Tell Me That You Will Open Your Eyes

16 Capítulo 16 Loved that boy for all time


Notas iniciais
Ainda tenho leitoras?! ): Meu Deus... quanto tempo sem atualizar aqui. Esse sábado eu tive simulado, minhas lindas, então semana passada eu fiquei por conta. Ainda estou em semanas de prova então passei aqui rapidinho só pra postar. Se tiver comentários, tento postar até mais uma parte ainda hoje.
Obrigada por quem ainda tá lendo e mil perdões. ;-;

- Não acredito, Gerard!

Frank começou a pegar as revistas com um brilho nos olhos só não mais intenso do que o sorriso em seus lábios.

Gerard guardara cada uma das revistas que Frank saiu. Seja na capa, que não eram poucas, ou pequenas entrevistas no canto de uma página qualquer.

Enquanto Frank se divertia com as próprias fotos, eu peguei aquela caixinha que eu guardava no fundo do guarda roupa. Os lírios.

- Abre, amor. Entreguei-a.

Ele não hesitou em abri-la e suspirou alto quando viu, pegando alguma daquelas flores já secas.

- Eu não acredito que você tem essas flores, Gee.

- Eu tenho cada uma delas. Pode contar, de todos os meses estão aí.

Frank gargalhava com lágrimas escapando de seus olhos.

- Nem nos meus sonhos mais ousados eu pensaria que você tinha um altar pra mim, Gerard Way. Sua voz estava até um pouco falha tamanha a excitação.

Eu ri com as palavras dele.

- Eu já te falei o quanto te amo?

Nos beijamos apaixonadamente.

-x

Acordei com mais sono do que quando fui dormir. Virei pro lado e Frank ainda dormia tranquilamente. Ainda é cedo, vou deixá-lo dormir mais. Me aproximei e selei meus lábios aos dele cuidadosamente. Levantei-me e tomei um banho praticamente gelado com a esperança de que aquele sono deixasse meu corpo junto com a água. Bom, não adiantou muita coisa, mas aliviou.

Andei até o quarto e tentei fazer o menos de barulho possível enquanto me vestia. Hoje eu teria uma importante reunião então optei por uma blusa social e uma calça preta. Tem como isso ser mais desconfortável? Dei um toque meu ao visual dobrando as mangas da blusa e abrindo um dos botões. Menos pior agora, pensei. Coloquei um all star mesmo, afinal na reunião eu ficaria sentado e não agüentaria aqueles sapatos tão desconfortáveis.

Desci as escadas da casa pra fazer um café e me assustei quando vi Frank atrás de mim.

- Bom dia. Ele falou com aquela voz de sono e eu caminhei até ele, selando nossos lábios rapidamente.

- Eu ia te acordar mais tarde, ainda ‘tá cedo.

- Eu tenho a sessão de fotos, amor. Esqueceu? Ainda pode me dar carona?

- Claro, neném. ‘Te deixo lá.

- Não fica longe da empresa não, só vou dar um pouquinho de trabalho pra você. Sorriu. E essa roupa, amor? Que sexy.

- Gostou, é? Eu ri enquanto terminava de passar o café.

- Você trabalha assim sempre?

- Não. Eu respondi enquanto enchia minha caneca do liquido preto e outra pro Frank, entregando-o. É que hoje tenho uma reunião importante. Franzi o cenho.

- Você parece preocupado. Algum problema?

Eu havia esquecido como Frank conseguia decifrar cada gesto que eu fazia. Às vezes nem eu mesmo conseguia.

- Ah... a empresa não ‘tá nos melhores momentos. Tomei o café, tentando desviar do assunto, mas Frank era insistente.

- Por que não? Ele perguntou enquanto puxava uma das cadeiras da mesa pra se sentar.

- Antes de eu assumir, aconteceram coisas sujas por lá. Meu pai deixou a empresa nas mãos de um, até então, confiável funcionário e ele ferrou com muita coisa.

- Hm... Ele pareceu compreender, bebendo um pouco do café também. Vou subir pra me trocar em um instante, ‘tá bem?

- Não quer comer nada, meu bem? Eu preparo. Ainda dá tempo.

- Quero não, Gee. Não ando tendo muito apetite de manhã.

Eu assenti.

Enquanto eu esperava Frank se arrumar, escovei os dentes e fui pra sala. Me joguei no sofá e fechei os olhos. Não sei exatamente por quanto tempo, pois acabei cochilando.

- Amor? Frank sussurrou.

Eu abri os olhos e ele estava a minha frente com aquele sorriso. Sim, aquele sorriso!

Não hesitei em puxá-lo pra mim, fazendo-o cair no sofá sobre mim. Ele se assustou com a atitude e ria baixinho. Minhas mãos foram pro rosto dele e o aproximei, selando nossos lábios e logo a dança de nossas línguas começou. Nossas línguas sabiam os caminhos exatos de nossas bocas e a sincronia não podia ser mais perfeita. Encerramos o beijo com vários selinhos e sorrisos. Frank mordeu meu lábio com força antes de falar.

- Vamos logo antes que eu desista de ir trabalhar hoje!

Não demorou muito para que eu chegasse no prédio onde seria a sessão de fotos do Frank. Era relativamente perto da empresa.

- Que horas você sai, amor? Perguntei.

- Não faço idéia, Gee... Tem dias que eu fico o dia inteiro e tem dias que é rapidinho. Mas qualquer coisa eu te ligo!

Eu assenti e ele me deu um selinho demorado e apertado antes de sair do carro.

Cheguei no escritório um pouco adiantado, ainda faltava uma hora pra tal reunião começar. Estava sentado em minha mesa quando peguei o diário de Frank que eu havia deixado na maleta preta que eu levara comigo.

21 de Setembro

Hoje ta fazendo um frio insuportável. Conheci umas pessoas legais no café que fui depois da sessão de fotos, mas um carinha em especial chamou minha atenção. Não que eu tenha me interessado por ele, mas ele me lembrou muito o Gerard. Eu sei o que você está pensando, diário, “o que não te faz pensar nele”, mas essa impressão que eu tive foi forte. Será que ele ainda mantém aquele cabelo cortado de lado parecendo um adolescente rebelde? Será que ele ainda toma café naquele mesmo lugar com aquela torta de morango de sempre? Será que ele ainda prefere Vodka barata do que Absinto, porque segundo dele bebida boa é bebida que deixa louco? Será que ele ainda continua aquela relação tão forte com o Mikes... ou será que ele se entendeu com o Bert? Será que ele continuaria me chamando de neném depois de tanto tempo de relacionamento ou será que ele ainda se lembra que eu prometi que sempre seria a princesa dele? Será, será... Eu era tão presente na vida daquele homem que hoje em dia eu não sei praticamente nada. Será que ele continua preferindo aquelas roupas surradas e ouvindo aquelas músicas bregas que ele jura que é estilo? Eu to aqui sentado, ouvindo a música que era nossa... Será que ele lembra qual música é? Será que ele também se lembra de mim quando a ouve? Ou será que ele ainda lembra de mim com qualquer bobagem? Se ele ao menos soubesse a falta que me faz. Se ele ao menos soubesse o quanto eu queria me jogar nos braços dele e pedir perdão. Será que ele me perdoaria? Eu vou dormir agora. Até algum dia, diário.

Eu te amo, Gerard Arthur Way.