Tengen Toppa Gurren Lagann - Renascimento

15 Capítulo 15: Noite de fé, dia de sangue


Estavam se beijando sob aquele luar. Não queriam parar tão cedo. Estava bom demais para acabar. Lily interrompeu aquilo. Luno achou um pouco estranho, quando ela disse, de maneira compreensiva:

– Me desculpe, maninho. Eu não devia estar fazendo isso com você a essa hora. Você precisa descansar para a luta de amanhã...

Ela não estava feliz com aquilo. Luno balançou a cabeça e falou:

– Não. Vamos continuar assim. Nos vamos nos lembrar disso, vivendo ou morrendo. Nunca mais que viveremos essa noite, Lily. Vamos viver ela enquanto pudermos...

Ele limpava o resto de lágrimas que haviam sobrado no rosto dela:

– ...Ou vamos nos arrepender de não ter feito isso depois.

Lily sorria e concordava com as gentis palavras e atos dele. Ela entrelaçava os dedos dela com os de Luno e segurava a mão dele com força. Luno ainda demonstrava animação:

– Até porque, estar aqui com você me deixou mais descansado do que em todas as outras noites. Não queria estar passando meu tempo em um salão branco discutindo com Simon, hahaha!

Ela apoiava a cabeça no ombro de Luno, fechava os olhos e dizia:

– Sim...é melhor desse jeito, maninho...como um bom sonho...

Luno demonstrava ainda mais bom humor:

– Pode parar com esse negócio de “maninho”. Somos mais do que irmãos agora.

Ela se abraçava no braço dele:

– Somos mais do que irmãos, mas ainda somos irmãos. Você ainda é meu maninho lindo, gentil e fofo que eu amo tanto, hihihi.

Luno suspirava, mas estava feliz. Ambos ficavam sentados naquele banco, vendo o céu negro, levemente azul pela luz da Lua, lembrando a cor dos cabelos de Lily. Nenhum som, nenhum vento. Nada. Apenas os dois naquele banco, sentindo o calor um do outro, daquele amor e ternura.

Logo atrás, na porta da escadaria para o terraço, havia alguém observando. Olhava por uma fresta da porta. Olhava com muita atenção e concentração. Vendo ambos sentados, apenas esperando o tempo passar, decidiu ir embora. Virou-se e descia as escadas, degrau a degrau. Quando havia descido uma fileira de degraus, viu um vulto encostado na parede. Pretendia fingir que não o havia visto e seguir caminho. Chegando onde ele estava, prestes a dar as costas, ouviu a figura misteriosa, de braços cruzados, falando:

– Bisbilhotar a vida dos outros não é nada legal, Yoko.

Ela parava e virava para ele, respondendo:

– Então o que você está fazendo aqui, Viral?

– Vim apenas confirmar se a garota iria conseguir fazer a parte dela do trato. Convencer Luno a deixar ela ir no Gurren Lagann é tudo que ela precisava fazer.

– Um pequeno teste para a garota. Uma coisa bem rara, vindo de você. Por que você deu uma chance para ela ao invés de simplesmente dizer “não”?

– Ela disse que se importava muito com Luno e que faria tudo para poder ajudá-lo. E também, não é fácil colocar uma ideia dessas na cabeça-dura do garoto. Só não esperava que as coisas acabassem dessa maneira... – Ele dava de ombros.

Yoko sorria e fazia sua pose, apoiando a mão no quadril:

– Awwwn, está com inveja dos jovens pombinhos?

– Não diga besteiras. Eu não fico aqui olhando casais por olhar, diferente de alguém que eu conheço.

Yoko ria daquele ultimo comentário. Logo depois, ela perguntou:

– Sabe, Viral, eu estive pensando aquí uma coisa. Você já teve alguém que se apaixonou de verdade?

Viral suspirava e fechava os olhos:

– Isso não é da sua conta.

– Sabia que você ia falar isso. De qualquer maneira, não fique aí a noite inteira, a menos que você queira ver a cara que os dois vão fazer quando te verem aí. Eu iria querer ver, hehe.

Viral estava cansado daquele falatório:

– Tsc, apenas vá dormir. Não quero ter que te colocar em um asilo se cair do seu gammen.

Yoko descia, com um sorriso no rosto. Sabia que Viral tinha um lado mole, apesar de tudo. Ela morria de curiosidade de saber isso. Iria dormir um pouco mais realizada, agora que tirava dúvidas que estavam com ela o tempo todo.

O tempo passou. A noite corria e todos ficavam cada momento mais apreensivos pelo quanto todos ficavam mais perto da grande luta. Leeron estava em seu computador, e olhava para a torre do Véu Espiral:

– *Vai ser nossa ultima jogada. Não posso falhar agora.*

Leyte olhava para o Gurren Lagann, junto aos gammens dos outros membros da brigada, fumando seu cigarro com mais concentração:

– *“Desejo de viver” hein, garoto. Vamos ver só o quanto você está certo sobre isso.*

Rossiu estava em seu escritório. Olhava para uma linda mulher de cabelos castanhos e óculos sentada em uma cadeira, ao seu lado. Ela estava dormindo. Rossiu passava a mão em seus cabelos:

– *Kinon...ele vai conseguir...temos que conseguir, ou não poderemos ser mais nada além de pessoas esquecidas.*

Gimmy ficava agitado. Era uma mistura de medo e euforia que estava sentindo. O frio na barriga não o deixava dormir. Sorria bastante, até não poder mais conter sua felicidade apenas no rosto e soltar leves sons de animação:

– *Finalmente, Simon. Finalmente vou poder colocar a prova pra você como eu cresci e fiquei mais forte! Vai ser uma honra mostrar isso pra você!*

Darry, por sua vez, estava preocupadíssima. Ela estava sentada em sua cama e também não conseguia dormir. Olhava para seu coelho de pelúcia, que tinha desde que era um bebê. Ela abraçava o coelho, exatamente como fazia quando era criança. Estava bastante preocupada com o que poderia acontecer:

– *Eu não queria fazer isso com você, Simon. Você foi tão bom pra mim e principalmente pro Gimmy. Não deveria terminar assim. Eu não quero lutar com você, mas parece que não tem jeito...*

Yoko estava em seu quarto, fazendo últimos ajustes em seu rifle. Sabia que iria usar seu gammen, mas queria se precaver. Ela olhava para Boota, que saía de entre seus peitos e logo em seguida deitava na cama. Apoiava sua cabeça sobre as mãos, cheia de pensamentos:

– *Então estamos perto assim da luta, hein? Aquele garoto tem garra para poder ir contra o próprio pai. Me desculpe, Kamina, mas chegamos longe demais. Não há mais como parar isso. O máximo que podemos fazer é continuarmos vivos.*

Viral estava encostado na escadaria. Pensava sobre o que Yoko havia lhe falado sobre se apaixonar. Ele não sabia como podia pensar sobre isso e sobre a luta ao mesmo tempo. Olhava para a porta do terraço e descia as escadas:

– *Já está na hora. Devo ir e me preparar para Simon. Sou o desafio que ele queria e vou defender minha honra até o fim. Me pergunto se Adiane se sentia assim também quando servíamos Lorde Genome. Me pergunto se elá já se apaixonou também...*

Solvie olhava para o porta-retrato com ela, Simon e o filho no colo. Ela não conseguia deixar de pensar em Lily, em Luno ou mesmo em Simon. Ela estava preocupada, mas tentava pensar nisso o menos que pudesse. Colocava o porta-retrato no peito, fechava os olhos e pensava:

– *Luno...Lily...vocês vão mesmo lutar contra seu pai. Eu aqui não poderei fazer nada. O máximo que posso fazer é torcer pela vitória de vocês dois. Traga Simon vivo, filho. Eu confio em você para fazer isso. É o unico que pode. Querido...o Luno vai te buscar. Eu vou te falar o quanto eu ainda te amo e que te perdoo por tudo isso. Assim voltaremos a ser felizes como eramos antes...*

Lily estava quase adormecida nos braços do irmão, que passava as mãos levemente por sua cabeça. O ninar a colocava em um estado de paz e tranquilidade. Ela adorava sentir aquílo tudo perto dela. Segurava ainda mais forte o braço dele, nunca mais querendo soltar:

– *Eu vou te ajudar, Luno. Eu vou ficar do seu lado para sempre. Eu, você e a mamãe estaremos sempre unidos. Eu vou proteger com você esse mundo em que você tanto quer deixar do jeito que está. Eu te amo e enquanto você estiver nele, eu irei até o fim para protegê-lo.*

Luno terminava de acariciar Lily. Havia gravado cada instante daquele lindo momento na memória. Olhava para ela, dormindo em seus braços. Pensava o quanto que a relação entre ambos mudou em tão pouco tempo. Estava feliz, mas não deixava de pensar na luta contra Simon. Ele pensava o quão próximo que estava de reve-lo. Ele erguia sua mão em direção a Lua e pensava. Enquanto o fazia, a noite chegava ao fim e o dia começava. O Sol se erguia ao mundo, como se estivesse mostrando a todo o universo a grande batalha que lá iria ocorrer. O Sol estava em sua mão, exatamente onde estava a Lua, como se ele estivesse querendo dar sua força a Luno. Ele fechou as mãos. Sentia como se elas queimassem, mas ele tinha forças para suportar:

– *Simon...eu vou te parar. Eu vou parar com essa sua loucura hoje mesmo. Vou mostrar para você o quanto você errou por deixar esse mundo. Por deixar a Raça Espiral. Eu vou mostrar para você como o nosso desejo supera qualquer adversidade que tiver. Prevaleceremos perante qualquer coisa que você jogar em nos. Eu vou proteger esse mundo com minhas mãos, se necessário! Quero que você venha com tudo para que veja como eu posso te ultrapassar. Mostre para mim que você é digno de ser chamado de lenda por mim! Quem diabos você pensa que sou?! Eu sou Luno! O homem que irá se tornar lenda e guiar esse mundo para um amanhã!!*

Abria a mão e olhava para ela. Era como se agora sentisse que tivesse todas as forças para encarar Simon. Havia um brilho especial naquele céu. Um céu limpo e azul. O próprio planeta havia amanhecido o céu daquele jeito, preparando a arena em que aconteceria a guerra. Luno sabia que Simon iria vir com tudo. Acordou Lily, e disse sério:

– Vamos Lily, acorde. Vamos nos apressar. Não sabemos quando que Simon vai decidir atacar a todos nos.

Ela acordou, sonolenta e quase babando. Bocejou e deu leves tapas no rosto. Quando se deu conta do quão séria estava a cara de Luno, ela entendeu tudo e ficou igual a ele:

– Sim. É hoje. Temos que ficar preparados.

Ele concordou e foram em ágeis passos para encontrar o Gurren Lagann. Estavam tensos, pois não sabiam se enquanto estavam no terraço algo poderia acontecer ou a guerra pudesse começar a qualquer instante.

Chegando aos andares mais baixos da brigada, notaram Solvie nos corredores, junto a Leyte. Os quatro pararam e Solvie falou:

– Vocês estão acordados. Que bom. Achei que pudessem estar dormindo a uma hora dessas.

– Claro que estamos acordados. É hoje que vamos agir e vencer!

Solvie concordou. Leyte estava um pouco sem interesse naquilo e acendeu um cigarro. Solvie sentiu o forte cheiro da fumaça e começou a tossir. Leyte imediatamente apagou o cigarro e se desculpou. Depois disso, Luno fez uma pergunta a Leyte:

– Para onde você está levando a minha mãe?

– Vamos levar ela para o laboratório subterrâneo. Eu, Leeron, Ame e o assistente do Viral, Naakim estaremos lá monitorando toda a operação.

– E o resto das pessoas da cidade? – Lily intervia.

– Nos as abrigaremos lá também. Estarão todas dentro da Arc-Gurren, pronta para uma decolagem, caso haja uma emergência. Mas lembre-se que apenas enquanto estivermos no laboratório que toda a energia Espiral dessas pessoas será captada para o Véu Espiral. Se por algum acaso decolarmos, não poderemos fazer nada para lhe fornecer energia e lutar conta os Anti-Espirais.

– Não vai chegar nesse ponto. Se é ficando aqui que temos chance de vitória, é aqui que vocês ficarão para podermos vencer.

Leyte ainda não perdia a seriedade com o assunto:

– Espero que você esteja certo, se não Simon vai apagar conosco do universo.

Solvie se aproximou de seus filhos e falou:

– Então vocês pretendem mesmo lutar. Não vou tentar parar vocês mas...tomem muito cuidado lá, filhos.

Luno sorria, olhava para a irmã e fazia um sinal com a cabeça. Ela sorria também e então ambos foram abraçar a mãe:

– Pode ficar tranquila, mãe. Nos já somos bem grandinhos pra poder cuidar do nosso próprio nariz. Vamos ter cuidado e vamos conseguir. – Luno recuperava o bom e velho humor.

– É o que ele disse, mãe. Quem diabos você pensa que somos? Se você confia nos seus filhos, então tira essa tristeza da cara e torça por nos. – Lily tentava soar como Luno, para tentar melhorar os ânimos de Solvie.

Solvie ficou bastante surpresa por aquele abraço dos dois. Ela ainda achou engraçado como Lily estava tentando parecer com o irmão e ria um pouco. Ela abraçava ambos e falava:

– Logo logo vamos voltar a ser uma família completa. Depois disso vai tudo melhorar e voltar ao normal.

– Nos já somos família. Quando tudo isso acabar, voltaremos a ser do jeito de antes. Ainda melhor, eu diria. – Luno falava isso para a mãe e dessa vez, olhava para Lily, que olhava de volta e seguravam as mãos, ainda abraçando a mãe.

Um tempo depois, soltaram-se. Acharam que Leyte estava de saco cheio vendo toda aquela cena dramática. O contrário, na verdade. Leyte não parecia estar nem um pouco incomodada por poder relaxar de toda aquela tensão por alguns segundos, mas mesmo assim eles pararam. Luno voltou a ficar sério e seguiu:

– Estamos indo agora. Leyte, cuide bem dela e de todo mundo que estiver alí com a mamãe.

Leyte acenava e andava em direção ao laboratório. Antes que Solvie seguisse Leyte ao laboratório, ela gritou:

– Filho, nunca perca de vista o que você realmente quer! É isso que te move para frente!

Luno ouviu aquilo e pensou, com uma confiante feição no rosto:

– *Eu sei o que eu quero. O que eu quero está bem aquí. Ao meu lado e dentro de mim.*

Lily também pensava no que a mãe disse. “O que Luno quiser, estarei com ele”, ela pensou. Era isso que ela queria. Luno era sua unica motivação e Lily era a maior motivação de Luno. Eram feitos um para o outro, afinal. Almas gêmeas que mantinham o vivo os sonhos um do outro.

Chegando na sala onde o Gurren Lagann estava, notou que haviam mais gammens, entre eles, o Grapearl de Gimmy e Darry e o que Viral pilotou no dia anterior. Ele viu aquílo e estranhou. Pensou alto. Um tanto alto demais:

– O que todos esses gammens estão fazendo aqui? Por que eles estão aqui?

Nisso, logo atrás dele, ouviu falarem:

– “Por que”? Você ta mesmo perguntando isso? Caramba, nem parece que você ta em uma guerra.

Ele olhou para traz e viu Yoko, Viral, Gimmy e Darry. Luno não sabia o que todos estavam fazendo lá. Os quatro andaram e ultrapassaram Luno, indo direto para seus gammens. Foram entrando neles e ligando seus sistemas. Viral parou de entrar no dele e disse:

– Você está esperando o que, garoto? Venha logo pro Gurren Lagann!

Ele foi, entrou iniciou os sistemas, mas ainda tinha dúvidas sobre aquílo tudo. Ele ligou a cominicação e perguntou por que todos estavam lá, já que era apenas ele que iria mover o Véu Espiral. Recebeu sua resposta:

– Você acha mesmo que vou deixar toda a diversão pra você, Luno? Eu sou como você agora. Sou um desafio que Simon quer! – Viral sorria, e pela primeira vez fazendo isso, não parecia ser uma pessoa assustadora.

– Bem vindo a Grapearl, Luno! Onde um vale por muitos, mas todos somos um! Essa aula Simon vai sentir na prática, hehe! – Gimmy estalava as mãos e já as colocava no controle, pronto para lutar.

– É o que ele disse, Luno. Somos um só. Eu quero ajudar você e sei que eu posso fazer isso e é por isso que não vou fugir agora! – Darry se motivava e se mantinha firme enquanto esperava o combate.

– Você não vai pra lá sozinho. Ninguém aquí está sozinho. Você realmente pode fazer isso tudo. Confie em você mesmo, pois há pessoas que confiam em você. Homenageie a promessa feita naqueles túmulos ou nunca mais vista essa capa e emblema. Quem não consegue confiar em si mesmo não pode esperar confiança dos outros. – Yoko sorria igual a Luno. Estava com o espírito a mil para poder lutar, exatamente como o garoto.

– Estamos todos aquí para te ajudar nisso. É uma guerra entre nos, Espirais, contra Simon. Também queremos fazer parte disso. Você prometeu proteger a todos nos, lembra? Enquanto você tiver esse desejo, nos iremos te proteger também! Somos mais do que companheiros, nos somos irmãos. Somos mais do que irmãos, somos família! É nosso dever. Para mim, é mais do que isso e você disso sabe, não é...? – Lily já estava a postos no Gurren Lagann antes de Luno. Ela falava essas coisas e sentia calma no coração. Tanto do próprio quando do dele.

– Estamos todos aquí, filho. Somos todos iguais agora. Simon não é exceção. Somos todos pessoas lutando para ficarmos vivos. Pessoas com sentimentos, sonhos e promessas. É por isso que devemos nos unir. – Solvie aparecia na tela do comunicador.

– Nos confiamos em você. Então confie em mim. Confie em nos... – Lily voltava a falar para o irmão.

Luno estava um pouco assustado. Ele nunca pensaria que todas aquelas pessoas estariam confiando tanto nele. Nunca pensou que por causa dele todos estavam querendo ajudá-lo. Lá estava ele, em um Gurren Lagann, pronto para defender o mundo das mãos de Simon. “Nunca se esqueça do que quer”. Era exatamente isso que ele queria. Não era poder, controle, tampouco fama. Era poder mostrar para todos que seus sonhos podiam se tornar realidade. Que não só ele, mas todos eram capazes de realizar seus mais profundos desejos. Ele sorriu bastante e soltou uma lágrima, que imediatamente limpou, sem ficar um pingo a menos triste. Colocou as mãos nos controles e colocou sua alma naquilo:

– Lily...mãe...Viral...todos que confiam em mim...VAMOS VENCER ESSA LUTA!!!

Ele ouviu todos no laboratório gritarem com ânimo. Era o grito de uma humanidade inteira mostrando sua força e seu desejo para os inimigos. Levantavam a tocha com a chama de seus espíritos com suas vozes. A escotilha estava aberta. E todos os gammens, não apenas os que estavam na sala, junto com Luno, mas também vários e vários outros Gurren Laganns, infestando a cidade, prontos para a ação.

Perto de lá, no laboratório subterrâneo, Solvie assistia o campo todo pelos visores do Gurren Lagann de Luno. Rezava com as mãos juntas pela segurança dos filhos. Nada acontecia, e ela ficava aliviada. De repente, sentiu um arrepio. Foi algo tão rápido e intenso, que ela sentiu um calafrio logo depois. Aquele choque a fez pensar um pouco sobre sua volta. Sentiu esse calafrio novamente. Perebeu agora o que o estava causando. Sentia aquela energia estranha se manifestar de seu anel. O mesmo anel que Simon havia dado para ela quando se foi. A pedra verde nele estava piscando. Pulsando sua luz como um coração. Imediatamente, ela correu. Correu e empurrava a todos. Ninguém entendia o porquê dela estar correndo daquele jeito. Ela chegou no elevador e subiu ele, para fora do laboratório. Leyte viu aquilo e tentou pará-la, correndo em sua direção mas era tarde demais. Ela já havia subido. Não fazia a menor ideia do que estaria acontecendo.

Luno e os soldados olhavam a sua volta. Percebiam como não havia nada e não ficavam tão tensos, exceto Viral, que observava com olhos de águia o seu redor e não conseguia ficar relaxado, dizendo:

– Está muito quieto por aquí. Quieto demais...

Fora do laboratório, o tempo passou um pouco e o anel pulsava mais rápido e mais forte. Com o resto de sua energia, Solvie correu para o pátio. Chegando lá, a força e velocidade que o anel pulsava era ainda maior. Sentia uma enorme pressão vinda dele. Ela arrancou o anel fora do dedo e o atirou longe, com toda a força que ainda tinha.

Viral ainda não parava de observar com altíssima concentração. Começava a respirar com menos intervalos e seguia seus instintos, sentindo-se ameaçado de maneira quase animalesca por alguma presa que não via:

– Isso não pode estar certo. Não vejo nada, mas me sinto pressionado. Tenho a sensação que alguma coisa vai acontecer logo. Alguém vai vir logo...

Luno se preocupava ao ver Viral um tanto acuado daquela maneira:

– O que você acha que vai acontecer...? – Suava frio, sentindo algo parecido que Viral estava.

– Ele vai aparecer...ele vai aparecer...muito em breve...

Quando Viral terminou de falar, viram um clarão enorme vindo do quartel. Aquílo cegou a todos por instantes. Logo depois que todos recobraram a visão, não conseguiam acreditar no que viam. Viam naves Anti-Espirais surgindo e surgindo aos montes, ocupando a cidade inteira em poucos segundos. Eram naves pequenas, grandes e gigantescas, como as que Luno e Lily haviam derrubado. O céu limpo e azul daquela manhã se pintou de negro. A luz do Sol não conseguia mais iluminar a tudo. No meio de todo o exercito inimigo, uma nave era mais visível. É tão negra e escura que sua cor azeviche se destacava naquele breu. Era o Gurren Lagann de Simon. O homem saía do seu gammen, agora sem um capuz surrado, mas com uma capa cinzenta e escura, com o símbolo da Brigada Gurren invertido. Dizia, com a intimidação de mil generais:

– ...Acabaram os 3 dias. Agora, preparem-se para sua morte!

Notas finais
Todos estavam preparados para tudo, menos para um ataque surpresa de Simon. Preparados ou não, deveriam lutar. Avaliem ;)