Tempestade

2 Bella - Minha (nada fácil) vida


Notas iniciais
Oie! Quem quer capítulo? Bom, já peço desculpas para as team Beward como eu pelas cenas do capítulo, mas eu precisava mostrar como as coisas são em todos os pontos, para entenderem o que vai acontecer depois. Prometo que cenas assim serão poucas, quase nulas. É só ignorar. O capítulo nos introduzirá na realidade da Bella. O próximo será a realidade do Edward. Esta fic será postada uma vez na semana por um motivo bem forte. Será a minha primeira fic com POV alternados. Sim, estaremos na cabeça da Bella e do Edward ao mesmo tempo. Quem me conhece sabe como isso é um grande passo para mim, que comecei a escrever com POV de narrador. Devido a dificuldade para mim, o capítulo precisa ser bem trabalhado e isso demanda mais tempo do que os outros. Espero que gostem. Boa leitura ;)

Eu olho o meu relógio de pulso e confiro quanto tempo falta para terminar o tempo do exame enquanto meus aluninhos se desdobram sobre as questões de matemática, é o último exame desta semana. Agora só daqui a um mês para avaliá-los novamente.

— Faltam 10 minutos crianças! — eu digo com uma voz firme, passando a ideia de que não vou deixar ninguém ficar um segundo a mais com o exame na mão. Escuto alguns muxoxos e dou uma risada de leve. Vou andando com passos lentos até a minha mesa.

Quando o tempo se esgota uma sirene soa pelo corredor e invade a sala.

— Soltem seus lápis! Agora! — Eu digo firme e as crianças obedecem. Então elas vão passando seus exames para frente, desde as últimas carteiras até chegar a mim. Eu recolho os bolos de papel das mãos das crianças da frente e vou para trás da minha mesa.

— Bom, espero que todos tenham se saído bem nas questões. — Eu digo e lhes dou um sorriso. — Tenham todos um bom fim de semana e até segunda feira! — Eu digo deixando os exames na mesa e indo para a porta onde gosto de me despedir dos meus alunos um a um.

As crianças saem ordenadamente, embora haja uma pequena confusão na formação da fila. Vou me despedindo deles alguns com abraços, outros apenas com apertos de mão. Afinal, meninos de 8 e 9 anos já se acham adolescentes suficientes para não serem abraçados pela ‘Tia Bella’.

Alice, uma garota meiga e esperta de 8 anos, se aproxima de mim e me dá um abraço apertado. Tenho reparado que estes dias ela tem estado mais calada nas atividades. E olha que Alice é o tipo de menina que a gente precisa ficar pedindo silêncio nas aulas. Como ela ficou por último, eu aproveito que estamos sozinhas e a seguro um pouco.

— Esse desanimo durante a semana foi só pelos exames ou tem outro nome? — Eu pergunto e ela me dá um sorriso tímido. Ela é baixinha, tem um cabelo escuro e olhos claros, uma mistura perfeita de seus pais, Rosalie e Emmett Cullen.

— Não é nada tia Bella. — Ela diz sem olhar nos meus olhos. Eu seguro seu queixo para que ela me olhe. Seus olhos brilham de tristeza.

— O que houve princesa? Alguém falou algo feio para você aqui na escola? — Eu sondo, já prevendo algum tipo de brincadeira dos mais abusados.

— Não tia... — Ela diz e hesita. — É só meus pais... eles estão tristes um com o outro e eu não gosto disso sabe, aí fico triste também. — Ela diz por fim. Meu coração aperta. Pais brigando e se divorciando sãos os assuntos campeões pra termos problemas na escola. Aquilo me deixou em alerta.

— Olha só, não fique assim, minha princesa. Que tal você conversar com eles e pedir para fazerem algo bem legal e divertido este final de semana? Dizem que o parque Central da Cidade está muito bonito com as árvores desfolhando. Seria um ótimo passeio não? — Eu digo tentando animá-la. E funciona, pois ela abre um sorriso lindo.

— Sim, minha mãe gosta do parque! Vou pedir a eles hoje, na hora do jantar! Obrigada tia Bella. A senhora é um anjo! — Ela exclama e pula no meu pescoço para me dar um abraço caloroso. Eu retribuo rindo e ela sai em disparada pelo corredor.

Eu volto para a minha mesa para organizar minhas coisas para ir para casa. Quando estou fechando a pasta com os exames, um menino para na soleira da porta da minha sala.

— Está pronta, professora Isabella? — Ele diz num tom desdenhoso e autoritário. Como pode caber tanta arrogância num menino tão pequeno? Simples, ele é filho da Jessica Stanley.

— Boa tarde Alec, tudo bem? — Eu digo levantando o olhar para ele que está com a cara enfiada no celular. Como sempre. — Eu estou terminando, só um instante.

O garoto bufa alto e se encosta mais na porta. Eu trinco os dentes para refrear minhas palavras de censura. Não me condenem, como professora há algum tempo, aprendi que há coisas que temos que resolver de outras formas e que há coisas que simplesmente não vamos resolver. Alec é uma delas. Termino minhas organizações e vou ao encontro de Alec. Ele não me olha, apensa me acompanha para fora da escola e para o meu carro. Lá ele se joga no banco traseiro ainda com o celular enfiado na cara.

— Alec, você sabe que só saírem daqui quando você colocar o cinto e sentar direito. — Eu digo calma, colocando o meu próprio cinto. O garoto bufa novamente, mas obedece. Ponto para mim. Afinal, mesmo sabendo que não vencerei a guerra, posso conquistar algumas batalhas pelo menos.

Antes que você me julgue, não, eu não sou a mãe dele. Mas ele é filho do meu marido, Riley Biers. Calma, eu vou explicar.

Sou Isabella Biers, Bella. Tenho 27 anos e sou casada com Riley faz 3 anos. Ele tem 30 anos e é advogado numa grande empresa. Durante a faculdade, Riley engravidou sua namorada Jéssica e disso nasceu o Alec. Riley nunca se casou com Jessica, embora ela insistisse muito. Eles moraram juntos por um tempo quando o bebê nasceu, mas depois ele saiu de casa. Porém ele nunca deixou de ser um pai presente e atencioso do seu jeito.

Alec sempre foi uma criança difícil de lidar. Jéssica sempre usou o menino como moeda de chantagem com Riley. Acho que ela nunca se conformou da forma como tudo aconteceu. Porém isso prejudicou, e muito, a educação de Alec. Ele é desde pequeno muito problemático na escola. Foi de tanto ver Riley indo na escola por conta de Alec que nós acabamos nos envolvendo. Na época eu era estagiária ainda. Depois de um bom tempo de namoro, quando eu me formei e garanti um emprego seguro na escola, nós decidimos nos casar.

Não foi tão simples assim, é claro. Com uma ex-mulher problemática e um filho rebelde no pacote, eu tive que usar de muita paciência e determinação para seguir em frente. Mas, na época, o amor que havia entre mim e Riley parecia ser capaz de suportar tudo isso. E foi por muito tempo. Porém, agora eu sinto que não é mais suficiente.

Junto a isso eu me sinto frustrada na nossa relação. Faz um ano que venho tentando convencer Riley a termos um filho e ele não aceita. Diz que o momento financeiro não é bom para uma criança, apesar de não estarmos passando necessidade alguma e estar até sobrando um dinheirinho. Eu quero muito ter um filho, sempre desejei ser mãe e eu me sinto incompleta por isso. Eu preciso pensar numa forma de convencer Riley. Eu não quero engravidar com mais de 30 anos, pois quero ter uma gravidez tranquila para poder trabalhar até o final da gestação.

Estaciono na garagem do meu prédio. Alec praticamente pula para fora do carro e dispara para o elevador. Eu caminho no meu ritmo e quando o encontro, já na porta do apartamento no terceiro andar, ele está com braços cruzados sobre o peito e batendo o pé no chão. Eu seguro o riso e lhe dou um olhar repreensivo. Ele revira os olhos, mas não me diz nada. Eu abro a porta do apartamento e ele dispara para o seu quarto.

Nosso apartamento é simples e aconchegante. Posso dizer que levamos uma vida confortável de classe média alta. Moramos num bairro residencial e tranquilo de Seatlle, nosso apartamento é amplo, com 3 suítes, sala de estar e jantar, copa e cozinha, lavanderia e dependência, um banheiro social e um pequeno escritório. Eu trabalho numa escola particular conceituada da cidade, a Saint Madelleine, e o meu salário é muito bom. Riley trabalha para uma multinacional importante e seu cargo acumula muita responsabilidade, por isso ele também não recebe mal.

Mesmo ele participando diretamente das despesas de Alec, mais até do que o designado judicialmente, nosso dinheiro consegue nos manter confortável. Viajamos uma vez por ano e mantemos uma funcionária 3 dias na semana na limpeza da casa.

Eu coloco meu material na minha mesa do escritório e vou para a cozinha preparar o jantar. Anna sempre adianta as proteínas para mim, deixando-as temperadas e separadas no congelador. Eu decido por um guisado de carne com batatas, arroz branco e salada de folhas. Faço um coque desajeitado, retido meu suéter e visto o meu avental. Não me considero uma super chef, mas garanto uma boa refeição para minha família. Com o arroz e salada prontos, eu deixo o guisado em fogo baixo e vou para o quarto de Alec.

— Alec? — Eu digo colocando a cabeça para dentro do quarto, após bater e não obter resposta. Claro, ele está com fones no ouvido – Alec! — Eu grito e ele se assusta com minha presença.

— O que foi? — Ele resmunga dando pause no jogo sanguinário que está jogando.

— Acho melhor você toma banho logo, antes que seu pai chegue. Hoje é sexta feira, ele chega mais cedo e você sabe que ele odeia esperar que você vá tomar banho para jantarmos. — Eu digo calmamente.

— Ah não tô afim agora, daqui a pouco eu vou. — Ele diz e volta a colocar os fones.

Eu o fito e saio do quarto. Sim, eu não digo mais nada.

Houve um tempo em que eu quis educá-lo, que eu o repreendia e me impunha mais. Só que isso só gerou uma confusão enorme que quase deu fim ao meu casamento a um ano atrás. Jéssica me acusou de estar mandando em seu filho e querendo tomar o seu lugar. Foi uma época terrível e eu simplesmente deixei para lá. Riley e ela que eduquem o filho deles. Eu só faço questão que ele me respeite, seja em público ou em casa. Na medida do possível isso acontece apesar da antipatia estampada na cara dele. Se ele não quer tomar banho agora, ele que se entenda com o pai quando ele chegar. É essa a minha vibe agora.

Eu volto para cozinha e termino o jantar. Depois eu tomo uma ducha morna e lavo meus cabelos. Quando estou me enxaguando eu sinto mãos em minha cintura e me viro. Riley está nu e seus olhos ardem de desejo. Ele é bonito, loiro com olhos azuis escuros, levemente forte e alto. Eu sorrio para ele e ele me beija intensamente. Opa, isso é novidade. Não que nunca tenhamos feito uma cena dessas no box, mas que isso faz tanto tempo que nem lembro da última vez que aconteceu.

Ele me prensa contra a parede e eu solto um gemido com o contato do azulejo frio na minha pele. Ele segura minha bunda e me suspende ao mesmo tempo que encaixa seu pênis na minha vagina. Tá, tudo bem que eu tô molhada do banho, mas eu precisava de um outro tipo de umidade aqui, né!? Mas ele me beija mais uma vez e eu lanço tudo para o fundo da mente. Suas investidas são precisas e tensas. Eu o conheço o suficiente para saber que ele está descarregando seu estresse no sexo. De novo!

Eu rebolo para lhe dar mais prazer e ele geme. Sinto que ele está perto, mas eu ainda estou longe. Eu o incentivo com pequenos gemidos para que ele goze e tudo acabe logo. Quem sabe mais tarde, com ele mais calmo e tranquilo, eu consiga ter um sexo melhor do que esse? Ele, enfim, goza com um gemido abafado e nós nos desconectamos devagar.

— Desculpe por invadir seu banho gatinha – Ele diz usando o apelido que ele me deu desde o nosso namoro – o dia foi difícil! Prometo ser melhor mais tarde. — ele fala e pisca para mim enquanto se coloca em baixo do chuveiro.

Eu assinto e lhe dou um selinho. Terminamos o nosso banho e nos vestimos. Enquanto eu vou colocar a mesa, ele vai falar com Alec quando eu o aviso que o menino ainda não tomou banho. De onde eu estou escuto os gritos dos dois. Logo Riley chega na mesa com cara amarrada. Ele senta e eu toco sua mão.

— Ei, calma. — Eu digo.

— Ah Bella, sinceramente eu não sei o que fazer com este menino. Ele está impossível! — Ele diz exasperado.

— Relaxe meu bem – eu digo – Seu dia já foi difícil, não vamos estragar a noite também. Ele foi para o banho? — Ele assente — Então vamos esperá-lo e pronto. Meu marido me fita docemente.

— Você é incrível Bella. A melhor esposa que eu podia ter. — Ele suspira – Eu te amo!

Eu me inclino para ele e nos beijamos de leve.

— Eu também te amo Ril. — Eu respondo automaticamente.

Alguns minutos depois Alec chega e nós jantamos em paz. Depois do jantar, Riley se enfia no escritório e Alec no quarto. Eu tiro, lavo e enxugo a louça sozinha. Depois vou para o escritório e começo a corrigir alguns exames dos meus alunos. Depois de um tempo, Riley vai ver Alec e mandar ele ir dormir. Ouço alguns gritos e protestos e depois silêncio.

— Ei, vamos dormir? Estou exausto! — Riley diz da porta e eu sorrio para ele. Me levanto e o acompanho para a nossa cama.

Lá, ele tira minha bermuda e minha camisa e me coloca na cama. Ele desce beijos pelo meu corpo e eu fecho meus olhos aproveitando da sensação boa. Após tirar minha calcinha, ele lambe a minha intimidade me fazendo gemer. Eu fico excitada e quando ele percebe uma umidade significativa ali, ele simplesmente sai e vem para cima de mim e me penetra de uma vez. Eu me esforço um pouco para conseguir o meu prazer, o que inclui eu inverter nossas posições, ficando por cima, e usar meus dedos no meu clitóris. Eu gozo, ele goza e pronto.

Eu tomo uma ducha fria e visto minha camisola. Ele também toma um banho e veste uma calça de moletom. Ambos nos deitamos e Riley logo adormece. Eu, porém, não consigo dormir. Algo me incomoda. Resolvo fazer um chá. Eu o preparo e vou para o escritório. Resolvo continuar minhas correções até que o sono chegue. E ele chega no meio da madrugada. E eu vou para cama dormir ao lado do meu esposo.

Eu me apaixonei por Riley um dia. E eu o amei o suficiente para aceitar me casar com ele mesmo com toda a sua bagagem. Talvez eu ainda o ame e este vazio seja normal depois de um tempo de casamento. Ou talvez eu fosse muito nova e romântica naquela época para achar que o amor seria suficiente. Ah, não sei! O que sei é que vejo meu casamento numa rotina desgastante e não sinto a menor vontade de tentar melhorar, nem de mim. nem dele. Me sinto frustrada, cansada e vazia. Só me resta espera que algo aconteça e mude o rumo das coisas.

Notas finais
Gostaram?? Já sabem né? Comentem, favoritem, acompanhe e recomendem! Me façam feliz! Até quarta feira ;)