Tempo Perdido
6 Os Três
Notas iniciais
P.O.V Ethan
Como sempre estava em minha estranha posição de dormir, eu me abraçava a minha cabeça no ombro e não sei como o cobertor sempre vem parar em volta das minhas costas, mas só as minhas COSTAS.
E também não sei como consegui sonhar com uma coisa tão ridícula como cachorro quentes e churros sorridentes e saltitantes... Bom, mas pelo menos o sonho tinha comida e comida boa. Não estou falando que a casa do Brooklyn não tinha uma comida boa, mas ela era muito boa, é que churros e cachorros quentes são comidas que não se recusam.
Mas, no que quero chegar em tudo isso era que estava sendo acordado, mesmo meus olhos não querendo abrir.
– Ethan. — A voz de Félix ecoava em minha cabeça "vazia". — Ethaaannnn. — ele falou de novo, mas continuava imóvel. — Se lembra de seus desejos? — Dessa vez eu fiz um "hmm". — Então, a Veronica Roth está na porta.
Eu abri um pouco os meus olhos e voltei a minha cabeça a ele.
– Já usou essa antes. Félix é domingo deixa eu dormir enquanto é domingo.
– Não.
– Sim.
– Não, eu tenho que te mostrar algumas pessoas para você.
Eu sentei na apoiando a minha cabeça na parede um pouco sonolento ainda, esfreguei a minha cara com a mão direita e disse finalmente:
– Onde exatamente você quer chegar? Eles não vão tentar alguém para eu namorar, né? Porque sério isso é muito clichê.
Félix revirou os olhos.
– Cara eu não trabalho nessa parte técnica. Nem eles. Eu só estou pedindo para você colocar uma camiseta uma bermuda e uma sandália para irmos logo.
– Mas, ta frio Félix eu não vou colocar uma bermuda-
– Cala a boca se troca e vamos.
Como Félix disse calei a boca e me troquei. Coloquei um casaco preto com capuz, uma camiseta do bazinga, uma calça jeans e um tênis preto.
Eu e Félix atravessamos vários corredores a gente bateu em algumas portas erradas, até que ficou claro uma porta escrita " HERE IN MY PLACE IN TIME HERE IN MY ON SKIN I CAN FINALLY FIND, AQUI MORAM AS PESSOAS QUE ACREDITAM EM PALAVRAS." Não entendi muito porque colocar a letra de Deep Blue... Mas, tudo bem. Félix suspirou e olhou para mim.
– É aqui, mas não comente sobre... Bom, você vai entender quando chegar ali.
Félix bateu na porta e alguém gritou para entrar. Félix abriu a porta e foi assim. Um quarto azul, uma garota de cabelos loiros escuros (o mais escuro que possa imaginar) olhos castanhos e pele levemente bronzeada. Uma outra garota e cabelos castanhos repicados, olhos cinzas uma pele mais bronzeada escrevendo as mesmas palavras em um caderno murmurando Hear Me do Imagine Dragons. E uma garoto com cabelos pretos escuros bagunçados, olhos azuis usava óculos uma pele mais branca do que a minha, já ele estava deitado no chão de barriga para baixo ouvindo música em seu I Pod.
A menina com o cabelo loiro escuro olhou para cima e um sorriso se abriu em seu rosto.
– Eu sou uma genia, mais um erro! Ai, eu amo quando estou certa.
– Oi. — disse o menino no chão.
A menina que escrevia as mesmas palavras levantou a cabeça e disse para ser mais gentil possível:
– Seu zíper está aberto, odiei o seu cabelo e... Tem certeza que é esperto?
Eu levantei o zíper constrangido e respondi:
– Não tenho certeza e você?
– Claro, que idiota falaria que não tinha certeza?
Um silêncio constrangedor invadiu a sala.
– Ahhh — Félix começou — essa que você acabou de falar é a Júlia, o do chão é o Uriah — ele acenou rapidamente continuou na mesma posição sorrindo com um sorriso malicioso. — E a "genia" é a Outra Julia, mas a gente chama a primeira Júlia que eu falei de Hazel, ela gosta do nome.
Julia fechou o livro, o botou na cama e veio em nossa direção. Mas tudo que eu falei foi:
– Mas, sabe " garotos" e "garotas" não podem ficar no mesmo quarto?
– Sim — disse Uriah — mas, eu sou diferente. Não, não sou gay, sei lá eu fico aqui e o Carter nem a Sadie me acharam aqui. Ta tudo bem quieto, tudo ficou quieto desdo último BAM.
Eu queria saber qual seria o último BAM, mas não disse nada.
– Eu tô triste. — disse Julia desabando na cama de novo.
– Eu também — disse Uriah.
Julia colocou as mãos na cara. Eu não sabia o que estava acontecendo.
– Razões, Uriah? Razões?
Uriah parecia ter ficado irritado e deitou na cama ao lado com as mãos também na cara.
– Não, mas você sabe que eu sou assim! Você sabe que depois do apocalipse de Apófis eu sou assim, motivos? Não. Por que está com tanta raiva? Não sei. Você está muito traumatizado? Não sei. Então pare de perguntar isso por favor, você me conhece.
Julia tirou as mãos da cara e encarou Uriah.
– Desculpa.
Hazel/Júlia parecia ter ficado irritada com a conversa ela se levantou e anunciou:
– Chega, todo o dia é a mesma coisa! Vou escrever lá fora. E- ela apontou para mim — ainda odeio o seu cabelo, mas camiseta legal.
Ela saiu saltitante com o caderno debaixo do braço e descalça.
– Ela faz isso sempre — disse Uriah. — Desculpa — disse ele se levantando, ele veio até amim, ele era da minha altura. — Seu nome é?
– Ethan Walker.
– A você é irmão da Cassie!
– Sim você já falou com ela?
– Talvez, mas não sei se lembro...
O silêncio dominou de novo.
– E — disse Julia também se levantando — vocês sabem que ta chegando, né? O baile.
Félix caiu na gargalhada.
– C-l-a-r-o. Você sabe com quem está falando?
Uriah colocou um sorriso malicioso na cara.
– Tenho um minuto para conhecer?
Félix também estava com um sorriso maicioso.
– Um minuto.
Este um minuto foi bem rápido, mas neste um minuto o que pude perceber foi que naquele quarto moravam duas pessoas, Julia, Julia era uma menina inteligente que queria ser arquiteta e era traumatizada com apocalipses. E Júlia eles falavam que ela era uma Luna, mas não era gentil e amava o nome Hazel. E gostava de ficar ali passar o tempo, Uriah, eu percebi o porque de mancar tanto e ser desajeitado, ele tinha uma perna falsa, Uriah também estava traumatizado por algo que não contou.
Um minuto, podem se durar anos, foi isso que eu pude perceber neste um minuto.
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