Notas iniciais
Boa Leitura :3

Todos foram para a cozinha, onde Sirius sentia enjoo só de lembrar. Eles se sentaram na enorme mesa de madeira de carvalho, a cozinha tinha um ar mais alegre do que Sirius lembrava-se, e ele se sentia estranho quanto a tudo isso.

– Então, podem nos dizer como chegaram aqui? — Viollete perguntou, enquanto fazia flutuar algumas canecas de chá para todos ali.

– Aparentemente, eu e Lily só sabemos 1/4 da história. — disse Severus, relutando em pegar a caneca que flutuava a sua frente.

– Ela não envenenou o chá. — disse Samuel, pegando sua caneca. Severus rolou os olhos e pegou o objeto.

– Eu posso contar. — disse Remus. Teddy sorriu discretamente. — Sirius achou uma caixa em...não importa, ele achou essa caixa e nela tinha instruções de uma poção do tempo.

– E vocês resolveram fazê-la? — Samuel perguntou balançando a cabeça negativamente. — Resposta errada...deveriam ter entregado a algum responsável.

– Por favor! Foi o que eu disse, mais eles nunca me ouvem! — Remus sibilou um pouco frustado.

– E então, quando íamos testar a poção, Lilian e o Ranh...quer dizer, o Snape apareceram. — falou James. — Eu coloquei a poção em cima da mesinha, mais Peter deixou cair.

– E assim, tudo sumiu e caímos aqui. — Sirius terminou. Viollete, Samuel e Teddy seguravam suas canecas e tinham as bocas abertas em grande surpresa.

– O...Onde está...a poção? Ou o papel? Tinha uma maneira de voltarem, né? — perguntou Teddy preocupado. Os quatro marotos se entreolharam nervosos.

– O papel estava no meu bolso, mais... — Peter ia dizendo enquanto brincava com os dedos da mão. — Eu acho que deixei cair durante a viagem, não sei...eu...eu...não estava mais em meu bolso quando chegamos.

– Peter! — Remus gritou enquanto lhe dava um tapa na cabeça. Pettigrew reclamou de dor, ele sempre era o idiota imprestável e que acabava apanhando.

– Vamos parar! Peça desculpas. — disse Viollete autoritária. Samuel a fitou de maneira confusa, ele achava que Peter merecia mais do que aquilo, mas a mulher apenas piscou para ele.

– O que...? Mais... — Remus disse. Viollete o olhou com mais autoridade. — Desculpa, Peter.

– Tudo bem. — disse o gordinho com um sorriso tímido.

– Ótimo. Pelo jeito teremos que achar este papel, que ficou perdido no tempo ou sei lá. — falou Samuel se levantando. — Vou informar aos aurores e a Minerva.

– Tia Minnie ainda está aqui? — perguntou Sirius surpreso.

– Está sim. — falou Samuel. — E acho melhor a gente se apresentar, verdadeiramente. — disse Sam olhando para Teddy de esguela, que corou. — Meu nome é Samuel Sirius Black, ou simplismente Sam.

– Eu sabia! — James disse. — Mais... e você? — apontou para a garota.

– Viollete Weasley. — disse ela gentilmente, mais logo sorriu travessa. — Antes de meu casamento com Carlinhos Weasley, eu era Viollete Jane Snape.

Severus engasgou com seu chá, e Lily o olhou assombrada. Severus a fitou ainda tossindo, enquanto muitas coisas lhe passavam por sua mente. Como? Porquê? Quando?

– Quem é a mulher de azar? — perguntou Sirius, recebendo um olhar de ódio de Lily, e de certa forma, Severus.

– Jane Collins. — disse Viollete. — Ela é trouxa. Ela disse que conheceu meu pai quando terminaram a escola. Digo, ela terminou a dela, e ele Hogwarts. Disse que foi momentos maravilhosos, mais algo o impediu de ficar com ela. Quando ele foi embora, ela descobriu que estava grávida. Anos mais tarde eu fui a Hogwarts, e o conheci pessoalmente.

– Espera, espera... — Lily disse um tanto interessada. — Como conheceu o Sev em Hogwarts?

– Ele era professor de poções. — explicou Viollete. Severus agora a olhou interessado.

– Mas eu queria D.C.A.T! — exclamou ele esquecendo de todo o resto.

– Longa história. — disse Viollete. — Samuel estava no mesmo ano que eu, e estudamos juntos. No ano seguinte, muitos de nossos amigos entraram em Hogwarts para seu primeiro ano, como Ron, Mione e Harry.

– Entendi... — disse Lily. — Não nos conte muito, pode ser perigoso.

– De certa forma, não. — disse Samuel sabiamente. — Pois a viagem de vocês já estava na linha do tempo comum, e se eu ou Viollete nascemos, é porque vocês irão voltar normalmente, sem nenhuma alteração.

– De onde você puxou essa sabedoria toda? Do pulguento é que não foi! — exclamou James, recebendo um tapa de Sirius.

– Não sei, mas prefiro pensar que puxei isso de minha mãe. — disse Sam sorrindo.

– Quem é sua mãe? — Sirius perguntou.

– Não sei dizer. — falou Sam, sentindo um gosto amargo em sua boca. Ele agora se levantou. — POIS BEM! — gritou chamando a atenção de todos. — O smurf já se apresentou?

– Hey! — Teddy protestou.

– Ele? Já sim. Teddy Tonks, certo? — Lilian falou e Viollete e Sam o encararam risonhos.

– Teddy Tonks? Que menino mal, pensei que ensinamos você a não mentir. — disse Sam. — O nome dele é...

Mais antes de falar, ouviram uma movimentação do lado de fora. Na porta, surgiu uma mulher ruiva e uma menina que segurava sua mão. A menina de olhos verdes e cabelos ruivos que batiam no final das costas sorriu com a presença de todos ali.

– Tia Viollete! Tio Sam! — ela disse correndo em direção a eles. Os dois a abraçaram e depois que ela se soltou deles, os viajantes do tempo puderam vê-la melhor. Severus tossiu nervoso, a menina parecia uma mini-Lilian, lembrava-o da primeira vez que a viu.

– Sam, Viollete, o que é isso tudo? — perguntou Gina, apontando para os jovens ali. — Pelas cuecas rasgasdas de Merlim! — ela exclamou assim que notou quem eram.

– Eu imaginava outra frase, madrinha. — Teddy disse meio risonho.

– Foi você?! Teddy Remus Lupin, já não basta meus filhos e agora você também resolve me trazer problemas?! — a ruiva gritou, e logo todos ouviram um baque surdo vindo do canto da mesa.

– Xiii...ele desmaiou. — disse a pequena Lily, apontando para Remus que estava desacordado no chão.

– Vem comigo, ruivinha. — disse Viollete, pegando-a no colo. Sam e Teddy foram até Remus e o carregaram para o sofá da sala.

– Me desculpe, é a força do hábito. Eu...como vieram para esse tempo?! — Gina perguntou desesperada. Eles repetiram toda a história, e a ruiva agora estava sentada em uma poltrona com as mãos enterradas no rosto.

– ...e foi isso. — disse Sirius.

– Viollete, minha querida, me traga um chá ou um leite quente. Peça para Winky fazer, e me traga uma poção para dor de cabeça. — falou Gina, e Viollete chamou pela elfa e pediu tudo. — O que eu fiz para Merlim?

Notas finais
Eai? Mereço comentários? Espero que sim :D Até o próximo! ^-^