Tem que Ser Amor!
1 Recomeço!
Notas iniciais
Não falei que fazia?
=]
Espero que goste, eu tentei, ok? Tentei mesmo!!
=]
Feliz niver linda!
Agora tem 18, já pode ser presa hauhuhuhuhuhuhuhuh
Brincadeira, muita felicidade, muita paz, sucesso... e tudo de bom para você, espero que todos os obstáculos em sua vida e na vida dos quais amas sejam superados!
Milhões de beijos nesse dia!!!
E espero que goste do presente, é humilde, mas é de coração!!!!!!!!!!!
“Eu... estou indo para o Japão”
Foi o que ele disse naquele dia
Discutimos, brigamos, conversamos até chegarmos a um consenso e acertarmos tudo.
Yuu Shiroyama, era o nome do meu namorado, nos conhecemos quando estudamos na mesma escola, na época eu tinha 13 e ele 14, já para completar 15. Éramos dois dos poucos alunos de olhinhos puxado e que falavam japonês na instituição de ensino, e mesmo a diferença de idade e de série não nos impediu de nos envolvermos, meu nome? Kouyou Takashima.
Eu era descendente de uma família japonesa que se mudou para o Brasil um pouco antes do meu nascimento, ele, ao contrário, nasceu no Japão e sua família se mudou para cá quando tinha 6 anos.
Começamos apenas como amigos, naquela época eu ainda não tinha noção de minha atração por garotos, simplesmente não gostava muito de garotas, apesar de ficar com algumas, mas ele... ele fez a diferença, em tudo. Foi ele quem primeiro se confessou, e me pegou de surpresa, apesar de não poder negar que naquele tempo nada tinha me deixado mais feliz.
Foi complicado esconder nosso relacionamento de nossas famílias, eles não aceitariam, para minhas irmãs e os irmãos dele nós éramos apenas melhores amigos inseparáveis, e tínhamos sempre o cuidado de convencer uma de nossas amigas a fingir ser namorada de um dos dois de vez em quando, para não levantar suspeitas.
Mas o tempo passou, ficou cada vez mais difícil de esconder, ainda mais quando nosso relacionamento evoluiu ao ponto de cada toque e beijo, por mais insignificante que fosse, nos levar à cama ou a qualquer outro lugar onde pudéssemos transar. Ele sempre dizia que adorava meu jeito meigo, infantil e pervertido ao mesmo tempo! Ah! Lembrando essas coisas agora... tem que ser amor neh?
Nossas famílias passaram a desconfiar depois de 3 anos de namoro, eu sabia que algo como aquilo poderia acontecer, mas realmente... foi difícil!
Eu tinha 17 e ele 19 quando um dia ele me falou sobre sua viagem para o outro lado do mundo, ele tinha família lá, que o ajudaria e arrumariam um emprego para ele, ele queria juntar dinheiro para conseguir pagar a faculdade de Engenharia Química* aqui, já que o pai dele estava bancando o curso superior do irmão mais velho e não poderia ajudá-lo, ainda mais que o senhor Shiroyama não estava falando mais com o filho, depois... de confirmarmos que estávamos namorando, meu “sogro”, não lidou bem com a informação de ter um filho gay.
O resto da família até aceitou bem, a senhora Shiroyama sempre me adorou, e mesmo estranhando a verdade sobre nós não deixou de me tratar como um segundo filho. A minha surpresa foi ver que meu pai e minha mãe aceitaram sem grandes problemas, meu pai brigou um pouco, mas disse que de alguma forma já sabia daquilo, de acordo com ele: ser criado quase que totalmente pela mãe – já que ele vivia no trabalho – e com duas irmãs mais velhas acabaria resultando nisso, acho que ele falou que a culpa era dele – não era – e disse que contanto que eu não trouxesse nenhum garoto para dentro de casa e não chegasse um dia falando que estava com AIDS, não encrencaria comigo, “Ao menos não tem risco dele chegar um dia e dizer que engravidou a namorada” minha mãe brincou na época!
“Eu... estou indo para o Japão”
Foi o que ele disse, lembro que fiquei mal com aquilo... tudo bem que éramos novos ainda, mas algo em mim me dizia que ele, apesar de ser o primeiro, era a pessoa com quem envelheceria! Sei que ele sentia o mesmo sobre mim, e por isso, estava tão nervoso e desanimado ao me dar aquela notícia. A convivência em sua casa estava difícil, seria complicado realizar seus sonhos na situação em que estava, e além de acolhimento e emprego, no Japão ele teria oportunidades para fazer sua vida e o tempo fora serviria para se afastar de seu pai, deixar o tempo e passar e ver se o patriarca Shiroyama aceitava mais a ideia da homossexualidade do filho.
Eu não o impediria, a vida dele não parecia estar aqui, a minha estava, mas a dele...
Por isso, conversamos e discutimos, daríamos um tempo nesses 3 anos que ele passaria fora do país, nos gostávamos muito, mas sabíamos que éramos ambos pessoas carentes, não conseguiríamos ficar tanto tempo sem carinho, então... estávamos livres do nosso namoro para ficarmos com outras pessoas e... quando ele voltasse, se ainda sentíssemos o que sentíamos um pelo outro, retomaríamos nosso namoro, de onde ele tinha parado.
E era com essa expectativa que eu estava aqui, nessa sala de desembarque, esperando que a figura que com certeza estaria mudada aparecesse por aquele portão.
No começo nos contatávamos freqüentemente por e-mails, conversas online, contávamos sobre as novidades, sobre a vida, ele me falava sobre o trabalho legal que ele tinha em uma empresa, e como os primos e tios dele eram boas pessoas, eu falava sobre como meu ingresso na faculdade tinha sido, e que estava melhor na guitarra, que estava formando uma banda com alguns amigos e que tinha esperanças com ela. Porém depois de alguns meses se tornou... estranho, eu conheci outros caras, outras pessoas, comecei a sair com alguns, ele também, e por mais que tentássemos conversar sobre aquilo normalmente... ficou difícil!
Depois de mais de 2 anos, não nos comunicávamos mais do que 2 vezes por mês, e mesmo assim, só por e-mails, machucava... doía lembrar dele, e eu não entendia o porque daquilo...ah! Tem que ser amor neh?
Por isso... faziam quase 3 meses que não nos falávamos quando ele me mandou um e-mail dizendo que estava voltando para o Brasil e queria que eu fosse buscá-lo no aeroporto, pediu para que eu não contasse a família dele, queria fazer uma surpresa, mas não disse nada sobre nós, sobre como ficaríamos... e isso... me deixou... nervoso...ansioso!
Quase 4 anos, inicialmente eram apenas 3, mas ele disse que foi necessário mais um pouco de tempo, então... quase 4 anos sem o ver pessoalmente, mais de 1 ano sem vê-lo de forma alguma, nem por foto, e 3 meses sem nem conversar com ele por e-mail, já que apenas respondi o dele com a confirmação de que estaria esperando no aeroporto.
E aqui estou eu... esperando... meu coração realmente está acelerado, tenho receio de que ele apareça e não exista mais o sentimento que tínhamos, por que... apesar de ter tentado, não consegui nenhum relacionamento nesse tempo que durasse, alguns ainda passaram de 2 meses, mas não mais que isso.
Tinha medo de toda essa euforia e expectativa que estava sentindo se desfizessem no momento em que ele saísse daquele portão, entre essas pessoas, e eu de alguma forma o olhasse e não sentisse mais o frio na barriga e nem a felicidade que eu sempre senti ao encontrá-lo.
Tinha que ser amor!
Meu coração falhou uma batida quando avistei, entre os passageiros que desembarcavam com suas malas, a silhueta conhecida. Os cabelos estavam mais curtos, um corte moderno nos fios negros, não usava mais o piercing que tinha no lábio, os óculos escuros escondia m os olhos que eu sabia serem negros, ele não pareceu ter crescido, acho que agora era até mais baixo que eu – já que eu havia estirado nos últimos anos – as roupas eram leves , fazia calor aqui, mas todas em tom preto ou cinza, pelo jeito ele não tinha mudado seu gosto... ele ... estava lindo, lindo como sempre foi, e quando identificou a plaquinha com o apelido que eu sempre o chamei :“Aoi” escrito, ele abriu o sorriso, o sorriso que eu sempre adorei ver em seu rosto... não há como negar... tem que ser amor! O frio na barriga parece estar mais forte, o coração volta a bater acelerado, a felicidade sem motivo me invadindo... não mudaram, apenas cresceram, mas não mudaram.
-Você cresceu! – sua voz estava mais grave, e juro que senti meu corpo tremer apenas com o timbre dela
- Estou mais alto que você! – respondi com deboche, e acho que ele se perdeu um pouco no meu sorriso, pois demorou um pouco a tomar alguma atitude, porém quando a tomou acabou me surpreendendo com um beijo, um beijo, ao qual não tardei a corresponder. O toque de seus lábios, o gosto de sua saliva e o roçar de sua língua na minha... pareciam mágicos, como se aquele fosse o gosto certo para mim, como se fosse esse o toque que eu sempre quis, e ... talvez o seja, ou eu só tinha mesmo sentido muita falta daquele beijo.
Não me importei se tinham pessoas olhando, deixei a plaquinha cair ao chão e enlacei seus ombros, o trazendo para mais perto, abraçando-o. Ele enlaçou minha cintura, e mesmo depois de nossos lábios se separarem, permanecemos ali... próximos, apenas sentindo a respiração um do outro
-Não mudaram! – ele murmurou quase inaudível
-O que? – perguntei abrindo meus olhos, levando meus dedos até seus óculos, tirando-os para que pudesse encaram seus olhos, mais negros do que sempre achei que fossem, mais profundos e mais hipnotizantes do que me lembro
-Meus sentimentos... não mudaram! – ele repetiu, mais um de seus sorrisos se abrindo, e foi impossível não retribuir
-Engraçado... nem os meus!
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- E então... para sua casa? – perguntei quando ele já estava devidamente acomodado no banco carona do meu carro
-Bem... na verdade... eu queria ficar um pouco com você antes... de ter que encarar meu pai! – respondeu, parecendo constrangido, impossível não sorrir
- Então vou te apresentar meu cafofo! – falei com humor e ele abriu um sorriso amplo
-Está morando sozinho? – perguntou surpreso
-Dei entrada em um apartamento pequeno num condomínio, perto de onde trabalho, esse ano, acho que não te falei pelos e-mails! – respondi
-Oh! Está trabalhando em que? A banda... não deu certo? – perguntou receoso, só agora percebo que realmente tínhamos deixado de contar muito sobre nós nos últimos anos
-Ainda tocamos em alguns eventos de vez em quando, mas não colocamos a música como prioridade, me formei em administração** esse mês e passei em um concurso público quando estava no último semestre, comprei o apartamento há 2 meses, usei umas economias que tinha como entrada, o carro foi presente do meu pai quando passei no vestibular! – atualizei tudo enquanto dava partida no carro e tomava o caminho rumo ao meu apartamento
-Oh! Você, realmente cresceu não é? Meus parabéns! Acho que tenho sorte, meu namorado é um jovem de 21 anos bem sucedido! – comentou ainda sorrindo, e admito que suas palavras me deram um friozinho bom na barriga
-Quer dizer que sou seu namorado? – provoquei sem desviar meus olhos da pista
- Eu... espero que sim, a não ser que você já tenha alg... – começou meio constrangido, minha gargalhada foi automática
-Não tenho ninguém Aoi, minha última tentativa de relacionamento durou uma semana e acabou há 2 meses! – respondi... então... éramos namorados! De novo!
-Você ainda não esqueceu o apelido, na plaquinha estava Aoi, e agora também... realmente, fico feliz que certas coisas nossas continuam intactas, Uruha – sua voz era nostálgica e alegre, me senti acolhido com ela me chamando pelo apelido que ele sempre me chamava antigamente...é... é ele!
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-Hum! Então esse é o seu lar agora? – perguntou olhando bem o apartamento pequeno, mas aconchegante onde eu morava há exatos 2 meses
-Ainda tem algumas coisas para organizar, leva um tempo até arrumar tudo! – comentei adentrando o local e convidando-o a entrar – ainda planeja fazer faculdade de Engenharia Química? – perguntei indo até a cozinha – quer algo para comer, beber?
-Sim! Aceito uma água! E adoraria alguma comida! – respondeu deixando sua bagagem no chão e me seguindo até o cômodo, eram quase cinco da tarde, podia ver que o sol já começava a querer se por e o dia tomava cores mais frias
- Pode ser algo requentado? – perguntei lhe entregando o copo com água e indo até a geladeira retirando as vasilhas de comida
-Pode sim! Você cozinha agora? – perguntou interessado
-Acabei aprendendo! – respondi com um sorriso – tem lugar para ficar?
-Bem, acho que não posso ficar mais na casa dos meus pais, mesmo que meu pai esteja mais... acessível, talvez alugue algo por aqui, fica perto da faculdade e pretendo arranjar trabalho, fiz um bom dinheiro lá, mesmo assim, não quero ficar parado! – respondeu terminando de beber o líquido incolor
-Se quiser... – comecei receoso — ... pode ficar aqui... pode me ajudar com as contas e eu...
-Hum! Está me convidando para morar com você? – perguntou com um sorriso provocante, me senti corar... ele não era nenhum desconhecido, mas... passamos muito tempo sem nos ver
-Bem... somos namorados não? – rebati um pouco afobado, odiava ficar tímido desse jeito
- Você facilitaria minha vida assim, tem certeza de que não vai ser incômodo? – e mesmo sua voz sendo receosa ele se aproximou, ficando quase que colado as minhas costas enquanto eu tentava não derramar o arroz que eu estava colocando na panela
-Só tem um quarto... – comecei me deixando seduzir pela sua respiração em meu pescoço – ou você dorme na sala, ou... na minha cama – terminei, me sentindo tremer com o toque de suas mãos em minha cintura, descendo pelo meu quadril até chegar em minhas coxas... meu corpo ainda respondia como o de um adolescente quando ele me tocava daquela forma
- Adoraria dividir o apartamento e a cama com você! – seu timbre era rouco, baixo, uma mordida foi depositada em minha orelha e eu soube... eu o queria, o queria muito
-Quer testar agora? – perguntei entrando no jogo de sedução e ousando me colar a ele, rebolado provocativamente, arrancando um grunhido de seus lábios...ah! Ele ainda continua muito sexy!
Com um movimento rápido ele me virou de frente para si, atacando meus lábios logo em seguida... eu não sabia que podia estar tão desesperado assim por seu corpo... apenas um beijo e eu já estava excitado
-Então... deixamos a comida para depois! – falou depois que nosso beijo faminto cessou, abri um sorriso e tomei sua mão na minha, guiando-o pelo imóvel até o meu quarto
- Cama de casal? – perguntou interessado ao entrar no cômodo
-Era mais conveniente! – respondi me sentando no colchão
-Para... – ele começou andando em minha direção com um olhar desconfiado
-Para muitas coisas Aoi... sabe que não fiquei sem cobertor esses anos! – respondi terminando de retirar meus sapatos e me movimentando até sentir a cabeceira do móvel em minhas costas
-E então... encontrou algum cara interessante? – perguntou, era visível o receio e o ciúme em sua voz, gargalhei um pouco com a pergunta
-Nenhum tão interessante quanto você! – respondi começando a desabotoar minha camiseta de maneira que intencionava provocar, o que pelo jeito consegui, pois seu sorriso malicioso foi o melhor que eu já tinha visto
Retirou os sapatos e desabotoou a calça antes de engatinhar até mim e me beijar de forma sedutora, me ajudando a terminar de retirar minha camisa e jogando-a para fora da cama, suas mãos desceram pelo meu corpo com calma, cuidado, apreciando bem minha pele... tenho que admitir! Ele não parece ter deixado sua mania de me tocar como se eu fosse alguma preciosidade... e confesso... senti falta daquilo
-E você? – perguntei começando a depositar carícias em seu pescoço à medida que o ajudava a se livrar da camiseta cinza que usava – Achou alguém interessante no Japão? – quando o tecido já tinha passado por sua cabeça eu pude apreciar seu corpo... ual! Ele realmente... está mais lindo do que nunca!
-Ninguém que chegasse ao menos aos seus pés – me senti derreter com sua resposta e não reprimi um gemido baixo quando senti sua boca me mordiscar um dos mamilos, seus dedos desceram pelo meu tórax e começaram a desabotoar meu jeans, abaixando o zíper logo em seguida, me acariciando a ereção por cima da roupa íntima — Humm... isso tudo é saudade? – perguntou com malícia, descendo os lábios em leves mordidas pelo meu abdômen, demorando um pouco em meu umbigo, onde enfiou a língua com lentidão
-Hum! – gemi abafado, mordendo o canto dos meus lábios, oh merda! Quase 4 anos e ele ainda sabe me tirar do sério com pouca coisa
-Seu umbigo ainda é sensível! – comentou com um sorriso, a mão se emaranhando por minha boxer, seus dedos me tocando, agora, sem nenhuma barreira, não consegui conter um gemido mais alto, e me deixei agarrar seus cabelos, um olhar implorativo para que ele me desse logo um alívio!
-Aoi... por favor! – pedi com a voz infantil que ele sempre gostou que eu usasse, e pelo jeito, ainda gosta, pois não demorou muito em retirar meu membro de minhas vestes intimas e colocá-lo na boca. Fazia movimentos lentos, às vezes apenas passando a língua pela extensão, voltando a abocanhá-lo, aumentando a velocidade... ele... sempre me deixou louco com isso antes, pensei que por estar mais experiente fosse me controlar mais... engano meu... eu estava totalmente fora de controle, puxava suas mechas, quase que com brusquidão, sentia meu falo bater no fundo de sua garganta... não lembrava de ele ser tão bom assim! Com certeza 4 anos fizeram diferença... mas posso assegurar, nunca ninguém tinha me deixado daquela forma antes, ouso dizer que até tive bastantes aventuras nesse tempo, alguns até eram bons, outros nem tanto, um ou dois eram ótimos, mas... Yuu... era bem melhor que todos eles! Não sei se era por que meu coração pedia por ele, mas... nunca me senti tão bem quanto me sinto agora, momento comparado apenas com os que eu tive com ele próprio, durante nosso namoro
Antes que eu começasse a sentir meu ápice ele parou, soltei um resmungo e fiz um bico exagerado com isso, o que arrancou uma gargalhada gostosa dele, antes deste segurar no cós de minha calça e retirar minha roupa por completo, me deixando completamente nu, exposto. Novamente senti minhas bochechas corarem, não acredito que estava sentindo vergonha em um momento como esse... qual é, achei que tinha superados coisas assim... mas seu olhar me devorava com uma fome! Era impossível não se constranger
As mãos agarraram minhas coxas com vontade, apertando-as, puxando-me por elas, de modo que eu escorregasse na cama e ficasse deitado, meus joelhos foram dobrados e minhas pernas abertas, senti uma mordida leve em minha coxa direita, e depois de gemer me permiti um sorriso... ele ainda é louco por elas!
- Elas... ainda te enlouquecem? – perguntei entre ofegos, agora sentia sua boa na minha esquerda
- Sempre! – respondeu antes de depositar uma mordida relativamente forte ali, que provavelmente deixaria marca... ele sempre disse que fazia isso para marcar território quando eu reclamava pelos roxos e vermelhos em meu corpo há mais de 3 anos atrás... quer dizer que isso é um aviso de eu pertenço a ele ainda?
-Ei... já marcou território o suficiente não? – provoquei e seu rosto se ergueu para ir até a minha orelha
-4 anos sem elas... eu não ia deixar barato! – respondeu antes de mordiscar o meu lóbulo, e foi minha vez de marcar território, arranhando suas costas e chupando seu pescoço – Huumm! Pelo visto você ainda marca o que é seu também!
-Se você pode... eu também posso! – respondi roubando-lhe a boca em um beijo apaixonado... nostálgico! Não percebi que tive tantas saudades de tudo o que ele foi, é, e pelo visto, sempre será para mim, é esse o gosto que eu quero, é esse o corpo que eu desejo, esse é o homem que eu anseio que seja meu... para sempre!
Não sei quanto tempo ficamos nos redescobrindo em carícias ousadas, toques obscenos e beijos quentes, quando me dei conta ele já estava completamente nu, nossos ofegos em um som audível, minhas pernas separadas, em seus ombros, seu falo se encaixando em minha entrada anteriormente lubrificada e preparada por ele... quanto tempo não fazíamos isso? Há quanto tempo não o sinto dentro de mim?
Me penetrou de uma só vez, talvez desesperado para estar em meu interior o mais rápido possível, doeu um pouco, até por que depois que terminei com meu último casinho não voltei a fazer aquilo de novo, – muito ocupado com o apartamento e o trabalho – não consegui deter meu grito que mesclava dor e prazer, tudo se tornando um borrão de desejo quando ele colou seus lábios aos meus e começou a me estocar com força, mas em um ritmo lento.
Agarrei mais uma vez suas costas, me lançando do modo como podia contra seu corpo, eu queria mais... fiquei muito tempo sem isso, estava desesperado por mais
-Aoi...ah! Mais...rápido! Me... enlouqueça! – pedi quase não me agüentando ... ah! Nenhum, nenhum dos outros eram tão bons assim! Nenhum, ninguém, apenas ele! Ele... só ele
-Uru! – gemeu em meu ouvido espalhando mais uma onda de eletricidade por meu corpo, começou a aumentar o ritmo das investidas, seus dedos apertando minhas coxas, sua boca mordendo minha orelha, meu pescoço, qualquer coisa que estivesse ao seu alcance
Nossos movimentos já estavam em um nível quase frenético, e mesmo sentindo meu clímax próximo, eu realmente desejei que aquela sensação maravilhosa nunca terminasse, desejaria ficar daquela forma um dia inteiro se fosse possível, não parecia ser o suficiente, não era o suficiente para matar minhas saudade e vontade dele. Aoi parecia sentir o mesmo pois por vezes chegava a diminuir o ritmo apenas para que não acabasse, mas era impossível! Meu ventre já se contorcia em espasmos, e ele nem tinha tocado em minha ereção, mas sentia que poderia gozar apenas com ele me estocando daquela forma e a fricção ocorrida às vezes entre meu falo e seu abdômen!
-Uru... eu...hum!...Queria ficar assim... para sempre! – falou entre gemidos e ofegos... eu não me enganei, não parecia ser o suficiente para ele também
-AH!...Aoi...a gente... faz... mais....aaah! Mais tarde! – não dava mais para segurar, sentia minha próstata ser atingida tantas vezes e com tanta força que já não conseguia mais tentar adiar o inevitável fim! -Não dá!... eu...aaahhhh! – comecei, sem conseguir concluir, o orgasmo me dominou e mesmo sem uma carícia mais forte em minha ereção me desfiz entre nossos corpos, sentindo seu corpo me estocar mais algumas vezes antes de se derramar dentro de mim, a sensação de preenchimento prolongando meu prazer...
-Ei... – me chamou depois de alguns minutos quando nossas respirações já estavam de certo modo normalizadas, olhei para seus olhos e me acomodei sobre seu peito, quase que me deitando por cima do seu corpo
-Fale – incentivei me deliciando com a carícia que recebi em meus cabelos
-Eu ainda te amo sabia? Acho que bem mais que antes, e talvez bem menos do que nos próximos anos – seu sorriso era mais que lindo, era sincero, acolhedor, apaixonado
-Eu... também te amo Aoi... cada vez mais – respondi também lhe sorrindo, e com certeza não sei se teria algum dia momento melhor que aquele... provavelmente sim, já que agora começávamos de novo nossa história, e com certeza, dessa vez... sem pausas
Tinha que ser amor?
Sim, é amor, sempre foi, sempre será!
Notas finais
** Isso sim eu curso!
=]
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