Notas iniciais
essa é a décima fic da série "Os Quatro Reis e o Forasteiro"
boa leitura

Sakura caminhava distraidamente em direção ao quarto de Amyoma, quando sentiu sua cintura ser agarrada por braços fortes e foi puxada de encontro ao corpo de Hajime, que beijou desesperadamente seu pescoço.

— Ji, podem nos ver — ela tentou se soltar aflita dos braços dele, olhando para os lados pra se certificar de que ninguém estava por perto.

— Estão todos lá embaixo, eu me certifiquei disso antes de vir correndo atrás de você, meu amor! Eu estava com tanta saudade de tê-la em meus braços, Sakura — Hajime deslizou seu nariz pela pele da dama de companhia, embebedando-se de seu perfume.

— Como se não tivéssemos passado a noite juntos... Anda, Ji, é melhor me soltar agora, ou podemos nos encrencar...

— Deixa de ser medrosa!

— Não Ji, eu acho que Kyuske desconfia de nós, se nos encontrar...

— Kyuske fará o quê? Eu acho que você se preocupa demais, Sakura. Vão me proibir de chegar perto de você? Eles que tentem.

— Hajime!

— É sim, cada dia mais penso que eles não têm nada a ver com nosso amor e que não iriam tão contra como você teme. Não é pecado duas pessoas se amarem, sabia?

— Não é hora de termos essa conversa, Hajime. Neste momento você é o rei e eu sou a dama de companhia de Amyoma e tenho que cumprir meus afazeres...

— Ai, como eu fico louco quando faz isso. Sabe que quanto mais se faz de difícil, mais me excita, Sakura?

— É sério, Hajime! Agora me solte, por favor...

Hajime pegou Sakura nos braços e entrou em seu quarto.

— Pronto, sua medrosa, aqui não irão nos ver. Satisfeita?

— Hajime — Sakura reclamou, chorosa. — Eu tenho muito a fazer...

— E o que a Mimi vai fazer se você tiver um pouquinho de trabalho atrasado? Ela vai te punir? Qual é, Sakura, não quer ficar um pouquinho comigo?

— Eu acho que já fomos longe demais, Hajime... Sabe que nem devíamos ter começado...

— Ah... Eu não consigo fazê-la relaxar nem um pouco? — Hajime deitou Sakura em sua cama, segurando-a firme, porque ela tentava se levantar. — Eu quero você! E sei que também me quer. Jamais permitirei que façam qualquer coisa contra você, do que tem medo então?

Sakura parou de tentar se soltar do abraço de Hajime e escondeu o rosto na curva do pescoço dele, sentindo o cheiro de sua pele. Ela tremia e contraia todos os músculos do corpo pra não chorar.

— É o que farão a você que me assusta...

— Não me enforcarão por amá-la! Por favor, pare de tentar fugir de mim!

— Hajime, Kinotto sabe. Eu sei que ele sabe. Eu vejo nos olhos dele que tem nos observado atentamente, esperando o momento certo pra nos encurralar...

— O que teme tanto em Kinotto? Eu sei que ele é autoritário e rabugento, mas é uma boa pessoa.

— Eu fico assustada só com a maneira que ele protege Amyoma... Quase a encarcerando... Como se ela fosse sua prisioneira...

— Amyoma é exagerada. Kinotto não a prende tanto assim. Eu sei que ele exagera, mas tudo o que ele faz é por temer perdê-la. Amyoma não é apenas nossa princesa, é nossa garantia de paz... Mas Kinotto não é tão seco assim, tão frio...

— Mas Kyuske é. E se ele se opor e exigir de Kinotto uma posição severa quanto a nós?

— Eu sei que Kyuske parece amargo, mas não é mau. Ele é fechado e tem dificuldade em confiar nos outros, mas não nos condenaria por estarmos juntos.

— E Mitsoginoto?

— Este até daria uma festa em nossa homenagem. Contentar-se-ia demais por saber que não tenho nada com Amyoma.

Sakura silenciara-se, de olhos fechados ainda controlando as lágrimas, que teimavam em não desatar o nó em sua garganta. Hajime acariciando docemente seu rosto.

— Você percebeu como Amyoma anda contente? Eu ainda não sei exatamente o motivo, mas ela está diferente, não acha?

Hajime ficou sério. Sabia o que deixava Amyoma tão contente, mas isso o preocupava.

— É sim, ela anda muito alegre. Talvez seja algum progresso em seus estudos, não acha?

— Não. Ela parece... Apaixonada.

— Apaixonada? E por quem seria?

— Está com ciúmes? — Sakura riu.

— Preocupado, na verdade. Não quero que ela sofra...

— Se não for por Mitsoginoto, por mim tudo bem.

— Por quê?

— O jeito como ele parece gostar dela me assusta mais do que a proteção tirânica de Kinotto.

— O velho Ryozaly me alertou quanto a isso...

— Como assim?

— Ele disse que uma flecha de Mitsoginoto afastará de mim tudo que eu mais amo. Não sei bem o que ele quis dizer...

Sakura envolveu a cintura de Hajime com força.

— Você não precisa ficar com medo, minha linda! Eu acho que não dá mais pra confiar completamente no que o nosso sábio Ryozaly diz. Ele disse a Mitsoginoto que uma escola não é um bom lugar pra duelar. Sabe lá o que ele estava pensando...

— Hajime... Eu não quero te perder...

— E você não vai. Nunca! Eu sei que tudo parece difícil agora, mas não precisamos nos preocupar!

— Por mais que eu queira, eu não consigo me acalmar...

— Eu sei de um jeito de acalmá-la... — ele falou malicioso, beijando e mordiscando o pescoço dela, fazendo-a sorrir.

— Hajime... Ahh... Hajime — Sakura não conseguiu conter as lamúrias e os gemidos de prazer que saiam de sua boca, fechando os olhos, perdendo seus dedos nos cabelos dele.

— Hajime — eles ouviram Amyoma batendo na porta.

— Um minuto — ele respondeu, separando-se de uma Sakura desesperada, que segurou seu braço para detê-lo.

— O que vai fazer, Ji? — Sakura sussurrou.

Ele sorriu e foi até a porta.

— Pode entrar um pouco, Mimi? E, por favor, não grite!

Hajime puxou Amyoma pra dentro do quarto e trancou a porta. A princesa ficou surpresa ao dar de cara com Sakura sentada na cama de Hajime, muito corada. Sakura abaixou o rosto, evitando fixar os olhos nos de Amyoma.

— Sakura, Amyoma descobriu sobre nós... Eu nunca soube disfarçar direito pra ela... Desculpe-me...

— Eu já suspeitava que ela tivesse falado com você...

— Hajime é mais tagarela que você, Sakura, mas você está de parabéns. Não caiu em nenhuma das minhas provocações. Eu não tinha intenção de interrompê-los, mas... Em plena luz do dia? Que isso, vocês eram bem mais cautelosos...

Sakura ficou ainda mais corada e Hajime riu, desviando o rosto e mexendo nos cabelos.

— Acho que a culpa é minha, Mimi...

— Por que não estou surpresa? — ela debochou.

— O que você queria?

— Ah, sim. Kinotto quer conversar conosco, um tipo de reunião, eu acho. Ele mesmo viria até aqui, mas eu suspeitei que você tivesse corrido atrás de Sakura, então resolvi vir eu mesma.

— Ah, muito obrigado, Mimi. Seria realmente ruim se Kinotto viesse até aqui agora, não é mesmo Sakura?

— Era o que eu estava dizendo o tempo todo, Hajime, mas você teima em não me dar ouvidos!

— Há, há, há! É mais engraçado do que eu imaginava ver vocês dois juntos!

— Ha... Ha... Vamos ver então o que Kinotto quer, Mimi — Hajime saiu empurrando Amyoma ainda rindo e Sakura os seguiu. — Nos vemos depois, meu amor — Hajime se aproximou dela e deu um selinho que a fez corar ao assentir com a cabeça.

— Que fofo! — Amyoma sorriu, sendo empurrada por Hajime.

Sakura seguiu para o quarto da princesa, sua face pegava fogo e ela tentava não se concentrar em tudo o que acontecera. Ela acabou sorrindo tranquilamente, mas seus temores ainda estavam ali...

Notas finais
mereço reviews????
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!