Temptationem
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Mérula esperava que seu pagamento valesse muito a pena para estar perdendo seu tempo livre do fim de semana trancada na sala de poções. Ismelda tinha quase que implorado a ela, de sua maneira estranha, que ela prepara-se uma poção de amor. Para quem ela não quis dizer, mas ela tinha seu palpite.
— dois cabeças de vento — falava para si mesma enquanto adicionada alguns ingredientes e mexia a poção
A poção, claro que seria a mais difícil e poderosa: amortentia. A bruxa mais poderosa de hogwarts sempre faria o mais desafiador, pensava ela, para provar a si mesma ou os outros ?
Um barulho na porta a chamou atenção, alguém entro e fechou a porta rapidamente
— O que você está fazendo aqui? — disseram em uníssono, era Richard Marshall, corvino, seu rival na busca das criptas — não é da sua conta — irritantemente continuavam respondendo juntos
— Snape está aqui? — perguntava enquanto colocava livros e materiais na mesma bancada que ela usava
— Não insulte minha inteligência Marshall — continuava misturando os ingredientes — você não pisaria aqui se não soubesse que ele está fora do castelo
— E você senhorita Snyde, o faz aqui então ? — falava o sobrenome dela num tom provocativo enquanto organizava suas coisas ruidosamente
— Abaffiato — Lançou o feitiço abafador de sons na porta da sala — você quer que te escutem em nas masmorras inteiras ? A bruxa mais poderosa de hogwarts não te deve satisfações.
— Então eu não ti vi aqui hoje, nem você me viu ? — erguendo as sombracelhas e focando o olhar nela — correto?
— Correto — ele relaxou a postura com sua resposta, e se voltou para seus materiais.
Mérula continuou a adicionar ingredientes no caldeirão revisando suas anotações, estava quase terminando, agora só mexer.
Enquanto isso do outro lado da bancada, Marshall tentava fazer sabe-se lá o que do jeito mais..... "corvino" o possível, ela levantava o olhar em curiosidade na direção dele, fazendo o máximo para não ser notada e voltando a atenção para o seu caldeirão que começava apresentar um brilho perolado bem forte e característico e começava subir a fumaça
Mérula respirou profundamente aspirando a fumaça, começava a sentir cheiros que a agradava, cheiro de vegetação que lembrava o jardim de casa, perfume balsâmico de sua mãe e um aroma diferente que recordava ... o cheiro dele.
— Não pode ser — afirmava sussurrando, com constrangimento evitando olhar para o outro lado da bancada — não mesmo!
Mér — ele chamou assustando ela dos seus devaneios — o que quer que seja isso que você fez, acho que fez errado.
— O que! Porque ? — olhando diretamente para ele
— Porque cheira a você.
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