Tell Me That You Will Open Your Eyes

31 Capítulo 31 Sometimes I think I'm going crazy


Notas iniciais
OH GENTE. ;; Que delicia de reviews, cara. Eu tenho que agradecer demais pra vocês. Eu nunca pense ter tantos leitores, tantos reviews. Me sinto tão tão honrada. Ando com vontade de postar sem parar pra correr aqui e olhar o que me deixaram.
Sejam bem vindas as leitoras novas e, hey.. leitores fantasmas, deem a opinião de vocês. Eu sou boazinha. ;; q
Boa leitura! Beijos pra vocês.

Sangue jorrava pelo nariz de Frank de forma tão intensa que por um momento eu pensei que ele fosse perder todo o sangue do corpo por ali.

– Gee, acho que eu to gripado... muito gripado... – Ele riu infantilmente.

– Você não tá sentindo o gosto de sangue? — Eu disse desesperado enquanto caminhava até ele.

– Sangue? – Ele se assustou, caminhando em direção a mim depois de eu ter entrelaçado nossos dedos, o puxando gentilmente até mim. – Droga..- Ele sussurrou baixinho.

– Mantém o rosto pra cima, Frankie! – Eu alertei antes de pega-lo no colo, andando em direção a cama.

O coloquei lá e depois de manter a cabeça pra cima, o nariz foi parando de sangrar.

– Tá sentindo algo, Frankie? – Eu perguntei preocupado.

– Talvez um pouco tonto, acho que por causa do tanto de sangue que perdi, mas hey.. – ele apertou minhas mãos – isso é só efeito dos remédios, ok? Não se preocupa.

– Como eu não me preocuparia, Frank?

– Já parou! – Ele disse forçando um sorriso.

– Não devemos ir ao médico?

– Não é preciso. Ainda mais que amanhã tenho uma consulta marcada com dr. Matthew.

– Ótimo, eu te acompanho.

– Eu me sentiria mais confortável indo sozinho, Gee, mas se me desse uma carona eu ficaria muito grato!

Minha vontade era de brigar com o menino agora por causa disso, mas me contive. Não era hora.

– Vou buscar teu café, precisa comer. – Não conseguir disfarçar a frustação contida em cada linha daquela frase o que arrancou uma expressão de dor no menor. Ignorei e fui buscar nosso café.

Frank comeu tudinho de bom grado e agradeceu.

– Me conte como foi a sessão de fotos ontem.

– Foi linda, amor.. linda mesmo. Fotografei com gatinhos. Vai ser uma propaganda de proteção aos animais de rua. Bem legal o projeto.

– Parece legal mesmo.

– E como foi lá com o teu sócio? Tudo resolvido?

– Oh... sim. Acho que sim.

– Você tá distante, o que foi? – Frank tinha um tom desconfiado.

– Preocupação.

– Com...?

– Você, Frank.

– Não precisa... não precisa. – Ele disse calmo, fazendo um bico com os lábios indicando que queria beijo e eu não neguei.

– Vamos passear? – Eu propus. – Uma caminhada e a gente pode almoçar em algum lugar bacana.

Frank pareceu se animar, batendo palmas infantilmente. Foi quando o telefone tocou.

– Um momento, amor. – E corri em direção a sala, procurando pelo aparelho que tocava sem parar. – Gerard. –

– Way. Gostoso! – Bert completou.

– Hey Bertie! – Eu respondi animado, voltando pro quarto.

– Vai rolar uma festa a fantasia! Amanhã a noite. Topa?

– Preciso ver com o Frank.

– Ele nem precisa se fantasiar! Pode ir de anão. – O outro brincou, me arrancando uma risada e um olhar confuso de Frank.

– O que tem que ver comigo? – Ele perguntou.

– Festa a fantasia! – Os olhos de Frank brilharam e ele prontamente aceitou.

– Eu quero ir! Eu quero ir! – Ele ria feito uma criança.

– Bert nos convidou. – Eu completei.

Foi como se eu falasse que a festa fora cancelada porque Frank fechou a expressão no mesmo momento, cruzando os braços na altura do peito.

– Humpf... talvez.

E eu gargalhei. Bert ouvira tudo.

– Porra, esse pigmeu ainda é assim comigo? Achei que depois das cantadas que dei nele, ele tivesse desencanado.

– Se comporte, Robert.

– Opa, opa... agora a porra ficou séria. – Rimos. – Mas é sério, anima aí.

– Vai ser onde?

– Naquele salão perto da minha casa.

– Quem vai?

– Os meninos todos já animaram.

– É você que está organizando?

– Eu mesmo. Poxa, Gerard, vai rolar até um showzinho particular do The Used.

– Showzinho particular, é? Só pra mim? – Brinquei para ver a reação de Frank, que empalideceu e abriu a boca.

– Como é que é?! – Frank gritou e eu e Bert caímos na risada.

– Deixa eu falar com ele. – Bert pediu.

Coloquei o telefone na mão de Frank.

– Vai fazer showzinho pra puta que pariu, seu viado idiota! – A voz de Frank não era de brincadeira, o que me fez rir ainda mais e acredito que a Bert também, pelo tom avermelhado que o rosto de Frank adquiriu.