Notas iniciais
Já me desculpo previamente pela formatação do texto. Atualmente não tenho um bom editor instalado, então pode ocorrer dos espaçamentos estarem exagerados e pontuações (principalmente os travessões) não aparecerem ou serem trocados quando for postado. Coisas chatas explicadas, tenham uma boa leitura!! :D

Já passava das 9h00 quando finalmente avistamos os primeiros vilarejos de Green Valle, ou melhor, quando eu avistei, já que Laila estava adormecida junto ao feno da carroça que nos levava as aldeias.

–Em meio tempo nós deve de chega lá, "fio". – Gritava o fazendeiro em meio ao trote dos cavalos.

–Tudo bem. – Falei, apesar de ter quase certeza que ele não ouviu.

Estávamos bem perto das colinas e, apesar da neblina ter se dissipado, ainda era impossível enxergar os Oito Pilares daquela distância.

Enquanto criava meios de reunir informações sobre Nádia, a carroça aparentemente passa por um buraco, o que acordou Laila no mesmo instante.

–Ai... Isso machuca...

–Fique contente por termos vindo com feno, e não com porcos.

–Eu sei, mas... – E após bocejar continuou – Ei! Já chegamos a Green Valle?!

–Enquanto alguns dormiam, outros pensavam em um plano para coletar informações e voltar a Refuris o mais rápido possível.

–Mas eu tenho um plano!

–Claro que tem...

–Afinal, por que eu dormiria antes de planejar que chegaríamos ao centro de Green Valle em 9h35 e 10h00, aonde iríamos ao Refúgio da Viúva procurar algum bêbado desesperado por qualquer moeda – mesmo que não precise e, após obtermos algo próximo a nada nos hospedaríamos em uma estalagem da parte leste da cidade e não ficaríamos menos que dois dias na cidade antes de encontrarmos algo realmente relevante para continuarmos com nossas cabeças presas ao pescoço ao voltarmos à Refuris?

–Admito. Meu plano perto disso não é nada.

–Não fique tão deprimido...

–Obrig... – E me interrompeu.

–Você tem muita sorte de ter uma parceira tão genial e linda como eu... Alegre-se! Isso é um privilégio para poucos, quem dirá nenhum.

–Isso ajudou muito...

–Eu sei.

–Chegamos! Desçam logo... E você rapaz, cumpra o acordo.

–Cumprirei.

E pôs os cavalos a trotarem.

–Henri, que acordo é esse que ele falou?

–Nada de mais, umas moedas aqui, um pouco de linho ali...

–O de sempre...

–Bem, vamos procurar, porque tempo é o que mais nos falta.

Andamos cerca de duas horas pela cidadela, e, após o fracasso previsto no Refúgio da Viúva e em mais nove bares consecutivos, estávamos cansados e não tardaria a encontrarmos uma estalagem.

Já estava escuro, devia ser algo como 17h45 e, entre as vielas que cortavam as ruas principais, escutamos um chamado.

–Ei vocês! É... Vocês... De Refuris... –Disse uma voz rouca de uma das vielas.

Um mercador clandestino... Era só o que nos faltava...

–Psiu... Henri... Ele pode ajudar a gente... – Dizia Laila num sussurro ainda mais baixo que o do homem.

–Vamos ver.

Ao fazermos menção de irmos a ele, o mesmo começou a andar, como se pra esconder ainda mais sua face, ou levar-nos até seus comparsas.

Laila começou a sacar sua adaga, mas impedi-a dizendo para esperar, pois ele realmente poderia ter informações úteis.

O seguimos até uma área onde as casas e prédios fechavam o caminho em meia lua, transformando-o em algo similar a uma pequena arena.

***

Acordei no meio da noite um tanto quanto assustada. Alguém esteve ali.

Acendi a pequena lamparina que ficava ao lado da cama. Vazio. Até mesmo a porta que dava para o batente da janela estava como eu o deixei. Se alguém realmente esteve aqui, teve a cara-de-pau de usar a porta da frente.

Ou isso ou não usou os métodos tradicionais.

Abri a porta do meu quarto e observei o corredor. Não tinha nenhuma lamparina acesa, e ao julgar pela luz emitida pela janela, logo irá amanhecer.

Voltei para o meu quarto e fui direto ao antigo baú que trouxe comigo da minha antiga casa. Lá dentro não tinha nada para se chamar de valioso, pelo menos comercialmente. Algumas roupas velhas, alguns objetos e até uma pintura minha e do meu irmão feita há oito anos. No fundo do velho baú, havia um saquinho que continha uma pequena escultura de uma cobra feita em pedra esmeralda.

Fazia sete anos que não a usava.

Ponderei por um tempo, refletindo se deveria usá-la ou não. Sabia da situação de Nádia e de todos os riscos ao nosso grupo, ou pior, como isso poderia comprometer nosso final.

No fim, não tive coragem para usá-la. Guardei-a no pequeno saquinho desbotado e voltei para minha cama.

Já era de tarde quando fui encontrar Emily. Mais cedo, havia recebido um bilhete dela dizendo o local de nosso encontro:

Elisa,

Sei que é muito estranho pedir-te para me encontrar em tempos tão inoportunos. Desculpo-me previamente por isso.

Escolhi um lugar mais "público" para o encontro; assim – penso eu – não seremos facilmente levadas por... Estranhos.

Prometo não tomar-te muito tempo.

Emily.

Encontrei-a em uma pequena loja de chás, em uma mesa mais afastada. Apesar disso, a viela estava bem movimentada, então qualquer paranoia que ela tivesse sobre desaparecimentos provavelmente teria desaparecido.

–Emily! – Chamei-a.

–Oh, Lisa! – Levantou-se e, em seguida, emendou-me em um abraço – Pensei que não viria, que me achava louca e...

–Emily... Nunca a consideraria louca. Confesso que ultimamente está mais precavida e este, é um assunto sobre o qual quero conversar com você.

–Tudo bem mas, antes disso – E rastreou a área para ter certeza que ninguém prestava atenção em nós – quero te contar sobre uma coisa...

–O que foi Emily? Nunca a vi tão aflita...

–É sobre Nádia.

Não soube o que falar. O que Emily, a "mascote" do grupo saberia de tão grave sobre Nádia a ponto de ocultar isso até mesmo de Cássio?

–Eu conversei com ela pouco antes dela ser pega.

–O que?! – Exaltei-me e percebi que algumas pessoas tinham posto sua atenção em nós.

–Elisa...

–Me desculpe. Por favor... Me fale tudo, com todos os detalhes sobre isso.

–Eu estava voltando para casa... Não me lembro ao certo, mas lembro de ter pego um caminho diferente, mais longo... Encontrei com Nádia apressada; tão apressada que quase não me viu. Chamei-a e ela parou.

Flashback ON

–Mille! Que bom vê-la! Você nem imagina o que aconteceu!

–Você finalmente arranjou um pretendente? – Disse brincando.

–O que?! Não, na verdade eu tenho boas, ou melhor, ótimas novas!

–Quais?

–Eu consegui Fitas-de-Ouro! – disse num sussurro.

–São verdadeiras? – Não pude deixar de perguntar. Nesta época do ano, falsificações são muito fáceis de serem conseguidas.

–Sim! Não é ótimo? Agora a Lisa não precisa se arriscar sozinha!

–Como as conseguiu?

–Não importa mais! Bem, estou atrasada. Minha mãe pode me matar se souber o que andei fazendo enquanto estava fora de casa. Até mais tarde!

Ela retornou ao seu passo rápido e desapareceu entre as pessoas na rua.

Flashback OFF

–Então você foi a última pessoa a vê-la. – Foi uma afirmação, mas, ainda assim Emily me respondeu.

–Sim... Sei que não tem nada de mais nesse nosso encontro, mas tenho que te perguntar algo Elisabeth. – Era a primeira vez que ela usava meu nome.

–O que foi?

–Você e Nádia eram melhores amigas e–

–Emily, Nádia ainda não está morta, então somos melhores amigas.

–Oh, me desculpe! Não quis...

–Tudo bem, só continue.

–Vocês são melhores amigas... Você sabia de algum caso de Nádia com alguém?

–Emily, sem ser rude mas, o que isso tem haver com o assunto?

–Naquele dia, Nádia usava um anel. Nunca a tinha visto com ele antes... Aliás, nunca a tinha visto com nada nobre antes.

–Nobre?

–O anel era claramente feito de prata e tinha pedrinhas... Mas não me lembro o que elas eram.

–Por que escondeu isso de Cássio? –Pus na pergunta toda a calma que consegui encontrar. Não estava nervosa, mas essa história estava muito mal contada.

–Acho que ele acharia irrelevante. Você, melhor do que todos nós, sabe como ele detesta informações incompletas.

Depois disso, caímos em um silêncio que só não era totalmente real devido ao barulho do comércio na rua.

Após alguns minutos, Emily se levantou e disse:

–Bem, já disse o que queria e prometi-te não ter muito de seu. Irei me retirar agora. Acho que você saberá melhor do que eu o que fazer com... Tudo.

–Emily...

–Estou cansada. De Tudo. Já informei a Cássio e ele aceitou meu... Afastamento. Nem ao menos quis um esclarecimento... isso só prova minha utilidade...

Tentei cortá-la, mas ela o fez antes.

–Não, Elisa. É a verdade. Não sirvo para isso. Você SABE disso. Sempre soube. Ficarei feliz em ajudar no que quer que você precise e que está ao meu alcanço... Mas isso? É demais para mim. Sinto muito.

Antes que pudesse pará-la, ela já estava a metros e metros de mim.

Fiquei sem reação.

Nádia estava presa, Emily tinha desertado.

Faltava menos de um mês para a Feira Sagrada e não tínhamos um plano.

Não tinha um ideia sequer de como contornar este nosso "impasse".

Pela primeira vez na minha vida, estava totalmente perdida.

Notas finais
Particularmente, achei o capítulo um pouco fraco. Fiquei muito tempo afastada da história... :/ Maaas não vou me abalar! Farei um capítulo mais desenvolvido. Qualquer erro ortográfico, de formatação ou até de estruturação do texto, por favor, me avisem. É importante para mim saber onde errei para não cometer o mesmo erro novamente. Ah, deixem reviews. É um pouco chato escrever somente para leitores-fantasmas. =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.