Tenho medo do que há de vir

1 Tenho medo do que há de vir


Notas iniciais
Não tem revisão, coloquei exatamente do jeito que estava. Uma certa pessoa me fez postar algumas que tinha, pois bem, ta aí Carolzinha.

Eu tenho medo do que há de vir

Você foi o erro da minha vida.
A lágrima ríspida;
De minhas vestes despida;
à um sembrante de dor
fruto de um amor.
Do ex-homem de minha vida
ao miserável que não paga pensão,
de viajante destemida,
a viciada sem chão;
Vejo-me no fundo do poço,
de olhos fechados não encontro luz,
sem forças pra forçar minhas pálpebras,
a desistência seduz.
Meu filho, desista
Não tente me salvar,
dessa terra partirei
então tente me perdoar,
tudo que fiz, tudo que te fiz passar,
tudo que há de vir, dor que nunca passará.
Não chores, não temas;
não tenha medo do que há de vir.
Tudo você entenderá assim que eu partir.
Tive vida sofrida, de tudo superei
de perdas e recaídas, de choros e soluços,
de risos e escritas, de todos e de tudo.
Fui mulher forte, pulso firme e sapiente,
avassaladora a depressão em minha mente,
tristeza sem fim, cheguei ao fundo do poço,
lhe trago um abraço por um trago atrás do outro.
Lhe direciono um Eu Te Amo, este que não tem preço,
sou tua mãe, sou seu porto-seguro,
sou insegura, sou imperdoável, sou suja,
só te peço, com minha alma em amargura;
Não chores, não temas o que há de vir.
Eu te amo, eu sempre vou estar aqui.
Meu filho, esta é de minha vida a história,
estou viva ainda, ao seu lado, enquanto choro,
nesse exato momento, em mais uma recaída,
psicografe meu amor por você, meu filho
é sua única saída.

Notas finais
Esse dia foi um dos piores da minha vida.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!