Tempted
8 Às compras
Uma parte do meu cérebro perguntou: para fazer denúncias é preciso ter provas, e se a pessoa realmente as tiver?
Não... No fundo eu não conseguia acreditar que pudesse ser verdade, porque Elliot e o pai trabalhavam lá. Elliot poderia ser desatento, mas o Sr. Grey... E assédio? Por parte de quem? De um deles?
Afastei rapidamente o pensamento de minha cabeça. A ideia era absurda e doentia.
Tentei ocupar minha mente arrumando alguns pertences que ainda estavam em minha mala na cômoda do quarto que, por um mês, seria meu. Tomei um banho e vesti meu conjunto de moletom para dormir, mas ainda estava inquieta o suficiente para ficar andando de um lado para o outro. Pensei em ir procurar por Elliot, mas seu estresse poderia me estressar. Havia algo de errado acontecendo, por que ele estava tão agoniado? Tinha medo de fechar a empresa? Ou medo das ameaças em si? (E de novo pensei se elas pudessem ter um fio de realidade).
Estava prestes a decidir ir atrás de Elliot e especular algumas questões quando alguém bateu à porta do meu quarto. Atendi achando que era ele, mas, para minha surpresa, era Mia.
— Oh, olá!
— Oi, Ana, como você está? – ela pareceu um pouco acanhada.
— Bem. Preocupada, mas bem. – admiti.
— Eu vim ver se estava ok. Ficamos todos alarmados com a má notícia. Mas não queremos que você se preocupe.
Afastei-me da porta dando passagem para Mia. Ela entrou no quarto e foi para perto de uma escrivaninha que estava a um canto.
— Acha que não é muito preocupante? Que vão conseguir manter a situação sob controle? – perguntei.
— Acho que sim. Papai é bom nessas coisas. A menos que alguma acusação seja verdadeira. – ela disse olhando para as mãos.
Eu estremeci diante dela. Ela tinha o mesmo temor que eu?
— Acha que tem chances de ser?
Mia torceu os dedos, entrelaçando-os.
— Elliot é um bom rapaz. Não. Acho que não. Se houve alguma falha no pagamento, alguma atitude arrogante entre as hierarquias na empresa, eu acho que não foi culpa dele. Talvez ele só tivesse que prestar mais atenção, sabe... Ele não trabalha sozinho. Tem muita gente lá pra perceber se algo estiver dando errado. O estranho está sendo esses problemas estourarem de uma vez.
Pensei por um momento e Mia pareceu estar certa. Pelo menos fazia sentido. Geralmente crises de pagamento ou maus tratos são crescentes, não ocorrem da noite para o dia como parecia ser o caso. Mas...
— E quanto ao assédio?
Mia riu.
— Papo! Se tem alguém querendo ferrar com meu irmão ou com o nome Grey no geral, vão inventar qualquer coisa! E assédio... Como poderia provar? Precisaria de testemunhas.
Permiti-me suspirar através de um sorriso, juntando-me a Mia.
— E Elliot já se acalmou? – perguntei.
— Bem, Ana... Ele saiu, já foi. – ela informou um pouco surpresa e acrescentou: — Pensei que ele tinha vindo se despedir.
— Não. Não veio.
Como? Por que ele não veio?
— Então acho que ele estava pior do que parecia. – Mia pareceu pensar em voz alta.
— Como assim?
— Ah... Ele estava uma pilha. Acho que papai deve ter pegado pesado com ele.
— Hum... – como eu poderia assimilar isso?
— Mas sendo como for, teremos que esperar para ver como as coisas são ficar!
— Certo. Obrigada, Mia.
— Por nada! – Mia sorriu, desanuviando o ar em volta. — A propósito, Ana, eu queria convidá-la para sair comigo amanhã!
Minhas sobrancelhas se arquearam em surpresa, eu não consegui contê-las.
— Sair? Para onde?
— Bom... Seu noivado é daqui a duas semanas, então pensei que fosse gostar de começar a prepará-lo!
Senti minha saliva virar uma bola na garganta e eu não consegui engolir mais. Noivado! Festa de noivado! Duas semanas! É por isso que estou aqui, a final. Nessa casa. Oh!
— O que foi? – Mia quis saber perante meu silêncio pasmo.
— Eu tinha esquecido. – admiti envergonhada. Mia riu alto.
— Como é que é?
— Eu... Eu tinha em mente que ia me casar, só tinha perdido a noção do tempo! – expliquei.
— Entendo. Mas e então? Você aceita?
Olhei para ela e ela pareceu genuinamente animada. Nossa... Duas semanas... Eu não tinha tempo a perder então, não é?
— Claro! Vai ser bom não ter que lidar com isso tudo sozinha. Eu nunca organizei eventos.
— Como se algum momento você tivesse escolha de organizar tudo sozinha! – ela disse, contente, piscando pra mim. — Mamãe e eu estamos animadas. Vai haver um casamento na família! Pelo menos alguém vai levar o nome Grey adiante! – riu.
— Levar o nome Grey adiante?
— Herdeiros. – Mia riu mais quando meu queixo despencou. — Claro que estou brincando com você!
— Ah! – ri como uma boba. — Mas também tem você e o Christian. Vocês dois contam!
— Eu? Bom... Realmente não me imagino trocando meu nome mesmo se fosse casar, mas ter filhos... Não sei não. E o Christian, também não sei.
— Por quê? Algo de errado com ele?
— Amo meu irmão, mas às vezes acho que ele é gay!
Ela achou graça. Eu não achei tão engraçado.
— Ah é?
— Mas não... Não deve ser. Acho que ele só não gosta de compromisso.
Oh! Por que não? Perguntei interiormente sentindo... O que? Desapontamento? Surpresa?
— E o que você me diz a final? – Mia insistiu. — Amanhã tudo bem para você?
— Sim. Depois do almoço? Vou precisar trabalhar pela manhã.
— Fechado!
Mia sorriu, satisfeita, e foi em direção à porta. Acenou-me um tchau e saiu.
De repente me senti sozinha. Deitei-me na cama e cobri os olhos com o braço, esperando meus pensamentos se acalmarem. Assim, caí no sono.
Fui despertada com o barulho irritante do toque do celular. Quase desligo na mesma hora o aparelho sobre a cômoda, achando que era o despertador, mas na verdade era minha mãe. Sentei-me de pressa para acordar mais rápido e atendi.
— Alô? Mãe!
— Ana! Você está na casa de Elliot?
Putz!
— É, mãe, estou. — respondi.
— E não me avisou!
— Eu... Foi uma decisão tão rápida, eu esqueci. Desculpa, mãe. Não precisa ficar nervosa.
— Eu liguei para seu apartamento e Kate atendeu dizendo que você tinha se mudado! Como quer que eu não fique nervosa?
— Mãe, eu não me mudei! – tentei acalmá-la, mas ela ainda falava ao mesmo tempo em que eu, me atropelando. — Eu estou com a família do Elliot, está tudo bem. Não, mãe, não estou casada ainda. Mas eu vou. Vou me casar! Não, não estou grávida! Eles ofereceram a casa para fazermos a cerimônia! Não, mãe, ainda não. Mãe. Mãe! Não, eu... Mãe eu não... Estou num quarto separado, sim, ok? Estou bem! Claro que eu comi!
— E quando a final ia me contar?
— Hoje! – não poderia simplesmente dizer outra coisa. — É que eu acabei de chegar. Cheguei ontem pela tarde e fiquei ocupada.
— E o seu trabalho?
— Estou trabalhando daqui! Tenho escritório aqui. Estive fazendo meu trabalho ontem até à noite.
— Ah!
Aos poucos fui conseguindo fazê-la se acalmar e pude contar as novidades com mais calma. Ela ficou alegre em saber que gostaram de mim e que estavam desejando o casamento. Insistiu comigo que eu ligasse mais vezes e que fosse contando tudo. Ela iria tentar se programar para vim para algum lugar mais perto às vésperas e me ajudar com o que pudesse quanto aos preparativos. Eu tentei garantir tudo o que ela exigia.
— Ah, Ana, por favor, cuide-se!
— Eu cuido, mãe.
— E o Elliot, está?
— Hoje não. Ele deve estar em Seattle resolvendo problemas da empresa com o pai. Aqui só estão as moças! – afirmei e ela riu.
— Mesmo assim, me mantenha a par de tudo, viu?
— Certo.
— Eu tenho que ir agora.
— Certo. Obrigada, mãe.
— Ligue mais!
E desligou.
Meu pensamento seguinte foi: Kate!
Liguei para o nosso apartamento. Ainda era cedo, ela não deveria ter saído. Demorou apenas alguns toques até ela atender.
— Sua traidora! – disparei.
— Ana, eu tenho direito de me defender!
— Ah claro! Que história é essa de que eu me mudei?
— Eu não disse isso, foi o que a sua mãe entendeu.
— Ah é?
— Foi. Eu disse exatamente o que eu sabia, mas ela achou que você tinha se mudado, tipo, para sempre! Você sabe como ela é! – Kate disse apressadamente e eu soube que ela não estava mentindo.
Na verdade eu sabia bem como é minha mãe. Ela não era do tipo muito apegada e quando ficava com medo de alguma coisa de errado acontecer comigo, ficava paranoica, justamente porque quase nunca estarmos muito próximas.
— Tudo bem, eu acredito. – sorri.
Kate expirou do outro lado.
— Ainda bem. Eu sabia que ela ia correndo ligar. E como você está? Como foi aí? – ela perguntou.
— Estou ótima. Está tudo bem. Exceto que Elliot teve problemas com a empresa e não está aqui agora, mas em Seattle.
— Sério? Que problemas?
— São negócios, Kate... – não quis entrar em detalhes. Kate era muito especulativa e investigadora. Não sei se era hora de mais alguém saber do problema da família. A propósito, percebi que Elliot ainda não havia entrado em contado desde ontem.
— Certo. E quais novidades mais?
— Hoje Mia e eu vamos começar a pensar nos preparativos do noivado. Talvez vamos às compras.
— Mia? – Kate perguntou com um leve toque de desprezo.
— A irmã do Elliot. – Lembrei.
— Ah! Sei!
— Estou detectando ciúmes, senhorita Kavanagh?
— De uma garotinha? Não! Só cuidado para não acabar virando babá dela!
Eu estava me segurando para não rir. Quase conseguia ver a cara de desdém de Kate.
— Eu, na verdade, estava pensando se você não gostaria de ir com a gente... Mas já que você acha que posso virar babá dela, então...
— Para onde vão? – Ela interrompeu.
Eu ri.
— Não sei ainda. Eu aviso ao longo do dia. Agora tenho que ir trabalhar!
— Tudo bem. Eu aviso se vou estar disponível! – o tom de Kate não me enganava: ela estava mesmo se roendo de ciúmes.
Despedimo-nos e eu fui me arrumar. Quase separo roupas formais, mas aí lembrei que eu ia trabalhar “em casa”, e escolhi algo bem mais casual.
Desci para o café da manhã e só encontrei Mia à mesa.
— Bom dia! – desejei.
— Bom dia!
Perguntei sobre Grace e ela me disse que hoje era dia de trabalho para a mãe. Geralmente trabalhava 24 horas seguidas e ficava dois dias em casa. Às vezes a escala mudava. Novamente me surpreendi. Havia criado uma imagem da Sra. Grey como uma dama rica e doméstica. Precisava me adaptar e conhecê-la melhor.
— E Elliot? Deu notícias? – perguntei.
— Não... Ele não falou com você ainda?
— Não. – respondi. Eu não estava gostando de nada disso. Mia pareceu perceber meu descontentamento.
— Mas então... Preparada para hoje? – ela sorriu, mudando o rumo da conversa.
— Acho que sim. Eu queria perguntar uma coisa.
— O que?
— Minha amiga Kate pode ir junto?
Mia inclinou um pouco a cabeça para um lado. As sobrancelhas levemente levantadas.
— Claro Ana! O noivado é seu! As pessoas de que gosta devem fazer parte disso.
Sorri.
— E para onde vamos?
— Estava pensando em levar você para ver umas toalhas e cortinas, luzes e ornamentos. Já temos o lugar, então estamos com uma boa vantagem!
— Pode anotar o endereço? Eu passo para Kate.
— Certo.
— E ah! – tornou Mia. — Você precisa ir pensando logo na sua lista de convidados. Isso vai ajudar na hora de quantificar os produtos na compra.
— Verdade. Faço isso agora pela manhã.
— Se a lista inteira não for longa, podemos fazer convites online ou por telefone. Imagino que você e Elliot queiram algo íntimo.
Sorri para Mia. Ela estava certa.
Continuamos conversando e ajustando detalhes enquanto tomávamos café. Ela era bem sensível em relação a mim, conseguia ter ideias que me agradavam de primeira e definiam o estilo do noivado, da decoração, etc. Começamos a nos dar muito bem.
Hum... Kate não ia gostar disso.
Esse pensamento me fez rir.
Logo depois de comermos, avisei que eu iria para o escritório terminar o primeiro turno do meu trabalho o mais rápido possível. Tentaria adiantar algo da tarde também, assim, teríamos mais folga.
Era meu dia de sorte. Senhor Palmer gostou muito da minha eficiência de ontem, com a análise de mais material do que ele havia pedido. Apenas um deles havia voltado com algumas sugestões de ajustes. Eu deveria terminá-los e entrar em contato com o autor para ver o que ele achava da nossa proposta de edição. Revi o que era necessário e escrevi um e-mail longo e explicativo. Tudo que eu precisava fazer, então, era esperar uma resposta.
Mandei e-mail para Kate, repassando o endereço da loja que Mia recomendou e a hora do encontro. Recebi a confirmação em seguida:
“Estarei lá. Não se esqueça do babador da sua amiguinha”.
Apaguei-o imediatamente. Era engraçado, mas caso algum dia Mia visse, poderia se ofender. Depois, aproveitei o tempo livre e pensei nos convidados: Kate, seu irmão, minha mãe, meu pai (padrasto), José, meu amigo da época da faculdade (há muito tempo não o via), o namorado da minha mãe e o melhor amigo do meu pai, Joe. Mesmo imaginando que José ou Kate poderiam acabar levando alguma companhia, achei minha lista extremamente diminuta. Eram as pessoas mais importantes, mas também eram quase todas que eu conhecia. Nossa! Inconformada, pensando que talvez Elliot pudesse ter muito mais convidados que eu, acrescentei algumas colegas de trabalho e o senhor Palmer. A final, ele tem sido compreensivo comigo e um ótimo chefe. Eles também levariam companhia.
Mais satisfeita com a lista, arrumei minha bolsa e fui encontrar Mia na sala de estar. Ela estava pronta também.
— Tudo em ordem? – ela quis saber.
— Sim senhora!
— Vamos passar para pegar sua amiga em algum lugar ou ela sabe chegar no endereço que falei?
— Ela sabe.
— Certo. Não temos tempo a perder.
— Mas, Mia, espere! – falei, lembrando-me de algo óbvio e importante.
— O que foi?
— Bom... É que você conhece o lugar onde vai ser a cerimônia, eu não. Preciso ver antes de irmos.
Mia riu e passou a mão pelo cabelo.
— Mas é claro! Como não pensei nisso?
Largando a bolsa, ela me levou pela mão até a parte de trás da casa. Seguimos pelo jardim e contornamos um ornamental conjunto de árvores floridas, por uma trilha de pedra entre a grama. Ah! Como esse lugar era bonito! Havia fontes, bancos e estátuas espalhadas ao longo do caminho.
Assim que as árvores foram ficando para trás, a paisagem se abriu panorâmica em frente a um reluzente e pacífico lago espelhado. Eu fiquei sem ar. Mia encarava tudo com uma naturalidade que eu não conseguia ter. Era muito bonito!
— Ali, está vendo?
Ela apontou para uma casa construída perto do lago, ao leste. Era uma construção idílica, ornamentada com peitoris de flores coloridas. A madeira era branca e verde.
— Mia, eu... – tentei me expressar, mas perdi a fala.
— Aquela é a casa de barcos e também é onde papai joga sinuca às vezes. – ela foi explicando e apontando entre os dois pavimentos da casa. — Está vendo ali, um anexo?
Reparei numa extensão construída alguns metros por cima do lago. Vigas grossas de madeira sustentando o piso plano, também de madeira, emergiam da água. Mais canteiros de flores decoravam a cerca em torno do local.
— Imaginamos que pudesse ser ali. – Mia explicou.
— Mia, isso é perfeito! – admiti admirada. — É mais que perfeito!
— E não é? – ela concordou entusiasmada. Deixou-me absorver a visão, pasma, por mais um tempo. — Mas está bem! Já chega! Vamos encontrar sua amiga agora!
Chegamos à loja que Mia recomendou. Era uma daquelas específicas de decoração, extremamente chique e cara. Mas devo admitir: era muito boa. Tinha uma variedade enorme, o que me deixou momentaneamente perdida. Kate já estava lá quando chegamos, mas não fazia muito tempo.
— Kate, esta é Mia. Mia, esta é minha melhor amiga, Katherine Kavanagh.
Esperei Kate manter seu charmoso nariz empinado, ou sua postura sou-uma-jornalista-em-ascensão-e-você-quem-é? Mas não. Ela sorriu amigavelmente para Mia, que desde o início se mostrou muito receptiva e entusiasmada por conhecer Kate.
— Olá! Como vai? Ouvi muito falar de você! – Mia comentou apertando a mão de Kate.
De onde ela tirou aquilo? Eu falei tanto assim de Kate no caminho para cá? Não sei, mas Kate ampliou o sorriso ao ouvir aquilo.
— Espero que bem! Ana e eu somos amigas desde a escola! E você é a caçula dos Grey?
Internamente imaginei Kate fazendo sua piadinha sobre eu virar babá.
— Pois é, sou eu! Mas então, vamos dar uma conferida na loja? – Mia propôs.
Ela foi à frente e Kate assumiu, muito dignamente, seu posto ao meu lado, andando de braços dados comigo. Vimos toalhas e arranjos de mesa, guardanapos, ornamentos de cadeiras, de parede, lustre e um monte de coisas que eu não conhecia direito. Decoração, sinceramente, não era o meu forte, ao contrário do que pareceu ser em relação à Kate e Mia.
Em determinado momento, as duas começaram a andar mais próximas uma da outra do que de mim, trocando opiniões e virando para trás apenas para perguntar se eu gostava disso ou daquilo que elas escolhiam entre si. De repente, entre louças finamente trabalhadas e porta-pratos de renda, Kate e Mia trocaram uma risadinha quase que cúmplices.
Ao fim de duas horas e meia andando, cruzamos a avenida em frente à loja e fomos até um café. Elas realmente estavam se dando muito bem. Kate até deu conselhos sobre carreira para Mia e, passado um tempo, as duas começaram a discutir artes plásticas. Assim se foi mais meia hora.
— Então meninas, o que acham de irmos voltando? – falei depois que comecei a me perder na conversa e sentir vontade de livrar meus pés dos sapatos.
— Claro, Ana, tem razão! – Kate disse prontamente, assim que olhou no relógio. — Nossa! Como o tempo passou rápido!
— Voando! – completei.
— Verdade. Vamos voltar. Quer uma carona, Kate? – Mia propôs.
— Não. Não precisa. – Kate sorriu amigavelmente. Mais uma vez. — Ana! – voltando-se para mim, esticou-se da sua cadeira e me deu um abraço apertado. — Até mais. Conte-me tudo sempre!
Fale com o autor