Tempestade
1 Capítulo 1
O dia havia sido quente, abafado. A secura do ar, parecia chamar algo, que ninguém na cidade podia adivinhar o que era. Por fim, com um pôr do sol belíssimo, em tons rosados, chegou o primeiro movimento da tempestade.
As nuvens pesadas, foram carregadas ate a cidade com o vento. Se um observador estivesse mais atento, poderia talvez ter soltado o alerta. O vento veio devagar, mas constante. Quando se aproximava a meia noite, por fim, as nuvens que já não permitiam ver as estrelas, finalmente deram o sinal final.
Uma chuva fina e constante, não começou. O que caiu sim, foi uma chuva grossa, com relâmpagos e trovões. A tensão que tinha no ar, a eletricidade começou a ser liberada em raios que alcançavam o chão, de tempos em tempos.
Os animais de rua, gatos, ratos, cachorros e pássaros, corriam em busca de abrigo. Pessoas nessa situação, rezavam assustadas para que a tormenta passasse logo. Mas ao invés de sossego, as orações pareciam aumentar a tempestade.
Bebês choravam, enquanto suas mães aflitas os embalavam para que dormissem e o dia seguinte se iniciasse com um sol radiante. Em uma das estradas de acesso a cidade, um carro de maneira lenta iniciou sua jornada para dentro da cidade.
Ele havia sido comprado, poucos meses antes da mulher nascer. Ela havia saído do hospital, carregada por ele. E aos trancos e barrancos, depois que o pai falecera, ela cuidava do carro, que continha lembranças dos seus pais, amigos, amores.
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