Tempestades de um espinho que ansiava virar flor
6 Puxe os espinhos presos com essa pinça. Um. Por. Um.
Chore, minha criança.Que o mundo não é mais que um borrão,mecanicamente arrastado pelas viasda sua história de desalento e aflição.Uive, minha criança.Vocifere os abrasivos espasmos, que te guiam frente às portas que trarãoa sacra correção, sua divina punição.Pagarás pelos teus atos, criança.Resultado do infortunado martírio,consequência de inquietações banaisvertendo o amargo gosto de suas ações.Seus erros, criança,são infindáveis profundas picadassem levar veneno em seu interior. Sem conexão... Sem ligação com o domínio exterior.Movendo-se em infinita direção ao inalcançável.
Não existe nada além de sombras, gravuras sinistras onde a única variaçãosão os tons de cinza arranhados pela extensãodo que só a mente decifra, e só a alma vê...Ah... como tantos estigmas cabem em você?Anamneses ingratas,lembranças fadadas ao replay.Ações manchadas pelo gatilho da inocência,e de não ser capaz de previamente reconhecerquão vís podem ser as vibrações dessa interferência,que quando brota em sua mente, não mais cessa de tremer.Criança,o mundo deveria se esquecer de você.Só hoje, e também sempre quando seu rangerse tornar desequilíbrio, fadado à autodestruição.E quando o caos chegar, quando o mal regressar,recorde que não haverá quem o possa alterar,nem deuses, vilões, santos ou majestades,senão você.
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