Tempo
1 Sequestro
Notas iniciais
México – Cidade do México – 12:00 P.m.
Esbarrei em um homem na calçada, me virei para pedir desculpas, mas ele segurou meu braço.
― Alissa Morales? — Ele me perguntou e apontou ema foto minha que estava em suas mãos. ― Vamos conversar.
O homem pôs os dedos indicador e médio na minha testa. ‘Mas que...’ foi a última coisa que pensei antes de sentir um puxão.
Inglaterra – Londres — 18:00 P.m.
Olhava as estrelas da sacada do meu apartamento, estava sem sono. Senti alguém tocar meu ombro e antes que eu pudesse gritar, o estranho disse:
― Elena Scott, venha comigo!
Não deu tempo de se quer reagir, pois logo sentir algo me puxar.
França – Paris – 19:00 P.m.
O aroma do café se espalhou pelo ar frio de Paris. Um cara sentou ao meu lado.
―Charlotte Bittencourt, tenho ordens para levá-la comigo.
Tentei me lembrar de algum crime que eu tenha cometido, mas nenhum me veio a cabeça. Foi o tempo de abrir a boca e então senti uma enorme pressão.
(Charlie’s Pov.)
Percebi que estava em um tipo de ferro velho e além de mim e do cara que me raptou havia outros dois homens e duas mulheres, elas pareciam tão surpresas quanto eu.
― Onde estamos? Quem são vocês?! — A baixinha de cabelos pretos gritou.
Eu podia entender, ninguém em sã consciência reagiria a tudo isso com calma. Pelo sorriso do homem mais alto eu conclui, então, que eles não eram normais.
― Eu sou Micael, esses são Luis e Guilherme. – Um dos caras se apresentou.
― Como vocês me trouxeram aqui e como? — A loira perguntou, um tom bem ameaçador pra quem tinha sido raptada.
― Suas perguntas logo serão respondidas.
Assim que Guilherme terminou de falar os três sumiram do nada, deixando para trás três garotas de boca aberta.
― Holy shit! O que foi isso?! — A morena — que mais tarde descobri ser Alissa Morales — exclamou, os olhos tão arregalados quanto os meus.
― Ah ótimo! Agora estou alucinando, sabia que aqueles goles de conhaque não me fariam bem. — Ouvi a loira — que também descobri que se chamava Elena — reclamar não tão baixo.
Um homem baixo, gordinho e ruivo e estranhamente fofo chegou.
― Hey! Vão ficar choramingando o dia todo ou vão vir comigo? — Ele chamou.
― Será que o senhor pode explicar o que está acontecendo? — Eu perguntei tentando ser a mais educada possível.
― Quem dera se eu soubesse. A propósito, meu nome é Bobby — Ele nos liderou até uma casa simples no meio do ferro velho.
― Nossa! Limpa a casa todo dia, ein! – Elena comentou irônica assim que entramos na casa.
― Sou um homem ocupado, não tenho tempo pra isso. – Tio Bobby respondeu sem muita vontade.
― Imagino que com seja. – O comentário dessa vez foi de Alissa.
― Duvido muito! – Ele riu.
Sentamos no sofá e Bobby ia começar nos explicar o que estávamos fazendo ali, quando um homem alto de cabelos negros, olhos azuis e barba mal feita surgiu ‘do além’ no meio da sala e assustando a todos nós.
― Este é Castiel, ele é o responsável pelo rapto de vocês. – O tio nos apresentou.
Castiel nos olhou com cara de paisagem e disse ‘Oi’.
― Castiel? Puxa que nome diferente, eu gosto! Meu nome é Alissa. – Alissa estendeu a mão.
Ela babava litros pro cara mágico, eu não fui a única a perceber. Olhei para Elena e demos uma risadinha. Castiel nos olhou como se procurasse a piada, mas depois finalmente apertou a mão de Alissa.
― Alissa também é um nome diferente... Eu gosto. — Seu tom de voz era incrivelmente grave e calmo e essas simples palavras fizeram Alissa sorrir ainda mais (se possível).
― Onde estão Sam e Dean? – Tio Bobby perguntou para Castiel.
― Aqui. – A pergunta foi respondida por um homem alto e logo ao seu lado outro homem um pouco mais baixo, porém loiro.
― Garotas estes são Sam e Dean Winchester. Agora que todos estamos juntos vou explicar a vocês o que está acontecendo. – O tio disse sério.
Fale com o autor