Tell Me That You Will Open Your Eyes
35 Capítulo 35 Smother me
Notas iniciais
AMORES, DEIXA EU CONTAR UMA COISA PRA VOCÊS. Sabe aquele vestibular que eu fiz? Passei em primeiro lugar!!! Meu Deus, desejo essa sensação pra todo mundo porque não tem coisa melhor nesse mundo não.
-x
Boa leitura pra vocês!
Aquela música dizia muito pra mim e eu sei que pra Bert também. Felizmente, Frank não sabia a história inteira sobre ela e acho que isso evitaria ciúmes, apesar de que a letra já dizia muito por si.
Depois de muitos aplausos e agradecimentos vindos de mim e de Bert, eu dei espaço para que Bert assumisse o palco, junto com sua banda.
— Essa música agora eu vou cantar pro homem da minha vida. – Bert disse com confiança, enquanto se aproximava de Quinn que deu um sorriso surpreso e suas bochechas atingiram um tom rubro encantadoramente charmoso. – Peguem seus pares, meus amigos. E aproveitem pra dançar essa música com carinho. O nome dela é Smother me.
Antes que a voz de Bert começasse a cantar, eu segurei firme na cintura de Frank e o levei pro meio do salão. Nos balançávamos no ritmo calmo da música.
I found my place in the world
Could stare at your face for the rest of my days
Now i can breathe, turn my insides out
and Smother me
Warm and alive I'm all over you
would you smother me?
Enquanto essas palavras saiam da boca de Bert, eu apertei tanto Frank a ponto de tira-lo do chão e com o maior cuidado que eu podia oferecer, o rodei pelo salão ignorando todos os olhares que vinham em nossa direção. Olhares surpresos, emocionados e outros debochados.
A atenção de todos se alternava entre eu e Frank e Bert e Quinn.
Ao final da música, com tantos aplausos e gritos como a primeira, veio a surpresa.
— Quinn Allman, aceita casar comigo? – A voz de Bert saiu tão confiante quanto pegou o microfone na primeira hora da noite. A reação de Quinn foi arregalar os olhos e cochichar alguma coisa que não consegui entender o que era.
— O que?! Você acha que eu teria coragem de brincar com uma coisa dessas, Quinn? Eu to falando sério, casa comigo! — E nisso, Bert se ajoelhou. As pessoas olhavam imóveis para aquela cena e Frank ria, batendo palmas sozinho.
— Eu... eu aceito, Bertie! – Quinn disse enquanto pulava nos braços do outro, abraçando-o com força e, agora sim, a multidão acompanhava Frank e batia palmas, gritava desesperadamente.
Eu não consegui fazer nenhum dos dois. Bert se casando? Como assim? Ele não me contou isso antes por que?
— Voc ê tá bem, Gerard? – Frank me perguntou, segurando meu braço.
- To sim, amor! Só um pouco surpreso.
— É, todos nós! – E Frank riu mais uma vez.
O show continuou por mais um bom tempo e os, agora noivos, trocavam beijos apaixonados no meio da apresentação levando as pessoas ao delírio.
Ao canto, pude ver Mickey se agarrando com Ray e lembrei que precisava falar mais com ele. Havia nos afastado e aquilo não me deixava nem um pouco satisfeito.
— Amor... sei que é um pouco chato, mas estou com sono. – Frank me chamou manhoso, me olhando com carinha de dó.
- Oh meu anjo, podemos ir embora agora mesmo se você quiser. – Eu disse sorrindo, arrancando um selinho demorado dos lábios dele.
— Sim, eu quero... mas, na verdade... – Ele sorriu malicioso agora. – Sabe o que eu queria de verdade?
— Hm?
— Continuar o que a gente parou mais cedo. Na cama. – Ele sussurrou as palavras arrastadas em meu ouvido, sorrindo em seguida como uma criança travessa.
— Vamos embora, amor! Agora. – Eu disse atropelando as palavras, fazendo com que nós dois caíssemos na risada.
Saímos a francesa, ou seja, não nos despedimos de ninguém. Sei que Bert ficaria puto da vida com isso, mas amanhã eu me entenderia com ele.
Já no carro, resolvi fazer uma surpresa pra Frank.
- Amor, você se importa de me esperar no carro enquanto eu passo no mercado rapidinho? Vou pegar algo pro almoço de amanhã. – Mentiu.
Frank achou estranho, muito estranho, mas não falou nada. Apenas assentiu e pediu para que o maior não demorasse.
Me senti um pouco culpado por aproveitar da situação visual de Frank, mas valeria a pena, o motivo justificava.
- Certo! Eu não demoro. – Sai do carro e o tranquei, garantindo a segurança do pequeno.
Entrei na loja e uma mulher simpática veio até mim. Dispensei a ajuda dela, pois já sabia exatamente do que precisava, mas mesmo assim a agradeci.
Andei por um corredor estreito da loja e peguei tudo o que precisava.
Velas aromatizadas, um lubrificante sabor menta, chantilly e uma venda para os olhos. A algum tempo atrás eu morreria de vergonha de passar isso pelo caixa, mas bem, digamos que Bert já me fez passar por muitos momentos assim.
Paguei e saí da loja satisfeito.
- O que comprou? – Frank perguntou enquanto eu entrava no carro, já ligando-o e acelarando-o até em casa.
- Surpresa, meu amor! – Sorri.
Chegamos em casa em pouco menos de dez minutos.
- Frank, preciso que você fique aqui só um pouco, ok? – Eu pedi enquanto o menino se sentava no sofá, sem entender muita coisa.
- Desistiu da ideia da festa? – Ele perguntou um pouco ofendido.
- Talvez. – Eu desafiei, vendo-o fazer uma cara de indignado e bufar, cruzando os braços na altura do ombro. Eu sorri, mordendo meus próprios lábios e correndo pro quarto, com a sacola onde estavam as coisas.
Espalhei as velas por vários locais do quarto, eram sete velas espalhadas estrategicamente. É uma pena Frank não poder vê-las, pois o ambiente ficou lindo. Garanti que o menino pudesse pelo menos sentir o cheiro, uma vez que as velas exalavam um perfume incrível e extremamente sensual.
Coloquei o tubo de lubrificante no criado mudo e a venda ao lado. O chantilly um pouco mais distante.
Não demorei nem cinco minutos para arrumar o quarto e corri até a sala.
Frank continuava do mesmo modo, só balançava as pernas inquietamente.
Eu cheguei de fininho e ele só pode perceber minha presença quando já estava bem perto, beijando-lhe os lábios.
- Surpresa pra você, meu pequeno. – O peguei no colo e andava lentamente até o quarto, observando a expressão confusa dele.
Ao entrarmos, a primeira pergunta que ele fez foi essa:
- Que cheiro é esse? – Ele perguntou respirando fundo, se deliciando com o aroma do lugar.
- O quarto está todo iluminado com velas, amor. – Eu disse tímido enquanto o colocava delicadamente na cama. – E quero que você me coloque uma coisa.
- A camisinha? – Ele perguntou rindo e eu neguei.
Me debrucei pela cama e peguei a venda, entregando-o.
- Isso é uma venda pros meus olhos, uh? E hoje vamos fazer amor sentindo as mesmas coisas, sem enxergar nada.
Pude ver os olhos de Frank marejando e ele pulou em meu colo, me abraçando de forma bem forte.
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