Tennensi Reformatory

16 Beijos, Garrafa e armações do desconhecido


Notas iniciais
Oii pessoas lindas do meu coração, eu fiz uma puta sacanagem com vocês, sim ou claro? Estou com sorte de os agente da Fafa Morais ainda não terem me achado né? E será que eu devo fazer um massacre e matar o Staff do Nyah por ter me roubado duas recomendações?
#chateada.
Mesmo assim, muito obrigado pelas recomendações (transparentes) e os comentários nos quais eu ainda não respondi todos. Mais vou responder antes de colocar o próximo capitulo, porque nos capítulos anteriores eu deixei acumular reviews sem resposta e me afundei neles, então vou me organizar mais. Juro!
E eu quero mandar um beijo pra linda da minha Jujuba verde que betou o capitulo, e pra Valentina Jones, minha gata "desentediadora" de feira de ciências, e ainda forte o suficiente pra aguentar as besteiras do meu irmão ¬¬
Ta parei de enrolar agora... sejam felizes.

Ah, só mais uma coisa... a parte que esta escrita com letra viadinha *aquela itálica* então, ela se trata meio que de uma lembrança ok?

Abri os olhos e meu rosto demorava a se adaptar com a luz. Ótimo uma parede inteira de vidro e a maldita ruiva se esquece de fechar a cortina. Tenho a leve desconfiança que foi proposital. Olho pra cima e vejo a enorme cama com uma mão pendurada e alguns fios de cabelo ruivo, me levanto um pouco apoiando meu peso nos cotovelos e vejo que ela ainda dorme, e baba. Volto a colocar a cabeça no travesseiro, a casa não é minha então a não ser que eu queira sair pela porta e encarar a magnitude do senhor McSider, era melhor eu me comportar aqui.

Vejo a garrafa de Jack Daniel's no chão e quebrada em dois grandes pedaços, o sorriso se forma em meus lábios lembrando da cena de ontem, aquilo tudo só não foi mais engraçado porque eu era a vítima...

Ela me beijou.

Eu á beijei.

Vamos ser sinceros nada teria acontecido se eu não tivesse avançado. Sem motivo algum ela aproximou o nosso rosto o suficiente para que eu sentisse o hálito quente perto de mim e a ponta de seu nariz roçando em meu rosto. Os olhos dela estavam fechados e os meus arregalados, eu demorei a entender o que ela iria fazer a seguir. E quando entendi, descobri que estava errado. Em vez de juntar nossos lábios ela se afastou abruptamente, antes deitada em mim cima de mim e com o peso do corpo apoiado nas mãos, perto da minha cabeça devido à queda. Agora sentada, sentada nas minhas pernas e me encarando de um jeito estranho. Eu ri.

Não sabia explicar, mas eu ri, não estava gargalhando mais sabia que meus sei lá quantos dentes estavam à amostra de forma convencida. A ruiva teria me beijado, mais não beijou. Ela invadiu meu espaço, ultrapassou os limites onde sua segurança estava garantida. Não que eu fosse uma ameaça, mais poderia ser arriscado fazer o que ela fez.

Sentei-me com a ruiva ainda em minhas pernas, fazendo novamente que a proximidade entre nós dois fosse mais do que o confortável para duas pessoas do sexo oposto. Ela não parecia assustada, nem com vergonha, eu mantinha o sorriso despreocupado e convencido, que se abriu ainda mais quando eu soube que ela queria aquilo tanto quanto eu, e não seria eu a dar o braço a torcer.

Aproximei-me dela o suficiente para que sentisse o calor dos meus lábios e vi quando o sorriso se formou. Não, eu não vi o sorriso formando-se em seus lábios mais pude ver perfeitamente as rugas em seus olhos que se formavam apenas quando ela sorria do jeito mais malicioso. Um mês com a ruiva me fez notar vários detalhes. Ela se aproximou de mim, e exterminou o resto do espaço. Nos beijamos.

Ela levou a mão em meus cabelos e eu preferi deixar as minhas em suas costas, notei quando ela começou a bota seu peso para frente me obrigando a deitar de volta. Comecei a rir. Além de atrevida a ruiva é tarada. Eu me deitei realizando a vontade da ruiva e só então percebi que ela também ria, notei isso porque nossos dentes se bateram e nós nos separamos.

Pessoas normais teriam perguntado "o que foi isso?" e então o outro responderia "eu me descontrolei, me desculpa, vamos fingir que nunca aconteceu". A ruiva não é normal. E bom... fingir que não aconteceu? Agarre uma ruiva que apenas com um beijo consegue te colocar deitado no chão e com um sorriso sínico e sexy nos lábios, e depois me diga se dá para fingir que nunca aconteceu.

- Devia te matar por isso. — Ela falou rindo ainda.

- Você me beijou. — Me defendi. Ela pareceu pensativa.

- É... você esta certo. — Ela falou ainda se mantendo perigosamente próxima de mim, eu ri. Deus, é bom o senhor saber que o diabo abriu as portas do inferno e eu fui presenteado com um capeta — terrivelmente sexy — e se não for pedir muito, multiplique e abençoe. Amém.

- E agora é minha vez. — Disse rindo e juntando novamente meus lábios com o dela, pegando-a desprevenida. A ruiva tinha pegada. E um beijo que tenho quase certeza que se não foi o melhor que já experimentei, sem dúvidas se igualava a qualquer outro.

O fato de eu estar sem a parte de cima das minhas roupas – a camiseta — fazia com que me sentisse ainda mais próximo à ruiva, a mão dela que se espalmava em meus ombros fazia queimar. Empurrei-a para o lado e meu corpo foi instantaneamente conduzido por ela, fazendo com que trocássemos de posição. As pausas para respiração eram curtas, aliás, acho que nem um de nós estava dando a devida importância ao oxigênio naquele momento.

Um movimento que talvez fosse meu ou dela, bateu forte na cama. Eu acho que podia ter sido dolorido bater na cama com toda aquela força, mais eu não sentia nada. Talvez fosse pelo simples fato de não ter sido eu a bater e sim ela, ou quem sabe o outro fato de eu estar preocupado de mais com a garrafa de vidro que acabou de cair de cima da cama direto na minha cabeça e se estilhaçando ao chegar ao chão. Botei a mão na cabeça e rolei para o lado da ruiva que me olhava um pouco assustada, porém divertida.

- Ah... — Murmurei por causa da dor — ...Vai se ferrar sinaleira, para de rir e extermina a raça dessa maldita garrafa. — A vi revirar os olhos.

- Calliel, ela nem sequer cortou você... — Uma pausa. — O que é uma pena, para de drama e me ajuda a limpar isso...

Como eu disse tudo isso teria sido engraçado de se ver, porém não quando a vitima é você. Nem um de nós tocou no fato do beijo ou de quase termos transado no chão do quarto dela. Na verdade eu acho que preferi "fingir que não aconteceu" afinal.

Um ronco se fez ouvir em alguma parte da minha barriga. Levantei-me hesitante e sacudi a ruiva.

- Hm? — Ela resmungou.

- Levanta! Eu tô com fome. — Disse.

- Precisa da minha boca pra mastigar? Acho que não. Se vira. — Ela falou virando para o outro lado e levando o coberto até pouco abaixo de seus olhos.

- Estamos na sua casa se é que você se lembra, eu não posso simplesmente assaltar a geladeira. — Falei arrancando o cobertor dela, e revelando seu incrível — sintam a ironia — pijama de unicórnios.

- Eu mereço! — Ela resmungou coçando os olhos e se levantando. — Cinco minutos. — Ela disse entrando no banheiro e fechando a porta.

Sete minutos e meio depois... Uma ruiva ainda descabelada ainda de pijamas e com uma cara pior que a que estava antes saiu do banheiro resmungando mil palavrões.

- O que foi? — Me arrisquei a perguntar.

- Eu mato aquele pestinha, irritante e sem amor a vida. Ele vai aprender a nunca mais trocar a minha pasta de dente por creme de barbear. — Eu comecei a rir. — Aliás, porque um moleque daquele tem creme de barbear? — Ela estava gritando e eu rindo. A ruiva foi em direção à porta. – A propósito Calliel, se você quer comer alguma coisa hoje fica quietinho e para de ... — A frase ficou no ar quando ela abriu a porta, olhei de relance na direção dela e notei um cara alto de aparentemente seus vinte e poucos anos do outro lado da porta. Ela parou tudo o que estava fazendo e sorriu, ele também. Eu me senti uma estátua de decoração do quarto.

- Matthew. — Ela o abraçou e o garoto/homem/estranho/intruso retribuiu.

- Zoe, estava começando a achar que nunca mais ia ouvir esses seus gritinhos histéricos pela casa. — Ele disse rindo.

- O que você veio fazer aqui?

- Seu pai nos convidou para passar o final de semana aqui e aproveitar a festa do Connor amanhã... — Ele olhou na minha direção e sorriu. — Quem é seu amigo? — Ele olhou pra ela com um sorriso meio que pedófilo.

- Ninguém importante... — Cortei antes que ela continuasse.

- Adam Calliel. O amigo preferido da ruiva. — Mesmo estando de costas podia "sentir" ela revirando os olhos com a minha ironia.

- Adam Calliel, o cara que faz questão de me lembrar as desvantagens de estar viva, várias vezes ao dia. -O ser a sua frente ri e caminha em minha direção.

- Matthew McSider, primo e ex-babá da ruivinha. — Levantei as sobrancelhas e controlei a boca para não se abrir, primo e ex-babá, nem no meu sonho mais louco eu conseguiria ver ele sendo babá da ruiva, não em um sentido descente é claro.

- Ex-babá? — A ruiva disse irônica rindo. — Você nunca conseguiu me controlar. Preferia se trancar em um quarto e me deixar destruir a casa. — Ele riu.

- Antes a casa do que meu cabelo. — Eu não entendi nada mais preferi não perguntar. – A propósito considere o creme de barbear uma vingança.

As risadas da ruiva cessaram, e eu podia não conhecer ela tanto quanto aquele cara, mais eu sabia que se ele gostava de viver não deveria ter confessado o crime, e também sabia o que aquela ameaçadora sobrancelha erguida no rosto da ruiva queria dizer.

- Maldita. — Saiu como um sussurro dolorido do tal Matthew. Confesso que ri quando ela deu um chute certeiro com o joelho no meio das pernas do cara. Eu não queria estar no lugar dele. Não, definitivamente não.

- Ainda está com fome? — Ela se virou pra mim com o sorriso mais inocente que sua áurea de capeta lhe deixa dar. Acenei positivamente.

Nota mental: Nunca, jamais acordar a ruiva de novo, ela pode se tornar ainda mais ameaçadora depois de um sono interrompido.

Notas finais
E ai? Curtiram? Querem mais? Algo saiu errado? Falem alguma coisa ok? Odeio criar primeiros beijos. Eles são um fracasso. Mais tá certo.
Meta de quinze comentários ou uma recomendação, certo?
Beijos lindos para os meus fodasticos leitores.
XxXx~B