Tempo Perdido
11 Capítulo 11- Ethan
Notas iniciais
Rapidamente os meus olhos se abriram, eu estava deitado de barriga para baixo, a minha cabeça virada para o lado milhares de cobertores me cobrindo. Quando meus os olhos estavam abertos tive a visão da mesma garota numa cama ao lado dormindo. Seus cabelos eram loiros, seus olhos estavam fechados, ela dormia de bruços para cima, como eu vários cobertores a cobriam, seu rosto estava muito machucado, havia um curativo em sua têmpora esquerda. Eu fazia a mínima ideia como eu estava só sabia que as minhas costas ardiam.
Logo fiz uma careta de dor ao tentar me sentar, mas logo desisti e fiquei deitado mesmo.
– “ you’re toxic comes sliping under” – murmurei com um tom irônico para as minhas costas, meio estranho, mas foi isso que fiz.
Fiquei deitado por um bom tempo esperando alguém aparecer. Mas, quem apareceu foi Jazz que sentou em uma cadeira.
– Você foi um idiota sabia? – ela perguntou.
– Por que exatamente? – perguntei a ela confuso. Ela só olhou para as mãos depois se virou para mim e sorriu.
– Na verdade até achei fofa a sua atitude. Mesmo com alguma coisa ter rasgado a tua pele, ter desperdiçado quase toda a sua magia-
– Mas, eu só usei um feitiço.
– Então você ousou muito nele, mas continuando, você mesmo não conhecendo essa garota você a salvou, por quê?
Dei de ombros.
–Tenho certeza que qualquer outra pessoa faria o mesmo.
– Não ponha muita certeza nisso. – ela disse como resposta. – Ela vi melhorar, talvez demore um pouco para ela acordar demoramos um bom tempo para saber que tipo magia era aquela, não descobrimos.
Não sei o porquê de a raiva estar me acumulando. Tudo aquilo parecia loucura, mas era a minha nova vida. Fechei os olhos depois suspirei abrindo os olhos.
– Mas, Carter e Sadie foram descobrir algo com os gregos.
Não sei por que isso me animava tanto. Isso me deixava, sei lá, um pouco feliz, mas também não sei por que fiquei triste por não ter ido junto.
Comecei a pensar que talvez eu pudesse ajudar, eu podia ajudar, podia mesmo. Talvez todos aqueles sonhos (menos o dos churros) pudessem ajudar.
– Eles disseram alguma coisa antes de partir? – perguntei tentando eliminar qualquer tipo de ansiedade em minha voz.
Seu sorriso já tinha desaparecido quando mencionou que eles tinham partido, sua expressão agora era sombria.
– A mesma coisa que você tinha dito – ela fez uma pausa. – Alguma coisa volta, e não vai desistir sem todos desta casa estarem aos seus pés mortos.
+++
Tinha deixado à enfermaria a noite na hora do jantar. Sentei-me perto de Uriah, Félix e as Júlias. Alaska não tinha dado as caras nem Mellonie, não fazia questão de ver Mellonie, estava envergonhado demais até ver sua cara. Eu estava calado com tudo na minha cabeça. Eu tinha que fazer algo, eu tinha que ir naquela missão a qualquer custo.
– Ethan? – perguntou alguém, me assustei quase deixando a comida cair.
– O que? – perguntei tendo a mínima ideia de quem tinha dito aquilo, logo vi que era Uriah.
– Você não falou nada... O jantar inteiro.
Assenti com a cabeça, e percebendo o quanto estava ridículo assentido para aquela pergunta encolhi os ombros e disse:
– Eu não falo tanto assim.
Um sorriso se formou nos lábios de Uriah.
– Não, não. – disse em um tom irônico. – Vai, Ethanzinho, nos conte o que tem nesta sua cabeça.
Suspirei e olhei para a mesa. Eu deveria contar para eles, certo? Sim, eles vão entender certo?
– Eu precisava ir com Sadie e Carter para aquele lugar que foram não sei por que, mas precisava ir mesmo. – olhei para eles, todos com uma cara pensativa, menos Uriah seu sorriso ainda estava gravado na cara.
– Entendo aonde quer chegar. E eu sei exatamente o que vamos fazer. Eu posso conseguir todos os suprimentos, armas, comida, água, tudo. Dei-me uma semana. Carter e Sadie não vão descobrir nada, sei muito bem disso.Conheço os gregos e os egípcios. – seu sorriso me assustava. – Armas de fogo vão ser necessárias.
+++
Uriah tinha um plano perfeito. Assustador, mas perfeito. Partiríamos daqui a oito dias, não sei como todos concordaram. Uriah era louco, mas o seu tipo de loucura era genial.
A escola foi a pior parte porque todos estavam contra mim, todos.
Quando cheguei na escola um grupo de garotos veio a minha direção me jogando contra o armário depois me chutando falando que eu era um idiota filho da mãe por ter feito o que tinha feito e eu sabia disso, sabia que era a verdade. Eles tinham todo o direito de me chutar, só que Uriah não pensava do mesmo jeito, nem um pouco.
Quando ele viu o que estava acontecendo foi na direção do maior e o levantou pela gola da camiseta, com as duas mãos o pressionou contra o armário.
– Inocente muito inocente. – disse Uriah com um sorriso irônico no rosto, então soltou uma risada e entre os dentes disse: — Que tal você sair correndo antes que eu faça uma coisa pior com você, acredite em mim, eu posso.
O garoto assustado tirou as mãos de Uriah da gola e saiu correndo pelo corredor e seus amigos forma junto.
– Voltem de novo e suas cabeças seram arrancadas!- gritou Uriah, então saiu sem falar nenhuma palavra.
Eu acho que a minha nova vida não é tão ruim assim. Mesmo assim estava preocupado com o que iríamos fazer, pessoas morreriam.
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