Tell Me That You Will Open Your Eyes
3 Capítulo 3 The Ghost Of You
Notas iniciais
Outra coisa é que as vezes é o Gerard narrando e as vezes é na terceira pessoa, ok? Eu não escrevo isso, mas não é difícil de compreender. Enfim, espero que gostem e quero reviews ;-;
Bjbj!
A noite de quinta feira não podia ter sido melhor. Logo que saíram da empresa de Gerard, ele e Bert foram para um bar que era de costume dos dois na adolescência.
Conversaram horas e Bert pôde contar as histórias mais doidas sobre a turnê pra Gerard, que se dobrava de rir.
- Você ‘tá brincando que a menina atirou uma calcinha no palco, né Bert? Eu não conseguia controlar minha risada e custei pra completar a frase.
- Antes fosse brincadeira. E parece que isso agora virou moda. Quinn se diverte com isso, ‘tá montando uma coleção. Resta saber se é pra guardar ou pra usar. Bert ironizou.
- Ai, Bert... Suspirou. Eu queria participar de umas coisas assim. Minha vida anda tão parada. Aliás, sabe quem surgiu hoje? Frank Iero.
- Frank Iero?! Bert arregalou os olhos e depois sorriu. Aquele baixinho se deu bem na vida, ein? Quem diria que com meio metro conseguiria fazer tanto sucesso no mundo da moda.
Gerard concordou, mas seus pensamentos estavam longe.
- ‘Tá escrito nos teus olhos que você ainda o ama, Gee.
Gerard não lhe respondeu nada e pediu mais uma dose de tequila.
Depois de mais algumas doses, os dois já se encontravam em cima de um balcão dançando sensualmente um pro outro, na pura brincadeira. Riam e se abraçavam. A relação dos dois sempre fora assim. Gerard o namorou antes de namorar Frank, mas as brincadeiras entre ele e Bert nunca pararam. Isso era a principal causa das brigas de Gerard e Frank. Gerard falava coisas sem sentido e o outro quase caia de embriaguez.
A noite seguiu assim. Conversaram sobre Frank, sobre o novo relacionamento de Bert com o Quinn, sobre a turnê e sobre a vida chata de Gerard. Mataram a saudade e combinaram de se encontrar no final de semana. Todos se reuniriam na casa de Mickey, fariam uma surpresa pra ele já que ele não podia sair de casa por causa daquela maldita gripe e era uma oportunidade do antigo grupo de amigos se reencontrarem.
- x –
- Valentine, eu não vou pro escritório hoje. Gerard custou a falar, devido a dor de cabeça que a ressaca lhe causara.
- Aconteceu alguma coisa, Sr. Way? Não parece bem.
- Hm... apenas uma dor de cabeça. Acho que peguei um resfriado depois da chuva que tomei ontem. Menti. Desmarque aquela reunião, por favor. Não é nada urgente mesmo. Qualquer coisa me ligue.
- Sim, senhor. Desejo melhoras.
- Obrigada, Valentine.
Desliguei o telefone e andei em direção a cozinha colocando água pra ferver. Precisava de um café bem forte. Em seguida, enchi um copo com água e tomei dois remédios de uma vez. “Senhor das ressacas, me ajude.”
O telefone tocou fazendo com que minha cabeça doesse ainda mais.. “Ohh Vantine, me dê sossego.”
- Caralho, Valentine, o que foi? Sim. Eu posso ser extremamente rude quando estou com dor e com sono.
- Err... Gerard?
Espera. Aquela não era a voz de Valentine.
- Você tava esperando a ligação de alguém? Hm.. eu posso ligar depois, me desculpe por atrapalhar.
Sim. Era o Frank.
- Não, Frank. Me adiantei. Valentine é minha secretária. Dei uma risada baixa.
- Ah sim... Um silêncio incômodo tomou conta do ambiente.
- Você queria me dizer alguma coisa...?
- Ah sim. Frank pareceu acordar. Bom... eu ‘tava pensando se a gente podia fazer algo esse final de semana. Sabe, não agüento mais esse hotel.
Eu pensei. Talvez fosse constrangedor levá-lo para casa de Mickey, uma vez que Bert estaria lá e o pequeno nunca gostou dele. Morria de ciúmes. Mas decidi por convidar.
- Mikes está meio doente e vamos visitá-lo esse final de semana. Vai ser como uma festinha surpresa porque o Bert ‘tá na cidade. Você não quer ir?
Ao contrário do que eu imaginei, ele prontamente aceitou o convite.
- Vou sim... Quero rever os meninos também.
- Ninguém vai acreditar que você está aqui. Será uma surpresa pra Mickey também, tenho certeza de que ele vai gostar. A pouco tempo falou sobre você, disse que sentia saudades.
- Também sinto saudades daquela girafinha. Era um apelido carinhoso que Frank dera pra Mikes quando ainda estavam no colégio.
- Eu passo aí pra te buscar então, pode ser? Amanhã?
Frank pensou um pouco.
- Pode... Pode ser sim.
- Algum problema pra você ser visto saindo de carro comigo? Digo, pela imprensa. Ironizei.
- Não, Gerard. Nenhum. Ele foi grosso, eu bufei.
- Bom, sendo assim, eu passo aí lá pelas 7 da noite.
- Você sabe onde é o hotel?
- E eu não saberia onde é o hotel mais luxuoso da cidade? Rimos.
- Bom, então eu te espero na porta, as 7. Qualquer coisa eu volto a te ligar.
- Tudo bem, Frankie.
- Então... err.. tchau.
- Tchau.
Alguns segundos se passaram.
- Já desligou? Perguntei.
- Não. A voz veio rouca, ele parecia estar prestes a chorar.
- Hey... você ‘tá bem? Me preocupei.
- Se cuida, Gee. Eu te espero amanhã. E aí sim, ele desligou.
Desliguei o telefone, não entendendo muito bem a reação do pequeno.
Dor de cabeça? Acho que o remédio tinha feito efeito. Ou talvez fosse a voz de Frank.
O relógio marcava duas horas e Gerard dormiu até as oito da noite. Acordou, tomou um banho e voltou pra cama.
Flashback
- Gerard. A gente precisa conversar. Frank falou sério.
- O que foi, amor? Você parece tenso. Nem parece que acabou de ser escolhido pra ser capa da revista de moda masculina mais famosa do mundo! Eu o abraçava forte, mas fui empurrado.
- Olha, Gerard. Não dá pra gente continuar junto.
Meus olhos marejaram e meu coração se apertou de uma forma que eu nunca imaginei que fosse ser possível sentir.
- V-você ‘tá terminando comigo, Frank?
- ‘Tô.
Meu olhar misturava uma sensação de decepção, frustração e por mais que eu tentasse falar alguma coisa, minha voz não saia. Lágrimas rolavam pelo meu rosto e eu já nem tentava evitá-las.
- Olha, Gerard, eu vou ficar famoso agora. Não vou poder perder tempo com um relacionamento.
Espera aí. Aquele realmente era meu Frank?
- Me desculpe estar falando assim, mas é verdade. Eu não posso ser visto com você, isso mancharia minha carreira que está começando agora. Meu empresário já me avisou e eu não ‘to disposto a correr esse risco.
A dor se transformara em raiva, em mágoa e eu arriscaria até dizer em ódio.
- Eu te amo, Gerard. Eu te amo de verdade, mas eu preciso escolher minha carreira agora. É o que eu sempre sonhei pra minha vida e eu sei o quanto minha mãe lutou pra eu estar onde estou agora. Espero que um dia você entenda.
- Você é louco, Frank? Minha voz saiu oitavas mais alta que o normal. Você ‘ta rompendo comigo como se eu fosse um lixo, como se nossa história não tivesse significado nada pra você! Quem é você, Frank? O homem que eu namorei durante um ano e meio jamais falaria desse jeito, jamais agiria desse jeito!
- Talvez o homem tenha crescido, Gerard.
A frieza com que ele falava me cortava em mil pedaços. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Eu esperava que ele risse, falasse que estava brincando e corresse pros meus braços, mas isso não aconteceu.
- Me perdoe por isso, Gerard. Não ‘tá sendo fácil pra mim também não. Eu espero que algum dia você me entenda e me perdoe.
- Eu nunca vou te perdoar, Frank! Você ‘tá entendendo? Eu nunca mais quero ver a sua cara, eu nunca mais quero ouvir falar de você! Eu te odeio, Frank! Sai da minha casa, sai da minha vida, seu filho da puta!
- Pois eu te amo, Gee... as lágrimas finalmente rolavam pelo rosto de Frank. Eu te amo e eu sempre vou te amar. Você é o amor da minha vida, e eu ainda volto pra te buscar.
Frank manteve o tom de voz baixo.
Eu chorava, eu gritava e cheguei a quebrar várias coisas que estavam em cima do balcão.
- Você me paga, Frank Iero! Você me paga! Gritei pra mim mesmo.
[Flashback]
Acordei daquele sonho gritando. E devo confessar, chorando...
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