Nota Inicial – Sete à Uma

Universo: Harry Potter – livros

Shipper: Harry/Ginny

Spoiler: Não

Censura: +13

Música: Sete à Uma – Offline — http://www.youtube.com/watch?v=GfucWLrDTDo

Gênero: Drama, Songfic

Disclaimer: Os personagens são de J. K. Rowling, mas a Ginny é a minha diva pop *-* q

Mas POR QUÊ, By? D:

Eu escrevi essa fanfic em 2006 e eu estava no 3º colegial. Foi no AUGE dessa música, que se bobear, a maioria dos leitores de agora não conhecem.

O plot é confuso assim mesmo, mas tudo fica entendido. Eu acho.

Foi uma idéia aleatória, mas tudo bem. Harry/Ginny é o que eu mais gostava de escrever o/ q

Espero que não me atirem pedras (?) e que não tenham desistido de ler por eu ter demorado pra atualizar (?)

Por favor, comentem ^^

Tenho mais algumas de Harry guardadas que podem ser publicadas ;D

B

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-Eu poderia te matar, Ginevra Weasley. Poderia apenas estar fingindo ser legal, mas bem lá no fundo eu sou terrível.

-Ah, é, Harry Potter? E me mataria de quê?

-De amor.

-Então eu quero morrer. – foi o que disse antes de beija-lo.

Ela enxugou uma lágrima teimosa que escorria do canto de seus olhos castanhos.

Mesmo assim ainda pensa nele... qual será o seu fim, heim, Ginevra?

“Só por poder te abraçar

Suspiros e sussurros de carinho e paixão

Passei a noite inteira

Imerso na escuridão

Pensando em você!!”

Proteger... será que era isso mesmo que ele queria? Afinal, o que ele iria fazer com uma garotinha de 16 anos, pobre, magra e ruiva?

A palavra “garotinha” soou amargamente em sua cabeça.

Era isso que ela era: uma garotinha pobre, magra e ruiva. Ainda era a Weasleyzinha. Ainda. Depois de tudo.

– Gina, escute ... – ele disse bem baixinho, enquanto o murmúrio das conversas ficou mais alto em volta deles e as pessoas começaram a se levantar. – Eu não posso mais ficar envolvido com você. Temos que parar de nos ver. Não podemos ficar juntos.

-ELE NÃO DEVIA TER FEITO ISSO COMIGO!! – esmurrou o sofá.

Sua mente vagou para o dia seguinte, o dia em que deixaram Hogwarts pra sempre. Ele não olhou pra ela; fingiu que ela não estava lá e não lhe dirigiu uma palavra sequer durante meses.

Não respondeu cartas, quem sabe se as abriu?

A não ser uma ultima vez, ela estava morrendo e ele foi ate ela.

“Você sequer olhou pra mim

Quando pensava em si

E me disse que era o fim

Eu mal sabia o que fazer

Noites inteiras sem dormir

E agora você vem me dizer...”

Ele pediu perdão...

Sim, ele pediu perdão, disse que estava tudo errado, que não era pra ser daquele jeito...

Só agora percebeu.

E ela acordou, acordou com a voz do garoto que sempre amou, meio sonolento, porque dormiu aos seus pés esperando que acordasse na cama do St. Mungus.

Novamente pediu perdão e repetiu todas aquelas palavras que o inconsciente dela tinha guardado.

Mas não era bem assim, não mais.

“Que só quer voltar pra mim

Diz pra eu esquecer de tudo aquilo que passou

Mas agora já é tarde pra tentar se preocupar

Você vai ter que me entender

Se você quer perdão

Que tudo aquilo vai mudar

Sete à uma eu não sou seu”

Ela disse que tudo bem, mas não estava.

Fora, desde sempre, apaixonada por ele. E aprendeu a ser ela mesma por ele, viveu a favor dele por muito tempo... o teve. Mas como poucos dias podem acabar com o que levou anos para se construir, assim foi. E simplesmente foi.

Ela sofreu. Sofreu muito. Porque quando se sofre por algo que não se tem, ainda há a esperança de ter, mas quando se sofre pelo que perde...

É muito mais fácil se arrepender do que não fez. E esse não era o caso.

Mas como boa Weasley que é se ergueu novamente. Levanta, sacode a poeira.

Escolheu ir embora e deixar tudo pra trás: família, amigos, Harry Potter. Recomeçar do zero e ser melhor. Foi para o Brasil; ficou uma temporada lá. E não respondeu cartas. Nem sequer as abriu.

“Não adianta nem ligar pedindo pra eu voltar

Quando eu estiver com os amigos

Você vai ter que me entender

Agora eu sou só meu

Se você quer me namorar

Vamos ter que combinar

Sete à uma eu não sou seu!!”

Ela fez. Se formou auror na terra onde as leis não governam e voltou para onde, talvez, nunca devia ter saído. Talvez.

Era outra Ginny. Uma mulher feita, de cabeça feita. Nunca mais – ênfase – nunca mais seria manipulada.

Não viveria pra ninguém, por ninguém. E os outros que corressem atrás dela.

E ele que corressem atrás dela.

Ela era só dela. De mais ninguém.

Saía com as amigas, viajava, trabalha, tinha seu próprio apartamento. Viver em função de si era tão bom. Mas às vezes se flagrava pensando nele.

Droga!

Acontece que ela nunca mais seria a mesma.

Poderiam vir milhares de cartas de amor, declarações, provas, o que fosse; ela não era bobo de ninguém.

Ela nunca mais seria a mesma.

“Agora é tudo tão normal

Estudo e vou à praia e levo a vida que sonhei

Nada de ligar o tempo inteiro pra você

Agora eu tenho a minha vida

E que eu quero é viver

Com tantos peixes no oceano

Por que escolher você?

E ainda assim...

Você só quer voltar pra mim...”

Por varias vezes ela considerou a idéia de estarem juntos Outra vez.... E estiveram; em segredo. Ela o dominou, o levou pra cama e fez dele o que quis. Quem é a garotinha?

Não era perdão. Era vingança.

A vingança mais prazerosa que tivera. Mas ela o largou. Assim como ele fez. Teve por pouco tempo e jogou fora. No dia seguinte, quando acordou, olhou para o lado e a cama estava vazia. E na mesma calçada, onde caminhavam, ela não disse nada, não o viu.

No travesseiro um bilhete:

“Diz pra eu esquecer de tudo aquilo que passou

Mas agora já é tarde pra tentar se preocupar

Você vai ter que aprender

Se você quer perdão

Que tudo aquilo vai mudar

Sete à uma eu não sou seu”

Chorou. Chorou muito. Sofreu. Sofreu mais do que imagina, porque quando se sofre por algo que não tem ainda, há a esperança de se ter, mas quando se sofre pelo que perde...

E é mais fácil se arrepender do que não fez.

E entramos num déjà vú, porque as dores por um sentidas se repetiram. No outro.

Numa segunda noite a historia se repetiu e um segundo bilhete ele encontrou. Por que tinha que ser assim?

“Não adianta nem ligar pedindo pra eu voltar

Quando estiver com os amigos

Você vai ter que me entender

Agora eu sou só meu

Se você quer me namorar

Se você quer tanto voltar

Sete à uma eu não sou seu...”

Por que tinha que ser assim? Ele já tinha aceitado suas condições.

Conversaram e colocaram os pingos nos is. Ele nunca mais teria sua ruiva. Ela era outra; aquele que um dia o quis já deixara de existir a muito tempo.

“Jamais

O amor vai me dizer o que fazer”

-Eu poderia te matar, Harry Potter. Poderia apenas estar fingindo ser legal, mas bem lá no fundo eu sou terrível.

-Ah, é, Ginevra Weasley? E me mataria de quê?

-De amor.

-Então eu quero morrer.

“Bem lá no fundo eu sou terrível”. As palavras soaram varias vezes com a lembrança. “Bem lá fundo eu sou terrível”. ”Eu sou terrível”

“Eu sei...

O quanto era feliz por ter você”

“Ah, é, Ginevra Weasley? E me mataria de quê?” “Me mataria de quê?” “Me mataria de quê?”...

“De amor.” “De amor.” “De amor”...

“Então eu quero morrer” “Então que quero morrer”...

-Eu quero morrer...

Fechou os olhos. Eu quero morrer

“Mas não mais...

Acho que só vivo pra te ter”

Não que ela não tentasse sair com outros caras e encontrar outro amor, mas aquilo já era parte dela. E às vezes ela se sentia como se fosse irreversível. Mas como ela não era fraca, não ia dar vazão.

“E eu sei mais cedo ou mais tarde

Alguém vai substituir

Substituir todo esse amor

E ainda assim...”

E como Weasley forte, Grifinória que era ela nunca rolou uma lagrima em publico. Continuou sendo fria e calculista, não perdeu a pose e o drama da noite continuou.

Outra vez teve Harry e outra e outra... a tortura masoquista era lenta e diabólica; ela se fazia dona e o rejeitava. Não punha condições nem dava explicações. Apenas fazia um escravo de suas vontades, cada vez mais rendido.

“Você só quer voltar pra mim

Diz pra eu esquecer de tudo aquilo que passou

Mas agora já é tarde pra tentar se preocupar

Você vai ter que me entender

Se você quer perdão

Que tudo aquilo vai mudar

Sete à uma eu não sou seu”

O fantasma do amor adolescente que assombrava Ginny a asfixiava, perseguia.

Ela jamais regressaria, mas aquele vicio não ia ser rompido.

\"Não adianta nem ligar pedindo pra eu voltar

Quando eu estiver com os amigos

Você vão ter que me entender

Agora eu sou só meu

Se você quer me namorar

Vamos ter que combinar

Sete à uma eu não sou seu”

Ela poderia dizer que a ele, por ele, tinha se iludido e dado sua força. O que isso resultou? Ficou só, confusa, desiludida. E a dor que destruía seu coração a fez crer que quando voltasse tudo mudaria e a dor se iria. Fez dele seu escravo. Sem saber que o único escravo ali era ela.

“Não adianta nem ligar pedindo pra eu voltar

Quando estiver com os amigos

Você vai ter que me entender

Agora eu sou só meu

Se você quer me namorar

Se você quer tanto voltar

Sete à uma eu não sou seu.”

N/A: Mereço comentários? ._.

B