Tell Me That You Will Open Your Eyes

2 Capítulo 2 Is it worth it can you even hear me


Notas iniciais
To dedicando esse capítulo pra littlera que foi a primeira pessoa a escrever uma review. Obrigada, anjo!

Não sei ao certo quanto tempo ele demorou pra levantar e pedir desculpas. Parecia tão atormentado.

- Hey... espera. Frank? Eu praticamente gritei para que minha voz se sobressaísse naquele barulho de chuva.

- Oi? Ele se virou e pela ele finalmente pareceu se dar conta.

- Gerard Way?! Gritou, aproximando-se dele com certo receio.

Minhas pernas tremeram de um jeito que eu nunca pensei que ainda fosse acontecer ao ver aquele pequeno. Aquele pequeno que jamais deixou de ser meu. Nem que fosse só em pensamentos.

Como reflexo, abri os braços e esperei que ele me abraçasse e foi exatamente o que ele fez. Ele ainda chorava bastante e eu dizia baixo que estava tudo bem, que seja o que fosse eu ia ajudá-lo a resolver.

Meu coração se apertava a cada soluço que ele dava. Decidi optar por não perguntar nada naquele momento, pois sei bem que quando uma pessoa está chorando e a outra pergunta, a situação se torna ainda pior.

- Gee...

- ‘Tô aqui, Frankie.

Como era boa a sensação daquele pequeno em meus braços. Eu podia jurar que nunca mais fosse vê-lo e tê-lo assim, agora, parecia surreal. Continuava a mesma coisa de sempre. Um pouco mais magro, talvez. Uma boneca de porcelana, como eu gostava de brincar. Minha boneca de porcelana.

Seu choro aos poucos foi cessando e ele me olhou um pouco tímido, afastando meus braços dele.

- Desculpa por isso. Eu preciso ir. ‘Tô atrasado. Seu tom de voz era baixo, demonstrando que ele ainda não estava nada bem.

- Você tem certeza, Frankie? Eu posso te levar em casa. ‘Tô de carro. Aliás, você ‘tá morando aqui, não é? Vi na revista.

Frank sorriu sem graça e assentiu com a cabeça.

- Na verdade, eu ‘tô morando no Harbor, um hotel. Suspirou como se aquilo não o agradasse e Gerard apenas assentiu.

Um silencio constrangedor tomou conta do ambiente e foi Gerard o primeiro a quebra-lo.

- Eu preciso ir. ‘Tô atrasado pro trabalho.

Frank, que mantinha o olhar fixo em qualquer outro ponto que não fosse o maior, o olhou diretamente nos olhos, causando um arrepio em ambos.

- A gente... sei lá... a gente pode combinar alguma coisa. Pra um dia desses. Se você quiser, ou se você não tiver muito ocupad...

- Claro que eu quero. Gerard se adiantou e os dois riram.

- Vou te passar meu telefone pessoal e você me liga. Essa semana ta tranqüila pra mim.

- x –

Frank Iero. Seu querido Frank Iero. Como sentia ódio daquele ser pequeno. E como sentia amor... Depois de cinco anos, Gerard. Você deveria ser mais forte.

Vou contar pra vocês um pouquinho sobre Frank Iero.

Frank Anthony Thomas Iero Jr era uma dessas pessoas que marca a vida de qualquer um. Encantador e extrovertido. Era uma criança, podia-se dizer. O rosto era incrivelmente perfeito. Tudo nele combinava. Sua pele extremamente branca contrastava perfeitamente bem com seu cabelo escuro sempre muito bem alinhado. Frank sempre fora vaidoso, às vezes até fora do normal e desde pequeno tirava fotos para algumas revistas infantis. Seu sonho era ser modelo e nem a baixa estatura o atrapalhou com isso. Ele tirava fotos para as revistas mais cobiçadas do mundo e já foi considerado o modelo mais bem pago do mundo.

E o que ele tem a ver com o Gerard Way? Bom... isso vocês ainda vão descobrir.

A tarde daquela quinta feira se arrastava. Gerard estava em seu escritório revisando alguns documentos quando sua secretária entrou.

- Sr. Way, há um homem querendo falar com você. Eu disse a ele que o senhor estava ocupado, mas ele insistiu.

Gerard não esperava ninguém.

- Ele disse o nome, Valentine?

- Se apresentou como Bert... Bert McCracken.

Os olhos de Gerard brilharam ao ouvir o nome do outro e se apressou em dizer.

- Mande-o entrar, Valentine! O seu sorriso não podia ser mais sincero.

Não demorou nem um minuto para que Bert entrasse na sala e Gerard levantou-se, praticamente correndo pros braços dele, envolvendo em um abraço cheio de carinho.

- Caralho! Eu pensei que nunca mais fosse te ver. Por que não me avisou que vinha?

Bert sorriu, afastando-se um pouco para encarar melhor Gerard. Segurou seu rosto com as mãos enquanto falava.

- Eu disse que eu voltava, baby. Aqui estou. E ah, eu queria te fazer uma surpresa. O ar sexy fez Gerard arrepiar-se e vários flashes passaram em sua mente. Já vivera grandes momentos ao lado do moreno.

- Mas quem diria, hein. Bert agora andava pela sala de Gerard, observando cada detalhe sofisticado dali. O revoltado Way comandando a grande empresa do pai. Você 'ta mudado, ein, baby?

- Você sabe muito bem que isso não era minha prioridade, Bert, mas ficar parado eu não podia e até gostei de ter dado um orgulho a mais pro velho.

- Mas e você? Faz o que por aqui?

- Ah cara, você sabe né... minha banda fez uma turnê de um ano e agora estamos descansando. Resolvemos tirar seis meses de descanso, ninguém agüenta mais olhar pra cara um do outro. Riu. Quer dizer... menos o Quinn. Corou.

- Quinn?! Ah, eu sabia! Quantas vezes eu disse, Bert, quantas vezes. Quero que me conte tudo dessa história.

- Hey, hey! Espera aí... que história? Eu não falei nada. Tentou disfarçar.

- E você acha que não ‘tá escrito isso em teus olhos, querido?

Riram juntos. Aqueles olhos, e aquela risada... Droga, como sentia falta daquele homem!

Apesar do namoro dos dois, sempre foram acima de tudo melhores amigos. O relacionamento havia acabado por causa do inicio da banda de Bert, o The Used, que agora era famosa e Gerard se orgulhava disso. Viu a banda crescer e sabia mais do que ninguém o quanto os integrantes mereciam. Apesar do fim do relacionamento, nunca perderam o contato e mantiveram uma amizade invejável.

- Me espera uns dez minutos? Eu termino de assinar uns documentos aqui e a gente sai pra beber alguma coisa e você me contar tudo isso.

- O tempo que precisar, baby. Piscou sensualmente, arrancando uma risada de Gerard e um gesto de reprovação com a cabeça.

“Mas o que seria isso? Era dia de rever seus ex amores?” Gerard pensava enquanto assinava aqueles papéis que pareciam não ter fim.