Tempo perdido

5 Capítulo 5 - No caminho da morte



Eu pego magy no colo ainda desacordada e saí de lá . Coloca ela em um gramado já longe dali e começo a chorar pedindo pra que ela acordasse. Depois de um tempo ela acorda e se senta com dificuldade e pergunta: --por que você está chorando? --quem está chorando? Foi um cisco que caiu no meu olho—sorrio e naquele momento nossos rostos se aproximaram nos olhamos e tudo em volta parecia já não ter sentido nossos lábios se tocaram foi como se o tempo tivesse parado minha respiração ofegava olhava atento para ela , e ela de olhos fechados me beijava , mas de repente ela me empurrou para trás e disse : temos muito que andar para chegarmos lá então vamos .

Andamos quietos por um bom tempo , mas depois do que me parece ser Três horas Magy diz:
–- Alex você sentiu o mesmo que eu quando...
–-Ah aquilo...- só de lembrar me dá arrepios – eu senti algo....
–- Não é isso, quando nos beijamos, senti uma presença, algo negro , poderoso e obscuro.
–- E foi por isso que você me empurrou?
–- Basicamente- ela disse como se para ela aquilo não fosse normal para ela
Fiquei pensando sobre o que ela disse, quando eu era mais novo eu tinha as minhas namoradas e quando algo rolava entre a gente algo deixava elas assustadas e elas corriam de mim, não sei o que é, mas deve ser isso que Magy viu.
Andamos até o Central Park , nunca tinha vindo aqui era um lugar bonito e calmo. Magy fala:
–-Chegamos...
–-Mas por que aqui? -- Existem várias entradas para o submundo e uma delas é aqui. -- Onde ela fica? -- Antes de irmos até ela temos de esperar o Mike. -- Que dia é hoje?

olhei a data de um jornal , que um homem segurava na mão e dizia que hoje era dia 19 de maio , ou seja , eu parti à 11 dias.
–-Normal faz bastante tempo – ela diz isto como se não fizesse diferença , ainda temos 1 dia.

Mike chega e logo diz:
–-Como vocês estão?
–- Como acha?-- Magy reponde sem demora
–- Um pouco cansados e machucados-- digo
–- O que ouve?- disse Mike com ar duvidoso
–- Nós fomos sequestrados por uma velinha lutamos com uma quimera , mas agora estamos bem
–- Vamos logo?
–- Vamos
–- Você trouxe a sua flauta?
–- Claro
–- Então vamos
Mike tocou um canção fúnebre e uma fenda se abre na gruta, aparece uma escada com ervas e plantas em suas paredes -- Você vem , Mike?-- perguntou Magy -- Não eu vou esperar o Erick -- Tudo bem – digo , desemos a escada e chegamos em um local frio como o deserto , negro como a noite , não sei por que mas aquele lugar me enchia de ódio . -- Entramos no sub-mundo , mas daqui para frente só vai piorar—quando Magy diz isso observo uma criatura voando em nossa direção, uma fúria. Ela se aproxima mais , voa em nossa direção e nos ataca, nos desviamos e ela diz: -- O que faz aqui filha da própria morte? -- ela perguntou em tom arrogante -- Vim ajudar meu amigo...- ela interrompe a Magy -- O garoto maldito?- ela diz com certa repulsa -- Por que vocês o chamam desta forma? -- Escute garota: se afaste dele, pois todos em torno do garoto serão desgraçados

Magy em um ataque de raiva lança uma machadinha na fúria cortando um pouco a sua perna.
–- Malditos sejam vós—disse a fúria

Ela tentou atacar Magy , mas foi inútil, pois Magy se desviou com facilidade.
–- Arhhhh!- corro e ataco a fera, ela se desvia como se já soubesse o que eu ia fazer.
–- Menino tolo , não sabe o que o aguarda, as parcas já sabem o seu fim.
ela voa até mim e com um golpe me lança longe , não consigo me mover , Magy olha para mim com os olhos arregalados, uma lágrima escorre de seu rosto , ela começa a brilhar uma luz negra e grita, corre ate a fúria.
–-Criatura repugnante,hoje será seu fim !!!--Magy salta até a fúria e começa a apunhala-la , a fera se contorce e grita , mas Magy volta a apunhala-la com mais força e a criatura se torna pó .
–-Por que você não fé isso antes?—pergunto
–-Ela ainda não tinha te ferido-- Magy se aproxima de mim e me beija de forma que eu comecei arder de calor. Ela estava suando frio e desmaiou enquanto nos beijávamos .
Deitei ela no gramado e fiquei observando o rio Estige , nele se via muitas almas , brinquedos , viagens , sonhos mortos.
De repente ouvi gemidos, parecia ser dos mortos, Magy abriu os olhos e tossiu -- Está tudo bem? -- Sim, só estou meio fraca . Me levanto, ela tenta se levantar também mas cai porém eu a segurei. -- As almas... estão agitadas-- ela fala bem baixo -- O que tem isso? -- Quer dizer que Caronte se aproxima vá até aquela árvore e pegue um remo e cinco drácmas que estão enterradas nas raízes. -- Se não...? -- Se não ele não nos atravessa , e eu te jogo no rio e deixo as almas te comerem.

Olhei assustado pra ela e fiz o que ela tinha mandado, e enquanto pegava as coisas pensei em como a Magy é estranha e como meche comigo e em como ela conseguia fazer ameaças estando daquele jeito.
–- Te aconselho a não olhar no rosto de Caronte.

Ela disse olhando -- Por que? -- Dizem que o rosto dele de tanto sofrimento e tormento pelo seu irmão , é horroroso e mata qualquer um que olhe em seus olhos tristes. Dizem que as almas que tentam olhar nos seus olhos ficam aprisionada neles sendo atormentada até o castigo dele terminar -- Ah e bom saber disso –Um barqueiro se aproximou. De capuz e uma longa capa preta -- O que faz aqui a filha do deus dos mortos? -- Venho em uma missão. -- Posso saber qual? -- Vim ajudar meu amigo -- Esse daí ?-- ele retira o capuz e nós viramos o rosto -- Sim. -- Não deixo ele entrar no barco, o pai dele ... – O que tem o meu pai? -- Não posso dizer. -- Eu dobro a gorjeia-- responde Magy -- Tudo bem ele pode entrar—Magy entrega a Caronte 10 moedas de ouro ele as guardou no bolso , Caronte nos deu a mão e nós subimos a bordo, todos olhavam para mim e eu disse: -- O que foi? -- Você não vai remar? -- É para eu remar? -- Você achou o que q eu ia pedir para você pegar o remo para quebra-lo na sua cabeça?--não disse nada , permaneci quieto e comecei a remar.

Depois de um tempo , o que me pareceu ser uma hora, meu braço já doía e Caronte aproximava o barco cada vez mais para a beira do rio, Magy disse:
–-Caronte , está bom , pode nos deixar aqui.
ele acena com a cabeça de forma com que seu capuz tampe mais seu rosto. Descemos do barco e sinto um ar gelado percorrer a minha espinha , algo me puxa para traz e a Magy grita:
–- Soltem ele!!!!! Ele é meu amigo, deixem ele em paz!!! – ela estava realmente brava com eles.
Levanto e digo:
–- Magy , como foi que Caronte se tornou o que ele é hoje?

–- ele tentou roubar a caixa da pandora , mas Zeus o impediu -- a disse o nome de Zeus um pouco enojada – não me olhe dessa forma , aqui Zeus não tem poder. Zeus obrigou Caronte a carregar as almas pelo rio , ele somente carrega a alma que tiver moedas para ele. No início ele e o irmão dele , Corante, carregavam as almas juntos e dividiam as moedas juntos , mas Corante percebeu que as moedas vinham diminuído com o passar dos anos , ele começou a desconfiar de Caronte , até que um dia ele viu que o Caronte chegava antes e pegava algumas moedas para si , ele ficou furioso e resolveu tirar satisfações com o irmão dele , os dois começaram a brigar Caronte matou o próprio irmão , Corante , e o lançou no rio Estige , Hades não aprovou o que Caronte fez e para o tormento dele tingiu as águas do rio da cor do sangue para que ele se lembre eternamente que ele matou o próprio irmão.
–- Nossa... essa história é realmente triste.
–- Verdade ... me conta a sua história.
–- Minha vida é meio conturbada, tudo começa com um homem , não me lembro dele , só me lembro que ele dizia que meu futuro era grandioso , eu tinha uns quatro anos de idade, ele me disse que participaria de uma grande guerra , ele me mandou para um lugar que eu não conhecia , era diferente de tudo o que eu já vi , mas lá eu tinha tudo , com o passar dos anos o Mike me buscou ai conheci a June depois vim para o acampamento, conheci você June foi sequestrada e agora estamos aqui.
–- Sua vida é bem estranha--andamos por horas avistamos um cão enorme com três cabeças, ele percebeu nossa chegada e veio correndo em nossa direção , mas o que me surpreendeu foi a Magy:
–-Cérbero bom garoto vem cá...
–- Você conhece isso?
–- Não se refira com o meu cachorro com isso...
–- Tudo bem , então você é dona dele?
–- Na verdade não, eu só brinco com ele.
O cachorro se aproxima ,a cada passada dele o chão treme , ele deita no chão e Magy sobe nele para fazer carinho:
–- Quer brincar com ele?
–- Eu... eu não gosto de.... não obrigado--parece que ela nem me ouviu , depois de uns cinco minutos o cachorro levanta e Magy se arruma nas costas dele e diz:
–- Arrumei um carona -- Não vou ir em cima dele . -- Ou isso , ou você vai a pé -- subo na costas do cachorro , e quase que imediatamente ele sai correndo , fico pendurado no rabo dele e quase caio , depois de uns 2 minutos chegamos em frente a um castelo de mármore negro e um jardim com árvores de romã .

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.