse sem emoção. — Posso explicar agora? — Ela me encarou de braços cruzados e uma das sobrancelhas erguidas, como se fosse a mãe de uma criança que pede explicações do porque ele bateu no coleguinha de escola. — Eu não posso ir pra minha casa, e meu padrinho vai me matar se descobrir isso.

– E você acha que por isso eu vou te levar pra minha casa esse final de semana? — Ela pergunta.

– Eu não acho, tenho certeza. — Falo convencido. — Aliás temos uma aposta a zelar... vai me negar esse favor? — Pergunto sínico e ela revira os olhos.

– Porque você não pode voltar pra sua casa?

– Problemas pessoais. — Respondo. — E você? Porque não gostou de saber que vai voltar pra sua casa?

– Diversos motivos, mais nem um deles fácil o suficiente para a sua mentalidade de criança de cinco anos entender. -Ela responde. — Se você vai mesmo para a minha casa vai ter que me deixar dar as regras pelo menos uma vez. E a principal de todas as regras é, não fale nada com meus pais a não ser que seja absolutamente necessário. — Dou de ombros.

– Quando é o aniversario do teu irmão?

– Foi ontem, mais a festa é no domingo.

– Comprou um presente?

– A claro... — Ela me diz irônica. — Eu fui até a árvore de dinheiro que eu plantei no meu dormitório, colhi cinco notas de cem, entrei no meu jatinho particular que fica no modo invisível e sai desse lugar, pra comprar um time de basquete inteiro pra ele. — Ela terminou de falar e me deu as costas.

– Você já tentou transar mais vezes por semana? Isso poderia te deixar mais bem humorada... — Comecei a rir e ela nem se quer deu o trabalho de se virar em minha direção para me responder, apenas levantou a mão direita e junto com ela o dedo médio foi apontado. Comecei a rir.

[...]

Eu iria me arrepender disso, com certeza iria. Alias porque mesmo eu estava fazendo isso? Ah é eu não sei responder.

– Ethan eu to saindo. — Gritei na porta do quarto dele, onde a pelo menos três horas ele tinha se trancado com a Amber.

– Vai pela sombra. — Ele gritou de volta.

– São nove horas da noite seu otário. — Falei e ouvi uma risada do outro lado da porta.

Passei na cozinha peguei dois capacetes e a chave da moto que recentemente eu "peguei emprestada do meu padrasto" e sai. O bom de ter o dono desse inferno como seu tio e padrinho é que você tem passe livre pra entrar e sair em qualquer lugar do reformatório, e o melhor de tudo, eu posso sair do reformatório.

Fui para o prédio dos dormitórios onde ficavam os alunos e suspirei ao passar pela porta. Eu não devia ter aceitado aquele sanduiche no café da tarde, aposto que se não fosse por aquilo eu nem se quer cogitaria a possibilidade de fazer isso.

Bati na segunda porta a direita no terceiro andar, não demorei a ter resposta. A porta se abriu e os olhos castanhos assim que viram quem era a sua visita se reviraram e a porta voltou a se fechar.

– Você não fecharia a porta na minha cara se soubesse o que eu quero propor a você sinaleira. — Ela voltou a abrir a porta, só então percebi o pijama que ela vestia. Comecei a rir instantaneamente, era uma calça comprida azul e uma blusa branca coberta de pandas.

– Haha, que engraçado você, já terminou? — Parei de rir.

– Você tem cinco minutos pra trocar a roupa e me encontrar aqui. — Ela desceu os olhos para os capacetes na minha mão.

– Nem sonhando. — Falou voltando a me olhar.

– Não era um pedido e você não tem opções. — Botei a mão na maçaneta da porta e a fechei. — Me agradeça mais tarde.

Sete minutos e quarenta e oito segundos, eu já estava sentado no corredor estreito com as costas encostadas na parede fria, esperando pela ruiva que finalmente havia saído do quarto, seu cabelo estava preso em um coque e seu corpo coberto pela jaqueta de couro fechada, e uma calça jeans surrada e vans na cor escura da jaqueta.

Me levantei do chão e entreguei um dos capacetes a ela que hesitou alguns segundo antes de segurar.

– Você tem uma moto? — Ela perguntou quando já estávamos atravessando o campus indo para o prédio principal fazer uma "visitinha" na ala de segurança.

– O cara que casou com a minha mãe tem. Mas por motivos pessoais ela está no estacionamento da Tennensi. — Respondi. — Entra aí. — Ela me olhou mas logo em seguida entrou, descemos no subterrâneo e paramos na ala da segurança. — Senta aqui.

– To de boa em pé. — Ela respondeu.

– Eu mandei sentar. — Disse impaciente e ela sentou bufando. — Pelo volume na calça jeans justa percebi em qual das pernas está a tornozeleira. Peguei uma caneta em cima de uma das mesas e me abaixei colocando a perna dela no meu joelho e levantei a calça jeans.

– O que você tá fazendo? — Ela perguntou.

– Algo que eu sem dúvida vou me arrepender muito. — Anotei o código marcado na tornozeleira e fui até um dos computadores. Não demorei para acessar o sistema rastrear a tornozeleira da ruiva e logo desativá-la. — Doze horas para a tornozeleira voltar a funcionar, já pode começar a me agradecer. — Nos seus olhos eu podia ver um misto de confusão e hesitação, ela não fazia ideia do que eu faria.

Fomos para o estacionamento e eu falei para que ela me esperasse no portão livre dos assédios das câmeras. Para a minha surpresa ela nem sequer pigarreou, peguei a moto e dei partida, parei em frente à ruiva e mais uma vez vi um misto de hesitação e confusão nos olhos dela.

– Se isso deixa você mais segura eu vou te trazer viva em menos de quatro horas. — Ela respirou fundo colocou o capacete e com as mãos em meus ombros subiu na moto, logo depois as tirou do meu corpo e segurou no apoiador traseiro perto dos faróis, percebi que ela tentava manter o máximo de distância entre nós e revirei os olhos. Soltei o guidom da moto e me virei na direção dela puxando os seus braços para que se segurasse em meu casaco. — Eu prometo não estuprar, matar ou esquartejar você — não hoje. — Então colabora e faz as coisas direito, certo?

Abaixei o capacete e dei partida na moto. Seja o que Deus quiser.

Notas finais
Então, já sabem né? 15 comentários e o próximo capitulo entra em cena, uma recomendação e eu negocio o prazo, suave?
Deixem criticas, ideias, sugestões, e elogios. Gritem, cantem e chore. Mais comentem... ok

XxXx ~B