Tennensi Reformatory

27 Eu não sou seu pai


Notas iniciais
Nossa, quanto tempo passou? Três semanas, duas? quem quer me matar? Cinco? Vinte?

Pois é... Antes de tudo, Gabs, meu amor de Jujuba, desculpa por não ter esperado pela betagem, mais acho que você entendeu a parte do eu estar mega atrasada com isso e talz...(Clr que ela entende, até ela veio puxar minha orelha)

Justificativas:

- Vamos ser sinceras com o lance da preguiça.

- Eu passei cinco dias em Sampa, véio *--* (queria ter conhecido minhas leitoras dai, mais pá. Quem sabe eu não conheça as minhas leitoras daqui de SC, alias tem alguma?)

- Eu ajudei uma cambada com as historias, criando capitulo, dando ideias e talz...

Lance do capitulo Extra.

Lembra do capitulo extra que eu prometi. Pois é, eu não coloquei ele completo nos comentários porque sempre alguma merda me chamava e eu tinha que parar de escrever. Resumindo, eu me estressei e desisti. Mais eu juro que logo tem um capitulo extra e super bolado pra vocês ook?

Era fácil me perder quando estava com Adam.

Quando estava desse jeito com Adam.

E isso não era algo que me agradava. De um jeito misterioso chegamos rápido aos prédios da cabine e Adam ainda me torturava com a sua boca. Mas um sutil barulho de alguém limpando a garganta fez com que nos separássemos rápido. O treinador de Adam estava brincando de estátua bem a nossa frente.

- Treinador. — Adam cumprimentou corando violentamente e passando uma das mãos pelos cabelos. O Homem alto e forte devido aos anos de basquete riu.

- Calliel. — Cumprimentou ainda com o sorriso debochado e me olhou. — Senhorita McSider. — Fiz um gesto rápido com a cabeça. — Eu não quis interromper a diversão Adam, mais eu preciso saber se você está disponível para guiar o treino dos garotos amanhã atarde, eu terei que ir até a empresa que fornece os uniformes do time para resolver a questão do atraso nas entregas. — Falou para Adam que balançou a cabeça positivamente.

- Diga a eles para me encontrarem as quatro e meia da tarde no ginásio. — O treinador concordou e saiu.

Então veio aquele momento constrangedor. O silencio e o infinito do corredor de portas fechadas que mantinham eu e Adam frente a frente com a escada.

- Você não vai subir? — Ele perguntou já seguindo pelos degraus que compunham a escada. — Eu não pretendo ser interrompido de novo, sinaleira.

Olhei pra ele com as sobrancelhas erguidas e ele continuava a me olhar de cima com os braços cruzados esperando por uma resposta.

- Eu não estou afim de deixar você me estuprar. — Falei recuando um passo e ele desceu alguns degraus rindo da minha expressão.

Logo ele já estava próximo de mais.

- Eu estuprar você? — Ele tinha aquele sorrisinho sínico. — Acho que você esqueceu o fato de que eu não sou o maluco fissurado em você. — Ele mantinha seu rosto abaixado para olhar em meus olhos e conforme eu caminhava pra trás ele me acompanhava, até eu estar entre a parede, e novamente minhas costas reclamaram, dessa vez por causa das feridas na árvore. Soltei um gemido de dor sentindo a ardência.

- Eu vou acabar com você Adam! — Disse pausadamente, tão lento que quase soletrei as palavras. Dessa vez ele me olhou um pouco mais confuso e eu o afastei espalmando minha mão em seu peito e o empurrando, me virei de costas para ele e levantei um pouco da camiseta, deixando que ele visse o hematoma em minhas costas.- Quando for gritar com alguém é melhor ser mais cuidadoso. Qual seria o próximo passo? Bancar o masoquista? — Abaixei a camiseta e me virei para o loiro que me encarava um pouco corado e com um ligeiro ar de surpresa.

- Natascha eu... Você não... — Ele parecia querer se justificar mais as palavras não vieram a sua boca, então ele passou a mão pelos cabelos e relaxou soltando o ar dos pulmões. Novamente tentou. — Eu não adivinharia que estava machucando você, você não reclamou. Você ficou calada Natascha. — Silencio. — Vamos, você precisa limpar isso. — Pausa. — E eu não vou estuprar você.

Após processar toda a justificativa de Adam dei um sorriso irônico.

- Então quer dizer que é só eu ficar quieta que você podia me quebrar ao meio sem saber que estava me machucando? — Perguntei e ele me olhou atento. — Sabe por que eu não reclamei Adam? Porque te encarar naquele momento era olhar para o meu pai! Eu fiquei com medo droga. Pode não parecer mais dar um soco é muito mais fácil do que receber, e pode ter certeza que eu não estou afim de apanhar de você. — Ele piscou algumas vezes e deu um passo para trás me liberando de seu corpo, mas meu corpo pareceu não notar isso, já que insistiu em permanecer lá, encostado na parede. A expressão no rosto do loiro mostrava a surpresa e o desapontamento, talvez não tivesse gostado da comparação.

- Eu não sou como aquele cara, mas se quer saber a verdade acho que você deveria ter um pai de verdade. — Ele me encarava fundo nos olhos. — Eu permitiria que me matassem se eu encostasse um dedo da minha mão em você de forma violenta... em qualquer garota. Eu... eu não queria machucar você, ok? Mas eu sabia que não adiantaria simplesmente sentar e conversar, você é cabeça dura de mais pra isso Natascha.

- E Nada mais fácil que me jogar contra uma arvore. — Gritei.

- Você sabia que não era essa a intenção. — Ele respondeu no mesmo tom.

- Por um minuto eu não tinha certeza que sairia ilesa, então pra falar a verdade, não, eu não sabia quais eram as suas intenções. -Ele me encarou com aqueles mesmos olhos verdes e severos mais dessa vez uma nota de magoa se instalava em seu olhar. Cada minuto que passava eu achava que encarar seus olhos se tornava um incomodo maior.

Me perguntei se algum dia me acostumaria a isso.

- Bom então permita que eu deixe isso claro o suficiente pra você, eu só queria enfiar nessa sua cabeça que o Brandon significa encrenca. Mas quer saber a verdade, é inútil evitar, você já está encrencada com ele e eu não posso fazer nada pra impedir. Só estou me metendo em confusões quando tento te deixar longe dele, mas eu já estou cansando disso Natascha, logo será só você e ele sem o palhaço aqui pra te ajudar e ainda sair com a fama de covarde.

- Ótimo eu não preciso de uma babá como você Adam. — Gritei e ia continuar se uma das portas não tivesse sido aberta revelando uma professora idosa de óculos de armação antiga e um rosto enrugado de aparência horripilante.

- Será que as crianças poderiam discutir a relação em outro lugar? Eu gostaria de dormir. — Adam murmurou alguma coisa para a velha que voltou a fechar a porta e ele me olhou suspirando impaciente.

- Podemos subir? — Ele me perguntou.

- Já falamos tudo o que tínhamos que falar. — Disse ríspida.

- Você não disse tudo. Você ainda precisa me jurar que vai manter o máximo de distancia dele. Faça isso por você Natascha … Vamos subir, eu não vou fazer nada com você.

Desisti de lutar e cedi antes que mais algum professor viesse reclamar. Subimos as escadas em silencio e cinquenta degraus se pareceram quinhentos. Adam abriu a porta e entrou logo depois eu passei e a fechei. Ele se sentou sobre o sofá e eu permaneci de pé encarando-o.

Ele suspirou.

- Ok, diga... O que exatamente você quer ouvir de mim? — Ele perguntou. — Eu desisto de tentar adivinhar seus pensamentos Natascha.

- Um pedido de desculpas seria ótimo. — Disse e ele me encarou tentado avaliar se era verdade.

- Desculpa por te impedir de ferrar a sua vida brigando com o Brandon? Não seja idiota sinaleira.

- Para de ser sínico Adam, você está agindo como ele de novo. Está se achando o dono da verdade e ao mesmo tempo sabe que está errado. Isso é insuportável! Porque não me esquece de uma vez e deixa eu me virar com meus próprios problemas sozinha? Temos um acordo e não um pacto. Quando concordei com o meu lado da aposta não vi que nas entrelinhas estava ganhando junto uma baba vinte e quatro horas.

- Para de me comparar com aquele cara. Eu não sou seu pai, droga! E o que você sugere? Que eu deixe você ir para os braços de Brandon? E quando ele fizer alguma coisa e os outros vieram me perguntar o que eu vou dizer? Que te deixei ir porquê pediu? Que te deixei ir com o psicopata que acertou uma garrafa na sua cabeça e iria te estuprar no vestiário masculino? Que eu simplesmente aceitei o fato de deixar a garota que o Brandon está apaixonado ir acertar um soco no meio da cara dele depois de ele simplesmente ter roubado seus arquivos para saber mais sobre você, ou melhor, que eu apenas resolvi esquecer você e fui covarde o suficiente para deixar as ameaças dele me assustarem? — Ele me encarava com expectativa e eu havia perdido minha linha de raciocínio a muito tempo.

- Que droga você está falado? Que arquivos? Que ameças ele está fazendo? — Ele levou a mão no bolso de trás da calça Jeans e retirou uma foto três por quatro, minha, mas não deixou que eu a pegasse.

- Ele invadiu o almoxarifado ontem a noite e mandou me entregar isso. — Olhou para foto e voltou a colocá-la no bolso. — Eu fui conferir e apenas os seus arquivos estavam faltando. Eu duvido que ele faça algo realmente ameaçador, mas Brandon gosta de colocar medo nas suas vítimas para que elas se entreguem de bandeja pra ele. Ele está fazendo isso comigo pra eu entregar você a ele. — Pisquei algumas vezes e respirei fundo levando a mão aos cabelos e tirando a franja da frente dos olhos e a jogando para trás para que se misturasse a todos os outros fios vermelhos.

- Eu... eu não quero ouvir mais nada Adam.- Falei e ele me olhou um pouco aliviado.

- Você jura que vai manter distancia Natascha? — Perguntei-me qual era afinal o verdadeiro motivo para tanta preocupação. Mas preferi não deixar minha duvida vir a tona, balancei a cabeça positivamente e fui em direção ao quarto.

Minhas roupas e inclusive meu pijama atraente de unicórnios tinham ido para a lavanderia e só agora eu havia me dado de conta de que não restara roupa nem uma para que eu pudesse me trocar após o banho. Em um ato involuntário a calça de moletom do Calliel e uma camiseta velha que achei dentro de seu guarda roupas vieram parar em minhas mãos junto com minhas peças intimas. Mas tarde quando já estivesse com elas em meu corpo, pediria permissão a ele para usá-las, agora tudo o que eu precisava era um relaxante banho quente.

Sai do chuveiro e me sequei com uma toalha qualquer que havia achado dentro do armário. Coloquei as roupas dele e sai abrindo a porta que dava no quarto, não demorei a encontrar a figura de ombros largos e cabelos loiros revirados de costas para mim e de frente para o espelho. Porem fingi não notar.

Fui até minha mochila peguei a escova de cabelos e fui em frente ao espelho. Comecei a desembaraçar os fios vermelhos mais obviamente minha atenção estava se voltando mais do que eu desejava para dois pontinhos verdes que me encaravam e vinham se aproximando devagar.

- Tive que pegar essas roupas, as minhas estão lavando. Talvez eu ligue para minha casa pedindo para buscar roupas novas esse final de semana. — Ele deu de ombros.

- Tanto faz. — Ele falou e eu notei quando ele levou a mão até a barra da camiseta branca que eu vestia e levantou centímetros, demorei a entender o que seus olhos me pediam pelo reflexo do espelho mais com um dar de ombros simples autorizei que ele levantasse mais para ver os machucados.

Eu tinha-os visto no banheiro do espelho, eram apenas alguns arranhões e uma ou duas marcas roxas pelo impacto no tronco. Nada que me fizesse rolar de dor, mais o maldito arranhão doía na água quente. Notei que Adam não estava abismado com a gravidade do machucado, mais sim com o fato de ter sido ele a provocá-los.

Sua mão fria encostou em minhas costas descendo pela minha espinha, apenas no caminho que o pequeno arranhão se fazia. Logo senti seu polegar leve nas manchas roxas e perguntei como o mesmo cara agressivo que os provocou podia ter mãos fortes o suficiente para fazê-los e ao mesmo tempo tão leves a ponto de me causar calafrios com seu toque. Senti seu corpo se aproximar pouco mais do meu fazendo um súbito calor subir pelas minhas costas, os pelos da minha nuca se eriçaram quando ele aproximou sua boca da minha orelha mantendo seus olhos nos meus pelo reflexo do espelho. Sua mão que antes me acariciava agora me mantinha perto de si, segurando-me pela cintura.

- Desculpa. — Ele disse baixo e parecia doer para que a palavra saísse da sua boca, tive a impressão que eram poucas as vezes que alguém ouvia essa sequencia de letras saindo da boca do loiro e meus lábios resolveram sorrir por conta própria quando cheguei a essa conclusão. Ele mordeu meu lóbulo e eu tinha a impressão que sabia o que aconteceria se eu cedesse, o único problema é que eu duvidava que alguém fosse nos impedir disso no quarto dele, e alguém para nos impedir era tudo o que eu precisava, já que meu corpo e meu cociente resolveram entrar em conflito comigo, e na maior parte das vezes ganhavam.

Mas não deixaria que ganhassem agora.

Segurei as mãos de Adam e as tirei da minha cintura, porem permaneci segurando-as para que não voltassem, ele parou o que fazia em minha orelha e levantou o olhar procurando pelo meu no reflexo do espelho. Meus olhos castanhos e os seus verdes começaram uma conversa silenciosa.

- Eu preciso disso. — Ele sussurrou. Sorri.

- Existem outras diversas garotas que não te negariam isso. — Pausa. — Eu arranjo outro lugar pra dormir. — Ele se voltou para o meu pescoço.

- Você não está intendendo. Não é só isso, é com você, eu preciso que seja com você. — Suspirei me afastando.

- Você precisa de um calmante. Um banho frio e uma noite de sono. — Disse tentando me afastar mais ele fez com que eu soltasse suas mãos e elas voltassem para minha cintura me virando de frente pra ele e me fazendo encarar seus olhos agora de frente.

Merda como eu odiava isso.

- Não faz isso Natascha. — Silencio. — Não finja. Nós dois queremos, que mal a nisso.

- Eu não quero Adam. — Ele me olhou por segundos e se aproximou aos poucos roçando seu nariz no meu rosto. Fiz o máximo de esforço para não entregar o quanto meu corpo queria aquele contato.

- Por favor, não finja sinaleira.

- Não estou fingindo Adam. Você precisa de um banho. — Talvez como últimos esforços ou esperança ele tentou me arranca um beijo que eu cedi por alguns segundos mais logo depois reuni forças para afastá-lo.- Boa noite Adam. — Falei me afastando a passos rápido e me jogando na cama.

- Você é uma pessoa má sinaleira. — Ele comentou com um meio sorriso e apagou a luz logo depois indo em direção ao banheiro.

Por mais que eu desejasse Adam naquele momento eu tinha meus próprios princípios, e também meu orgulho. Não podia simplesmente fingir que nada daquela maldita briga aconteceu e ir pra cama com o loiro pra ser dispensada amanhã. Mas eu teria que arranjar um jeito de controlar o meu corpo antes que fosse tarde de mais.

Adam saiu do chuveiro e depois de algumas voltas pelo quarto se jogou ao meu lado, o que mais me impressionou foi sentir a mão do loiro enlaçando minha cintura e seu peito nu colado as minhas costas coberta pela camiseta masculina. Senti quando a mão dele achou a entrada do fino tecido e repousou sobre a minha barriga com um movimento leve dos polegares. Comecei a achar que o banho não havia feito surtir efeito nem um sobre ele.

- Adam o que você está fazendo? — Senti a baforada de uma risada baixa em meu pescoço.

- Você me negou sexo Natascha, é normal que eu me sinta carente. Eu não me lembro da última vez que eu fui rejeitado. E pra ser sincero as pessoas costumam me beijar quando eu faço um pedido de desculpas, então eu posso te dizer que doeu ser ignorado. — Eu ri.

- Que droga, nós brigamos, será que da pra me deixar ficar com raiva e tirar a patinha da minha barriga? — Outra risada.

- Você só vai ficar braba comigo se eu quiser que você fique. Vamos ser sinceros se todas as pessoas que eu estressasse esperassem de mim um pedido de desculpas, teria uma fila enorme no reformatório. E como são poucas as que ganham um eu tive que dar meu próprio jeito nisso. Anos de pratica, é uma lei. Ninguém que eu deseje fica mais de quarenta e oito horas irritado comigo. — Dessa vez eu ri.

- Então por favor, para de ser um idiota palhaço, tira essa mão de mim e me deixa droga. Eu não quero desculpar você. — Era pra soar irritado mais saía tão patético a ponto de fazê-lo rir.

Então em um movimento estrategicamente rápido ele rodou meu corpo para que eu ficasse com as costas na cama e me olhou por segundos.

- Apenas quando você me der o que eu desejo. — Sem hesitar ou me dar segundos para pensar ele se aproximou grudando nossos lábios com urgência. Dessa vez sem toda aquela raiva, mais ainda assim com ferocidade.

Droga era essa a única coisa que eu tinha que evitar.

Era essa a única verdade que eu tinha que fugir.

O tempo todo não era meu corpo que implorava pelo toque de Adam. Era eu. Eu querendo esconder isso de mim mesma.

- Não Adam... — Disse mas estava tão obvio que eu desejava aquilo com a mesma intensidade que ele, que o comentário simplesmente foi ignorado.

Ele subia seu corpo para cima do meu aos poucos e o fato de ele vestir apenas um short azul de pijama não facilitava muito as coisas. Sua mão subiu pela barra da camiseta e foi fazendo com que ela subisse. Por segundos hesitei em levantar os braços para tirá-la, mais então decidi que não conseguiria voltar mais atrás. Não enquanto aquela queimação no meu corpo fosse tão insuportável como estava sendo agora. Ele arrancou a blusa e jogou pra qualquer canto, voltou-se para os meus lábios com urgência, usando de suas mão para fazer um reconhecimento corporal.

- O Ethan vai chegar. — Tentei argumentar de novo entre um beijo e outro. Ele riu.

- Ethan estará ocupado de mais com a Amber. E mesmo que não esteja ele não vai invadir meu quarto. A porta está trancada. Eu sou um cara responsável.

- Mas e se tiver acontecido alguma coisa? Sei lá, você deixou ele com Brandon... e se... — Adam se afastou um pouco me olhando com um sorriso. Um sorriso que eu só podia ver pelo fato da luz que vinha da rua iluminar o quarto que tinha as cortinas escancaradas.

- Sinaleira você é virgem? — Ele perguntou me olhando com aquela irritante sobrancelha acarda e o sorriso malicioso. — Bom se for é bom que me avise, eu não pretendo fazer mais estragos em você do que eu já fiz hoje. — Havia um pesar de culpa em sua voz.

- Virgem?! — Ri. Mas não respondi, resolvi que naquele momento eu tomaria as rédias da situação para mostrar quem tinha experiência. Troquei nossas posições e dei um beijo carregado de intenções em sua boca, escorreguei para a sua orelha dando uma mordida leve e descendo para seu pescoço onde hesitei em deixar uma marca, já que tantas outras garotas já haviam reclamado de como ele é estúpido quando vê tais roxeados em seu pescoço, mas por fim decidi que era eu quem estava no comando portanto eu marcava quando e onde eu desejava. Logo depois de deixar seu pescoço minhas mãos acompanhara minha boca até o seu peito e tórax bem definido. Ouvi ele murmurar alguma coisa mais não dei atenção, apenas subi o olhar quando ouvi barulho de gavetas e notei ele tirar de dentro dela um preservativo. Sorri e abaixei o short do seu pijama, no qual ele mesmo jogou longe, me preparava para sumir com a box azul-marinho mais ele riu invertendo nossas posições novamente.

- Ok, você já provou ter experiencia sinaleira. Mais vai com calma, eu não posso ficar com desfalque. — Falou sugerindo as roupas que ele não tinha no corpo e eu ainda mantinha.

Seus dedos passaram pelo feixe do meu sutiã e com facilidade os abriu e tirou do meu corpo, dando um sorrisinho aprovador e sacana ao me ver sem ele. Sua mão e sua boca não demoraram a fazer reconhecimento também daquela parte do meu corpo, logo desceram pela minha barriga e pararam no elástico do largo moletom o descendo facilmente pelas minhas pernas e os deixando jogados no chão.

- Juro que se me contassem eu diria que não era verdade. — Ele falou rindo e olhando todo meu corpo apenas com uma peça de roupa, notei quando ele olhou algumas das minhas tatuagens espalhadas pelo corpo e sorriu, já eu ainda me acostumava com o fato da pele dele ser lisa sem marca alguma a não ser um curta cicatriz nas costas. Um fato que lhe deixava infinitas vezes mais irresistível.

Continuamos com o ato, e Adam eliminou todas as nossas roupas – ou o que havia sobrado delas. — e ainda teve paciência de me provocar com seus dedos enquanto me via ridiculamente implorar pelo corpo do loiro.

Por fim tivemos nós dois os desejos saciados quando ele me penetrou, de inicio já soltando um grunhido baixo de desejo como se estivesse esperando aquilo por anos, comigo não foi diferente. Os movimentos foram mais lentos apenas para que nossos corpos se acostumassem um com o outro, logo depois toda a urgência e desejo de Adam foram libertos em estocadas fortes, mostrando ao mesmo tempo todas as personalidades dele, era delicado a ponto de me olhar nos olhos o tempo todo esperando esboçar qualquer reação de dor, era ansioso e furioso nas suas estocadas, impaciente com suas mãos rondando meu corpo, e complemente desejável em todas as categorias.

Eu já estava sem forças quando meu corpo se preparava para entrar no ápice, uma camada de suor fina envolvia nosso corpo, nosso cheiro já se misturava pelo quarto. Senti-me soltando grunhidos mais alto ao ter a sensação de alívio e prazer que o Adam havia recém-provocado em mim. O nome dele saia dos meus lábios como aquela música chata que por mais odiamos ela, é impossível não cantar sua letra ou cantarolar a mélodia.

Então logo foi a vez de Adam entrar no deplorável estado de combustão causado pelo prazer, sussurrando meu nome no ritmo da sua respiração.

Foi necessário mais de um minuto para que o corpo dele deixasse o meu e nossos ânimos se acalmassem. Parecia que algo em meu consciente reclamava por não ter mais o peso do loiro sobre minhas coxas. Eu peguei a camiseta velha para vestir mais antes que eu me afastasse Adam me segurou e puxou o fino coberto nos cobrindo. Hesitei em dormir ao lado de um loiro completamente nu, mais olhando pelo ponto de vista Natascha McSider, o pior já havia acontecido, qual era o problema então?

Ele tinha seu braço por baixo do meu pescoço e pousado em minhas costas, sem muita opção eu espalmei uma de minhas mãos em seu peito enquanto a outra ele mesmo havia colocado ao redor de sua cintura.

- É assim que se termina noite com um cara, sinaleira. Seja delicada apenas uma vez. — Ele pediu sorrindo e eu ri.

- Eu espero que você nunca mais me encha mais o saco depois disso. — Um beijo foi deixado na minha testa e o silencio reinou no lugar. Logo nossa respiração era o único barulho a adornar o lugar, então dormimos.

Notas finais
Nossa eu já disse que odeio escrever cenas Hot? Pois é, eu odeio.

Próximo capitulo Pov. Loiro Lindo Adam Calliel.

E eu juro que ele vai vir bem mais rápido ok?
Talvez sábado ou domingo ;D

XxXx

P.S se querer que eu recomende sua fic aqui, deixa o link dela nos comentários. MAIS SÓ ORIGINAL!