Seu ascendente era um homem sábio. Ele havia tramado contra os seres da noite, os atraído até um vale, e então os aprisionado, livrando para sempre os humanos. A noite durara três dias, as criaturas urraram e arranharam com ódio, revolta e fome, antes de, enfim, os portões se fundirem e os afastarem daquele mundo.

Tudo o que sabia era que se descesse, por horas a fio, até o fim daquele vale, os portões abroeirados estariam ali, o silêncio seria sufocante e o ar rarefeito.

E era por isso que, mesmo cega, amordaçada e amarrada, Sorin sabia exatamente onde estava.