Uma vez

Jurei perante todos que nunca me arrependeria de nada,

nunca desejaria voltar no tempo

Ou coisa parecida


Me aplaudiram por minha força de vontade

Sendo que eles e eu não sabíamos que eu menti

Descobri que menti, e tentei cumprir a promessa

Mas a cada erro, a cada falha

Me pegava querendo recomeçar


Me viciei no vicio de mentir,

No vicio errar, pensando

“De que adianta acertar?”


E a cada passo, a cada erro, a cada descuido

Vi que parei de desejar as pessoas por perto

As distanciando pouco a pouco

Me isolando


E na escuridão do meu quarto

Tentei contar meus erros

E a cada erro, mais um passo

E até que chegou um momento que parei

E vi as estrelas do terraço

E desejei que fosse uma delas

E me peguei distanciando delas


Um grito

Um baque

Uma lagrima

E me peguei desejando de novo

Que voltasse no tempo

E não tivesse pulado.


Notas finais
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