Temécula

37 Capítulo 37


Notas iniciais
demorei seculos pra terminar mas terminei!! ponto final.... finito!!! bjus

Tudo foi preparado para a noite em que Jenn e Niana poriam fim em todas as atividades de Demetrio e seu grupo. Tudo estava pronto, e organizado. Max já os esperava , dentro da mansão de Demetrio garantindo com que parte do plano corresse como esperado.

Eddie e Nate ficaram encarregados da segunda parte. Enquanto Jenn e Niana faziam o resto. Niana ajudou Jenn com cordas e outros aparatos para que Jenn pudesse escalar a mansão sem ser vista. Jenn permaneceu no telhado, observando a movimentação dentro da casa, através de uma basculante. Após isso, Niana voltou para o carro, e aguardou novas instruções.

Enquanto isso Nate e Eddie seguiam sua parte do plano. Eles se dirigiram ate a casa, como se fossem fazer uma visita. Isso chamaria a atenção de alguns deles pra si, enquanto Jenn se preparava para agir. Assim que eles entrassem, ela poderia agir.

Eles bateram na porta, tocaram a campainha e fizeram certo alarme. Logo Jenn avistou o movimento dentro da casa, notando a preocupação nos movimentos dos rapazes de Demetrio, que trataram de mandar alguém avisar Demetrio sobre uma visita inesperada. Max, surge vindo de um corredor acompanhado por Craig. Jenn afrouxava as trancas da basculante devagar e cuidadosamente para não fazer barulho.

Dois dos rapazes abrem a porta, e vêem Eddie vestindo uma roupa de padre, assim como Nate.

-Boa noite rapazes! –diz Eddie com seu ar religioso-

-Padres? –diz irônico um dos caras-

-Viemos em missão! –diz Eddie- Nos convidam a entrar?

Os rapazes olham um para o outro, ambos que não conheciam Eddie nem Nate, pois eram apenas encarregados dos trabalhos de campo, ordenados por Demetrio. Eles sorriem sendo irônicos e um deles responde:

-Não precisamos de nenhum padre aqui...

-Imagino que tenham muito para confessar! –diz Eddie sorrindo-

-Quer ouvir sobre nossos pecados padre? –o outro ri-

-Venho lhes oferecer redenção!

-Redenção? –ele ri sádico-

-Podemos oferecer muito mais a vocês! –o outro completa-

-Fazem mesmo questão de salvar nossas almas?

-Suas almas são nossa prioridade esta noite! –ele continua com as mãos cobertas por suas vestes-

-Deixem eles entrarem... –diz Craig-

-Tem certeza? –pergunta o outro dos rapazes-

-Ouviram o que eu disse...

Os dois então se afastam da porta, e convidam os falsos padres a entrar. Eddie encara Craig, enquanto Nate permanecia com o rosto abaixado, usando um tipo de capuz que lhe cobria o rosto. Assim Craig não pode reconhecê-lo logo de cara.

Dentro da casa, eles encontram Max. Craig se aproxima e analisa Nate de perto.

-Ele é mudo. E não costuma olhar nos olhos das pessoas. –diz Eddie- Em sinal de respeito.

-Como um escravo? –diz Max-

-Fiel ao criador...

-Quanta bobagem. –diz Craig-

Craig se afasta e dá dois passos ate parar diante de Max. Ele olha nos olhos do rapaz e então sorri dizendo:

-Não são padres. E voce sabe disso.

-O que quer que eu faça? –diz Max-

Nesse momento Nate ergue o rosto olhando para Eddie, que lhe faz sinal.

-Leve-os para o calabouço. Demetrio vai gostar de se divertir com eles...

Assim Max cumpre a ordem. Ele se aproxima de Nate, e segura o rapaz pelo braço, sem erguer o capuz sobre sua cabeça. E o leva pelas escadas em direção a parte mais baixa da mansão. Eddie permanece em pé onde estava, apenas esperando. Quando os outros rapazes se aproximam, Eddie ergue as vestes de padre e retira de baixo delas suas armas de luta. Em cada mão, um tipo de arco com estacas de prata no lugar de flechas. Bem finas e pontudas. Ele puxa o gatilho na mesma hora, lançando as mesmas no peito de cada rapaz. Ambos caem simultaneamente no chão se contorcendo de dor, enquanto seus ossos parecem se mover dentro dos corpos, como se fosse seus animais interiores tentando sair, ou resistir ao golpe certeiro.

Em poucos segundos eles estavam mortos. Porem a casa se enche de novos rapazes, e todos eles pareciam estar ansiosos por uma batalha. Eddie olha ao redor de si, e diz em tom baixo:

-Legal! Agora seria uma boa hora Jenn! Quando quiser...

Assim que três dos caras se aproximam para atacar Eddie, enquanto ele carregava novamente seu arco com novas estacas, todos ouvem algo se quebrar no teto da casa. Jenn salta agarrada a uma corda firme no teto, passando como num balanço através da sala, e usando um arco idêntico ao de Eddie pra atirar em alguns dos rapazes.

Eddie logo prepara novas estacas, e se une a Jenn, que cai em pé no canto da sala. Ela usa o arco vazio, para bater em alguns dos caras que avançam sobre ela tentando atacá-la com ferocidade. Ela entra em uma luta corporal com cada um deles, ate que todos estivessem no chão. Desacordados.

-Boa entrada! –Diz Eddie sorrindo e se aproximando dela-

-Agora precisamos dos outros! –ela sorri-

-Max e Nate estão no calabouço.

-Vá pra lá. Eu vou atrás de Demetrio... Niana viu ele no outro lado da casa.

-Certo! Tome cuidado. Ele é mais forte do que os outros...

-Ok...

Assim eles se separam, enquanto Eddie desce as escadas indo atrás de Max e Nate. Jenn avança pelo interior dos corredores imensos da mansão, a procura de seu maior inimigo. Demetrio devia muito mais a ela do que pensava. Tudo pelo que Jenn mais ansiava todo aquele tempo, era enfrentar Demetrio em sua forma original e acabar com ele de uma vez por todas. Assim como com toda sua espécie de demônios cretinos.

Ao descobrir o plano de Max, ao erguer o capuz de Nate e reconhecê-lo, Craig entrou em uma luta direta com Max. Enquanto ambos brigavam, no meio das celas que eram usadas para aprisionar as vitimas de Demétrio, que mais tarde acabavam virando alimento para que eles ficassem cada vez mais fortes. Nate corria para tentar libertar os presos ainda amarrados nas celas.

Eddie passa por mais um grupo de Noturnos ainda em sua forma humana, que tentam lhe impedir de chegar ate o calabouço, com os quais ele luta.

Jenn se aproxima de um largo e iluminado corredor. Ela estava pronta para pegar Demetrio desprevenido, porem as luzes se apagam assim que ela ultrapassa certos limites do corredor. Ela olha ao redor como se procurasse alguém. Mas apenas mais a frente, ela ouve passos. Em seguida uma voz assustadora que ela não pode reconhecer.

-Voce achou mesmo que entraria aqui pra me matar, e eu sequer desconfiaria? –ela reconhece a voz, como sendo a de Demetrio- Seus amigos ainda estão vivos, por que eu permiti que eles vivessem. Não durara por muito mais tempo.

-Por que não mostra essa sua cara feia? –diz ela procurando-o na escuridão-

-Sou diferente do que voce já enfrentou garota! Voce não faz idéia do que esta fazendo! Não faz idéia do que te aguarda! –ele começa a rir-

-Então venha me mostrar! Estou ansiosa!

-Deixe me te dizer o que farei. –ele parecia estar por perto- Me livrarei do seu amigo padre. Usarei minhas próprias mãos para arrancar o coração dele. Depois farei com que seu namorado tenha uma morte lenta, e dolorosa. Primeiro ele vera suas próprias vísceras. Vou arrancar cada órgão do corpo dele com ele ainda vivo. E por ultimo, arrancarei sua cabeça e darei aos meus cães! E voce vera tudo isso... Depois me livro do Max...

-Sabe qual é o problema de caras como voce? –ela o procura- Gostam demais do som da própria voz! Mas eu vou fazer um favor pra voce! Vou te poupar todo esse trabalho.

-Vai estar morta antes de tentar... –ele diz isso e avança sobre ela no meio da escuridão-

Jenn sente seu corpo sendo jogado para longe do corredor, quando o corpo de criatura noturna de Demetrio lhe toca ferozmente. Ela sabia agora que ele estava transformado naquela coisa. Ela não tinha a ilusão de que seria moleza acabar com ele, pois já era difícil com os outros. O que dirá com o líder do bando. Mas ela não desistiria sem tentar. Ela se ergue do chão com certa dificuldade sentindo dor nas costas. Então aguarda ate que as luzes vindas do lado de fora se acendam. Era a deixa de Niana vindo do carro. Luzes fortes o suficiente para iluminar todo o interior da casa. Assim Jenn pode ver onde Demétrio estava.

Seu corpo naquela forma bizarra, era bem maior do que os outros, e muito mais assustadora. Definitivamente ele era o mais forte, e poderosos de todos. E era mais rápido tambem, o que dificultaria a aproximação de Jenn.

Eddie era um caçador bastante experiente de coisas sobrenaturais, e tinha em mãos coisas bastante interessantes, como o aparelho que cedeu a Jenn. Um tipo de arma pequena, giratória que soltava pequenos espetos de prata conforme era ativado uma vez. Jenn usou isso, para atingir Demétrio ainda longe.

Ela lança o aparelho no centro da sala, após ativá-lo conforme Eddie a ensinara. E outro igual na direção de onde Demetrio se movia. Assim os espetos pequenos atingiam o corpo de Demetrio lhe causando certa dor. Isso o deixaria mais lento... Facilitaria o trabalho.

Demetrio se vira sentindo as pontas sobre sua pele, e salta sobre a janela de vidro, quebrando-a e passando por ela ate estar no pátio, onde Niana esperava com o carro. Ele bate no automóvel quase virando-o, e corre em direção as arvores.

Jenn observa pela janela, e decide descer por ali mesmo. Ela salta sobre algumas plantas, e cai no chão rolando pela grama. Depois passa pelo carro de Niana e diz:

-Voce ta bem?

-Estou!

-Vou atrás dele. Cheguei muito perto pra deixar ele escapar.

-Toma cuidado... Se não tiver outro jeito. Corra...

-Certo...

Assim ela corre por entre as arvore as procura de Demetrio.

No interior da casa, Eddie, Max e Nate, conseguem acertar as coisas, dando fim as outras criaturas. E libertando as vitimas.

...

Horas mais tarde, nenhum sinal de Jenn voltar do centro das arvores. Nate já estava preocupado, enquanto todos esperavam em frente a casa. Niana e Eddie estavam escorados sobre o carro, e estavam cansados. Max observa na direção do arvoredo e então diz impaciente:

-Vou atrás dela. Jenn já deveria ter voltado.

-Acha que ela conseguiu? –diz Nate olhando Eddie-

-Espero eu sim...

-Já chega de achar. Eu posso fazer alguma coisa. Não vou ficar aqui esperando.

-Agente nem sabe pra onde ela foi... –diz Eddie-

-Posso achar.

-Eu tambem vou... –diz Nate-

-Não, voce fica. Pode acabar piorando tudo. –diz Max-

-Eu não vou mais seguir ordens suas... Eu vou.

-Dá pra voce ficar na sua pelo menos uma vez na vida? –diz Max-

-Da pra voce enfiar na sua cabeça que ela é minha namorada? –diz Nate irritado-

-Dá pra vocês dois pararem com a discussão? –todos se viram e vêem Jenn-

Ela surge vindo dentre as arvores, com um dos braços cobrindo a barriga, que parecia estar ferida, e com aparência cansada. Nate corre na sua direção e a abraça:

-Voce ta bem? –ele diz preocupado-

-Cuidado ai! –ela sorri- Vou ficar bem se voce não ficar me espremendo!

-Desculpa! To feliz em ver voce viva!

-Tambem to feliz em estar! Foi por pouco... –ela olha para Eddie-

-Como foi? Ele esta morto? –pergunta Max-

-Creio que voce seja uma raça em extinção Max!

-Isso significa que vencemos? –diz Niana-

-Por enquanto sim! –responde Jenn se escorando no carro- Agora se vocês não se incomodam, eu gostaria de ir pra um hospital... –ela sorri-

Todos se entre olham e decidem que uma parada no hospital seria uma boa idéia.

...

Dias se passam após a grande noite do confronto. Pra comemorar a sua vitoria, Jenn assim como Niana, Eddie e Nate se reuniram para uma noite tranqüila em um pub aberto, de frente para a lagoa. Enquanto sorriam, e bebiam, distraidamente, Jenn avista alguém os observando de longe. Ela simplesmente cutuca a amiga e faz sinal.

Niana vira o rosto e avista seu mestre! Ele sorri e então elas se levantam e decidem ir ate ele.

Ao se aproximarem Jenn diz:

-Veio participar da nossa comemoração?

-Vim lhes dar os parabéns! Fizeram um ótimo trabalho!

-Obrigado! E voce não ajudou em nada como sempre! –diz Niana-

-Precisavam passar por isso sozinhas!

-Por quê? –diz Jenn-

-Existem problemas maiores por vir...

-Como assim maiores? Do que isso? –diz Niana-

-Sim! –ele sorri-

-E voce diz isso sorrindo? Como se fosse uma coisa boa?

-Estejam preparadas. –ele diz- As coisas podem ficar nubladas quando a noite cair... –ele se vira e começa a se afastar-

-Nubladas quando a noite cair? –diz Niana- Não entendi... –ela fica confusa-

Dom simplesmente se vira sorrindo, e abana dando tchau. Depois some no meio de uma pequena multidão de pessoas que entravam no pub.

-É uma charada! –diz Jenn- Nós vamos descobrir! Logo... –ela sorri-

-Velho biruta! –ela sacode a cabeça e se vira acompanhando a amiga de volta a mesa-

FIM!!!!!

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