Notas iniciais
Eei!
Então, essa é a nossa primeiríssima história juntas, e a ideia de escrever sobre isso surgiu depois de muuuita conversa. Nós estamos animadas, então tomara que gostem!!
Essa fic está carregada de fofura, mas também de drama por que amamos, pois é. Aliás, vamos deixar claro que quem nos “apresentou” e é meio responsável por ela foi a Vanessa, então muito MUITO obrigada pelo apoio de sempre a nós duas, você é incrível. E se mais para frente quiserem culpar alguém, ela é a pessoa. Tá, parei ajshndjkla
Enfim, boa leitura, a gente espera mesmo que vocês gostem!!!

Castle POV

—Uma academia? -perguntei, cético. — Isso não é meio irônico?

—Eu sei! -ouvi um suspiro do outro lado da linha.

—Quer dizer, sua cena de crime é uma academia... Não é muito saudável, certo?

—Nem um pouco... -ela parou por um segundo e quando voltou a falar, sua voz tinha um pouco de humor. -Ele foi encontrado na esteira.

Oh, tudo bem.

—Isso é... — parei. -Vai ver correu até a morte. -murmurei e não precisava estar vendo seu rosto para saber que ela estava revirando os olhos.

—É, não. -Kate respondeu. -Se fosse isso, eu poderia voltar para casa agora. Você tem certeza que vão ficar bem?

Ela não parecia muito certa.

—Claro! Kate, eu já fiz isso antes. -a lembrei.

—Eu sei, mas... Elas são duas!

—Você tem um ponto. -concordei -Mas eu acho que posso controlar nossas filhas por algumas horas.

Ela não disse nada por um tempo, e eu podia a imaginar mordendo os lábios e pesando suas opções: Ficar até mais tarde ou voltar agora para casa e deixar as pistas esfriarem. Nós dois sabíamos o que precisava ser feito.

—Tudo bem. -concordou por fim. -Diga a elas que eu vou dar boa noite quando chegar! E que as amo. E...

—Kate! -disse e ela parou. -Elas vão ficar bem... E quanto a mim? Também ganho boa noite quando você chegar?

—Acho que posso arranjar isso. -disse com a voz mais baixa e eu sorri.

—Aposto que sim. Aliás... -comecei, mas ela me cortou.

—Até mais tarde, Castle. -ela disse, e eu podia ouvir o sorriso em sua voz.

—Eu amo você! -quase gritei no celular, mas ela havia desligado.

Sacudi a cabeça, girando em meus calcanhares, voltando até a sala. Parecia que minha super missão começava agora.

—E então, crianças, parece que somos só nós três hoje. -anuncio enquanto faço meu caminho de volta até elas, que estavam concentradas na tv. Foi como se eu não tivesse dito nada. Elas continuaram encarando à frente, completamente negando minha existência.

Me joguei pesadamente no sofá ao lado delas, não dizendo nada e esperando que elas reconhecessem que eu estava ali. Nada feito. Decidi uma abordagem mais agressiva.

—Sabe de uma coisa? -perguntei, mais para mim mesmo do que qualquer outra coisa. -Talvez eu deva tomar sozinho o sorvete... E logo hoje que estamos liberados para sorvete como jantar. -fiz uma cara um pouco trágica, e logo dois pares de olhos verdes me encaravam com um interesse repentino.

Claro, agora elas tinham ouvido.

—Sério? — Alice perguntou, seus olhinhos brilhando e eu me senti um pouco mal. Um pouco. -Nós podemos ter sorvete como jantar?

—A mamãe vai ficar brava. — Charlie diz quase ao mesmo tempo em que a irmã.

Elas me olham e não dizem mais nada, apenas esperam pacientemente — incrível o que a esperança por sorvete era capaz de fazer- que eu responda.

—É, na verdade não. — talvez eu fosse um pai terrível, no fim das contas — Mas nós podemos enlouquecer um pouco e tomar como sobremesa? -perguntei, tentando amenizar.

Seus olhos eram de quem julgava, se estreitando um pouco e era em momentos assim que ficava ainda mais claro de quem eram filhas. Os olhares eram cópias exatas de Kate, e tinham exatamente o mesmo efeito. O de desarmar qualquer um.

—O quê? Vocês não estavam me ouvindo! -elas sacudiram a cabeça de modo reprovador, e eu desisti das minhas desculpas. — Vocês querem sorvete após o jantar, sim ou não?

Elas se olharam -de fato se olharam, me ignorando completamente e pensando sobre o que eu tinha dito- e depois assentiram, parecendo terem entrado em acordo. Com o que exatamente, eu não fazia ideia.

—Nós queremos. -Alice respondeu pelas duas. Ela geralmente era a porta voz. -Mas a mamãe diz que nós não podemos ter sobremesa após o jantar.

Oh, ela tinha razão. Kate e eu havíamos aprendido ha muito tempo que aquelas duas não precisavam de qualquer dose extra de açúcar. Especialmente a noite. Eu tinha episódios terríveis ainda bastante claros em minha mente. Mas eu ainda podia abrir uma exceção, certo?

—Bom, a mamãe ligou e disse que vai se atrasar... Então ela não vai estar aqui. -vi seus rostinhos desmoronarem um pouco, então logo continuei: -Mas ela prometeu que quando chegar ela vai dizer boa noite.

Elas se animaram um pouco com isso. Kate sempre dera o seu melhor, desde o primeiro momento. Ela quase não trabalhava nos fins de semana e raramente ficava até mais tarde, mas ainda assim, as vezes alguns casos exigiam um trabalho maior. Eu sabia o quanto ela odiava quando coisas assim aconteciam, então todos nós fazíamos o melhor possível para aliviar o peso disso. E funcionava bastante bem.

—E ela não vai ficar brava quando voltar? -Charlie perguntou.

—Não se preocupem, ela não vai brigar com vocês. -prometi, me levantando e fazendo um movimento para que eles me seguissem até a cozinha.

—Eu sei! — a garotinha doce e de pijama cor de rosa disse enquanto andava atrás de mim, a convicção clara em sua voz. -Nós não temos culpa... Eu quis dizer: Ela não vai ficar brava com você?

Parei no meio do caminho e me virei, encarando as duas criaturinhas na minha frente que quase bateram uma na outra com minha parada súbita.

—”Nós não temos culpa”? -repeti o que ela havia dito em forma de pergunta.

Foi Alice quem respondeu agora.

—Nós- apontou para si mesma e depois para a irmã- somos as crianças. Você é o adulto responsável, papai.

—A mamãe não vai ficar brava com a gente. -a outra completou.

Elas pareciam sérias, como se falassem algo óbvio. Certo, talvez fosse mesmo, mas ainda assim...

—Vocês são duas pessoinhas inteligentes e más. -sacudi a cabeça e elas me encaram. — Tudo bem, e que tal nós não contarmos para a mamãe? -propus.

Elas assentiram animadamente, e voltamos nosso caminho para a cozinha.

—Ela vai saber mesmo assim. -ouvi Alice sussurrar para a irmã, que levantou os ombros magros e pequenos e os soltou.

Não pude evitar o sorriso que surgiu por que, novamente, elas tinham razão. Nada ficava em segredo nessa casa, especialmente de Kate. Além de detetive, ela era mãe. Era um jogo que já começava perdido.

Enquanto elas se sentavam, coloquei o que eu sabia que cada uma comeria, e me voltei para elas.

—Ganha sorvete quem comer tudo. -avisei e elas fizeram caretas idênticas, mas assentiram.

Me sentei na cadeira de frente para elas, e nós três comemos entre risos e brincadeiras, como era de costume. Eu escutava atentamente enquanto elas me contavam animadamente os absurdos do jardim de infância.

Quando terminamos de comer, o tão discutido sorvete entrou em cena, me fazendo ser honrado com sorrisos animados e, mais tarde, beijos gelados e grudentos. Era adorável. Elas eram adoráveis.

—Tudo bem, vocês subam e escovem os dentes antes que eles caiam. -disse e as guiei em direção a escada, uma com uma careta enojada e a outra rindo. -Eu vou subir em um minuto. -pisquei e elas se viraram, imediatamente correndo, as expressões competitivas e eu sabia, sem que ninguém precisasse dizer, que elas estavam planejando uma corrida que com certeza envolvia quem terminava de escovar os dentes primeiro. Mas é claro.

—Sem correr na escada! -gritei e elas imediatamente diminuíram o passo no meio do caminho.

Eu ri, sacudindo a cabeça enquanto as observava. Charlotte e Alice tinham recém completados sete anos de vida, e eram uma mistura enlouquecedora minha e de Kate. Embora seus cabelos e olhos imitassem o da mãe -o que me deixava nas nuvens, ao menos por enquanto-, o temperamento curioso e impossível era quase completamente meu. Ainda assim, era fácil notar que elas herdaram de Kate a teimosia e o gosto por mandar.

As gêmeas eram perfeitas, e tinham, mesmo antes de sequer terem nascido, toda a família nas palmas de suas mãozinhas habilidosas. Todos eram completamente loucos por elas, e eu não conseguia imaginar uma pessoa que fosse imune aquele nível de charme. Herdado de mim, em dobro. Apesar de aparência quase idêntica, elas tinham personalidades bastante distintas. Alice era mais solta, conversava facilmente e ficava confortável com praticamente todo mundo, enquanto Charlie era mais tímida e reservada.

Meus devaneios foram interrompidos com o som de algo caindo no andar de cima, e eu revirei os olhos. Como ninguém gritou por mim, suspeitei que tudo estivesse bem e terminei de arrumar a louça, subindo logo depois a escada para investigar o que tinha acontecido.

—O que as pestinhas aprontaram? -perguntei quando entrei no banheiro, seguindo o som de suas vozes.

—Nada. -responderam rápido ao mesmo tempo. Rápido demais. Montei minha melhor expressão cética e elas me encararam. -Talvez aquela maquiagem da mamãe tenha caído. — Alice respondeu.

—E quebrado. -Charlie completou, olhando para o chão e para objeto que estava divido em pedaços desiguais.

—Muito.

Certo.

—E o que vocês estavam fazendo com a maquiagem? -perguntei enquanto tentava não rir do jeito que uma olhava para a outra, como se combinassem algo mentalmente.

—Foi... Curiosidade.

—Vocês estavam curiosas para saber se ela se quebrava se caísse dessa altura? -perguntei e elas fizeram uma careta culpada. -Bom, ela se quebra.

Eu ri e me aproximei delas, passando a mão pelos cabelos e seguindo o contorno de um cachinho com os dedos. Encontrei seus olhares no espelho e perguntei: — Vocês não contam sobre o sorvete, eu não conto sobre a maquiagem?

—Feito! -responderam ao mesmo tempo novamente, e depois riram.

—Vocês são mesmo terríveis. -disse e as cutuquei, as fazendo se encolher e rirem novamente. -Certo, para cama!

Elas correram novamente e eu ainda me perguntava se alguma vez fariam algo andando. Uma vez no quarto, elas se jogaram cada uma em sua cama, logo se ajeitando e rindo do movimento sincronizado.

—Sabe de uma coisa, duas de vocês é muito trabalho.

—Mas você ama a gente, papai. -Alice sorriu convencida. Céus, ela era mesmo minha filha.

—Amo mesmo e amo sabe quanto?

—Muito muitão! -Charlie falou rindo, fazendo Alice rir também.

Sorri ao encarar as duas coisas mais preciosas do meu mundo e então me lembrei que já estava na hora de dormir.

—Então mocinhas, já está na hora de dormir. -Digo me levantando.

—Você não disse que a mamãe vai dizer boa noite?

—Sim, eu disse. -Eu realmente havia dito isso.

—Então papai, precisamos estar acordadas para isso. -Alice começou.

—É mesmo, papai. Pode nos contar uma história. -Charlie terminou.

Como negar uma história para essas duas?

—Tudo bem, vocês venceram. -Disse e fui em direção a estante onde havia vários livros de princesas e contos de fada. Antes mesmo de pegar um deles, escuto Charlie me chamando.

—Não uma dessas histórias, papai! A gente já sabe todas elas.

—Queremos uma história nova. -Alice cruzou os braços no peito, olhou para Charlie que assentiu com a cabeça e então as duas olharam para mim.

História nova? Ok, eu sou um escritor, eu consigo criar uma história para contar.

—Ok! -Caminho até pegar a poltrona no canto do quarto e colocar entre as duas camas, ficando de costas para a porta, tendo a visão perfeita das duas me esperando, parecendo animadas demais para uma hora daquelas. De que havia sido a ideia do sorvete mesmo? -Que tal, um grupo de gnomos que encontraram duas lindas princesinhas caminhando na floresta encantada?

—Queremos uma história de verdade, papai. -Charlie fez um biquinho.

—Uma história que já aconteceu. -Alice acompanhou a irmã.

—Conta a nossa história!

—É papai, conta como foi descobrir a gente.

Encaro elas surpreso por um segundo. Confesso que não esperava esse tipo de história.

—Vocês querem saber como foi que descobrimos sobre vocês? -Falei com um sorriso no rosto. -Sobre o que aconteceu?

—Sim! -Elas falaram juntas.

Tudo bem, eu podia fazer isso. Ao menos achava que podia.



Notas finais
E então?? É super importante saber o que acharam, principalmente no começo, então contem para gente!!
Beejo