Tell Me That You Will Open Your Eyes

29 Capítulo 29 I give this part of me for you


Notas iniciais
É meio grande o que quero falar com vocês, minhas lindas. Então vou deixar lá no final, ok? ♥
Boa leitura!

Era inexplicavelmente lindo e eu demorei um pouco pra me recompor.

- Hey, já pedi desculpas. Não precisa ficar com raiva. – Ele me deu um sorriso torto e só assim eu me lembrei de corresponder ao aperto de mão.

- Oh... claro. Theo! Sou Gerard Way.

- Eu sei. — Mais um sorriso torto. Puta que pariu! O menino lindo.

Sim, um menino. Pelo visto não tem mais que vinte e cinco anos. Ele usa uma calça jeans surrada, meio rasgada nos joelhos e como apertada, realçando ainda mais as poucas curvas de seu corpo, uma vez que era bem magro. Uma blusa xadrez, meio social, só que dobradas nas mangas, o que dava um ar mais casual era o que cobria seu peito. Uma espécie de mochila, de lado e jeans, caia do lado esquerdo de seu corpo.

Devo ter olhado-o de em cima embaixo, pois seu rosto adquiriu um tom rubro que eu não pude deixar de reparar. Encantador, posso dizer até fofo, no melhor sentido da palavra.

Alguma coisa não era estranha nele, parecia familiar. Bem, isso eu descubro depois.

- Vamos nos sentar então, Theo.

Caminhamos até a mesa onde eu sentava antes, sozinho.

- Me desculpe pela demora também. – Sua mão foi até a nuca e sumiu até o cabelo, atrapalhando-o. Observei cada movimento dele. – É que o transito tava meio ruim, sabe... vim de moto.

- Ah, tudo bem. Mas eu já ‘tava indo embora. Pensei que fosse me dar um bolo.

- Jamais faria isso, Gerard! – Ele se adiantou em dizer, sorrindo abertamente agora. – Pronto pra discutir negócios?

- Mais do que nunca! – Respondi animado.

Enquanto eu terminava de respondê-lo, ele colocava alguns papéis na mesa.

Algo me dizia que a conversa seria longa. Eu estava certo.

Passamos nada menos do que três horas conversando sobre horários, preços, funcionários e todas essas burocracias. Mas o melhor foi perceber que Theo era uma pessoa fácil de lidar. Tinha personalidade forte e um jeito inovador de resolver tudo.

- Você não vai mesmo lembrar de mim, Gerard? Poxa, achei que lembraria.

- Desculpe, mas... do que ‘tá falando?

- Estudamos juntos no jardim de infância! — Ele até bateu na mesa falando, rindo. – Nossas mães eram amigas e eu frenquentava sua casa. Achei que se lembraria de mim, poxa.

Então era isso. Sorri acanhado antes de responder.

- Eu juro que percebi que seu rosto era familiar quando te vi, mas não consegui associar. Me desculpe.

- Por isso me encarou tanto? – Ele disse me um tom diferente, buscando meus olhos e me olhando no fundo deles.

- Eu.. er.. Talvez. – Respondi um tanto ríspido.

Meu celular quebrou o silencio. Era Frank.

- Oie, Frankie.

-Hey, amor. Já terminei.

- Acho que já terminei por aqui também, posso ir te buscar?

- Na verdade...

- Hm?

- Joe me convidou pra jantar. – Ele disse tão rápido que fui incapaz de entender, ou talvez eu não queria entender.

- Joe me convidou pra jantar. Tudo bem?

Demorei mais do que deveria pra responder.

- Gerard?

- Ah, não... tudo bem, Frank. Pode ir.

- Tá chateado, não tá? Olha, não precisa. Se você não quiser, eu não vou. Só estou com saudades de sair um pouco assim, você sabe, ver gente diferente. Ou melhor, ouvi-las.

- Cansado de mim, Frank? – Minha voz foi de desprezo agora.

- Não! Tá doido, Gee? Claro que não. – Ouvi uma voz no fundo, mas não pude ouvir o que falara. – Quando eu chegar em casa conversamos, Joe me deixa lá.

- Tudo bem. Se cuida.

E desliguei. Sem chances dele responder.

Então era essa a gratidão que Frank sentia por mim?

- Algum problema? – Theo me olhava preocupado.

- É só meu namorado que ah... deixa pra lá.

- Tá afim de ir beber alguma coisa? Uma cerveja, sei lá. Conheço um bar aqui perto.

- Seria ótimo. – Sorrimos.

Saímos conversando animadamente e ele me contava detalhes da minha infância que nem mesmo eu lembrava.

- Como está Mickey? Lembro vagamente dele, lembro mais de você mesmo.

- Está ótimo. Assumiu os negócios da família, podemos marcar alguma coisa qualquer dia.

- Seria ótimo!

Não demorou muito para que chegássemos no tal bar que Theo me falou. E pra minha surpresa, era praticamente uma boate. Luzes coloridas estavam por todo lugar e a música alta me incomodou por alguns segundos, mas logo me acostumei.

Pessoas alternativas por todos os cantos. Meninas beijando meninas, meninos de roupas pretas, outros coloridos demais.

- Acho que não se importa muito de ser GLS, certo?

- De forma alguma. – Sorri.

Fomos até o balcão e pedimos duas cervejas.

Mais duas horas de conversas animadas se passaram e pude esquecer, ou pelo menos deixar de lado por um tempo, a mágoa que estava sentindo de Frank.

- Tá meio tarde, eu preciso ir. – Eu disse.

- Certo então, Gerard. Teremos muito tempo pra conversar agora. – Ele me lançou mais um daqueles olhares. Quase arrepiei. – Nos vemos em breve. – E pra minha surpresa, ele me abraçou.

Me abraçou forte e do mesmo jeito de repente que me deixou, me largou. Fazendo com que meu corpo se desequilibrasse. E saiu andando.

Eu ri. Sim, sozinho, mas eu ri.

Enquanto dirigia pra casa, lembrava das palavras de Frank. Talvez eu tivesse sendo muito egoísta, ou talvez era o ciúme que corroia cada pedaço de mim.

Cheguei em casa e corri pro banho. Só sai de lá quando ouvi o barulho da porta, seguido por um chamado.

- Amor? – Frank gritou.

- ‘To no banho, Frank! Vem aqui.

- Não sei se consigo!

- Consegue sim! Vem.

Deixei o chuveiro ligado e me embrulhei em uma toalha. Ao mesmo tempo que queria que o menino viesse até mim sem ajuda, precisava me certificar de que ele não cairia, não se machucaria.

Andei a passos bem lentos até a sala de onde ele estava vindo. Tateava os moveis e andava bem rápido.

Enquanto ele se aproximava, eu me arredava pra trás.

- Gerard? – Ele gritou. – Me responde pra eu saber pra onde ir.

- Eu to aqui, amor. – Sussurrei antes de puxa-lo pra mim, abraçando-o com bastante força. Ele demorou um pouco pra entender o que acontecia, mas logo me abraçou com força e pulou em meu colo.

Notas finais
Primeira coisa. Quero agradecer a vocês. Sim, minhas lindas. Quero agradecer a cada leitora, a cada review que vocês me mandam. Essa estória só existe pra vocês e me faz um bem tão grande ler o que escrevem, que vocês nem imaginam. Eu dou muito, muito valor ao que vocês escrevem, jamais pensem o contrário, ok? Um review bem grande, uma frase, todos esses tem um valor imenso pra mim. As vezes eu não repondo a todas como eu deveria, mas é a correria. Final de ano, vestibular chegando.. ): Me perdoem se as vezes parece que eu não me importo muito, viu? Eu agradeço demais a vocês que gastam o tempo de vocês vindo aqui ler o que eu escrevo. ;;
Segunda coisa. Como sabem, a Nyah vai acabar com a categoria de Bandas. Acho meio sem graça passar pra originais. Sabemos que é Frank e Gerard, não consigo nem pensar em escrever sem usa-los como personagem. Eu pensei em um tumblr, vocês me mandariam as reviews por asks. Alguém continuaria comigo assim? ): Ou então escrever em um outro site de fic, alguém me recomenda? Talvez eu faça os dois. To meio perdida com isso, ainda não acredito que vou ter que parar de posta-la aqui. ): Deem a opinião de vocês, minhas lindas, preciso saber o que vai ser melhor. Um beijão, viu? Se cuidem!