Tell me you believe in love
16 O lugar.

Mais uma marca, olho no meio do meu tórax se fosse um pouco mais pra cima seria no coração, mas se eu morresse saberia que meus filhos iam ficar bem, eles tem um bom pai.
– Mãe?- James bate na porta do meu quarto, não quero ficar na torre quero voltar pra minha casa. — chegou um encomenda pra você.
– Já vou.
– Você tá bem?
– É claro.
Encontro na sala do apartamento uma caixa, já tenho vontade de atirar nela, porém a abro.
“Cara Natasha, nesse momento eu sei que você me odeia e eu também me odeio, deixei o pânico tomar conta de mim. Sharon Carter morreu ficou enterrada lá e agora temos uma nova Sharon, me desculpe pelo o que fiz tudo foi o pânico de ficar sozinha bom parece que você venceu se estiver viva, se for um dos seus filhos lendo isso eu peço desculpas pela morte dela, principalmente a Carter. Caso seja você Natasha, ter seu sangue em minhas mãos me acordou o que eu fiz não foi certo, nem um pouco e minha tia não iria gostar. Você merece Steve, ele sempre te amou e eu sempre soube disso, só fui burra demais pra libertar ele, até agora, eu os liberto e me liberto, talvez um dia eu os vejo novamente ou não”
Ela se arrependeu, as pessoas se arrependem, bom ela podia ter se arrependido antes de me dar um tiro. Quando chego à sala vejo Torunn, Thor, Sif e James.
– Então garoto, quando vai ser o casamento?- Sif pergunta- Temos de ir a Asgard para vocês receberem a benção.
– OU Eles estão namorando sem casamento nenhum- digo- James só tem 15 anos e Torunn também, eles têm muito que viver.
– Obrigada Natasha- diz Thor. Sabe aqueles momentos que tudo pode dar errado, esse era o momento.
– Jane?
– Ai meu deus- ela sai da sala e volta novamente- só queria saber se você estava bem e você está então tchau.
– Jane você pode ficar- diz Thor- estamos só conversando.
– Erika está no carro, bom Tasha depois eu te ligo.
– Tudo bem- a cara dela parecia que ia explodir- obrigada por vir mesmo assim.
– De nada- ela sai correndo até o elevador.
– Onde estávamos?- coloco o braço na volta do pescoço do meu filho- eles não vão casar só namoro, se divertir, eles precisam se descobrir.
– Obrigada Natasha- Torunn me agradece- bom mãe, temos muito que conversar.
– Claro filha.
Tiro James da sala.
– Te salvei dessa em garoto.
– Achei que eles iam me matar.
– Bom eles podem ser deuses, mas eu sou sua mãe só quem pode te matar sou eu- beijo a testa dele- o que vamos fazer?
– Não sei, eu gosto da Torunn, mas os pais dela me assustam.
– Calma garoto, vou ver como está sua irmã e você se acalme, relacionamentos são assim.
– Você não teve esse problema mãe.
– Eu sei só estou tentando te ajudar.
Na sala de treinamento encontro Rogers e Carter, mas não estão treinando e sim dançando Freedom.
– Pai você vai pisar no meu pé.
– Desculpe.
Eles não me veem, parecem super concentrados e isso é engraçado, várias vezes tentei ensinar Steve a dançar, ele queria fazer aulas, mas desistiu todas as vezes.
– Até que você foi melhor desta vez.
– Eu tenho uma boa professora- ele a abraça- se sente melhor por sua mãe estar bem.
– Claro, vou sempre estar.
Saio da sala e entro novamente como se não tivesse nada.
– Carter estava te procurando.
– Eu estava com o meu pai mãe, Tony não me deixa sair da torre.
– Ainda bem- ela me abraça- em breve você volta para as aulas de dança, ok?
– Eu sei, mas sinto falta.
– Calma, sua mãe está certa.
– Bom, podemos ir ao boliche hoje- digo- seu pai também- deixo um sorriso escapar pra ele.
– Vai ser ótimo, obrigada pelo convite.
– De nada, Steve.
– Bom, eu tenho que alimentar meu gato então me despeço dos dois- Carter se desvencilha dos meus braços e sai- tchau.
– Você está usando o anel- Steve diz.
– O que?
– O anel de noivado.
– A- olho pra baixo- eu adoro esse anel.
– É, foi bem caro na época.
– 17 anos atrás, nossa faz muito tempo.
– Semana que vem se estivéssemos juntos faria 18 anos de casamento.
– Nossa James vai fazer 16 anos também, me sinto velha.
– Não tão velha quanto eu.
Acabo rindo.
– Mas você está conservado.
– Bastante, ainda tenho tempo de um terceiro casamento- começo a rir.
– Se o primeiro e o segundo não deram certo, porque você pensa em um terceiro?
– Não sei.
Stark entra na sala.
– Sabe o que eu sei?
– Não- respondo rápido.
– Eu sei, se me permite senhora Romanoff, que vocês dois vão acabar juntos- sinto os olhos de Steve esperando por uma resposta.
– Me desculpe Stark, mas se você que nós juntos escreva uma fanfic- saio da sala. Várias vezes já tive sonho que eu acabava com o Rogers, de novo, mas não vai acontecer.
Não vai.
–Liho, me deixa escovar teu pelo, PARA LIHO- vejo Carter segurando o pobre gato com força- oi mãe, alguém está sendo birrento.
– Me da ele aqui Carter.
– Ta bem- pego o gato e a escova da mão dela, ele parecia nervoso, mas logo se acalmou e Carter pode escovar ele- obrigada, eu podia dormir com você essa noite né?
– Pode- reviro os olhos- sem o gato.
– Ele vai miar.
– Foda-se.
– Mãe.
– Você tem 13 anos e as vezes age como se tivesse 5, é só uma palavra Carter.
– Você e James às vezes exageram.
– Já escutei você falar também- ela revira os olhos.
– Eu sou humana.
– Eu sei disso.
– Na verdade eu sou super humana.
– Eu prefiro só o humana- ela se acomoda mais perto de mim enquanto Liho ronrona no colo dela.
Acordo e Carter está dormindo ao meu lado abraçada ao gato.
– Que horas são?- olho pro relógio da cama e são 8 horas da noite, preciso comer alguma coisa- Rogers?- termino de colocar meu casaco- o que você está fazendo aqui?
– Bom, eu vim te convidar pra comer uma pizza, já que James e Torunn saíram.
– JAMES SAIU.
– Ele foi com o Thor calma e eu deixei, ele queria te acordar.
– Da próxima vez me acorda.
– Você quer comer uma pizza? Podemos comer no nosso lugar- não acredito que ele disse isso.
– Vou perguntar se a Pepper não se importa de ficar com a Carter.
– Tudo bem- ele sorri vitorioso.
– Tire esse sorriso patriota do seu rosto.
– Não está mais aqui.
Pizza+ escadaria do museu de arte= encontro perfeito se não fosse com o meu ex-marido.
– Então temos belas memorias aqui- Steve diz.
– Você quase deixou o James cair aqui. — digo.
– Ele quase nasceu aqui. — verdade.
– Você me pediu em casamento aqui.
– Nossa falamos muito aqui, mas é esse lugar é especial.
– É- dou uma dentada na pizza- e aqui estamos.
– Sempre.
–Sempre?- pergunto.
– Damos várias voltas Natasha, porém estamos sempre na volta um do outro só que desta vez não vamos nos apaixonar, vamos só nos proteger.
– Proteger do que? Do que pode vir, vilões ou de nós mesmos?
– Eu não sei, mas vamos descobrir.
– Talvez eu não queira me proteger.
– Eu também- ele se aproxima- talvez proteção e o medo seja nossos inimigos no momento.
– Sim, eles são.
Beijamos-nos. Droga. Aquele maldito lugar.
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