Tell Me That You Will Open Your Eyes
30 Capítulo 30 This feels like falling in love
Notas iniciais
QUANTO REVIEW LINDO, CARA. Vocês me fazem tão, tão, tão feliz. Lindas, obrigada por cada palavra de vocês. É isso que me mantem escrevendo.
Boa leitura!
O segurei firme em meus braços enquanto distribuía beijos por toda a extensão de seu rosto.
– Senti saudades. – Ele sussurrou, os lábios colados em meu rosto.
– Também senti saudades do meu neném. Sabe... – Eu pausei, como se tivesse refletindo no que ia continuar falando. Ele fez um som com a boca, indicando que eu deveria continuar e afundando o rosto em meu pescoço. – Decidi que não vou te deixar trabalhar não! Muito menos fotografar. – Disse em um tom brincalhão, arrancando uma risada melodiosa do outro.
– E por que, senhor Gerard? Vai me manter refém? – Ele continuou com o mesmo tom, mordendo a região em que seu rosto estava.
– Vou sim! Não quero ninguém olhando pro meu homem não. Quero essa beleza todinha pra mim. – Disse sério, mas sem perder o tom de brincadeira.
– E quem disse que essa beleza não é toda sua? – Frank pressionou seu quadril contra o meu, me arrancando um suspiro bem alto.
– Espera! – Ele gritou, me fazendo assustar. – Você está nu!
Foi minha vez de cair na gargalhada.
– E sua é um problema? – Provoquei.
– Acho que isso é solução, ein. – Ele disse com o hálito quente no meu ouvido, me arrancando um suspiro baixinho, reprimido por eu morder os lábios. – Gostei dessa recepção, acho que tenho que sair pra jantar fora mais vezes.
– Só se for comigo. – Eu disse manhoso.
– Cama, Gerard. Eu. Você. Cama. Agora. – Ele disse as palavras pausadamente e eu nem hesitei em não segui-las.
Corpos suados, suspiros reprimidos, gemidos altos. Desejo, amor, prazer... tudo misturado. Duas almas fundidas em uma só, dois corpos que se misturavam e provavam o mais intimo um do outro.
– Gerard? – Frank juntou todas as forças pra conseguir falar, suas palavras saiam sussurradas e extremamente sensuais aos ouvidos de Gerard.
– Oi, amor? – Eu respondi enquanto colocava uma mecha que insistia em cair nos olhos dele, atrás de sua orelha.
– Eu ‘to com medo. – Confessou.
– Medo de que?
– Da vida tirar você de mim... de novo. – As palavras saiam tão baixas que eu tive que me esforçar muito pra entender.
– Por que isso aconteceria?
– Você sabe que eu não suportaria a ideia de te fazer sofrer, não sabe?
– A única forma que você teria de me fazer sofrer é me deixar... – Ele reprimiu minhas palavras, passando a mãozinha pelo meu rosto até encontrar meus lábios, repousando os dedos ali como se me fizesse calar.
– Não é não. Tem outras formas e eu não vou deixar que isso aconteça.
– Por que está falando isso, Frank? –
– Nada... eu só... não quero que você duvide de mim. Duvide que eu te amo mais do que tudo na minha vida.
– Frank... você tá me assustando. – Lágrimas se formavam em meus olhos e não demorou muito para que uma lágrima molhasse meu rosto ainda vermelho por causa do suor.
– Não! Não, Gee.. eu não quero te assustar. É o contrário. – Ele dizia calmo, mas com a voz embargada, denunciando que ele estava tentando conter o choro. – Só me promete.. Gerard, me promete que nunca vai deixar de me amar.
– Eu nunca deixei de te amar e isso não seria diferente agora.
– Promete.
– Eu prometo. Mas e você, você promete que não vai me deixar e que vai me amar pra sempre?
– Eu prometo que vou te amar pra sempre! Pra sempre. – Nesse momento, ele pulou em cima de mim e o choro não era mais contido. Lágrimas corriam o rosto do menino tanto quanto corriam pelo meu. Uma dor no peito, um sentimento tão ruim tomando conta de mim.
– Você vai me deixar! – Eu acusei.
Um soluço mais alto deixou os lábios de Frank e ele não negou, apenas me abraçou mais forte. Naquele momento, eu queria mandá-lo ir embora. Se ele ia me deixar, que fosse agora. Sem teatro, sem rodeios. Mas meu amor me impedia de fazer isso. Eu nunca teria coragem de fazê-lo, mas no fundo eu sabia que o tempo de Frank em minha vida estava contado.
Minha mente estava cansada demais pra continuar com esses pensamentos ou pra pensar em alguma lógica pra isso. Acabei dormindo com o meu menino nos braços, nossos corpos nus colados e, ainda suados.
A noite passou lenta, com sonhos estranhos e aquela dor no peito.
Já amanhecia e os primeiros raios de sol incomodavam meus olhos, me fazendo despertar.
– Bom dia, minha princesa. – Sussurrei no ouvido do pequeno, vendo-o acordar.
Seus olhos estavam inchados e vermelhos e, nesse momento, os pensamentos da noite anterior invadiram minha mente. Eu precisava saber o que estava acontecendo.
- Bom dia, Ge. – A voz dele era fria, distante.
- Quero conversar com você...
- Sobre?
- O que me disse ontem e sobre tudo que anda acontecendo. Cansei de fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo.
- De olhos fechados eu já estou, Gerard. Ou nem isso você consegue ver? – Disse ríspido.
- Ahn? – Demorei um tempo pra continuar falando, tamanho o choque que as palavras e o modo como ele falou me assustaram.
- Olha, eu vou tomar um banho. Me ajuda a ir até o banheiro?
- Para de fugir. O que você tem, Frank? O que você tanto me esconde?
- Eu.. eu não escondo nada! – Ele se enrolou nas próprias palavras, já levantando da cama com o lençol enrolado na cintura.
- Você diz tanto que me ama, tanto que quer ficar comigo... mas que tipo de amor que é esse que você não me confia sua vida?
- Eu não devo satisfações pra você, Gerard – Ok, essas palavras doeram mais do que deveria. – Agora você pode fazer o favor de me levar até o banheiro pra eu tomar a porra de um banho ou tá difícil? Não, porque se for muito esforço eu posso tentar ir sozinho, posso tentar chamar alguém.
- Ah é, Frank? – Agora meu tom era tão alto quanto o dele, talvez até agressivo. – Por que você não chama o Joe? Acho que ele adoraria te levar pro banho!
- Você não entende porra nenhuma, Gerard! – Esse foi, sem dúvidas, o grito mais alto daquela manhã. – Você não consegue enxergar o que está de baixo do teu nariz.
Me levantei da cama com raiva, andando até ele. Minha vontade era de balança-lo até ele me contar a verdade, mas me dei por vencido. Pelo menos por enquanto. Não seria brigando que eu ia conseguir informações de Frank, eu anotei isso mentalmente.
- Vem aqui, vou te levar pro banheiro. – Eu disse calmo, segurando a mão dele.
Ele segurou a minha mão sem nenhuma emoção, caminhando pro banheiro com a respiração falha.
Liguei o chuveiro enquanto ele fechava os olhos, encostando-se na parede do box.
- Pode me dar licença? Quero ficar sozinho. – Ele disse ainda sem emoção e ainda de olhos fechados.
- Me chame quando terminar.
E sai sem olhar pra trás, apenas encostando a porta do quarto.
Missão de enlouquecer Gerard, por Frank Iero, está bem sucedida!
Segui até a cozinha e bebi um copo de água junto com um remédio pra dor de cabeça. Não que esta estivesse doendo, mas tomei com a esperança de ficar mais relaxado. Quanto tempo eu não precisava tomar remédio pra anestesiar o que eu sinto. Pensei.
Preparei com café da manhã pra mim e pra Frank. Geleia de morango em cima de torradas prontas e depois copos de suco de limão.
Quando estava quase terminando, ouvi a voz de Frank me chamar e andei despreocupadamente até o banheiro.
Quando cheguei, quase que minhas pernas falharam. Sangue.
Notas finais
Beijos beijos.
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