Temporary passion
1 Capítulo único
Notas iniciais
Boa leitura
Justin POV
Meus pais estavam se separando, a família Russo tinha se partido e tudo isso fora apenas por causa das discussões sobre magia. Minha mãe não aguentou mais vivenciar situações diferentes de uma família normal, isso nós nunca seríamos, mas foi a família que ela construiu.
Meu pai renunciou seus poderes por ela, resolveu casar com alguém não mágico, era a mulher da vida dele e agora estava tudo arruinado.
Eu tinha escutado uma conversa sobre o divórcio quando eu estava descendo as escadas, porém resolvi voltar para o meu quarto, não conseguiria ouvir essa conversa até o final, não suportaria.
Estava lendo um livro sobre física, quando minha porta abriu no estrondo, olhei vendo a Alex chorando.
— Diz para mim que isso não está acontecendo e que eles ainda se amam. — Disse se jogando nos meus braços onde eu a abraço apertado.
— Eles estão se separando.
— Não podem fazer isso com a gente. — Disse molhando minha blusa com suas lágrimas. — Eles pareciam apaixonados.
— É, pareciam. — Foi a única coisa que consegui dizer.
— Eu vou fazer alguma coisa.
— Vai chamar o cupido de novo? A última vez eu fiquei apaixonado pela Harpa e não vou usar aquele suéter de barbearia de novo.
— O que? — Perguntou confusa. — Não, eu estava pensando de mostrar o álbum de fotografias deles e fazerem se lembrar dos momentos juntos, mas a sua ideia do cupido é bem melhor.
— O que? Eu...não... Alex.
— Valeu, Justin. — Disse saindo do meu quarto provavelmente indo fazer o feitiço.
Levanto — me rapidamente a seguindo, mas quando terminei de descer as escadas ela já estava segurando um bebê cupido.
— Não acredito que você fez isso. — Falo incrédulo.
— Mas a ideia foi sua. — Retorquiu me entregando o bebê.
— O que? Eu não disse...
— Cala a boca. — Disse se ajoelhando atrás do balcão me puxando junto quando nossos pais abriram a porta, eles não nos viram, estavam ocupados demais com uma briga qualquer.
Porém, me desequilíbrio porque minhas mãos estavam ocupadas com o bebê e a flecha acabou acertando a Alex.
Ela me olhou de um jeito diferente era mais intenso que qualquer olhar que havia me dado e foi então que caiu minha ficha Alex se apaixonou por mim.
— E ai, gato. — Disse acariciando minha bochecha.
— Para Alex. — Falo tirando a flecha do braço dela, havia acertado seu braço.
— O que vocês dois estão fazendo ai? — Minha mãe perguntou quando percebeu nossa presença.
— É, a gente estava tentando fazer o jantar. — Digo me levantando e escondendo o bebê por debaixo do balcão. — Que tal sanduíche de creme de amendoim ou geléia de morango?
— Querido, acho melhor deixar a parte do jantar comigo. — Ela disse balançando a cabeça negativamente.
— Já é. — Foi a única coisa que pronuncio.
Ela subiu as escadas sendo acompanhada pelo meu pai e suspiro aliviado que consegui encontrar alguma desculpa coerente.
— Você é lindo, sabia? — Disse Alex se aproximando de mim. — Tem namorada?
— Alex. — Falo a empurrando com um braço tentando manter uma distância considerável. — Somos irmãos e você acabou sendo acertada por uma flecha do cupido.
— Eu nunca liguei para regras mesmo. — Disse indo me beijar, mas acabei colocando o cupido na frente dela que acabou beijando sua bochecha.
— Eu gostei. — O cupido disse rindo. — Pode beijar do outro lado.
— Para um bebê você é assanhado.
— Bebê? É verdade, sou bebê, as vezes esqueço.
— Quando esse efeito vai acabar?
— Vai durar três dias, uma semana. Depende da quantidade do amor que foi digerida, porém o efeito é temporário.
— Uma semana é muito tempo. — Digo ficando desesperado.
— Jerry, você nunca entendi o meu lado, por isso que estamos brigando tanto.
— Você também deveria entender o meu.
— Nós nunca mais vamos concordar com algo? Acho que é melhor procurar um advogado, não podemos continuar assim, não é saudável tantas brigas nem para nós e muito menos para as crianças.
— Acho que tem razão...
Entretanto meu pai fora interrompido com uma flecha do amor e de repente mamãe também foi acertada e eles se olharam como antigamente perdidamente apaixonados, eu pensei que nunca mais iria ver esse olhar neles novamente.
O bebê cupido desapareceu nos meus braços e sentir mãos agarrando meu pescoço era Alex.
Por um lado o cupido foi ótima ideia meus pais estão bem, estão apaixonados e felizes. Por outro tenho Alex completamente grudenta que está tentando o tempo todo me beijar.
— Eu sei que você quer. — Alex falou beijando meu pescoço e subindo para a minha orelha me fazendo ficar ofegante e antes que pudesse me beijar, me afasto rapidamente derrubando a cadeira da mesa.
Meus pais que estavam no maior amasso no sofá nos encararam.
— Aconteceu alguma coisa filho? — Meu pai perguntou.
— Não, nada. — Respondo levantando a cadeira.
— Vou fazer o seu jantar preferido. — Minha mãe disse dando um selinho nele. — Café da manhã.
— Obrigado, Tête. — Falou sorrindo largamente.
Desvio dos olhares maliciosos da Alex e vou para o meu quarto subindo as escadas depressa.
— Sem correria pela casa. — Meu pai advertiu, porém sequer olhei para trás.
Sento na cama colocando minhas mãos sobre o meu cabelo. O que eu faço? Pior que fiquei arrepiado sentindo seus beijos pelo o meu pescoço. O caso dela é totalmente justificável está sobre o efeito do cupido, mas eu não tenho nenhuma explicação.
Isso é nojento, é minha irmã. Foram as palavras que conseguiu me convencer a pensar que eu não poderia deixar aquelas sensações me dominarem.
***
O jantar/ café da manhã foi totalmente desconfortável. Meus pais só tinham olhos para eles mesmos e embora no começo eu tivesse gostado de verem os dois juntos, aquilo estava ficando nojento. Alex tinha sentado ao meu lado, ela parecia querer me seduzir mordendo um morango demoradamente e desvio o olhar para minhas panquecas e Max parecia aéreo a tudo, mas isso não me surpreende.
— O que foi que eu perdi? — Max perguntou finalmente percebendo a situação só agora.
— O que exatamente? — Pergunto prendendo a respiração sentindo a mão da Alex passar lentamente pela minha perna.
— Alex está olhando para você como se fosse o Zac e nossos pais estão bem novamente e parecem apaixonados.
— Que coisa né? — Falo fingindo surpresa. — Não faço a mínima ideia.
— Tem alguma coisa rolando aqui.
— Não tem...- Interrompe minha fala sentindo a mão da Alex subindo até meu amiguinho se é que me entendem.
Eu dou um pulo para trás caindo da cadeira e subo as escadas novamente antes que alguém pudesse perguntar qualquer coisa.
Entro no meu quarto novamente e dessa vez tranco a porta com a chave. Vai que a doida da Alex resolva fazer uma visitinha no meu quarto a noite.
Tomo um banho demoradamente tentando tirar seu cheiro da minha blusa quando tinha a abraçado horas atrás e visto apenas uma calça moletom.
Deito na minha cama e fico torcendo que esse efeito da Alex termine o quanto antes.
Dormo rapidamente, um sonho sem sonhos, porém sou acordado ouvindo batidas na porta. Tento ignorar, mas a pessoa era insistente e aumentou a batida.
Resmungo algo baixinho e vou atender talvez fosse algo importante, mas me arrependo no mesmo instante encontrando Alex vestida somente de uma camisola curta e preta. Seus olhos negros demonstravam desejos e entrou no meu quarto lentamente e a cada passo dela, eu dou dois para trás e fico prensado contra a parede e seu corpo.
— Alex, para. — Falo virando o rosto quando tentou me beijar. — Somos irmãos e isso é nojento.
— Nojento? Isso não foi delicado de se dizer, embora eu sinta que não é realmente o que você quer dizer. — Disse segurando meu rosto com força impedindo que eu virasse o rosto. — Eu quero você, eu te amo Justin.
Ela encostou seus lábios nos meus, não tive como recuar dessa vez. Seus lábios macios me beijava ferozmente era como se quisesse demonstrar o que sentia por mim somente com esse toque, ela queria aprofundar o beijo, eu sentia sua língua passar pelos meus lábios pedindo passagem, mas eu não daria.
— Eu sei que você me quer. — Disse rouca no meu ouvido me deixando louco. — Pelo menos o seu amiguinho me quer. — Disse apontando para minha parte íntima que tinha uma ereção e isso somente aumentou o meu nojo.
Entre abrir a boca para pedi que parasse e ela aproveitou o momento para invadir sua língua na minha e Alex fez questão de explorar cada canto da minha boca me enlouquecendo, a minha razão estava se esvaindo, eu não conseguia pensar mais alguma coisa com nexo e quando percebi estávamos na cama, ela tinha ficado por cima.
Como fui parar ali? Como deixei as coisas chegarem a aquele ponto? Alex tirou minha blusa e ficou fazendo um trajeto de beijos desde o meu pescoço até a minha barriga me fazendo suspirar baixinho, mas quando suas mãos foram para a minha calça foi nesse momento que minha consciência tinha voltado e as coisas tinham ido longe demais.
— Para. — Falo numa voz rouca que parecia dizer o contrário. Sinto suas mãos tirarem totalmente minha calça me deixando de cueca e respiro fundo repetindo novamente. — Para. — Digo dessa vez no tom sério e seco que finalmente a fizera recuar.
Suspiro aliviado vendo que tinha sentado na beirada da cama de costas para mim desistindo finalmente daquela ideia insana.
Levanto rapidamente e visto minha calça e quando me a próximo dela decido ser cauteloso.
— Alex, me entenda, isso é errado. Nós somos irmãos e você não sabe o que está fazendo...
— É, não sei mesmo. — Disse se virando para mim numa expressão confusa. — O que aconteceu? — Perguntou olhando meu peitoral desnudo e corou levemente virando para a parede fingindo prestar atenção em algum ponto invisível.
— Você não se lembra de nada? — Pergunto sentindo a culpa aumentar.
— Não. — Disse cruzando os braços tentando esconder seu decote que estava grande demais e por algum motivo eu não conseguia desviar.
Lembro da minha ereção e vou rapidamente para debaixo das cobertas tentando esconder e torcendo que ela não tivesse percebido.
— É, eu vou indo. — Disse constrangida. — Legal saber que você ainda brinca com bonecas. Tchau. — Disse saindo rapidamente e batendo a porta sequer dando tempo de eu dizer pela milésima vez que não são bonecas.
***
Havia passado uma semana e o efeito do cupido também perdeu o encanto com meus pais, mas eles pararam de brigar e decidiram continuar com o casamento e isso foi somente a única coisa boa que aconteceu nessa história toda.
Alex estava me evitando depois do ocorrido no meu quarto e eu também não estava diferente. Todas as situações que vivenciamos deixou um clima péssimo entre nós. Eu tinha certeza que estava começando a sentir algo por ela, algo longe de ser fraternal, eu estava começando a gostar dela de verdade, aqueles seus beijos me tiraram o sono todo esse tempo e aquela noite não saia da minha cabeça.
Eu tinha demorado para admitir que sinto atração por ela, que sinto saudades das suas mãos sobre o meu corpo e que principalmente sinto falta da sua boca na minha. Eu sei, é doentio, mas eu acabei me apaixonando pela minha irmã.
Eu estava sentado no sofá, meus pais tinham viajado para uma segunda lua de mel, depois que reataram quiseram recuperar o tempo perdido e estão agindo piores de quando estavam sobre o efeito do cupido.
Max tinha marcado de encontrar sua namorada no parque e Alex, eu não fazia ideia da onde estava.
A Mãe deixou que eu tomasse conta da casa, afinal eu estava prestes a entrar numa universidade e era adulto o suficiente para está no comando.
Alex tinha chegado afobadamente, seus olhos percorreram o meu na mesma intensidade que outrora me deixando totalmente confuso.
Ela andou mexendo com o cupido de novo?
Antes que eu pudesse pronunciar algo, Alex se aproximou de mim apressadamente e me beijou intensamente me deixando totalmente sem fôlego e eu retribuir sem pensar duas vezes, sentir tanto a falta dela.
— Lembrei de tudo. — Ela disse ofegante quando se separou de mim, mas escorou sua testa na minha. — Me desculpe evitar você esse tempo todo, é que sentir sensações que não eram normais, não conseguia tirar você da minha cabeça um só minuto e hoje quando estava com Zac conseguir lembrar daquela noite que quase dormimos juntos, foi então que percebi que estou completamente apaixonada por você.
— Eu também estou apaixonado por você, mas nossos pais nunca aceitariam isso.
— Pois eu estou disposta a enfrentar o mundo por você.
— Eu também. — Falo a beijando novamente e ficamos assim trocando carícias e pensando no futuro que mesmo possamos enfrentar dificuldades tudo valerá a pena no final, pois estaremos juntos.
Fim
Notas finais
Beijos
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