Tempos Complicados

2 Primeira vez nem sempre é a melhor


Notas iniciais
Homossexualismo, e abuso de drogas. Se você for cabeça fechada, não leia.

LEMBRETE: Antes de começar, queria dizer que eu NÃO sou a favor do uso de drogas. De NENHUM TIPO. Os fatos aqui escritos são todos fictícios e eu NUNCA usei nenhum tipo de droga. Obrigada, espero que gostem.


Você já acordou num lugar e não sabia aonde era, nem porque foi parar lá e nem com quem? Isso não é raro na minha vida. É tão comum quanto masturbação antes de dormir. Geralmente, quando você acorda nesses lugares, você acorda sem calcinha ou totalmente nu. Espero que se isso acontecer com você, você acorde com todas as peças de roupa.


Queria falar da primeira vez que eu usei heroína. E é exatamente isso que eu vou fazer.

Estava em casa, alguns dias depois de ter voltado do hospital por um caso de overdose. Muitos comprimidos, misturados com cocaína e álcool resultam numa pequena overdose e lavagem estomacal. O problema não foi ficar 2 semanas numa clinica de reabilitação, o problema é que seus pais vão ficar putos, muito putos. Enfim, depois de ser liberada, fui para casa e tentei me manter alguns dias limpa. Mas não esperava que Mark me ligasse por volta das 18h

– Sarah, se arruma e vamo pra uma festa. Use uma roupa bem sexy, precisamos de algumas coisas grátis. — e logo depois ele desligou.


Fui então pra festa. Cheguei lá e todos já estavam chapados, Mark me disse que ele tinha um bagulho novo para me apresentar, uma droga tão boa quanto sexo. Decidi provar, me levaram para uma sala. Mark começou a esquentar uma colher para derreter a droga. Pegou uma seringa, colocou a droga nela, prendeu meu braço e enfiou na minha veia. Senti uma picada e logo se transformou em um orgasmo. Mas não por muito tempo, algum tempo depois comecei a vomitar e sentir grandes dores, eu chorava e vomitava ao mesmo tempo, não conseguia parar. Mark estava totalmente chapado, deitou ao meu lado e começou a murmurar coisas estranhas, ficou um tempo acordado e depois desmaiou. Meu enjoou já havia passado, deitei no seu peito e fiquei lá. Disse para mim mesma que nunca mais usaria essa droga. Nunca mais.

Algum tempo depois, Sid chegou no quarto e começou a me acariciar. Achava estranho porque ele nunca tinha feito isso antes. Fazia carinho, beijava meu pescoço e logo começou a me beijar, tirou minha roupa, tirei a dele e então fizemos coisas que amigos geralmente não fazem. Isso não faz sentido, mas foi exatamente assim. Porque ele fez isso? Não sei. Acho que estava totalmente chapado.

No dia seguinte estava me sentindo vazia por dentro, como eu sempre me sinto depois de tomar alguns comprimidos. Prometi a mim mesma que nunca mais, nunca mais iria usar heroína. Muito vômito para pouco prazer. Estava no chão, seminua, deitada ao lado de Sid, ele estava completamente nu e com, vamos dizer, a barraca armada.

– Sexo depois de heroína é uma coisa maravilhosa né? — Mark estava sentado sem camisa encostado na parede. O chão estava todo vomitado e o cheiro era horrível. Tinha camisinhas em todo lugar.

– Há quanto tempo você ta acordado? — falei, me levantando

– Umas duas horas. Peitos lindos, você deveria mostra-los mais vezes — Mark se levantou, pegou um casaco, colocou encima de mim e saímos da casa antes que alguém acordasse e pedisse para nós ajudássemos a arrumar.


Fui para casa.

– Mãe? — geralmente, quando você sai de casa e só volta no dia seguinte, as pessoas preferem ser discretas, mas eu sabia que minha mãe não estava em casa. Só chequei. Subi as escadas em direção ao meu quarto mas ouvi uns gemidos saindo do quarto de Ron. Sou muito curiosa sobre a vida dele porque sempre quis ver dois homens transando. Fui olhar pela fresta da porta, Ron estava de quatro no chão e um menino loiro (muito bonito a propósito) estava metendo nele. Ambos estavam nus, gemendo e gritando muito alto. Ron virava a cabeça para beijar o menino e algumas vezes seu corpo despencava e ele caia de barriga no chão, mas o menino não parava, levantava ele e continuava cada vez mais forte. Algum tempo depois, os dois começaram a gemer mais forte e gozaram. Nessa hora, Ron caiu no chão e o menino começou a beija-lo e dizer que lhe amava.

Fechei a porta e fui ao meu quarto. Antes de entrar lá e me trancar, Pete um amigo de Jake, me agarrou por trás e começou a me fazer cócegas.

– Parem vocês dois. Pete, vamos embora e Sarah ponha uma blusa logo. — Jake, bravo como sempre estava parado em nossa frente com uma blusa no ombro e uma bola de futebol americano embaixo do braço. Seus amigos que eu ainda não conhecia estavam todos suados e sem blusa atras dele. Acenei para eles só para irritar Jake, fui ao meu quarto.

Deitei em minha cama, peguei alguns comprimidos em minha gaveta e tomei eles. Comprimidos atiçam sua vontade sexual então logo comecei a me masturbar. Tentava pensar em qualquer coisa mas só conseguia pensar no Sid. Estava prestes a gozar quando Tracy entrou no quarto.

– Cheguei num bom momento? — Tracy sentou na minha cama e pegou minha mão. — Você tem que parar com isso. Um pênis é melhor que seu dedo.

– Relativamente sim, mas quando não tem um temos que improvisar. — falei, mordendo meu lábio. Isso já havia acontecido antes então não estava tão envergonhada

– Não improvise com seu próprio dedo. Use o de outras pessoas. — Tracy depois de dizer isso, colocou sua mão entre minhas pernas e se inclinou para me beijar. Não sou lésbica, mas estava com muita vontade de transar. Peguei no peito da Tracy, e Tracy pegou no meu, começamos a tirar a roupa, e ela continuava me masturbando. Beijava ela, ela mordia meu lábio e apertava meu peito, gemia muito e tentava me segurar para não gozar logo e passar mais tempo assim. Depois de mais algum tempo, ela tirou a mão de mim e parou de me beijar. — Pronto. Agora você não precisa mais dos seus dedinhos. Vamos, se vista. Quero te levar pra um lugar.

– Pra onde? — disse limpando a boca e levantando da cama.

– Você vai ver. Põe aquele vestido aberto atrás, você fica linda com ele. — Tracy, me deu um selinho e saiu do quarto. Coloquei o vestido e desci. Lá embaixo, estava o Jake com seus amigos e o Ron beijando o garoto de antes.

– Sarah, levanta a saia — Tracy falou, levantei minha saia. Ela chegou perto de mim e tirou minha calcinha. — Isso é inútil agora. — Pete e alguns garotos estavam olhando para nós enquanto Tracy ajeitava meu decote.

– Ta linda. — disse Mark, que entrava na minha casa junto com Sid. Nesse momento, meu coração começou a acelerar. Deve ser por culpa da noite anterior. — Então, vamos logo. Parem de enrolar.

Saímos de minha casa e entramos no carro do Mark, lá dentro estavam todos nossos outros amigos. Não cabia todos no carro então eu e Tracy tivemos que sentar no colo de alguém. Sentei no de Sid e Tracy no de John, ela, como sempre, sem perder tempo já começou a beija-lo. A viajem ficou um pouco desconfortável. Estava ficando corada, então Sid começou a cantar no meu ouvido. Depois de algumas horas no carro, chegamos ao nosso destino. Era uma Rave fora da cidade, devia ser muito longe porque tínhamos saído umas 15h da tarde e já estava escuro lá fora. Bem, como toda Rave você já chega chapado e acorda no chão sem se lembrar de nada. Assim que voltamos ao começo de nossa historia, estava deitada no chão, junto de mais 10 pessoas desconhecidas, sem um pé de sapato e vestindo uma blusa masculina. Levantei e fui procurar alguém conhecido. Depois de um tempo andando pelo terreno baldio onde tinha acontecido a festa, desisti de procurar e fui andando pela estrada procurando alguém que pudesse me levar de volta para casa. Sai andando pela estrada, sem um sapato no pé, implorando por carona para todo carro que aparecia. O primeiro e único que parou, era o carro de uma família, o motorista, que eu suponho que seja o pai, me deixou entrar. Sentei no meio de duas crianças, ambas ficaram olhando para mim com uma cara estranha e a mãe, cujo estava no banco da frente ficou murmurando para o marido o porque de ele ter me deixado entrar.

– Então, qual é o destino? — o homem me perguntou.

– Woodstock. — falei

– A noite deve ter sido boa, hein? — disse a mulher, olhando para mim com cara de nojo.

– Foi sim, senhora.

– Não chame ela de senhora, ela detesta. — um menino, de aproximadamente 15 anos que estava no banco do porta malas disse.

– Ai Matthew — disse a menina ao meu lado — Não seja chato.

– Vamos então a Woodstock! — disse o pai, apartando a discussão. Continuamos o resto da viajem sem falar nada. Essa família vivia o lindo sonho americano, e isso me enojava.

Bem, minha primeira vez numa Rave e eu acordei com uma blusa de um desconhecido. Queria só saber onde foi parar meu sapato. E quando fui dormir naquela noite, só queria que Sid estivesse ao meu lado, me abraçando. Mas nós não podemos ter tudo que queremos. Esqueça o que eu disse sobre nunca mais usar heroína, aquilo é minha única salvação nos dias de hoje.

Notas finais
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