Tell me you believe in love

23 Tudo era ilusão, uma doce ilusão


Alguns anos depois.

A vida nos surpreende em muitas coisas, pra mim foram duas delas.

Ter filhos.

Apaixonar-me e me casar com o meu ex (atual) marido.

Bom sei que a segunda por valer por mais uma, porém não ligo.

“James Romanoff Rogers, ciência da computação”.

Steve, Carter, Torunn e eu nos levantamos para saudar meu primogênito, nossa ele já está se formando na faculdade.

– Obrigado a todos, mas principalmente a minha mãe- ele sai.

– ESQUECEU-SE DE MIM GAROTO- grita Tony do fundo do auditório fazendo eu me virar e mostrar o dedo médio a ele, o tempo afetou a todos menos a nós e essa é uma das vantagens de se envelhecer devagar, claro que meus filhos têm as características da idade que eles têm, porém não tanto, James volta ao microfone.

– Obrigada ao egocêntrico do Sr. Stark- James diz fazendo todos rirem, o garoto sai do palco e vem em nossa direção, ele e Torunn estão trabalhando na SHIELD, ele foi para o lado tecnológico da coisa Fitz o deixou como chefe de um setor e Torunn foi para o medicinal por causa dos seus dons de deusa.

– Parabéns querido- empurro Steve o abraçando primeiro- você enche de orgulho o coração dos seus velhos pais.

– Literalmente velho pai- comenta Carter.

– Nada passa de você né irmãzinha- James a abraça- vou sentir sua falta.

– Vou ficar com o seu quarto- ela diz. Sabe a pior parte de ser mãe? É o ninho ficar vazio, bom no nosso caso ficar meio vazio.

– Vem cá boneca- James tira Johanna dos braços de Steve- você que vai ficar com o meu quarto e parar de dividir o quarto com essa chata- eu não queria ser mãe novamente, mas aconteceu assim como nas outras duas vezes e agora eu tenho uma garotinha linda bem loirinha que me tira o sossego assim como os outros dois- você vai sentir falta do James?

– Sim- ela abraça o irmão mais velho- muita- Jojo foi uma gravidez pacifica que passou despercebida até o quinto mês quando a barriga resolveu crescer, desde o momento que ela nasceu mudou tudo, Carter teve seus momentos de ciúmes, mas agora ela é uma mulher quase adulta e sabe que a pequena de quatro anos nunca iria tirar o lugar dela no nosso coração.

– Eu vou sentir muito a sua falta tampinha- ele a coloca no chão- Pai- ele apenas cumprimenta com a cabeça.

– Deixa disso garoto, sei que já é um homem, mas pode dar um abraço no seu velho pai- Diz Rogers fazendo Carter rir- já entendi que estou velho Carter- ele fala um pouco irritado.

As despedidas são tristes, James e Torunn saíram dali para Las Vegas e sinceramente não duvido que não voltem casados, nada de festa e confusão, porque assim como eu James quer se casar do jeito dele, agora ele já tem seu próprio apartamento e emprego, nossa queria voltar ao tempo que ele era um pequeno garotinho.

– MEU DEUS- Carter começa a chorar- EU ENTREI EU ENTREI- ela fica pulando na nossa volta.

– entrou a onde?- Steve pergunta.

– VOU ESTUDAR ARTES CENICAS NA NYFA- ela pula no pescoço do Steve, esta tudo indo tão bem que realmente parece um sonho, um ótimo sonho.

Um sonho.

Realidade

Acordo e estou deitada em um quarto de hospital, tudo aquilo foi um sonho.

– Natasha?- olho pro lado e vejo um Steve sonolento – NATASHA!

– Steve- digo ainda um pouco zonza- cadê o bebe?

– Calma, vou chamar um médico, não fique nervosa meu amor- ele beija minha testa. Os médicos veem meus batimentos cárdicos e tudo mais, pelo jeito eu tive uma hemorragia muito grande no parto do meu filho, sim é um menino James Rogers, bom voltando com a grande perda de sangue eu entrei em coma, meu corpo se desligou para se reconstruir.

– Ele é lindo- passo a mão pela testinha do pequeno- você é exatamente como eu sonhei- beijo a testa dele- obrigada Steve.

– Obrigada a você- ele me beija. Fico uns dias fazendo exames, mas é só por fazer, quando chegamos a casa corremos para montar tudo para o conforto do nosso garotinho, é tão estranho que sonhei com tudo aquilo e realmente está acontecendo, será que vou ter aquela garota da minha alucinação?

– Ficou ótimo o quarto- digo- fizemos um ótimo trabalho.

– Sim.

James 6 meses.

– Você acha que ele vai se sentir sozinho?- pergunto a Steve que estava brincando com o pequeno- podíamos dar uma companhia para ele.

– Natasha- ele me olha um pouco zangado- eu quase te perdi no parto.

– Mas não perdeu- falo- ele merece alguém pra brincar e eu estou disposta.

– Você tem certeza?- ele me olha.

– Tenho, podemos começar a tentar em breve – digo com luxuria- mas só se você quiser.

– Vamos com calma, certo?- Steve diz. Colocamos James para dormir e depois um pequeno jantar, a cada dia o moleque se parece mais com o pai. Vamos para o quarto, onde Steve preparou um ambiente meio romântico, espero que James não chore- pronta?

– Achei que nunca ia perguntar.

Notas finais
não me matem