Tell Me That You Will Open Your Eyes
10 Capítulo 10 Love like woe
Notas iniciais
“E tinha como negar um pedido daqueles vindo de quem veio?”
Antes eu responder, Frank se virou pra mim e deitou seu corpo sobre o meu. Minhas mãos foram pra sua cintura e a apertei com força, ouvindo um suspiro baixo do menor, já com os lábios encostados nos meus. Selamos nossos lábios diversas vezes até eu não agüentar mais e pedir passagem com a língua que logo foi cedida e o beijo aprofundado.
Nos beijávamos em um ritmo lento, porém muito intenso. Minhas mãos percorriam toda a extensão das costas de Frank, já por baixo das blusas. A medida que eu arranhava aquela pele tão macia, Frank pressionava-se contra mim me fazendo revirar os olhos de prazer e soltar vários gemidos, bem baixos, contra os lábios dele. Alguns, apenas pra provocar. Nos afastamos quando o ar se fez necessário, mas meus lábios foram direto pro pescoço de Frank.
- Você é tão.. tão gostoso, Frank. Eu não resisti e acabei sussurrando isso pro meu pequeno, dando um beijo lento ali seguido de uma mordida forte no lóbulo de sua orelha. Senti o local se arrepiar e sorri com isso.
Frank deixou um sorriso, ainda tímido, no canto dos lábios e pressionou-se mais uma vez contra mim e dessa vez já era possível sentir nossas excitações.
Gemi alto dessa vez.
Voltamos a nos beijar como se fosse a última vez. Minhas mãos desceram para a bunda de Frank e eu a apertava com força, fazendo seu membro juntar-se ao meu mesmo com todas aquelas roupas, que agora, só atrapalhavam.
- Geeerard!! De repente, um Ray desfigurado entra pelo quarto, fazendo com que Frank desse um pulo e quase caísse no chão. Eu não me lembro de ter visto Frank tão corado. Céus, o que esse filho da puta do Ray quer.
- Desculpa, gente... de verdade. Ray parecia envergonhado ao se dar conta do que tinha feito. É que o Mikes ta passando mal e falou que só aceita o Gerard dar banho nele. ‘Tá todo com frescura com vergonha de mim... Acho melhor você ir rápido, ele não ‘tá nada bem.
E depois disso Ray saiu.
Ah Mikes... você me paga.
Olhei pra Frank como se pedisse desculpas e ele apenas me deu selinhos apertados e demorados e entre eles falou que era pra eu ir.
- Você se importa se eu ficar, amor? ‘Tô cansado mesmo, acho que vou apagar. Frank disse lentamente, enquanto alisava meu rosto.
- Claro que não, meu bem. Fica aqui e descansa que eu vou lá cuidar do bebezão. Disse de forma irônica e sorri, deixando mais alguns selinhos no meu amado antes de sair do quarto.
Cheguei no quarto que imaginei ser o de Mickey, ao lado do meu. Entrei e a cena podia até ser fofa, se não fosse deveras nojenta. Mickey vomitava alguma coisa que eu não consegui identificar e Ray segurava sua testa. Sim, no meio do quarto.
- Ge... eu vou morrer, Gee.. Não deixa eu morrer. Mickey ainda estava bêbado e dizia palavras desconexas e a única frase que eu pude entender foi essa.
- Aprende a beber, moleque. Você quer que eu busque mais quantas pra você? Disse em um tom bravo. Não era a primeira, nem a segunda e nem terceira vez que Mickey ficava desse jeito.
Ray olhou pra mim e eu pensei que ele fosse me matar, só com aquele olhar. Recuei.
- Cala a boca e ajuda seu irmão, caralho. Se fosse você passando mal, Mikes estaria do seu lado.
Bufei. Ray tinha razão e eu sabia disso.
- Desculpa.
Andei em direção aos dois e abri os braços, ajeitando Mickey no meu colo que não dava conta nem de manter-se em pé.
- Você vai ter que me ajudar, Ray.
Caminhamos até o chuveiro da suíte e Ray ligou o chuveiro.
Sentei Mickey na pia e comecei a despi-lo. Quase deu um ataque quando eu ia terminar de tirar sua boxer.
- Não, Gee! O Ray ta aqui e ele vai me ver pelado! Não pode... só depois do casamento porque eu sou moço direito.
- O que diabos você ‘ta falando, Mickey? Você não é noiva de ninguém. Tive que rir.
- Se quiser eu saio.
- Mikes, eu vou precisar que o Ray me ajude a segurar você até pelo menos você conseguir parar em pé. Vem. Não vou tirar sua boxer.
As bochechas de Mickey não podiam estar mais coradas. Caminhei com ele no colo até o chuveiro e quando a água fria bateu em seu corpo ele estremeceu e soltou um palavrão, mas logo se acalmou e minutos depois já conseguia ficar de pé.
- Eu já ‘to melhor.. Só meu estomago. Senhor, como dói.
Nesse momento, Ray já tinha saído do banheiro e limpado o quarto. Disse que iria até a cozinha fazer algo pro Mikes comer.
Esperei que ele terminasse o banho e fomos pro quarto. Ajudei Mickey a trocar de roupa e em seguida ele correu pra cama e se retorcia de tanta dor no estomago, logo Ray entrou no quarto.
- Bom agora você cuida dele, Ray.
Caminhei em direção a Mickey, deixando um beijo estalado em sua testa antes de dizer:
- ‘To indo dormir, maninho... ‘to cansado. Vê se dá próxima vez, controla, viu? Mas saiba que se não controlar, estarei perto de você dando quantos banhos forem necessários. Sorri.
- Obrigado, Gee... você sabe que eu faria o mesmo.
Assenti. Quantas vezes a situação foi contrária.
Segui pro meu quarto na esperança de Frank ainda estar acordado, mas logo o vi dormindo e não tinha como nem sentir decepção. Frank estava de lado, abraçado com o meu travesseiro e dormindo feito um anjo. Sua expressão era de calma e eu podia jurar que via um sorriso fraco em seus lábios. Encostei a porta e apaguei a luz, seguindo em passos lentos até a cama. Tirei, com cuidado, o travesseiro dos braços dele, que nem se mexeu, e me deitei. O abracei por trás e encaixei nossas pernas.
- Dorme bem, meu pequeno. Eu te amo mais do que tudo nesse mundo. Sonha comigo.
Não demorou nem três minutos para que eu apagasse.
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