Tengen Toppa Gurren Lagann - Renascimento
8 Capítulo 8: O plano de contra-ataque
Luno e Yoko estavam seguindo a caminho da cúpula da cidade para chegarem á reunião. Luno, que estava bastante machucado, mesmo com seu tratamento de emergência, tinha dificuldades ao andar, mas mesmo assim ele continuou. Yoko via como ele estava quase cambaleando e ofereceu apoio para ajudá-lo. Luno recusou e falava com o ego elevado:
– Não precisa. Eu estou bem do jeito que estou.
– Aham, sei. Você está quase caindo e longe de ficar bem. Precisa mentir um pouco melhor que isso pra me convencer. – Ela apoiava as mãos no quadril ao falar.
Ele levantava a cabeça e respondia:
– Heh, aguentar a dor é o primeiro passo pra ficar mais forte. Vou precisar disso se quiser vencer Simon.
– Ai ai, vocês homens são todos iguais. Ficam com essa mania de se meterem em encrenca e acharem legal saírem estourados depois de dar uma porrada.
Ele achou o comentário engraçado:
– Você é mulher, por isso não vai entender, hahaha...urgh...! – Sentiu dor depois de rir .
Yoko suspirou e insistiu em ajudá-lo a andar, mas ele ainda não quis. Ela deu de ombros e apenas deu um aviso com um olhar levemente perplexo:
– Bem que o Viral falou que você é cabeça-dura. Ok, vamos lá, só não morra no caminho.
Luno ouviu bem e continuou o caminho. Aquilo tudo melhorou o ânimo de ambos e Luno agora estava andando com mais facilidade.
Na saída do quartel da Brigada, havia um carro esperando ambos. Ame, a mulher que estava no Centro de Pesquisas antes de toda aquela confusão, estava lá apenas esperando-os. Luno e Yoko se acomodaram atras. O garoto estava se sentindo importante e perguntou para Ame:
– Viral mandou você trazer um motorista particular para nos irmos até lá? Que chique.
– Sim. O Comandante me mandou, já que da ultima vez que isso não foi feito você havia reclamado de tanta caminhada com ele. – Ame respondia enquanto ajeitava os óculos no rosto e via documentos.
Luno achou engraçado e fez um comentário quanto a isso:
– Heh. Então o cara-de-tubarão, mal-humorado, antipático e irritadão se preocupou comigo. Que gentil da parte dele.
– É, Viral não é tão crápula assim. Mesmo há uns aninhos atrás ele tinha um lado fofo com ele. – Yoko parecia estar gostando daquela atmosfera divertida.
Estavam rindo de todas esses comentários e se divertiam muito. Luno sentia como se fizesse muito tempo que ele não se divertia assim. Apesar de toda a pressão acima dele, ele conseguiu esquecer todos os problemas alí. Os Anti-Espirais, a tristeza da mãe, Simon, tudo. Isso durou pouco, já que Ame pediu silêncio e para se concentrarem em um momento tão crítico. Luno e Yoko se entediavam com isso mas obedeceram mesmo assim.
Chegaram na cúpula. Foram caminhando até o salão onde Luno havia sido julgado no dia anterior. Ele estava animado e já se sentia melhor para andar. Nas bancadas, ele viu Viral. Yoko foi com Luno sentar-se ao lado dele. A reunião ainda não havia começado e Luno aproveitou esse tempo para conversar um pouco com Viral:
– E aí comandante. Obrigado pela carona que você nos deu antes. Foi muito legal de sua parte. – Ao mesmo tempo que elogiava, tirava um sarro dele.
Viral ficou olhando para frente com seu mal humor.
– Se quiser agradecer alguém, agradeça a Ame, já que foi ele quem te buscou. Eu não moveria um dedo para te trazer aqui.
– Se você não tivesse falado agente não estaria aqui. Você se preocupou com agente, Viral. Ainda tem um coraçãozinho nobre debaixo dessa cara de mau. – Yoko aproveitava o momento também.
Viral fechou os olhos e continuou falando:
– Hmph. Pensem como quiser. Yoko, apenas não fique falando essas coisas sobre mim. É constrangedor pra minha imagem.
Estavam achando engraçado. Inclusive Viral não estava se incomodando tanto quanto aparentava. Mal deu tempo de continuarem a conversa, Rossiu chegou em seu lugar e pediu silêncio:
– Todos, a reunião começa agora.
Entraram todos em silêncio. Luno conseguiu notar que haviam várias pessoas nas bancadas. Os irmãos Gimmy e Darry; Leeron; e várias pessoas que nunca viu antes, aparentemente com uniformes da Grapearl, a maioria já um pouco velhos, mas ainda dispostos. Rossiu continuou a falar:
– Vamos aqui decidir o que será feito para impedir ou evitar a ameaça dos Anti-Espirais sobre nos. Temos que formular algo para que possamos ter uma base nessa luta.
No meio da bancada, um dos homens uniformizado, baixinho, começando a ficar careca e com uma aparência muito engraçada começou a dar opiniões:
– Vamos todos preparar as armas, os canhões e tudo mais que agente tiver e quando nos virmos os Anti-Espirais chegando agente começa a atirar! Atirar, Atirar, ATIRAR! – Ele gritava e ficava batendo as mãos na mesa.
– Atten, controle-se. Se sairmos atirando assim nunca ganharemos deles. É preciso estratégia, não força. – Rossiu interrompia aquela animação do pequeno homem.
Yoko levantou e falou sua ideia:
– Rossiu, por que não usamos aquele super computador que reproduziu Lorde Genome e então usamos os conselhos dele?
– Yoko, querida, isso é impossível. Na luta contra o líder dos Anti-Espirais, Lorde Genome dividiu-se quanticamente para virar energia para que Simon a usasse. Seria necessário ter o DNA de Genome para reproduzimos ele. Não acho que tenha mais traços de DNA e mesmo se tiverem, devem estar perdidos no espaço. Porém seria uma ótima ideia a sua. – Leeron intervia e dava suas explicações enquanto mordia os lábios.
Luno via como suas opções pareciam limitadas. Ele pensou em um momento de breve silêncio e veio com uma dúvida:
– Simon não é idiota. Ele planeja acabar com todos nos de uma vez só. Juntos, nos temos força e ele sabe disso. É bem capaz que ele atacaria um ponto fraco nosso, mas qual seria...?
Todos se calaram e pensaram sobre aquela hipotese. Um dos homens que Luno desconhecia, forte, moreno e com cabelos grisalhos levantou e avisou a todos:
– Mas é claro...as pessoas da cidade! Se ele quer acabar com os seres Espirais ele irá começar pelos mais fáceis!
– Dayakka tem razão. Ele primeiro quer esgotar nosso maior nível possível de energia Espiral para aí nos enfraquecer e nos eliminar. – Rossiu falava enquanto apoiava o queixo sobre suas mãos.
Luno percebeu como aquilo fazia sentido e veio com mais ideias. Sua cabeça estava a mil:
– Nesse caso, nos podemos fazer como fizeram na guerra dos livros de história: Coloquem todos naquela nave gigante, Arc-Gurren acho que era o nome, e então vamos todos até o espaço e assim todo mundo fica seguro.
Viral suspirava por ouvir aquilo e deu explicações ao garoto:
– Parece que você não leu bem os livros de história, não é? Quando todos foram ao espaço na Arc-Gurren os Anti-Espirais estavam esperando ali, prontos para dar o bote. Não tenha dúvidas que Simon irá considerar algo caso façamos o mesmo. Ele estava na história, então sabe muito bem o que faríamos. Se ele vier, pode ter certeza que virá com mais força do que 30 anos atrás.
Todos entraram em silêncio novamente. Não tinham como abrigar as pessoas e protegê-las do ataque. Não tinham muito tempo até o ataque. Precisavam de algum plano mas nenhum era viável. Entravam em quieto desespero á medida que pensavam.
Alguns minutos depois, Leeron, que estava extremamente concentrado falou:
– Nesses últimos meses, eu e a Leyte estivemos trabalhando em um mecanismo de defesa chamado “Véu Espiral”.
Todos viraram atenciosos para ouvir o resto, quando Yoko pediu por detalhes e Leeron continuou:
– Esse mecanismo usa, basicamente, fluxo de pura energia Espiral emanado dos seres vivos através de um único ponto para tornar toda uma área sendo um campo de infuência Espiral nas moléculas ali. Isso conseguiria muito bem acabar com a energia dos Anti-Espirais.
Leyte, a mulher em uniforme na bancada, com uma trança semelhança a de Yoko nos seus cabelos castanhos e um cigarro na boca continuou a explicação:
– Sim. Além disso, no tempo suficiente em que a energia dos Anti-Espirais estiver ali, será possível com que haja tanta influência Espiral nas moléculas, que essa energia negativa se tornará energia Espiral contida no véu, aumentando ainda mais as sua amplitude e potencial. – Ela dava um trago em seu cigarro e demonstrava confiança sobre seu novo experimento.
Viral foi surpreendido com aquilo tirou sua conclusão:
– Hmm. Então, em resumo, o Véu Espiral funciona como o “Cemitério Espiral” que os Anti-Espirais usaram contra nos.
Enquanto Leeron concordava com a observação de Viral, Yoko abaixava a cabeça e olhava para si mesma, colocando os dedos delicadamente aos lábios. Estava triste e Luno percebeu aquilo mas não interviu. Ao invés disso, ele demonstrou que usar isso seria uma ótima estratégia na batalha e perguntou:
– É uma grande ideia usar isso, mas como que vamos usar?
Leeron cruzou os braços começou uma explicação e um tom mais preocupado:
– Bem...isso que ainda falamos é um protótipo. Mesmo assim, ainda vai ser preciso uma quantidade inimaginável de energia para manter o sistema funcionando. Não acho que temos essa energia...
– Mesmo com as pessoa da cidade inteira, a energia não seria suficiente? – Luno tentava ver todas as respostas.
Leeron e Leyte balançaram a cabeça e suspiravam. Luno não gostava de como todos os planos pareciam falhos. Enquanto ele se sentia irritado com sua falta de capacidade para pensar em algo, Viral parecia querer saber mais:
– Leyte, me responda uma coisa: Não temos energia por não termos pessoas suficientes. Então se nos tivermos mais pessoas teremos mais energia, correto?
– Obviamente que sim. O que você está tramando, Viral? – Tragava novamente seus cigarro.
– Quanto mais pessoas precisaríamos aproximadamente para fazer funcionar?
– Uma quantidade por volta da população de 4 Cidades Kamina juntas.
Viral elevou o tom de voz:
– Então acho que se chamarmos os seres Espirais das outras galáxias teríamos bastante energia, até mais que o suficiente, não acham?
Rossiu interviu e agora toda a atenção estava voltada para Viral:
– Temos apenas 2 dias sobrando para preparações. Acha que eles conseguirão atravessar a galáxia nesse tempo?
Viral abriu um sorriso sinistro e pela primeira vez em que ria, parecia ser mais medonho do que antes:
– Hehehe, pode apostar que vão conseguir. Eles não vão querer broncas nem castigos meus caso não chegarem. E meus castigos são muito, muito cruéis quando eu quero que eles sejam.
Todos ficaram um tanto espantados com o que Viral disse, principalmente Luno, que engolia em seco e arregalou os olhos de uma maneira que parecia que iriam sair para fora. Ele pensava enquanto suava frio:
– *Não imaginava que o comandante era sádico assim. Vou tomar mais cuidado com ele agora...*
Ninguém havia respondido nada, até que Leeron interviu:
– Teremos energia suficiente assim, mas ainda tem um porém...
– E qual seria? – Luno, assim como todos, ansiava por saber.
– O Véu Espiral é emanado de apenas um ponto de energia Espiral. Seria preciso concentrar toda essa energia em apenas um ponto para ser transmitida. O grande problema é...
Ele fez uma curta pausa e suspirou. Todos ainda estavam atentos quando ele continuou:
– ...O único recipiente de energia Espiral que temos são seres humanos. Temo que um humano não consiga aguentar tanta energia de uma vez só e entre em colapso e...vire uma bomba de proporções planetárias, capaz de pulverizar nosso planeta em um instante.
Todos se calaram com aquilo e ficavam assustados demais com a ideia. Uma falha que acabaria com tudo em um piscar de olhos. Era uma missão quase suicida que ninguém iria se candidatar a participar. Luno grunhia em voz baixa. Yoko percebeu tamanha preocupaçao que ele sentia. Ele levantou a mão e disse:
– Rossiu, eu...! – Ela foi interrompida por Luno e subitamente parou enquanto ele continuava.
– Eu vou ser o recipiente e vou mover o Véu Espiral. – Tinha um olhar que poderia perfurar montanhas. Sua certeza era evidente.
Yoko, que achou quase uma idiotice da parte dele propor algo assim tentou impedir:
– Luno, você é louco?! Não ha nenhuma chance que você iria aguentar como recipiente. Está todo machucado e não consegue nem andar! Se você tentar mover o Véu vai acabar morrendo!
Ele ficou indiferente perante a situação:
– Eu devo tentar. É a unica maneira de saber se sou capaz ou não.
– Yoko tem razão, isso é loucura. Você precisa ver os seus limites também. – Darry continuava o que Yoko começou.
Luno se enfureceu, levantou e gritou:
– Vocês preferem que Simon venha e arrase com todos nos?! Se não, é melhor pararem com essa frescura toda!!
Rossiu tentava manter a calma de todos para que a reunião não se tornasse uma gritaria.
Quando todos estavam mais calmos, ele mostrou seu depoimento quanto aquela questão:
– Temo dizer, Luno tem toda a razão sobre nosso dever de tomar alguma providência. Entretanto , garoto, você claramente não tem condições de ser o recipiente do Véu Espiral.
Rossiu mal terminou o que queria dizer completamente e Luno já o interrompia:
– Se eu não for, que mais vai ser capaz? Até onde eu sei, a unica coisa que Yoko foi útil na vida foi atirar! – Cruzava os braços e as pernas enquanto sentava.
Yoko se irritou e deu um soco na cabeça do garoto. Apesar de ela ser mulher, tinha muita força. Luno podia jurar que aquele soco doeu mais que a pancada que levou de Simon e o jogou ao chão:
– Ei ei ei, mais respeito moleque! Se eu quiser, eu faço você se ajoelhar e beijar os pés do Leeron!
– Por Deus, Yoko, não precisa usar essa violência. E não precisa beijar os pés. Eu teria em mente partes bem melhores... – Ele sorria levemente e olhava para Luno achando ser um sedutor.
Luno se arrepiou e ficou amedrontado com aquela reação de Leeron:
– Não, não, não, Não vou fazer isso! Sai fora! Enfim, Rossiu, por favor, me de mais essa chance! Eu posso conseguir, eu tenho certeza disso!
– Sinto que não posso permitir isso. Me desculpe.
No momento que isso foi dito, Viral, que já estava quieto por bastante tempo, se levantou começou seu sermão:
– Luno está certo. Vocês estão com muita frescura. Acho que a melhor decisão a se fazer é deixá-lo ir.
– Viral, você também? Ele não vai aguentar um minuto sequer com tanto esforço! – Yoko ainda persistia com sua ideia.
– Esse garoto tem vontade. Ele pode muito bem ser capaz de tomar seu papel se ele quiser.
– Ele entrou ontem como membro da Brigada. Colocá-lo nesse papel é simplesmente arriscado demais!
– Esse é o momento para corrermos riscos. Não nos arriscar apenas vai matar a todos nos.
– Mas ele ainda não tem forças para suportar algo assim!
Viral se irritou e respondeu em voz alta:
– Se você se acha tão forte assim, enfrente Simon cara-a-cara como ele fez ontem! Vamos ver se você consegue fazer metade do que o garoto fez.
Tanto Yoko quanto todos pararam perante aquílo. O próprio Luno se surpreendeu com aquela reação:
– *Viral...*
– Mesmo com todo esse planejamento, Simon vai ser um adversário difícil. Mas uma coisa é certa: Simon tem uma força de vontade de ferro e não vai desistir nunca. Porém...
Todos ainda queriam ouvir aquele sermão. Era raro ver Viral falando daquela maneira:
– ...Esse garoto que está com nos tem uma força de vontade ainda mais inabalável que a de Simon. Ele não vai desistir da humanidade nem do nosso planeta! Por mais dificeis que sejam as coisas daqui pra frente, ele vai ficar do nosso lado nessa luta! Simon fugiu para os Anti-Espirais. Nos iremos mostrar para ele essa humanidade que ele renegou. Para enfrentarmos Simon, teremos que ter a mesma confiança que ele tem em nos vencer. E essa confiança, notei apenas uma pessoa nesse salão que a possui, e essa pessoa é Luno. Então, ao invés de ficarem indagando sobre deixar ou não deixar...AO MENOS CONSIDEREM O FATO QUE ELE É A NOSSA UNICA CHANCE DE PODERMOS VENCER SIMON!!!
Aquílo ecoou pela sala. Parecia um grito de guerra de um exército inteiro disposto a avançar em seus inimigos, sem medo da morte. Todos se sentiam como os inimigos: acuados por tamanha ferocidade emanada de Viral. Todos, exceto Luno se sentiam assim. Ele levantou e pediu para Rossiu:
– Rossiu, por favor, me dê essa chance. Viral está colocando tanta confiança em mim. Já que ele acredita tanto em mim, irei acreditar nele também. Então, por favor.
Rossiu abaixou a cabeça e pensou bastante sobre aquilo. Era uma decisão difícil para ele. Depois de um minuto pensando, ele tomou sua decisão:
– Está bem. Você poderá ser o recipiente, mas com uma condição.
Luno se empolgou de alegria e tentou pular, mas acabou se machucando e sentindo dor pelos seus ferimentos. Nem havia notado a condição que Rossiu lhe concedeu. Quando percebeu, ele ficou quieto e o deixou falar:
– Você deve tratar os seus ferimentos imediatamente e também dar o seu máximo para proteger a todos nos e também...
Ele suspirava antes de continuar:
– ...Não morra. Se você morrer, vai ser tudo em vão. Apenas você pode vencer Simon.
– Ha! Você viu o que eu fiz ontem, não viu? Fica tranquilo, o Simon não vai passar por mim.
– Que isso que você acabou de dizer não seja apenas papo-furado. Certo, todos, esta reunião está encerrada. Aqueles que puderem, ajudem a colocar o plano de acumular a energia Espiral em prática o quanto antes.
Enquanto todos iam tomando seus rumos, Viral estava indo entrar em contato com as outras galáxias. Luno foi falar com ele e sorriu enquanto falava:
– Ei, Viral. Obrigado por me apoiar aquela hora na reunião.
– Não fiz aquilo por você, fiz pelo bem da missão. Faço parte da Brigada Gurren, assim como você. Tenho orgulho pelo nosso nome e nossa bandeira. Agora, se me da licença – Ele não tinha nenhuma expressão de satisfação no rosto.
Viral ia em seu caminho, quando Luno o chamou novamente:
– Viral...! Obrigado por tudo, de verdade. Se não fosse por você, eu sequer teria entrado para a Brigada. Você pode ter essa cara azeda sempre, mas para mim, será sempre o melhor daqui. Estou agradecido por tudo mesmo! – Seus olhos brilhavam ao falar aquilo olhando para o comandante.
Viral, parou quando oviu aquílo. Ele virou os olhares, sorriu sinistra, porém confiantemente e acenou enquanto falava e andava:
– Heh, não venha com esse coração mole pra mim. “O melhor”. Você vai ganhar meu respeito enquanto tentar ser melhor que eu. Quem diabos você pensa que é para achar que há limites para sua força? Tente melhorar sempre. É assim que construímos o amanhã.
Antes que Luno pudesse demonstrar sua gratidão, Leeron estava o chamando para que no Centro de Pesquisas ele pudesse se recuperar e começar os experimentos para o Véu Espiral. Para sorte dele, Leyte estava indo também, o que deixou Luno mais seguro para acompanhar Leeron.
Luno olhava para trás e via Viral andando e seguindo o seu caminho. Ele sentia orgulho de tê-lo como comandante. Era forte, confiante e de um carisma único. Luno podia ver o porquê dele ser o único homem-besta nos topos da Brigada. Além de ser forte, tanto com seu corpo quanto com suas palavras, ele não sentia medo de encarar o amanhã. Ele via como os perigos faziam parte do processo de constante melhoria e se mantinha forte para vencê-los. Mas, o mais importante de tudo era que Viral entendia que todos eram um exercito, um grupo, uma legião e que apesar de ser forte, ele reconhecia a força de seus companheiros e confiava nela para que todos pudessem compartilhar das melhoras e do mesmo orgulho de fazerem parte daquilo. Luno jurou para si mesmo que seria como Viral e mostraria constante melhoria para que ambos pudessem sempre encarar o amanhã, o futuro que ele estava disposto a proteger.
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