Tell Me That You Will Open Your Eyes

32 Capítulo 32 My three words have two meanings


Notas iniciais
MINHAS LINDAS! Obrigada a todas que me desejaram boa sorte no vestibular. Eu fui bem! *-* Dá pra passar sim. Ainda não é o curso que eu quero porque o que eu quero só tem na federal, que é em janeiro. Mas enfim. Obrigada mesmo.
Me contem, se fossem convidadas pra irem na festa a fantasia? Como iriam? Vamos lá, gente. Soltem a imaginação e me contem detalhes de como iriam.

que o rosto de Frank adquiriu.

Eles conversavam e aos poucos a feição de Frank foi se tranquilizando. Bert devia estar explicando sobre o show do The Used.

- Acho bom. Vou ter que ter umas conversas com o Quinn, ele tá precisando saber com quem namora.

Bert falou algo engraçado, pois arrancou uma risada melodiosa dos lábios finos de Frank.

- Ok, nós vamos! E vai se ferrar, Bert, eu não vou de anão.

Silencio.

- E não, Bert! Também não vou de sereia e nem de melindrosa! Tenha dó. Deixo sim, vou passar pra ele.

- Pronto, Ge. Sua mulher já permitiu sua ida. – Eu fiz uma cara de desprezo enquanto ele ria.

- Não ouse em não aparecer, senão que eu corpo aquilo que você chama de pinto... que aliás é bem gostoso!

- Bert, Bert – Minha voz era de repressão, mas meu tom era de pura brincadeira. – Nada de ir de mulher gato, ok?

- Por que? Essa fantasia já é sua?

- Se ferrar! Agora eu vou desligar, vou sair pra almoçar com minha princesa. – Ao dizer isso, uma ideia veio na minha cabeça.

- Tudo bem, boneca. Se cuida.

E desligou sem ao menos esperar resposta.

- De que vamos nos fantasiar? – Frank perguntou animado. – Podemos decidir isso hoje! Vou ter que contar com o seu bom gosto, amor.

- Que tal uma surpresa? – Propôs Gerard e ao ver a cara de confuso do menino, começou a explicar. – Eu escolho sua fantasia e deixo você escolher a minha.

Frank pareceu pensar por um momento e acabou por responder.

- Justo. – Ele ponderou. – Eu quero que você vá de... vampiro!

- Não muito criativo, mas combinado.

Frank fez uma expressão de bravo pelo meu comentário, rindo em seguida.

- E a minha?

- Surpresa! – Eu disse enchendo os olhos dele de curiosidade

- Isso não é justo! Eu já te contei como vou.

- Mas eu não perguntei, ué. – Respondi despreocupado.

- Vamos ver isso hoje? – Ele perguntou animado.

- Não vamos não, amor. Amanhã enquanto você estiver na consulta eu busco as fantasias.

- E se eu não gostar?

- Bom, aí você vai ter um problema pra resolver. Não estou disposto a mudar minha ideia!

- Você é uma pessoa má! – Frank gritou, rindo e deitando na cama logo em seguida.

- E você é uma pessoa preguiçosa! Não vamos passear?

Nesse momento Frank virou do lado ao contrário em que eu estava, acreditando que me olhava.

- Essa cama parece bem melhor, não acha? – Disse com tom de malicia.

- Eu deveria te dar uma fantasia de coelho, porque ó fogo! – Brinquei. – E Frank.. – chamei baixinho.

- Oi? – Ele ainda encarava o outro ponto e eu mordi o lábio. Ia pedir pra ele se virar, mas pensei que isso iria frustra-lo e caminhei até o lado que ele encarava.

- Se aproxima de mim.. – Pedi ainda mais baixinho, arrancando um sorriso dele.

Colocou suas mãos pra frente, movendo-as até que elas repousassem em meu peito e seu rosto se iluminasse.

- Saudades de tomar a iniciativa de um beijo. – Ele confessou.

- Pois então tome.

Eu não me movi nenhum milímetro. Apenas deixei meu rosto na mesma direção do dele. Ele se aproximava com calma e tocou seus lábios em meu queixo, me fazendo sorrir. Ao perceber que estava tão perto, rodeou os braços em minha nuca e eu o segurei pela cintura.

Selou nossos lábios de forma tão delicada que por um segundo eu tive medo de aprofundar o beijo e quebra-lo. Frank, assim, em meus braços parecia uma boneca de porcelana. Qualquer movimento podia ser capaz de quebra-lo e eu não queria isso. Eram esses os pensamentos que estavam em minha mente quando ele abriu a boca e pediu passagem com a língua.

Passagem que imediatamente foi concedida por mim e os próximos minutos que se passaram nossas línguas brincavam uma com a outra em uma dança com o ritmo já tão conhecido.

Com bastante carinho, puxei o corpo delicado de Frank pra mim, me ajoelhando na cama assim como ele e pressionando com cuidado meu corpo sobre o dele.

Encerramos o beijo somente quando o ar parou, Frank se afastando com um sorriso bobo nos lábios.

- Admita que essa cama ‘ta bem melhor que sairmos, uh? — Frank disse provocante e eu não podia negar.

- Eu sei, amor.. – Retruquei manhoso. – Mas eu realmente queria dar uma volta.

- Tudo bem, tudo bem. – Deu-se por vencido.

- Então vamos. – Segurei a mão dele e ajudei que ele colocasse os sapatos, e depois de calçar os meus próprios saímos.

- Onde vamos? – Frank perguntou calmo enquanto andávamos. O vento batia no cabelo do menino, atrapalhando-o graciosamente.

- O que acha de tomar um sorvete? – Sugeri enquanto deixava um beijo rápido na bochecha do meu amado.

- De chocolate com menta? – Pude ver os olhinhos dele brilhando e ele se virou pra mim, como se pudesse me ver. Aquilo doeu, mas eu disfarcei e sussurrei um ‘uhum’ passando um de meus braços ao redor dele.

Andamos mais um tempo em silencio, mas nada desconfortável. Palavras eram apenas desnecessárias naquele momento.

- Chegamos. – Eu falei. – Cuidado, tem degraus. – Enquanto falava, ajudava Frank a subir os degraus da sorveteria, arrancando olhares curiosos de todos ali. Apenas ignorei.

- Um sorvete de chocolate com menta e um de limão, por favor. – Eu pedi a atendente e ela sorriu, anotando os pedidos.

- Pode se sentar, senhor. Logo eu levo os pedidos. – Sorri em agradecimento e caminhamos até uma mesinha ao fundo, onde pudéssemos ter mais privacidade.

- Descreve o lugar pra mim, amor. – Frank pediu.

- Não é um lugar chique, amor. – Comecei, vendo-o assentir. Busquei pelas mãos dele e entrelacei com as minhas, deixando-as apoiadas em cima da mesa antes de continuar falando. – A parede é um vermelho bem forte e o piso é todo branco. Tem um balcão não muito grande e os pedidos são feitos ali. – Peguei a mão dele e apontei em direção ao balcão, esperando que ele tivesse uma localização melhor.

- E as mesas? De que cor são?

- Cada uma é de uma cor, amor. Isso deixa aqui com um ar bem divertido, sabe?

- E a nossa? Que cor é?

- Que tal você tentar adivinhar? – Indaguei.

- Hm... se bem te conheço, aposto que escolheu uma rosa choque! – E caiu na gargalhada.

- Como adivinhou?! – Perguntei indignado, vendo o rosto ele mudar de expressão.

- ‘Cê tá falando sério, Gee? – Ele parecia assustado e ao mesmo tempo ria.

- Não, amor. É verde. Verde limão.

- Eu gosto de verde limão! – Frank riu.

- Eu sei. – Fui interrompido pela garçonete.

- Com licença, senhores. Os pedidos de vocês. – Ela sorriu simpática e eu agradeci, vendo-a voltar pro balcão.

- Tem uma pracinha lá fora, amor. Você quer ir pra lá? ‘Tá meio calor aqui.

- Pode ser, Gee. Vamos.

Antes de sair do local eu paguei e novamente agradeci a garçonete simpática.

Saímos do lugar e andávamos distraidamente até a pracinha do outro lado da rua. Algumas crianças brincavam com várias bolas e eu me perdi lendo uma grande placa que indicava um havia um orfanato.

Sem perceber, entramos em uma roda de crianças.

- Hey! Você é cego, moço? – Um dos meninos se apressou em falar e Frank deu um pulo, derramando o sorvete todo em si.