Tempos modernos
81 Sansa – Quando o fim chega
Notas iniciais
Em toda história existe um fim.
A dela, Willas e Harry se deu em uma tarde chuvosa que parecia refletir o humor do apartamento do mais velho naquele dia. Ela havia notado a diferença de comportamento do Tyrell de uns tempos para cá e tinha começado a se preparar para o inevitável. Quando Willas sugeriu uma viagem até uma praia nos arredores, algo na sua mente piscou. A viagem tinha sido incrível, facilmente uma das melhores da sua vida, entretanto, todos os momentos soavam como uma despedida.
Um último beijo incrível, uma última noite de sexo, um último jantar recheado de risadas e brincadeiras.
Pela expressão que Harry fez quando Willas falou sobre aquela aventura ter chegado ao fim, Sansa teve certeza que ele não fazia à mínima ideia. Sansa suspirou longa e profundamente. Pensou que seria indolor, pensou que no fim acabaria concordando com Willas e ficando feliz pela a aventura, mas agora planejando um futuro mais sério. Estava errada, um buraco se abriu no seu peito, uma sensação de perda a preencheu.
Harry lutou contra as lagrimas.
– Eu devia saber. Seu idiota sem cérebro, você devia saber que ia se ferrar. – ele disse para si mesmo. Sansa teve o ímpeto de abraçá-lo, mas se conteve. – Acho que mereço isso por ser tão estúpido.
Ele gritou com Willas e amaldiçoou até sua quinta geração. Depois saiu batendo a porta e o apartamento ficou terrivelmente silencioso.
– Você me entende, certo? – Willas perguntou depois de alguns momentos. Ele olhou na sua direção quase suplicante.
– Sim.
Foi tudo o que respondeu.
– Foi só uma experiência, não era algo que podia ser para sempre.
– Eu sei.
Willas se aproximou dela e deu um sorriso fraco. Sansa preparou-se para se despedir, mas então o homem abaixou a cabeça e beijou seus lábios. Algo muito estranho ocorreu. Antes, o beijo dele costumava causar uma fumigação boa na sua barriga e fazia seu coração dar saltos, mas agora havia algo errado. Não houve fumigação e coração saltitante, apenas um frio e incomodo desconhecidos.
– Desculpe. – ele falou ao se afastar. – Não devia fazer isso agora.
– Tudo bem.
– Espero que possamos permanecer amigos.
Ela acenou positivamente a cabeça.
– Claro.
Foi em direção da porta. Antes de sair Willas lhe falou:
– Foi à coisa certa.
Sansa concordou, mas uma voz na sua cabeça insistia em negar.
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