Notas iniciais
Se esse capítulo tivesse uma chamada, provavelmente seria: Como nos sentir com relação aos que nos fazem mal? Devemos nos sentir mal por sua miséria ou felizes porque passam pelo mesmo sofrimento que nos causam? Yo, não morri. Faz um tempão, né? Eu sei que demorou muito e eu estou com um bloqueio enorme para a prova chuunin, mas só pra não deixar vocês pensando que largamos de mão, taí mais um cap. Feliz ano novo e boa leitura

No campo de treinamento dos MEC, o sol tingia o céu de laranja e seus raios reluziam contra as águas do lago. Quatro silhuetas podiam ser distinguidas perto do corpo hídrico, lutando entre si. O garoto de cabelos espetados estava focado em um treinamento taijutsu com a menina de cabelos azulados, que habilmente repelia seus ataques ferozes com o punho suave. Os dois eram vigiados de perto pela ruiva mais velha, que tinha as mãos ocupadas com a rosada. Sakura, usando seu corpo, tentava da melhor forma ultrapassar o alcance maior dos braços e pernas da Namikaze, tentando achar brechas em sua defesa. O treinamento taijutsu dos dois serviria para fortalecê-los, já que ela sabia que se as coisas ficassem feias, Naruto e Sakura apelariam para o confronto físico. Em meio ao esforço descomunal que fazia, Hinata sorria. Não perderia uma oportunidade de fazer Naruto se tornar mais forte, mesmo que seu coração não aguentasse. Em um de seus movimentos, o coração deu uma palpitação errada, causando uma falha na concentração da menina ao bloquear o punho do Uzumaki, que por sorte, foi agarrado pelo braço metálico da irmã. Hinata caiu de joelhos com a mão no peito.

—Hinata! Você tá bem?! – Naruto exclamou, e o treinamento teve uma pausa brusca. Haruka sorriu, abaixando-se perto da Hyuuga para infundi-la com um pouco de chakra.

—Isso, respire devagar. – A ruiva disse calmamente, dando um tapinha nas costas da Hyuuga quando ela se recompôs. – Acho que é melhor vocês fazerem uma pausa.

—N-não, eu ainda posso...! – Hinata protestou, mas Sakura se ajoelhou do lado dela.

—Haruka-san tem razão, Hinata. Você não pode se esforçar demais. É perigoso.

—Mas... – A Hyuuga gemeu, olhando para Naruto de soslaio. – Eu... Naruto-kun...

—Naruto aprendeu muito com você hoje, Hyuuga-san. Está tudo bem. Você já ajudou o suficiente. Além do mais, a última coisa que ele quer é que você se machuque por causa dele. Descanse um pouco. – O olho azul da Uzumaki maior fitou os do menor, que assentiu depressa.

—Haru-nee está certa, Hinata. Graças a você, eu consegui entender um pouco como lutar contra esse Byakugan. Obrigado. – Ele sorriu, fazendo o coração da Hyuuga errar uma batida e ela tossir de novo. Os três olharam para ela assustados, mas a azulada ergueu uma mão para indicar que estava bem.

—Naruto, por que você não leva Hinata para comer alguma coisa? Assim vocês descansam. Você também, Sakura-san. Já está ficando tarde, e vocês precisam estar bem descansados para amanhã. – O dia seguinte seria a última etapa do Chuunin Shiken. Os dois genin participantes estavam com os nervos à flor da pele, por isso Haruka insistiu em uma sessão de treinamento de última hora. O treinamento foi leve se comparado com o que tiveram no último mês. Sakura finalmente aprendeu a Liberação de Água e Naruto ainda estava melhorando seu controle sobre a invocação.

—Certo! Vamos lá, -ttebayo! – Hinata se levantou e Naruto colocou as mãos nos bolsos, andando um pouco em direção ao caminho que levava ao centro da vila. Ele parou e virou-se. – Sakura-chan não vem? – Ele perguntou quando só a Hyuuga se juntou a ele, olhando de volta para a rosada. Esta tinha uma mão da ruiva sobre seu ombro.

—Eu preciso falar algo com ela. Vão só vocês. – Haruka encorajou, seu olhinho brilhando de humor ao ver a Hyuuga enrubescer. Naruto deu de ombros e os dois seguiram caminho adentro, deixando a rosada e a ruiva sozinhas. A genin olhou a jounin com curiosidade.

—Você fez isso de propósito, não é? – Um sorriso leve brincou nos lábios de Haruka quando ela levou o indicador a eles, o olho brilhando com humor.

—Sempre temos que dar um empurrãozinho. – Sakura riu. – Hyuuga-san é uma boa menina e gosta mesmo do meu irmão. Ele só é um pouco fissurado em você, mas eu espero que, com o tempo, ele coloque o próprio coração no lugar e perceba os sentimentos dela. – Algo na fala da jounin fez Sakura se sentir culpada. Culpada por ser tão má com Naruto. Culpada por não retribuir os sentimentos dele. Ao notar o olhar melancólico da rosada, a mais velha rapidamente declarou. – Porque o seu coração já tem dono. – Sakura piscou. Sasuke. Elas trocaram olhares significativos e sorriram uma para a outra. Sim. Haruka-san sabia como ela se sentia.

—Obrigada.

—De nada. Isso é o melhor para todo mundo. Eu não gosto de ver o meu irmão correndo atrás de uma pessoa cujo coração é de outro enquanto tem alguém bem ao lado dele. – Ela sorriu, mas este tão logo se desmanchou. – Mas, falando sério, Sakura-san... Eu preciso mesmo falar algo com você. É a respeito do seu oponente na luta de amanhã. – A rosada assentiu, notando o tom urgente na voz da ruiva. Seria uma dica de última hora? Uma... – Ele está morto. – Haruka soltou de uma vez. Sakura arregalou os olhos, horrorizada. Não só por causa da notícia, mas também por causa do alívio que ela lhe causava. Aquele genin do Som era seu inimigo. Ele e seu time os atacaram. Era esperado que Sakura tivesse uma reação alegre. Mesmo que fosse errado. Mas ainda assim, era uma vida perdida. Ainda era motivo de tristeza. A genin desabou sobre a grama.

—Haruka-san...

—Sim?

—Por quê essa notícia me deixa feliz? – Sakura olhou para ela, ligeiramente desesperada e aterrorizada por seus próprios pensamentos mesquinhos. – Eu sou uma pessoa tão horrível assim?

Haruka suspirou e se sentou ao lado da genin, ambas viradas para o lago. Seus cabelos carmesim farfalhavam com o vento, expondo o tapa olho que ela usava para ocultar o sharingan debaixo de sua franja.

—Você é só uma pessoa normal. Sabemos que uma vida é importante, mas quando se trata de alguém que nos fez mal, essa reação é só instinto de sobrevivência. – Haruka sorriu para ela. – Eu já passei por isso. Todo mundo passa por isso. Mas, vou te dizer algo: sempre que nos deparamos com uma situação moralmente difícil, nosso primeiro pensamento é aquele que estamos condicionados a pensar. Mas nosso segundo pensamento e nossas atitudes é o que nos tornam quem somos. – Ela sorriu e colocou a mão direita sobre os cabelos da kunoichi menor, bagunçando-os. – Lembre-se disso.

—Hai... – Sakura sorriu de volta. – Obrigada. – As duas pararam por um tempo, encarando uma a outra. Então, Haruka levantou-se em um salto, espreguiçando-se.

—Bem, acho que acabou o treinamento. Agora você tem que descansar. Pode ter ganho a primeira luta por causa deste infeliz acidente, mas você está automaticamente classificada para a próxima fase, que também será amanhã. Seja a menina de Suna ou o menino dos Nara, não coloque a guarda baixa. – Sakura assentiu, seus olhos brilhando ao olhar para ela.

—Entendi. Obrigada por tudo, Haruka-san! – A genin a abraçou e foi embora. Haruka a observou se afastando, colocando uma mecha de seu cabelo vermelho atrás da orelha.

—Morte causa alívio, não é? – Ela olhou para o céu, que já começava a se colorir de azul escuro e sussurrou ao vento. – Será que algum dia eu vou sentir isso em relação a você... Yukii?

…

As corredeiras do País do Redemoinho eram traiçoeiras, jogando o corpo do jovem como um saco de areia para todo canto, ralando-o nas pedras e fazendo-o engolir um pouco d'água. Uma pessoa o avistou e pulou no rio para salvá-lo, arrastando-o até a margem em segurança. Ele estava ensanguentado, tonto, dolorido e fraco. Tossiu, expulsando a água de seus pulmões, e os olhos escuros de Yukihito se abriram devagar, recaindo sobre sua salvadora. A primeira coisa que ele viu foi vermelho. Um vermelho intenso, da cor do sangue, que se fechava como uma cortina sobre ele. Tinha cheiro de flor e maciez de seda. Ao focar a visão, ele notou que era cabelo. Cabelo e um rosto. E que rosto lindo.

O queixo e o nariz eram finos e delicados. A pele alva e macia, tão diferente do vermelho vivo dos cabelos longos. Um dos olhos era coberto por uma atadura, mas o outro era azul, do mesmo tom de um mar calmo. Aquilo era um anjo? Ele estava morto?

—Você está bem? As correntezas podem ser bem violentas neste ponto. – Os lábios se partiram para perguntar. Eram rosados. Em formato de coração. Ele não entendeu muito bem o que ela dissera, estava concentrado em analisar cada parte daquele rosto. Tomando coragem, ele levantou uma mão e levou à bochecha dela, tocando com as pontas dos dedos delicadamente. O belo olho azul se arregalou ligeiramente.

—Você... É um anjo?

Uma risada leve preencheu o ar, e a safira se iluminou com um brilho divertido.

—Não... E você bateu a cabeça. Sabe o seu nome? Sabe onde está?

Ele pensou um tempo antes de responder.

—Yukihito. Jikan no Yukihito. – Esse era o único nome que ele conhecia. Os lábios da ruiva se abriram em um sorriso.

—Prazer em conhecê-lo, Yukihito. Eu sou Haruka.

...

—Este Akai Yuki está se tornando uma ameaça real, senhora. – Um dos guardas falou enquanto a senhora finalmente repousava em sua cadeira. A viagem havia sido longa, e o veneno ainda estava sendo expelido de seu organismo. Debilitada, ela deu um sorriso sem humor, passando a mão pelos cabelos grisalhos.

—Com aquele homem, todo cuidado é pouco. – Ela deu uma tossida seca, sentindo o sangue na garganta. – É realmente uma pena, não é? E pensar que eu poderia estar bem agora... Se Hiyori estivesse aqui...

—Hiyori? – Um dos guardas franziu o cenho. Kakura sorriu.

—Já ouviram falar da escolta pessoal do Daimyo? – Os guardas fizeram que sim. – É claro, é formada principalmente por samurais. Mas existia um esquadrão especial de ninjas que guardavam o Daimyo e sua família das sombras. – Os olhos negros da velha correram pelos rostos de seus guardas. – O esquadrão de Contra-Assassinato do Daimyo do País do Fogo, ou Rokunin.

—Esquadrão de Contra-Assassinato? Mas eu nunca ouvi falar deles. – O guarda maior coçou a cabeça. Os olhos do menor se iluminaram em compreensão.

—Eu já ouvi falar deles, ou melhor... De vocês. – Kakura acendeu sua piteira e fumou um longo trago, expelindo a fumaça pelas narinas e boca. A dupla tinha os olhares fixos nela.

—Kakura-sama, a senhora...?

—Sim. Eu era um membro do esquadrão dos Rokunin. – Ela fechou os olhos, perdendo por um segundo o relance do luxuoso escritório em estilo japonês que possuía na mansão de seu mestre. Ela olhou para um arco que levava a um escritório menor, mas não menos luxuoso que o seu. A papelada que era costumeira sobre a escrivaninha era inexistente ali no momento, tal qual sua dona. Ver a cadeira de sua aprendiz vazia lhe trazia solidão. O olhar pensativo ainda estava focado na cadeira da sala ao lado, quase podendo visualizar a figura de uma ruiva energética lotada de papéis, e ao notar o olhar da velha sobre si, lhe dirigir um sorriso genuíno. – Trabalhávamos em duplas em combate. Eu não era muito boa nessa parte, mas Yusuke-san me cobria. Ele era minha dupla. – As memórias dançavam em frente aos olhos dela. – Moriyama Yusuke era um jovem ninja brilhante, com uma habilidade anormal com fios de metal. Conseguia fazer uma rede tão poderosa que nenhuma kunai ou shuriken chegava perto. Seu trabalho era proteger com suas linhas. Ele era nosso escudo e disfarce. Escondia seu chakra como ninguém, e tinha a habilidade de tornar qualquer coisa invisível. Eu era a especialista em informações. Com o meu hijutsu, conseguia me infiltrar na mente das pessoas ao redor para descobrir quaisquer planos que nos pudessem ser prejudiciais. – Ela sorriu e por um momento, os olhos muito negros adquiriram um tom arroxeado. Eles voltaram ao normal quando ela se escorou no encosto da cadeira. – A segunda dupla era Hyuuga Kaoru, que usava seu Byakugan para vasculhar a área. Sua parceira era Kihara Hiyori, uma ninja médica especialista em venenos e primeiros socorros. Excelente arqueira. – Seu olhar se voltou para a poltrona. – Mas do sexteto, nosso maior poder de batalha estava na terceira dupla. Aqueles dois sabiam virar o jogo como ninguém. – Ela deu um sorriso triste. – Namikaze Haruka, herdeira da poderosa linhagem dos Uzumaki e do lendário Hiraishin de Yondaime Hokage. Se quisesse ver uma multidão de inimigos cair morta em poucos segundos, Haruka era a melhor escolha. Rápida, afiada, brilhante. Minha querida aprendiz. Tudo o que ela aprendeu sobre diplomacia, fui eu que ensinei. – Ela sorriu. Toda aquela comoção começara por causa deles, e naquele sítio ao Palácio, Kakura nunca vira a jovem brilhar tanto. – Mas se mesmo assim minhas informações, os disfarces e linhas de Yusuke, os olhos e o Juuken de Kaoru, o Iryou ninjutsu de Hiyori e as Kusari e lâminas de Haruka falhassem, seu parceiro era nosso último recurso. Era um garoto curioso, com um poder raro e assustador: Jikan no Yukihito. Ele é a pessoa que hoje chamam de Akai Yuki.

—O Akai Yuki era seu parceiro?! – Kakura assentiu.

—Quando Daimyo-sama ouviu do assassinato do Daimyo do País da Água, ele teve a ideia de montar o esquadrão para proteger a ele e sua família. Haruka e os outros foram recrutados das fronteiras, que estavam sendo invadidas por nukenins e levantes de vilas menores. Quando Namikaze voltou, ela trazia esse jovem consigo. Ele era um ninja excelente, então foi admitido no esquadrão. Trabalhamos juntos por quase dois anos, mas havia algo sinistro nele. Sua mentalidade era instável e ele tinha um prazer anormal em matar. No início, não ligamos muito. Era fechado com todos, exceto Haruka. Ele nutria uma espécie de amor por ela. Ela também o amava, de certa forma. Mas não da mesma que ele. – Kakura suspirou. – Em uma noite, ele tentou assassinar as outras duplas. Eu fiquei viva porque Haruka me protegeu. Ela havia chego tarde demais. Os outros três já haviam caído. Ela o capturou e o trancafiou em um sanatório. A pobre garota tem problemas em se livrar de seus vínculos, e achava que isso poderia salvá-lo. Uma parte dela acreditava de todo coração que ela podia consertar aquilo. Que ele podia ser normal. – Kakura franziu o cenho. – Eu já vi pessoas como ele. Mergulhadas em um mar de desespero a ponto de perder a própria sanidade. E quando algo vem e os resgata, eles se agarram àquilo com todas as suas forças, como uma boia. Sua boia era Haruka. Sua sanidade não voltará. Ela se foi há muito tempo.

A dupla se entreolhou, receosa. Então aquele era o temido assassino. Um deles abriu a boca para falar, mas sua voz saiu engasgada devido à lâmina que perfurava seu coração. O outro se alarmou quando o companheiro caiu, mas sua reação foi muito lenta. Transpassado pela lâmina vermelha, o segundo guarda caiu bem em frente aos olhos de Kakura. Os olhos da anciã estavam arregalados de horror.

—Você sempre falou demais, velha. – A voz fria de Yukihito cortou o ar, e ele finalmente andou até o feixe de luz lunar que provinha da janela. Kakura levantou-se de sua cadeira devagar, fixando os olhos nos do assassino.

—Eu imaginava quanto tempo você levaria para chegar até aqui. Veio terminar o serviço, Jikan no Gaki? – Yukihito estreitou os olhos. Ele não sentia nenhum medo vindo dela. Sim, ele lembrava da velha. Em poder de ataque, era a mais fraca dos Seis. Ela dera sorte, muita sorte de continuar viva.

—Sinto muito, mas hoje não vim por você. Eu vim por uma informação que você provavelmente pode me fornecer. – A voz retornou ao cruel tom arrastado enquanto ele se jogava na poltrona mais próxima. – Haru-chan viajou para Konoha. Segundo o que me disseram, ela tem família lá. Quem são eles?

Kakura estreitou os lábios. É claro... Ele estava sempre atrás das pessoas que a jovem mais amava.

—E você espera mesmo que eu lhe dê essa informação assim? Eu sei o que planeja. Você vai matar a família dela, não vai? Por quê, Yukihito? Se você ama Haruka, deveria se contentar em vê-la feliz.

—Ao lado de outra pessoa? Eu acho que não.

—Não é outro homem, é só o otouto dela, pelo amor de Kami!! – Exclamou a anciã, tentando colocar um pouco de juízo na cabeça do albino.

—É um obstáculo. – Ele cortou rispidamente. Ela trincou os dentes. – Haru-chan é minha. Família, amigos... Eu não preciso de nada disso. Eu só preciso de Haru-chan. E ela só precisa de mim.

—Você é louco! Ela vai te odiar por isso!

—Haru-chan nunca me odiaria. No fundo, ela quer se livrar dele. Quer se livrar de todas as pessoas más que a fizeram chorar. Eu sei o que ela deseja. E é sangue.

—Haruka deseja amor, como qualquer pessoa normal. Você não vê que o motivo dela ter saído de sua vila natal é porque ela não queria viver lá sem sua família?! Ela os ama muito, Yukihito. E no fundo, ela ainda acha que você pode ser salvo. Por favor, pare com isso!! – O albino lançou um olhar lento para a ninjato em seu colo, suspirando. Quando finalmente falou, sua voz saiu perigosa.

—Sabe outra coisa que eu lembrei, velha? Você também é um dos meus alvos. – Kakura abriu a boca para falar, mas em menos de um segundo, Yukihito já havia cortado-lhe a garganta. Ele lhe daria uma morte mais lenta, mas isso chamaria a atenção dos guardas mais do que o necessário. A embaixadora tombou e ele contornou seu corpo como se não fosse nada, procurando por um documento na escrivaninha. Após remexer alguns papéis sem importância, ele finalmente achou o que procurava. Era um registro ninja de alguns genins de Konoha. Folheou o livrinho até seu olhar pousar sobre um perfil que estava marcado com caneta vermelha:

Uzumaki Naruto.

Uzumaki, o mesmo clã de Haru-chan. Ele olhou a foto: um menino loiro de sorriso largo e olhos azuis. Azuis como o dela. Não aquele olho negro que ele odiava. O olho dela, que o salvou naquele dia.

—Te achei, gaki. – Um sorriso pérfido cruzou os lábios do assassino, que desapareceu em uma nuvem de fumaça.

Notas finais
Desculpem pela enrolação, tanto no capítulo quanto no enredo, mas um capítulo é melhor que nenhum, né? No próximo não vai ter desculpa. Ja ne Kissus, Ina-sama
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.