Tell Me That You Will Open Your Eyes
33 Capítulo 33 That she could be my princess
Notas iniciais
O próximo é o baile, cheio de surpresa pra vocês. HAHAHA.
Um beijo e obrigada pelos reviews. Ganhei leitores novos, mas não comentaram. Vamos lá, pessoal, me façam feliz. :3
Boa leitura!
– Desculpa... eu. – Frank tentou falar, mas eu o cortei.
– Eu que peço desculpas! E você não precisava falar isso com ele não, menino!
– Eu... – Ele parecia desconcertado. – Desculpa. – Ele olhava curiosamente pra Frank que encarava outro lado, meio perdido. – Não precisa ficar com medo, moço! Eu não sou tão bravo assim. – Ele disse animado, sem nenhuma resposta de Frank. – Prazer, Benjamin! – Ele estendeu o bracinho, cumprimentando Frank, que manteve-se imóvel. Eu apenas observava.
– Poxa, moço... o senhor ficou chateado mesmo, ein?
– Eu... eu sou cego, Benjamin. Mas foi um prazer conhecê-lo também.
– O.. senhor... me desculpa! – O menininho não sabia o que fazer. Ele pegou a mão de Frank e a apertou, recebendo o sorriso do outro.
– Não tem problema, afinal, eu que estraguei sua brincadeira. – Ele respondeu educado.
– Hey Ben, você não vai continuar brincando? – Um dos meninos que estavam brincando o chamou e Ben pareceu não saber o que fazer.
– Olha, senhor, qual mesmo teu nome?
– Frank, Frank Iero. E não acha que sou muito novo pra ser chamou de senhor? – Ele brincou.
– Prazer, Frank Iero! A gente se encontra por aí qualquer dia. Eu moro ali. – E apontou.
Percebendo, novamente, a mancada que deu, a criança bateu a mão na testa, rindo de si mesmo.
– Eu moro em um orfanato, Frank. Você pode aparecer por lá qualquer dia pra gente brincar. Mas... calma. Eu te conheço. Frank Iero... Frank Iero – Benjamin repetia o nome várias vezes pra si mesmo, como se tentasse buscar em sua memória de onde conhecia esse nome. – O modelo? – Seus olhinhos pequenos se arregalaram.
Frank corou com a pergunta e logo em seguida respondeu. – Sou eu sim. E qualquer dia, eu vou ir brincar com você sim!
– Vou te esperar! Tchau, Frankie. – Ele sorriu simpático e apertou a mão do meu menino, sorrindo.
Eu fiquei apenas observando a cena. Benjamin era magrinho e sua pele morena parecia queimada de sol. As roupas um pouco sujas, uma vez que estava brincando na rua, deixava-o encantadoramente bonito. A voz de Frank me tirou dos pensamentos.
– Eu gostei dele... qualquer dia eu quero mesmo visita-lo.
– Podemos vim, amor. Você quer outro sorvete?
– Não. – Ele respondeu um tanto quanto seco.
– Aconteceu algo, Frankie? – Eu disse lentamente enquanto passava meus lábios gelados por causa do sorvete nas bochechas do menino, arrancando uma risadinha leve dele.
– Não. Eu só ‘tava pensando que... eu sempre quis ter um filho.
Eu arregalei os olhos. Realmente, eu não esperava aquilo de Frank. Não tão espontâneo assim, afinal, nós nunca tínhamos falado sobre isso.
– Mas enfim.. – Ele cortou meus pensamentos.
– Abre a boca, amor. – Frank me obedeceu e eu coloquei uma quantidade generosa de sorvete em sua boca, beijando-o em seguida. Ouvi gritos de susto, provavelmente seria das crianças, mas aquilo não me incomodou muito. Frank e eu nos beijamos carinhosamente, brincando com o sorvete e rindo.
– Ainda vamos ter nosso guri. – Eu sussurrei entre os lábios dele, lambendo-os pra limpar o resto de sorvete que ainda estava ali.
–x
Eu acompanhava Frank pelo hospital, que insistia em falar com o médico a sós. Eu sei que se insistisse, começaria um nova briga e hoje o clima não era esse. Afinal, seria hoje o grande dia do baile de fantasias. Sim, eu resolvi chamar de baile pra deixar as coisas mais românticas.
– Eu te busco quando você sair, está bem? Enquanto isso eu vou resolver nossas fantasias.
– Não se esqueça, ein amor. Vampirinho! – Frank sorriu enquanto eu selava meus lábios aos dele.
– Como quiser, princesa! – Dei ênfase a última palavra, arrancando um sorriso ainda maior de Frank.
Dr. Matthew se aproximava e eu comuniquei ao menor que sorriu novamente.
– Que bom vê-lo, Frank! Você parece ótimo.
Frank assentiu com a cabeça.
– Bom, então já vou indo. Quando a consulta terminar, me ligue.
– Provavelmente vai demorar um pouco, sr.Way. Temos uma série de exames pra fazer. – Frank fez uma careta, arrancando uma risada discreta do médico e um olhar preocupado de mim.
– Tudo bem, eu vou te esperar. Fica bem, viu amor? – Disse baixinho no ouvido dele, lhe dando um beijo demorado na bochecha.
– Hey, Gerard?
– Oi?
– Eu te amo.
– Eu também te amo, meu lindo. – Segurei em teu rosto e selei seus lábios com força aos meus.
– Boa tarde, dr. Matthew. Cuide bem do meu pequeno.
– Não tenha dúvidas, sr. Way.
Sorri pra ele e assenti com a cabeça, deixando o hospital.
Entrei no carro e em menos de vinte minutos eu o estacionava em frente a uma loja de fantasias. Ri sozinho ao imaginar a reação de Frank ao saber o que tinha escolhido pra ele.
Desliguei e tranquei o carro e segui em direção a loja.
– Boa tarde! — Uma mulher simpática me atendeu. Ela tinha um cabelo curto, na altura do queixo e extremamente liso e vermelho. Sim, quando digo vermelho, é um vermelho sangue. Um batom que combinava exatamente com o cabelo e a pele tão branca, destacando-o ainda mais. Os lábios carnudos ressaltavam ainda mais seus dentes brancos e impecáveis. Um vestido bem apertado, branco, um pouco acima do joelho combinava bem com as curvas de seu corpo. Enfim, ela parecia uma personagem de um filme. –Posso ajuda-lo?
– Na verdade, sim. – Eu queria uma fantasia de vampiro. Pra mim.
– Me acompanhe, por favor.
Seguimos até o outro lado da loja. Como havia fantasias por ali! Era um espaço enorme e, acredite, você encontraria de tudo ali.
– Temos essas opções. – E foi tirando várias fantasias de vampiro pra eu ver. Nada muito fora do normal. Capas, dentes e até a maquiagem que combinaria com cada roupa.
– Certo. Gostei dessa. – Reservei uma delas em um canto.
– Boa escolha. É minha preferida. – Ela sorriu. – Mais alguma coisa, senhor?
– Por favor, me chame de Gerard. – Sorri da mesma forma e pude vê-la corar. – Mais sim, eu quero uma fantasia de princesa.
– Pra sua namorada? – Ela perguntou animada.
– Bem... na verdade.. seria pro meu namorado. – Pude sentir minhas bochechas queimarem, e ainda mais, quando ela riu. Mas não foi uma risada de deboche, foi de pura surpresa.
– Pois bem... vamos ver as fantasias de princesa!
Fomos andando até o outro lado da loja. Tudo muito rosa, muito cheio de coisas e acho que Frank me mataria, só de pensar nessa hipótese.
– Bem, eu queria algo mais discreto. Talvez uma princesa gótica, alguma coisa mais ‘dark’.
– Eu tenho essa. – Ela me mostrou uma que realmente chamou minha atenção. Era perfeita! — Costumo falar que ela é da Sally, sabe? Do estranho mundo de Jack. E tenho a fantasia do Jack também. Você pode ir de Jack e ele de Sally?
Pude sentir que meus olhos brilharam.
– Pois bem, é uma boa ideia. Vou levar as duas e a de vampiro, caso ele não queira ir assim comigo. – Eu bem sabia que não podia obrigar Frank a ir de princesa.
– Só isso mesmo, Gerard?
– Na verdade... vou ter que levar mais uma pra ele, caso ele não queira ir de princesa, sabe?
– Ele ainda não sabe? – Ela perguntou divertida com a história.
– Na verdade, não. – Rimos.
– Alguma ideia em mente, então?
– Bom, já que vou de vampiro, ele pode ir de zumbi, né?
Ela sorriu ainda mais, caminhando comigo até a parte da loja com essas fantasias.
Mais de uma hora se passou nessa brincadeira de eu ficar escolhendo fantasias e voltei pro carro cheio de sacolas. As deixei no banco de trás e peguei o celular, discando o tão conhecido número de Frank.
– Frank.
– Ei, amor. Sou eu.
– Já terminei aqui. Pode vim me buscar, se puder. – As palavras de Frank eram calmas, mas completamente sem emoção. Gelei.
– Estou indo, meu bem.
E desliguei.
Menos de quinze minutos e eu já estava no hall principal do hospital e pude ver Frank conversando com Dr. Matthew, me aproximei e os dois pararam o assunto na mesma hora.
Deixei um beijo na bochecha de Frank que sorriu e me abraçou.
– Então vamos?
– Frank está se recuperando muito bem, sr. Way. – Dr. Matthew sorriu, olhando pro pequeno que assentiu, também sorrindo.
– Vamos. Estou ansioso pra saber minha fantasia. – Ele sussurrou em meu ouvido.
–x
– O QUE? – Frank gritou enquanto eu lhe contava o que havia escolhido pra ele. – Francamente, Gerard, você acha que eu vou ter coragem de aparecer em uma festa a fantasia de PRINCESA? – A cada palavra Frank gritava ainda mais, arrancando gargalhadas de Frank que manteve os braços na cintura o tempo todo.
– Mas amor... você gosta tanto que eu te chame de princesa. Não quer ser uma? Minha princesa, Frank.. E, além do mais, é o meu par. Eu sou Jack, você é a Sally. Minha princesinha da noite. – Eu passava os lábios pelo pescoço de Frank enquanto falava, arrepiando-o e tentando convencê-lo de que seria a melhor das fantasias.
– Além disso ainda quebrou o acordo.
– Eu trouxe a minha fantasia de vampiro, amor, e trouxe uma de zumbi pra você. Caso não queira ser minha princesa essa noite.
Frank tirou a expressão emburrada do rosto enquanto pulava em meu colo, quase me fazendo cair por causa da surpresa.
– Quero ser sua princesa hoje, quero ser sua princesa amanhã, eu quero ser sua princesa sempre! – Beijava meu rosto enquanto falava, rindo. – Só você mesmo, Gerard... só você!
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