Tempestade
10 Bella - Reencontro
Notas iniciais
Meu Deus, como eu pude trair o Riley?
Essa pergunta me torturava durante todo o percurso de volta para minha casa. Porém o que mais me torturava não é bem o que aconteceu, e sim o fato de eu ter gostado do que aconteceu.
E gostei. Muito!
Edward é fantástico na cama. Não só fantástico pelo desempenho sexual, mas por ser exatamente aquilo que eu sempre quis e nem eu mesma sabia. Ele saciou não só o meu corpo, mas todo o meu ser por inteiro naquela noite.
Entrei em casa tensa naquela manhã e passei o fim de semana inteiro assim. O que eu ia fazer?? Era o que eu pensava o tempo todo. Resolvi desabafar com alguém sobre meus dilemas internos, mas desisti quando percebi que a primeira pessoa que veio em minha mente foi Edward. Tão pouco tempo e ele já era o meu melhor amigo!
Eu suspiro e arrumo meu material para sair da escola, desejando ter outro lugar para ir que não seja a minha casa. Caramba, como minha vida chegou neste ponto? No mesmo instante me lembro de Edward, como sempre acontece quando penso que o que eu realmente quero é ir dormir com ele e não com Riley.
Quando Riley retornou daquela viagem, nós conversamos seriamente. Ele me pediu perdão e jurou nunca mais agir daquela forma comigo. E eu o perdoei, em nome de uma nova chance para o nosso casamento. Mas como eu ainda estava me sentindo meio estranha por conta da traição que eu cometi, pedi a ele um tempo, dizendo que eu estava sentindo dor ainda. Ele, se sentindo culpado, não insistiu muito.
Somente uns 10 dias depois é que voltamos a transar. Porém, neste tempo Riley voltou a ser o Riley por quem me apaixonei. Pelo menos, foi o que pareceu. Quando enfim tivemos um momento sexual, foi muito bom, como a muito tempo não acontecia. Porém, eu me sentia estranha.
Seguimos a nossa rotina e eu voltei com os anticoncepcionais. As dúvidas estavam tomando a minha cabeça e eu já não sabia se queria ter um filho agora. Resolvi adiar o meu sonho mais uma vez. Riley disse que era o melhor a ser feito, porém em momento algum se interessou em saber o porquê de eu ter tomado essa decisão. Isso porque a sua fase ‘namorado’ mal durou uma semana.
Na última semana nós voltamos ao padrão anterior. Riley está ainda mais distante, porém controla melhor sua raiva perto de mim. Mas eu sei que ele está a ponto de explodir pois eu não tenho conseguido fazer sexo com ele nos últimos dias. Simplesmente não sinto mais desejo por ele. Para piorar, tenho sentido muita saudade de Edward.
Eu dirijo calmamente pelo estacionamento da escola e resolvo passar naquela Starbucks em que encontrei Edward pela primeira vez. No caminho, porém, eu avisto Alice sentada numa livraria. Seu semblante é triste e percebo que ela está sozinha. Isso me preocupa, principalmente por tudo o que ela vem vivendo. Eu estaciono e espero para ver se algum adulto aparece. Cinco minutos e nada. Muito estranho.
— Oi! — Eu digo sentando na poltrona ao seu lado. Ela se assusta levemente, mas sorri ao me ver.
— Tia Bella! — Ele diz e se levanta para me abraçar.
— O que você está fazendo aqui princesa? Veio comprar algum livro? — Eu finjo para poder ganhar sua confiança.
— Eu... é... hum-rum! — Ela desvia o olhar do meu e mente.
— Eu também vim comprar um, mas o vendedor me disse que não tem o que eu quero. — Eu digo e aliso seu cabelo. — Quer que eu te ajude a escolher ou sua mãe vai fazer isso? — Eu pergunto e a sinto contrair o corpo. — Alice?
— Tia... — Ela diz baixinho – se eu te contar um segredo, a senhora promete que não liga para os meus pais? — ela pergunta olhando em meus olhos. Ela confia em mim.
— Prometo! — Eu digo a verdade.
— Eu fugi de casa. — Ela sussurra e cora. Eu lhe dou um meio sorriso e a abraço.
— Quer me contar o porquê fez isso? — Eu pergunto suave e ela assente.
Eu a levo para uma lanchonete que tem ao lado da livraria e peço um milk shake gigante para nós. Ela começa a me contar sobre como tudo está sendo difícil, mesmo ela tentando fazer como eu lhe ensinei, tentando tirar algo de bom disso tudo. Ela disse que odiou a namorada do Emmett e eu queria muito ajudar nisso, mas não pude. Afinal, a namorada do pai dela é ex-mulher do meu marido, Jessica. Eu engulo seco.
— E ainda por cima, papai gosta daquele garoto. — Ela funga – Ele vai roubar o meu papai de mim!
— O Alec tem um pai Alice, não vai roubar o seu. — Eu digo — Você sabe que o pai do Alec é meu marido?
— Sério tia? — Ela exclama surpresa.
— Sim, e vou te contar um segredo... — Eu digo sussurrando — Também não gosto de Jessica. — Ambas sorrimos. — Alice, eu vou no banheiro rapidinho, tudo bem?
— Tudo bem, eu espero o milk shake chegar.
— Ei, vê se não toma tudo antes de eu voltar viu! — Eu digo brincando.
— Não prometo nada!
Eu vou até o banheiro e ligo para única pessoa que sei que pode ajudar neste momento. Vou deixá-la em segurança e não vou quebrar meu trato com ela. Além disso, vou matar um pouco da saudade que me corrói.
— Bella! – Ele diz do outro lado da linha. Ele parece ansioso. Eu sorrio.
— Edward! – Eu digo suave e coro, mesmo que ele não possa me ver agora. – Oi! Tudo bem?
— Oi! Acredite que apesar de não estar, eu me sinto bem por falar com você. – As palavras dele são rápidas, como se não estivesse pensando muito para falar. Fico feliz pela sua sinceridade. – Alice fugiu de casa.
— Ah... então, — Eu digo baixando um pouco a voz. – Alice está aqui.
— Como assim? — Ele exclama.
— Eu a encontrei na frente de uma livraria perto da escola. Ela disse que não queria ir para casa e eu prometi não ligar para os pais dela. Por isso estou ligando para você. – Eu digo rápido e ouço um suspiro de alívio. – Avisa para eles. Nós estamos na lanchonete ao lado da livraria, fingi que ia ao banheiro para ligar. — Eu completo. Afinal, eu não posso ligar, mas Edward pode.
— Certo, eu mesmo vou até vocês. Obrigada Bella! — Ele diz e meu coração salta no peito. Eu vou vê-lo!
— De nada. — Eu respondo baixo e desligamos.
Eu desligo e respiro fundo, tentando me recuperar do efeito que a sua voz causou em mim. Depois de um minuto, eu volto para a mesa onde Alice já está com o milk shake. Ficamos ali conversando até que Edward chega.
— Cabe mais um canudo neste milk shake? – Ele pergunta. Nós duas nos viramos para ele. Alice fecha a cara depois do susto.
— Tia Bella, você mentiu! – Ela me acusa.
— Nada disso, nosso trato era eu não ligar para seu pai ou sua mãe. Edward é seu tio. – Eu digo triunfante e pisco para ele, que me devolve. Oh Céus!
— É a mesma coisa, aposto que ele já ligou pro meu pai. Eu não quero ir para a casa. – Alice diz e começa a chorar. Aquilo corta meu coração. Edward tem a mesma expressão.
— E quem disse que você vai para casa? Você vai ficar comigo essa noite. — Edward diz e eu o olho.
— Na sua casa? Não quero que tia Lauren fique brava! — Ela diz e eu fico intrigada. Como assim?
— Vou te mostrar o esconderijo que eu tenho, que tal? – Ele diz e os olhos dela brilham. Eu coro por saber exatamente onde é este ‘esconderijo’.
— Eu quero sim! – Ela diz pegando a sua mochila e se levantando. – Dindo, a tia Bella também pode ir? – Ela pergunta do nada e eu encaro Edward. Um sorriso torto lindo surge nos lábios de Edward. Estou perdida.
— Se Bella quiser ir será muito bem vinda! – Ele diz e seu tom parece ansioso. Será que ele quer mesmo passar um tempo ao meu lado?
Eu tiro meu olhar dele e olho para Alice sorrindo.
— Claro que eu vou! – Eu me levanto enquanto os dois sorriem na minha frente. Sendo o sorriso de Edward ainda maior. Nossos olhares se cruzam e pelo brilho ali, eu sei que não era a única que havia sentido saudades.
— Vamos num carro só Bella, pegamos seu carro depois. — Ele diz e eu o olho confusa. Ele parece ansioso novamente. Eu assinto e entro em seu carro. Muito bonito por sinal.
A viagem para o apartamento foi regada de música. Volta e meia, o meu olhar encontra o de Edward, mas logo se desvia. Se não fosse por Alice e suas canções de pré adolescente, o carro estaria mergulhado no silêncio.
Chegamos e subimos. Assim que entrei, as imagens daquela noite voltaram com tudo em minha cabeça. Pelo olhar de Edward, ele pareceu sentir o mesmo. Aquela história de deixar pra lá e esquecer também não funcionou para ele pelo que eu vejo.
— Tio, que lugar legal! Não sabia que o senhor tinha duas casas! — Ela diz se sentando no sofá. Aí ela olha para o tio muito séria — O senhor também vai sair de casa como o meu pai fez? É por isso que tem este esconderijo? — Ela pergunta e eu vejo Edward engoli seco.
— Princesa, não é assim. Eu morava aqui antes de me casa com a Lauren. Quando nos casamos, compramos aquela outra casa, mas essa aqui nunca deixou de ser minha. — Ele explica. Alice parece pensar sobre o que ele disse.
— Ah, entendi. — Ele sorri. — Mas a tia Lauren é mais chata que a mamãe, então acho que o senhor pode se separar dela também. Ela não gosta tanto do senhor. — Alice diz e um silencio perturbador se instala. Eu me sinto muito desconfortável. Edward me olha de relance. — Posso ver tv? — Alice pergunta alheia ao efeito de suas palavras. Ele assente.
— Vou pedir pizza para nós. Bella, você me ajuda? — Edward diz e nós vamos para a cozinha.
Ficamos frente a frente por um tempo nos encarando. Depois ele dá um passo e me abraça. E eu me afundo em seus braços. Está ali me trouxe a paz que faltava nos últimos tempos.
— Bella!
— Edward!
— Senti sua falta! — Ambos dissemos juntos e nos separamos corados.
— Você pode pedir a pizza para mim, eu vou avisar ao meu irmão. — Ele pede e eu assinto.
Cinco minutos depois nós terminamos as nossas ligações. Eu tinha terminado primeiro e fiquei esperando por ele.
— Falei com Emmett, ele queria vir buscá-la, mas achei melhor ela dormir aqui hoje e ele buscá-la amanhã. — Ele diz digitando algo no celular. Depois o coloca na bancada.
— Eu concordo com você. Ela está se fazendo de forte, mas está sofrendo. — Eu digo e ele me olha por um tempo. — O que foi? — eu começo a corar e desvio do seu olhar.
— Você está diferente. Está tudo bem? — Ele pergunta e se aproxima.
— Acho que sim. — Eu digo com um sorriso frouxo. — E você?
— Acho que tô bem também. — Ele responde – Bom, vamos levar as coisas para a sala, é melhor comer lá, não acha? — Ele pergunta.
— Sim. Eu pedi com refrigerante. — Eu digo e o ajudo a levar os copos e guardanapos para onde Alice está entretida.
— Vem tia Bella, senta aqui comigo! — Ela pede e eu me sento ao seu lado. Ela deita a cabeça em meu colo. A tv está ligada num filme que eu logo reconheci, Malévola.
Edward demora um pouco no quarto e quando a campainha toca, ele aparece vestindo uma camisa e uma bermuda. Nós comemos sentados no chão da sala. Eu tiro meu scarpin e deixo minha camisa mais confortável, abrindo alguns botões e retirando-a de dentro da saia do uniforme.
Depois de comermos, Alice voltou a deitar a cabeça em meu colo e logo adormeceu, mesmo não sendo tão tarde. Edward, que estava com os pés da sobrinha em seu colo, a carregou para o sofá. Ela se aconchegou nas almofadas e suspirou.
— Eu me lembro do dia em que ela nasceu – Edward divaga — Tão pequena e fofa! Foi a alegria da família, apesar de tudo.
— Como assim? — Eu pergunto. Ambos estamos sentados no chão encostados no sofá.
— Bom, foi um susto quando Rose engravidou. Eles estavam no meio da faculdade, ainda não tinham como se manter. — Edward diz e mexe em seu cabelo – A família dela praticamente os obrigou a se casarem. — Suspira – Eles não tinham perfil para a vida matrimonial, mas admito que eles fizeram um bom trabalho. Durou mais do que era previsto.
— Entendo. Talvez o seu irmão só esteja sentindo falta de ser livre. O peso de ser chefe de uma família pode ter chegado só agora. É difícil prever.
— Emmett não sabe lidar muito bem com o que ele não tem controle. — Edward diz e sorri de canto – Ele ficou louco quando Rose anunciou a gravidez apavorada. Ele veio até mim e chorou uma noite inteira, achando que tinha acabado com sua vida. Aí quando Alice nasceu, ele simplesmente se tornou o mais feliz dos homens. — Ele conclui e me fita – Tenho inveja dele neste quesito.
— Filhos? — Eu pergunto retoricamente — não posso te criticar. Também sinto. — Eu digo cabisbaixa
— Já conversou com seu esposo sobre isso? — Ele diz e na mesma hora se corrige – Me desculpe, é um assunto pessoal.
— Tudo bem, Edward. — Eu digo e aliso seu ombro — Não só conversei como tem sido o motivo de nossas brigas do último ano inteiro. — Eu engulo seco – Riley sempre dá uma desculpa para adiarmos.
— Sinto muito, sei bem como é. — Ele diz e eu o encaro – Minha esposa faz o mesmo.
— Bom, Riley usa Alec como desculpa. E eu o entendo, mas não concordo. É o meu maior sonho.
— Alec? — Edward pergunta — já ouvi este nome...
— Alec é filho meu marido. — Eu digo suspirando – Ele tem 7 anos. Riley engravidou a ex-namorada, Jéssica, na faculdade.
— Peraê... Jessica, Alec...
— Sim, a ex do meu marido é a sua nova cunhadinha – Eu digo brincalhona.
— Nossa! — Ele diz e me fita. — Então, quando você conheceu o Riley ele ainda estava...
— Não! — Eu digo logo – Ele nunca se casou com a Jessica. Eles moraram juntos, mas não deu certo. Eu o conheci quando era estagiária, fui monitora de Alec. Namoramos por um tempo e depois nos casamos. — Eu digo – eu não me envolveria com um homem que ainda fosse casado.
Na mesma hora que as palavras saíram eu corei violentamente. Nós nos encaramos. Quanta hipocrisia, Bella!
— Desculpe! — Edward diz baixo. — Imagino que você deve se sentir péssima pelo que aconteceu. Saiba que também me sinto. Não tive coragem de contar a Lauren.
— Tudo bem. Eu também não contei ao Riley. — Eu digo simplesmente.
— Sabe, senti falta disso. — Ele diz e eu enrugo uma sobrancelha – De conversar com você. Não preciso fingir nada pois você sabe o meu pior segredo.
— É... eu acho que sinto o mesmo. — Eu digo mergulhando no verde de seu olhar.
— Bella, — Ele pergunta e se aproxima um pouco. Eu sei que isso é perigoso, mas quem disse que eu tô pensando agora? — Posso te fazer uma pergunta?
— Só se eu puder fazer uma também. — Eu digo.
— Tudo bem... pode fazer primeiro. — Ele diz e eu sinto minhas mãos suarem.
— Você se arrependeu daquele dia? — Eu digo baixo. Seus olhos brilham por um momento.
— Não. — Ele diz envergonhado – pode parecer horrível devido a tudo, mas foi uma noite incrível demais.
— Eu entendo, Edward. — Eu toco seu ombro – Eu sinto o mesmo. — A sombra de um sorriso surge em sua boca.
— Minha vez. — Ele diz intenso – Bella, você é feliz?
Silêncio.
— Por que você está me perguntando isso? — Eu pergunto baixando o olhar. Ele toca meu queixo e ergue minha cabeça.
Silêncio!
— Por isso aqui. — Ele diz e a distância entre nós desaparece.
E tudo se encaixa!
Nossas línguas dançam uma coreografia própria delas e meu corpo inteiro se aquece. Sem que eu perceba, minha mão agarra sua nuca e a outra pousa em seu ombro. As dele agarram a minha cintura com posse e sinto minha intimidade escorrer.
Ofegantes, nos separamos depois de um tempo e nos encaramos.
— Deus, como eu senti falta disso! — Ele diz.
— Edward... — Eu digo arfante.
— Seja sincera, Bella! — Seu olhar me perscruta.
— Eu também senti muita falta disso. — Eu digo suspirando. Ele sorri torto – E sim... eu não sou feliz. — Ele me olha profundamente e me beija.
E então eu me sinto completa novamente.
Edward me beija com maestria e vai provando minha pele com sua língua quente, descendo pelo meu pescoço. Eu gemo abafado e ele sorri.
— Vem comigo! — Ele diz e se levanta. Eu o sigo para o quarto e antes de fechar a porta já estou em seus braços novamente.
Ele tira a sua camisa e eu o ajudo a abrir os botões da minha. Ele alisa meu sutiã de renda azul sorrindo. Eu me distraio para o seu sorriso e coro. Ele então me joga deitada na cama. Ele tira a sua bermuda sem tirar os olhos de mim e depois tira a minha saia.
— Linda! — Ele diz e se inclina sobre mim para me beija mais uma vez.
— Oh Edward! — Eu digo e ele vai descendo os beijos novamente. Com destreza, ele retira meu sutiã e massageia um de meus seios – Oh Céus!
— Você é tão macia, Bella, tão doce! — Ele sussurra entre os beijos que espalha em minha pele.
Logo uma de suas mãos desce até a minha calcinha e se infiltra até chegar à minha feminilidade. Ele massageia meu clitóris e um gemido rouco e longo me escapa. Edward me olha com carinho e eu sorrio tímida. Ele retira a minha calcinha devagar e depois a sua cueca. Sentado sobre os calcanhares ele me fita, deitada, completamente nua para ele.
— Acredite, sonhei diversas vezes com isso no último mês. — Ele diz
— Acredite... eu também! — Eu digo corada. Ele vem sobre mim e me beija.
O beijo dele me preenche inteira, suas mãos passeiam em meu corpo decorando cada cantinho. Porém, eu já estou em combustão. Estou sedenta por ele. Então eu massageio o seu membro com carinho e o ouço arfar.
— Edward... — Eu sussurro – Eu preciso de você. Agora! — Eu digo e ele me fita, sorri torto e se posiciona em minha entrada. Ele me beija e ao mesmo tempo invade a minha boceta. — Oh!
Ele começa num ritmo calmo, porém nossos desejos nos impelem a acelerar tudo. Ele me acaricia e me beija o tempo inteiro, mesmo quando nossos movimento se tornam intensos e rápidos. Eu logo estou à beira do abismo e Edward me conduz por ele com destreza.
— Isso, Edward! — Eu exclamo quando um orgasmo maravilhoso me toma. Ele suaviza os movimentos para que eu me recupere.
— Você é tão linda, Bella! — Ele diz e me beija. Depois ele se senta na cama e me puxa por cima. Eu sento sobre ele e começo a cavalgá-lo. — Isso, minha linda, acaba comigo vai!
Eu me apoio em seus ombros e vou ditando o ritmo das investidas. Sinto Edward crescer ainda mais dentro de mim e eu fico ainda mais excitada. Ele aproveita a posição e aperta minha bunda enquanto beija toda a extensão do meu pescoço. Eu sinto meu prazer se aproximando e começo a cavalgar sem pudor. Edward aumenta seus gemidos e eu sei que ele está chegando lá. Eu dou o meu melhor e logo escuto o que eu tanto queria ouvir.
— Bella!
Meu nome nos lábios dele enquanto ele goza.
Ele treme levemente e seu líquido me preenche. Eu prossigo um pouco mais e gozo logo em seguida. Eu caio sobre ele e ele cai na cama. Ambos estamos suados e ofegantes, porém satisfeitos. Eu levanto a cabeça para olhá-lo. Ele tira meu cabelo grudado em meu rosto.
— Isso foi maravilhoso! — Eu digo
— Você é uma mulher incrível. Em tudo! — Ele diz e eu coro. — Que tal um banho? — Ele sorri e eu assinto.
Nós tomamos uma ducha quente e transamos mais uma vez contra a parede do box. Após nos enxugarmos, Edward veste uma camiseta e uma calça de flanela. Ficamos trocando olhares enquanto eu me visto. Eu olho as horas e me entristeço. Está ficando tarde e eu tenho que ir para casa. Quando termino de me vestir, Edward me beija carinhosamente.
— Bella, eu não sei o que está acontecendo...
— Xii, não vamos conversar nada agora. Eu preciso ir para casa. — Eu digo e lhe dou um selinho.
— Quando então? — Ele pergunta ansioso. Eu mordo o lábio. A expectativa de encontrar com Edward novamente me traz uma maravilhosa sensação.
— Hum... combinamos por telefone. — Eu digo.
— Está bem. — Ele diz e beija meu queixo – Mas espero ansiosamente por este momento. — Ele diz de forma sedutora e meu corpo sente o efeito. Deus, estou perdida!
— Eu também! — Eu digo – Me leva até a porta? — Ele me pega no colo e me leva para a sala. Alice ressona tranquila, alheia a tudo. — Eu sinto tanto por ela. Me faz lembra o que eu sofri na época do divórcio dos meus pais. — Eu digo e afago seu rosto. — Cuida dela, ta bom?
— Pode deixar. — Ele diz e me abraça pela cintura. Eu sorrio para o gesto dele e o abraço. — Se cuida!
— Você também! — Eu me solto dele para calçar meu sapato e ele me entrega minha bolsa. Andamos juntos para a porta. — A gente combina então?
— Sim e, por favor, me avise quando chegar em casa. Tem um ponto de táxi no final da rua. — Ele diz e me beija de forma gentil. Eu me perco em seu beijo e quase desisto de ir embora. O beijo termina e ficamos nos encarando. — Não some de novo, por favor!
— Não vou. Eu não posso. — Eu digo perdida em seu olhar — Até logo! — Eu lhe dou um selinho e vou para o elevador.
Eu pego um táxi até a livraria para pegar meu carro e depois vou para casa. São 22h e eu entro em silêncio, imaginando se Riley já está na cama. O apartamento está mergulhado na escuridão e eu vou entrando até o quarto. Da porta, eu vejo Riley dormindo tranquilo e suspiro aliviada. A última coisa que eu precisava era ter que lidar com ele.
Eu pego o meu celular e envio uma mensagem para Edward. Ele responde em seguida, como se estivesse com o celular na mão esperando. Eu sorrio feito uma adolescente boba e me despeço. Tomo uma ducha rápida lamentando ter que me desfazer do cheiro dele. Visto minha camisola e deito na cama.
Ao lado de meu marido, mas pensando em Edward.
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