Tell me a secret... I promise to keep it
17 Capítulo 4
Notas iniciais
– Então você já se recorda de tudo que passamos ? — Perguntei.
– Quase, o remédio está fazendo efeito rápido. — Ele sentou ao meu lado na cama. — Fico feliz em pensar que minha memória está voltando.
– E você lembra até dos momentos que passou com a Aria ?
– Sim.
– Eu tenho que perguntar.. vocês fizeram sexo ?
– Ally..
– Eca! Tudo bem, pode parar.
– Vai ficar brava comigo ?
– Não, você não tem culpa. — Acariciei seu rosto. — É bom ter você comigo.
Ele me puxou pelo queixo e uniu nossos lábios. O gosto dele. Eu sentir muita falta da macieis dos lábios dele, na sincrônia em nossas línguas, na sensação de borboletas no meu estômago. Quase acreditei que nunca mais iria sentir isso novamente.
– Eu senti falta disso — Falou assim que nossos lábios se afastaram para recuperar ar.
Minha mãe entrou no quarto. Senti o frio na barriga, ela acabará de vê seus dois filhos se beijando, fico imaginando o que passa em sua mente.
– Mãe, eu posso explicar..
– Tudo bem querida, o choque já passou a muito tempo.
– Como assim ? — Perguntei.
– Estou vigiando vocês a muito tempo.
Sentir meu rosto arder. Só de pensar em minha mãe vendo todos os momentos intimos entre eu e o Austin, aquilo me faz questionar muitas perguntas em minha mente.
– Por que planejou a sua falsa morte ? Sabia que passei muito tempo me culpando por aquilo ?
– Eu sei, e sinto muito por isso. Mas foi necessário.
– Explique então.
– A senhora disse que só iria me contar quando a Ally estivesse com a gente.. então ? — Disse Austin. A curiosidade em sua voz estava nítida. Aposto que a maior curiosidade dele era fazer a grande pergunta da história "Somos irmãos ?"
– Tudo bem... Ally, como você e suas amigas eu também tive um anônimo que me ameaçava na sua idade. Ele enviava cartas, as escondia em lugares onde só eu e as meninas encontrariamos. Ele assinava com a mesma letra, "A".
– Está dizendo que o "A" que me ameaça é o mesmo que ameaçava a senhora ?
– Não, foi a muito tempo atrás, e mesmo que a letra seja a mesma, a maneira de agir é diferente, esse novo "A" está usando vocês como vingança
– Vingança ? Isso que eu estou passando é uma vingança ? Pelo o que ?
– Querida, não posso dizer muito pois não tenho muita informação. Mas, eu diria que a vingança que "A" está fazendo com você, na verdade é comigo. Imagino que o Primeiro "A" usava eu e minhas amigas como divertimento.
– O que aconteceu com o "A" de vocês ? — Perguntei.
– Fizemos uma armadilha e o capturamos, o nome dele era Hank Fellanna. Era um homem de 29 anos e pelo que disse para policia, ele estava entediado e nos usou como divertimento. Nosso medo o excitava, tudo aquilo de ameçar pessoas em anônimo era divertido para ele.
– Será que o anônimo que está assombrando eu e as meninas é parente do Hank Fellan ?
– É possivel.
– Então por que ele já ameaçava as meninas antes de eu chegar aqui ? Se ele só que se vingar da senhora ?
– Por que a mães delas fizeram parte do meu grupo de amigos.
– Nossa, isso parece ser até aqueles filmes de suspense. — Disse Austin.
– Então a mãe da Hanna, Spencer, Emily e Aria eram suas amigas ? Isso é muita coisa..
– A mãe da Aria não. Imagino que Aria só foi escolhida como alvo por andar com as meninas.
– Então quer dizer que eu já era um alvo dele ?
– Sim, quando Forjei a minha morte foi uma maneira de tentar manter vocês seguros. Então morri. Pensei que "A" iria então ignorar a minha família. Mas, ele achou outro jeito de fazer a sua vingança. Você e as meninas.
– Isso não é possivel, não tem como..
– Ele deu um jeito do seu pai se sentir solitário e incomodado na nossa casa. Depois deu um jeito te fazer seu pai pensar em mudanças e mostrou e o mostrou casas a vendas aqui na cidade.
– Como ele sabia que o pai iria querer morar nessa cidade ?
– Por que foi nessa cidade que eu e seu pai nos conhecemos. Ele sabia que seu pai não iria querer me esquecer, então fez com que o seu pai se muda-se para cá, reviver as memórias.
– Papai disse no carro que sentir o ar dessa cidade despertava lembranças boas. "A" fez com que o meu pai pensasse que voltar para cá iria deixar sua memória viva em seus pensamentos. — Conclui.
– Sim e assim "A" conseguiu ter você onde ele queria.
– E como "A" sabia que eu faria amizade com as meninas ?
– Não sabia. Imagino que ele tinha um plano para juntar você, só que não foi necessário já que vocês se aproximaram por si próprio.
– Isso explica muita coisa. — Suspirei. — Tenho que voltar, tenho que dizer isso para as meninas..
– Cuidado, "A", está vigiando vocês sempre. Tem que tentar informá-la de uma maneira que ele não perceba que sabem demais.
– Entendi. Vamos Austin.
– Ele não pode ir.
– Por quê ?
Austin estava calado até então.
– Eu estraguei tudo quando fui te salvar.
– "A" já está ciente que Austin está recuperando a consciência. A preocupação que Austin demostrou ontem quando te salvou, "A" estava vigiando tudo.
– Entendo, mas eu tenho uma pergunta a fazer.
– Diga.
– Se você sabia que seu plano de fingir a própria morte não adiantou, por que não apareceu ? Por que só apareceu agora ?
– Medo. A ideia de reviver os dias que "A" me causou me deixou com assustada.
– Então preferiu deixar eu viver o medo do que ficar ao meu lado ?
– Querida..
– Esquece... — Já estava de saída quando finalmente me veio a grande pergunta. — Austin e eu somos irmãos ?
O olhar dela arregalou, ela não esperava por essa pergunta. Austin pareceu aliviado por eu ter perguntado. Esse tempo de silêncio dele deveria está tentando pensar em como iria perguntar isso, já que não é uma pergunta fácil de se perguntar.
– Isso é uma história longa. Procure o meu diário, irá entender melhor o que aconteceu.
– Por que não responde sim ou não ?
– Gosto de deixar as pessoas com um pingo de curiosidade em meus mistérios. — Sorriu maliciosamente.
***
Enviei uma mensagem para as meninas, pedindo para elas me encontrarem no nosso local. Aparentemente, aquele era o único local onde "A" não poderia nós vigiar. Chegando lá todas já estavam sentadas me aguardando, na mensagem não tinha dado muitos detalher, apenas que era importante.
– Obrigado por virem tão rápido.
– Quando você disse que era importante, imaginei que tinha haver com o "A", então deixei os livros de lado e vim correndo. — Disse Spencer.
– Eu e a Hanna ficamos preocupadas pois você tinha sumido da festa. — Disse Emily, seu rosto mostrava alivio por vê que estou bem.
– Você foi embora com quem ? Pois nem o Mike sabia onde você estava! — Hanna parecia que estava me dando um sermão. — Da próxima vez avisa que vai dar uma fugidinha com algum gatinho. — Fez o tipico sorrisinho malicioso dela.
– Desculpem preocupar vocês, vou explicar tudo..
– Então fala muié! — Disse Hanna.
– É tanta coisa que não sei nem por onde começar...
Contei a elas sobre ter bebido muito e um cara te tentado me levar pro quarto dele, Hanna não gostou nem um pouco e falou que se encontra esse cara por ai irá usar os golpes mortais dela. Depois falei que Austin me salvou e que está recuperando a memória, coisa que deixo elas bem felizes. O que deixou elas de olhos arregalados foi quando contei que minha mãe está viva e tudo que ela me disse sobre o antigo "A" e o novo "A".
– Como assim sua mãe está viva ? — Disse quase em um berro a Hanna.
– E que história é essa de ter dois "A" ? — Perguntou Spencer.
– E a gente ser a vingança ? — Perguntou Emily
– É só isso que eu sei no momento. — Falei seguido de um suspiro.
– Pelo menos agora temos uma pista, podemos pesquisa mais sobre esse Hank Fellan e descobrir se tem família na cidade. — Disse Emily. — Ally, você conseguiu talvez a pista que vai nos levar até o "A".
– Gente, o que é aquilo na parede ? — Perguntou Spencer. Seguimos seu olhar na direção de uma caixinha preta bem escondida, só consegui vê por conta da bolinha vermelha.
Hanna afastou o sofá até parede e deu uns saltinhos.
– Tá muito alto. — Disse ela.
– Usa a sua bolsa. — Recomendou Spencer.
– Ela é nova!
– Quer descobrir o que é aquilo ou não ? — Perguntou Emily.
Hanna bufou. Pegou a bolsa e usou para bater com força na caixinha preta deixando a cair no chão.
– Pessoal, eu acho que sei o que é isso. — Disse Spencer analisando bem a caixinha — É uma câmera! "A" deve ter colocado aqui.
– "A" não conseguiria entrar aqui. — Disse Hanna.
– A Aria consegue. — Falei e todas me encararam.
– Droga! — Reclamou Spencer. Ela correu até uma gaveta e tirou um notebook dali. Começou a digitar com rápidez. Seus olhos mostravam frustação.
– O que foi ? — Perguntou Emily.
– Não consigo entrar nada sobre o Hank, ele não existe aqui.
– O que isso significa ? Que a mãe da Ally mentiu ? — Perguntou Hanna.
– Não, que "A" estava ouvindo a nossa conversa e deletou qualquer assunto sobre o Hank da internet. — Falei.
– Ele pode fazer isso ? — Perguntou Hanna se aproximando do notebook.
– E tem algo que ele não pode fazer ? Droga! — Reclamei — Era a nossa única vantagem. — Andei na direção da câmera e olhei bem na lente. — Chega, isso já está cansando! Você quer a gente, certo ? Tudo bem, eu vou até você, não me importo! Mande um endereço, qualquer coisa, apenas seja homem e nós enfrente. Tem medo do que 4 garotas podem fazer ? Pois eu estou farta, você já arruinou minha vida demais. Essa história de anônimato já deve está cansando até para você, aposto que você já está doidinho para sair desse seu esconderijo de rato. Você sabe que vamos descobrir quem é você, pois você pode apagar histórias e reportagens da internet, só que existem outros meios de descobrir quem você! Está na hora de dar um fim nisso. — Depois joguei a câmera no chão e a esmaguei com o meu pé.
– Ally, você falou sério ? — Perguntou Hanna um pouco assustada.
– Sim, ele já feriu a minha família demais, estou cansada disso.
– Como vamos ter uma vantagem se ele apagou ? — Perguntou Emily.
– Minha mãe disse Hank foi preso, deve ter algo na delegacia que diga quem era Hank. — Falei.
– É um tiro no escuro Ally. — Disse Spencer. — Mas não custa tentar.
– E como vamos entrar na delegacia ?
– Deixe isso comigo. — Falou Spencer.
***
Estava de noite, nesse horário a delegacia é quase vazia. Alguns guardas, porém a maioria não se aguenta de pé de tanto sono. Um amigo de Spencer irá nós levar até os arquivos.
– Não podem ficar muito tempo lá, em breve algum guarda vai entrar lá e eu não vou ser mais útil. — Disse o amigo da Spencer.
– Obrigada, Tobi. Você não sabe o quanto está nós ajudando.
Ele sorriu para ela e depois saiu deixando nós 4 sozinhas na sala dos arquivos.
– O que devemos procurar ? — Perguntou Hanna.
– Qualquer coisa desde 1987 adiante que fale sobre Hank.
Começamos a nossa busca, olhando em gaveta, coisa que eram muitas. Varios arquivos, mas nenhum sobre Hank. Passamos horas, coisa que não deveriamos demorar muito, pois a qualquer momento poderia aparecer um policial.
– Achei! — Gritou Hanna.
– Shhhhh! — Fizemos em unison.
– Desculpa. — Sussurrou. — Eu achei algo sobre o Hank.
Spencer pegou o arquivo e começou a folhear.
– Tudo que a mãe da Ally disse era verdade, nossas mães eram alvos do antigo "A".
– O que mais diz ai ? — Perguntou Emily.
– Fala sobre o comportamento dele na prisão. Diagnósticos dos psicólogos..
– Isso, vamos ler os diagnósticos sobre o Hank.
– Nervosismo, o paciente sofre de uma necessidade de atenção. Controlador, ele é maniaco pela organização dos objetos em seus devidos lugares. O paciente diz que tudo que pertencem as meninas são devidamente deles, ele se sente confortavel com objetos de suas vitimas, assumiu ele invadir a casa das vitimas para ficar próximo dos objetos.
– Chega, já é o suficiente. Procura algo sobre familia.
– Tô procurando..
A porta se abriu.
– Spencer, sinto muito mais vocês tem que sair agora. — Disse o Tobi.
– Só mais um pouco.
– Não dá mais tempo.
– Tobi! o que faz com a porta da sala de arquivos aberta. — Uma voz masculina ecoou.
Tobi engoliuo seco. Ele iria se ferrar por nossa causa.
– Spencer esconde isso! — Falei e ela colocou o arquivo de volta frustada.
O policial entrou na sala, ele era moreno, alto, careca e tinha um bigode curvado abaixo do nariz. Assim que entrou seus olhos pararam em nós.
– Quem são vocês!
Todos arregalamos os olhos, fomos pegas!
Continua...
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