Notas iniciais
ei pessoal, mas um capítulo recém arrumado, e com umas coisinhas extras, boa leitura :3

Sabe aqueles momentos em que você se sente em um mar de nostalgia? Bom, se sabe, vai saber como eu estou me sentindo agora, mas se não sabe, um dia você vai descobrir.

Mais uma vez eu via o grande e mágico castelo de Hogwarts se erguer diante de mim, empoleirado no alto de um penhasco, completamente reconstruído, nem parecia que tinha ficado completamente em ruínas na grande guerra bruxa, estava perfeito como eu me lembrava dele nos meus anos de escola, ou talvez melhor ainda do que isso.

Eu sabia que meus momentos de nostalgia eram realmente raros, então eu me permiti aprecia-lo enquanto durasse, sem saber quando seria o próximo.

Quando o trem finalmente parou na estação de Hogsmead, eu segui para a grande fila de carruagens já a espera do alunos, exatamente como eu me lembrava.

Parece que o próximo momento chegou mais rápido do que eu imaginava.

Grandes cavalos alados, que mais pareciam lagartos de couro negro, estavam atados as carruagens, eu sabia quem, ou melhor, o que eles eram, mas eu nunca os tinha visto assim, ao vivo e em cores, e mesmo que eu soubesse que eram inofensivos e gentis, sua aparência era assustadora e encara-los não podia deixar de ser um choque, ainda mais pela razão de poder vê-los.

“Os Testrálios só podem ser vistos por pessoas que já viram a morte.”

Ainda me lembro de como achei que Harry fosse completamente louco quando ele começou a ver esses estranhos animais, depois da morte de Cedrico Digory.

Mas agora, depois da guerra, muitas pessoas conseguem ver os Testrálios, pois viram pessoas que não conheciam e também entes queridos morrerem bem diante dos seus olhos.

Eu podia ouvir a massa de alunos que vinha logo atrás de mim, e sabia que ficar ali parada bem no meio do caminho não seria uma boa ideia.

Hora de agir.

Eu entrei rapidamente na carruagem e coloquei toda a minha bagagem em cima dos bancos, preenchendo assim todo o espaço dentro dela, como se mais pessoas estivessem comigo, então ela partiu para o castelo.

Esse foi um truque que eu aprendi no meu terceiro ano, quando tinha mais bagagem do que conseguia de fato carregar, e acabei ocupando uma carruagem inteira somente com livros e apetrechos mágicos, e descobri que ela partia automaticamente assim que os bancos estivessem preenchidos.

Depois que a carruagem já estava se movendo suavemente, em direção ao castelo, eu me pus a refletir sobre os questionamentos que eu tinha me feito no trem, logo antes de sair da cabine ocupada pelos Weasley, Harry, e Lilá Nojenta Brawn.

Acho que a guerra acabou me endurecendo mais do aos meninos, afinal, eu, que sempre me baseei nos livros e nos fatos, onde eu na maioria das vezes conseguia achar uma resposta lógica para todos os acontecimentos que eu via e vivia, mesmo no mundo da magia, e ver toda aquela destruição, mortes, tudo acontecendo bem diante dos meus olhos, tudo por um motivo que eu ao menos conseguia entender, o que tem de tão sedutor assim no poder?

Correr todos os dias o risco de que alguém, ou todos, podem se rebelar contra você, ter que traçar todos os planos de uma nação inteira, confiar apenas em si mesmo sem saber quem é seu aliado e quem quer te derrubar.

Realmente esse era o único assunto do qual eu tinha que admitir que eu não entendia parte alguma, não era um fato consumado, quer dizer, até era, um fato que matou milhares de pessoas, destruiu sonhos, famílias, vidas inteiras que haviam sido planejadas nos últimos detalhes, mas não havia um livro ou uma explicação que eu pudesse me basear sobre isso, era uma coisa abstrata, sem eira nem beira, na qual eu me envolvi tão profundamente que acabei me tornando um símbolo.

Um símbolo que eu ao menos queria ter me tornado.

Ninguém havia me perguntado se eu queria me tornar parte do tão famoso "Trio de Ouro", apenas me encurralaram nessa trama, e eu fui obrigada a acompanhar tudo.

Não que eu me arrependesse de ter ajudado Harry a lutar contra Lorde Voldemort, mas nunca foi a minha responsabilidade fazer isso, eu poderia muito bem ter me escondido com a minha família em algum lugar seguro, tinha capacidade para fazer isso, podia ter deixado que as outras pessoa lidassem com essa guerra, pessoas mais experientes do que eu, mais capazes de lidar com a guerra, mas eu a deixai estourar nas minhas mãos, e me arrependo profundamente desse fato, de não ter tido coragem para dizer não quando Rony sugeriu que nós fossemos com Harry na caçada pelas Hocruxes, de ter apagado a memória dos meus pais, e ter abrido mão deles para seguir nessa viagem quase suicida, e no final, a grande verdade das grandes verdades era que eu realmente não me importava mais.

Aliás como eu nunca me importei, apenas não tive o pulso suficiente para conseguir dizer não na hora certa, é em horas como essa que eu me pergunto como tudo teria sido se Voldemort tivesse vencido essa guerra.

Eu teria sido morta, publicamente com certeza, para servir como símbolo de que os rebeldes não teriam a menor chance contra o império do Lorde das Trevas, isso era mais do que uma certeza, e outra vez, eu só conseguia ver os pontos negativos dessa vida que eu levei nos últimos sete anos, com toda a certeza a guerra havia me afetado de um maneira que nenhum livro poderia explicar.

Ela havia trazido o meu verdadeiro eu de volta a tona.

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Eu fui a primeira pessoa a chegar no castelo, como eu havia previsto, mas confesso que eu não esperava que ele iria estar completamente deserto, no mínimo achava que os professores estariam esperando pelos alunos da porta de entrada, mas não tinha nada, nada mesmo.

Enquanto eu subia a escadaria para o salão de estrada, o som dos meus passos ecoando me assombrava, e para cada canto que eu olhava, podia ver um corpo de alguém que eu conhecia caído e sem vida, mesmo que o lugar estivesse completamente expurgado das marcas da batalha.

Mas no fim, não eram só os fantasmas do passado que estavam esperando por mim. A Prof. McGonagall também estava lá.

Ela estava parada no alto da escadaria de mármore que levava até as portas do salão, com a sua expressão séria de sempre, e quando a cumprimentei cos o intuito de subir até a torre da grifinória, ela estava bem mais cordial do que de costume quando se dirigiu a mim.

— Creio que não poderá se instalar senhorita, pelo menos, não agora. Por favor, siga com a sua bagagem para o salão principal. Tenho um aviso muito importante a dar a todos os alunos, e como a senhorita foi a primeira a chegar, vai poder escolher o melhor lugar, e também vai ser a primeira obviamente a perceber as novas mudanças que ocorreram na escola esse ano.

— Há algo errado, professora?

— Nada com que a senhorita deva se preocupar, imagino eu, sendo quem é.

Foi ai que eu percebi que havia algo mais que errado acontecendo no castelo de Hogwarts.

Passando por ela, eu continuei meu caminho pelas escadas até a grande sala abobadada.

Quando eu cheguei ao fim da escadaria, pude ouvir os barulhos de bagagens sendo descarregadas e pessoas vindo em direção ao castelo.

Parece que todos já tinham chegado, então tratei de me mover o mais rápido o possível para dentro do salão principal, para poder aguardar o resto dos alunos, mas a cena que eu vi quando passei pelas grandes portas de carvalho polidas, me fez congelar no lugar onde eu estava.

As mesas das casas haviam sumido.

Isso ai. Simplesmente desaparecido.

Eu estava pronta para perguntar que merda era aquela, mas a professora MCgonagall foi mais rápida do que eu, e fazendo uso do feitiço sonorus, mandou que todos ficassem no meio do salão, e só então eu percebi a aglomeração de alunos atrás de mim, todos parecendo tão surpresos quanto eu com o desaparecimento repentino das mesas das casas.

— Bom, imagino que todos estão se perguntando o que está acontecendo aqui não é mesmo? — e como estamos professora, e como estamos — Eu e os outros professores de Hogwarts fizemos uma nova reunião antes do começo das aulas desse ano, e decidimos, de maneira unanime, devo acrescentar, que o certo a se fazer, é uma nova seleção de casas. Essa foi uma medida que tomamos, visando que muitos aqui sofreram um grande impacto emocional e físico com os acontecimentos recentes nesse castelo, e que isso, pode ter influenciado em suas personalidades e na maneira como veem o mundo.

Quando ninguém se manifestou, ela continuou.

— Ou seja, todos vocês aqui presentes, vão passar por uma nova seleção para se integrarem novamente em uma casa na escola, então isso quer dizer que poderão cair na mesma casa outra vez ou não, isso dependerá de como vocês estão, e para os alunos novos, a seleção vai acontecer normalmente. — ela disse no mesmo tom cordial que usou comigo na escadaria.

Ouve um burburinho geral, que se levantou atrás de mim como uma nuvem de poeira, bando de imbecis, como se reclamar fosse resolver alguma coisa numa situação dessas.

— Mante-los na mesma casa, se essa não for mais a que você pertence, pode ser bastante difícil para quem estiver sofrendo desse suplicio, então, queremos dar-lhes uma nova chance de se adaptar no nosso ambiente, pois vocês vão passar noventa por cento do seu ano aqui. Bom vamos começar, logo, e quanto antes terminaremos. — disse abrindo um grande rolo de pergaminho e chamando o primeiro nome.

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A nova seleção de casas começou pelo primeiro ano, mas para a nossa sorte, não haviam muitos alunos novos, parece que os pais ainda estão apreensivos esse ano, não posso culpa-los por isso.

A maioria dos alunos continuou na mesma casa, o que mostrava que a suposição dos professores não estava de todo errada, mas também não tinha muito fundamento, pois não ouve nenhuma mudança radical nas trocas, que foram no total 15, até agora, mas quase não havia mais pessoa, só 5, contando comigo, e as trocas consistiram entre Corvinal, Lufa-Lufa e Grifinória, nenhum saiu ou entrou na Sonserina, o que me levou a acreditar que não iria acontecer nada comigo, mas talvez ainda pudesse ter a chance de trocar de casa, mas provavelmente, se isso acontecesse, com certeza seria para a Corvinal, casa para qual eu já estava ameaçada de ir desde a primeira vez que eu estive em Hogwarts, mas creio que isso não aconteceria.

Como Merlin me ama muito, eu fiquei por último, e como eu previra, não ouve mais nenhuma mudança com as outras quatro pessoas que estavam na minha frente.

— Hermione Granger! — finalmente meu nome foi anunciado pela Profª MCgonagall, e eu fui, mais uma vez, com uma sensação de nostalgia indescritivel, me sentar no banquinho de três pernas a frente da mesa dos professores, e senti o esfiapado e maltratado Chapéu Seletor, cair sobre o meu cabelo e ficar imóvel.

— Parece que a senhorita ainda parece não ter encontrado um bom motivo para essa nova seleção, não é mesmo? Sim, é claro que não achou, mas eu vou provar a senhorita, que essa atitude dos seus professores tem fundamento, pois de todos os alunos que passaram por aqui hoje, a senhorita foi a que mais mudou, e não posso mante-la na mesma casa em que estava antes, então, vou reclassifica-la de acordo com seus novos pensamentos e sentimentos, e creio que entenderá, daqui a um tempo, mesmo porque não entende a si mesma agora, e não vai conseguir entender a minha decisão, mas posso te garantir que é a certa.

O que é que aquele chapéu maluco estava falando? Acho que vou sugerir para a diretora aposenta-lo, esses mais de mil anos trabalhando como seletor de casas devem tê-lo deixado meio caduco e sem nexo, com certeza, mas pelo o que ele disse, que não vai e manter na mesma casa, isso quer dizer que eu vou mudar e não serei mais uma Grifinória, que não estava me deixando tão triste quanto eu achei que deixaria, já que todos os outros, os Weasley e Harry, tinham continuado na Grifinória, então queria dizer que ficaria sozinha, seja em qual casa eu fosse cair, mas acho que não seria muito difícil fazer amigos, já que todos queriam ser " amigos " de uma dos integrantes do tão famoso " Trio de Ouro ", mas antes que eu pudesse terminar de pensar, o chapéu gritou uma coisa que fez o salão inteiro cair em um silêncio sepulcral:

— Sonserina!

Notas finais
Como eu disse antes, acho que os detalhes adicionais e a correção do que eu já havia escrito deixou as coisas bem mais interessantes, fora a as ideias novas kkkk Boa leitura ♥