Teenagers...the Changes
1 Capítulo 1 - O Ínicio das Mudanças
Helena, Kaio, Joana e Daniel são amigos de infância, sempre viveram na pacata cidade de Paraíso, nunca tiveram luxo, mordomias ou mimos exagerados, mas sempre foram felizes, suas famílias eram conhecidas de longa data, e isso facilitava o contato entre os quatro.
Os dias deles eram sempre iguais, porém não menos divertidos: cachoeiras, passeios a cavalo, expedições “secretas” até as grutas no meio do mato, piqueniques com frutas, biscoitos caseiros, enfim, sempre tiveram tudo o que precisavam e tudo o que queriam.
Os pais de ambos trabalhavam em atividades rurais, serviço pesado. Kaio tinha as condições financeiras mais favoráveis dentre todos eles, seu pai trabalhava com venda de leite e derivados, o que lhe rendia muito no final de cada dia.
Apesar de ter um mais dinheiro do que os outros, ele não tinha uma vida muito diferente, acordava cedo todos os dias, tirava leite para o café, buscava ervas para o chá e colhia limões para a limonada.
Até então, tudo era normal para os quatro: o comportamento, a rotina, as brincadeiras e tudo mais, afinal, eles eram crianças, tinham entre 11 e 12 anos e não podia ser diferente.
Foi aí que Helena começou a sentir mudanças em seu corpo, parecia que estava inchando em certos lugares(...) ela não queria falar com sua mãe e decidiu se confidenciar com Joana, que era um ano mais velha, ao relatar o fato para a amiga, a mesma disse que estava passando pela mesma coisa, e também estava desesperada, pois um dia antes, ao ir no banheiro, viu que estava sangrando na região íntima e não sabia muito bem o que era aquilo, até porque, não se falava sobre isso na escola, e muito menos dentro de casa.
As duas estavam em plena fase de mudanças e não sabiam o que fazer, a quem recorrer, e por receio de contarem aos seus pais, acabaram relatando somente uma a outra a cada novo acontecimento.
Joana reparou que a mãe usava algo semelhante a uma fralda, na verdade, ela não sabia exatamente o que era, mas sabia ler e decidiu pegar a embalagem e ver do que se tratava, estava escrito: “ABSORVENTE COM ABAS”, mesmo assim ela ainda não sabia o que era, mas não podia continuar naquela situação, três dias já haviam passado e ela ainda estava sangrando, nem saia mais de casa, e tomava banhos ligeiros a toda hora.
Mas ela viu que aquele produto de sua mãe poderia ajuda-la e decidiu usar...o resultado foi melhor do que o esperado, o sangramento estava contido, mas vez ou outra, o absorvente tinha de ser trocado, porém se ela pegasse toda hora, sua mãe acabaria percebendo.
Ela decidiu conversar com, pois pensando bem, ela não tinha culpa e não estava fazendo nada de errado.
Num momento de marasmo, chamou sua mãe e disse que precisava falar uma coisa muito séria:
— Mãe, estou com um problema, mas não sei como te falar...
— Eu sou sua mãe, desembucha!
— É..eu...eu to com um problema, acho que eu estou doente!
— Doente, mas o que você tem ?
— Eu estou sangrando há alguns dias mãe, não dói, mas incomoda...
— Oxii... onde é esse sangramento?
A filha encabulada aponta para baixo e a sua mãe começa a rir:
— kkkkkkkkkk Ah minha filha, é esse o seu problema?! Não se preocupa com isso, é a coisa mais normal do mundo, mas agora que você já começou, temos que fazer algumas mudanças...
— Sério que não é nada demais mãe?! Nossa...graças a Deus, eu já estava ficando com medo!
Um pouco mais despreocupada, a menina decide ir falar com sua amiga e contar que não há nada demais acontecendo com ela:
— Minha mãe disse que isso é normal Lena! Acho que ano que vem você vai passar pela mesma situação! Kkkk
— Nossa, pelo menos quando acontecer comigo, eu não vou ficar preocupada...
— Mas mudando de assunto, você não tem visto os meninos? Fiquei três dias em casa e acabei nem falando com eles!
— Nossa, pior...não tenho visto eles, outro dia fui na casa do Kaio mas o pai dele me disse que ele tava ocupado, aí eu nem insisti.
— Que estranho...onde será que esses dois se meteram? Já sei! Vamos na casa do Dani, aí se ele estiver lá, a gente vai dar um mergulho na cachoeira e já aproveita pra pegar umas frutas no pomar do seu Zé! Kkkkk
— É verdade! Vamos logo.
Chegando na casa de Daniel, elas não o encontraram, a mãe do menino disse que ele tinha ido até um riacho, ela não soube explicar muito bem onde era, só sabia que era um riacho.
Como não encontraram ele, decidiram ir até a casa de Kaio, que, coincidentemente também não estava.
Logo deduziram que os dois estavam juntos na cachoeira onde sempre iam e foram pra lá.
Chegando lá se depararam com algo que nunca tinham visto antes...os meninos estavam nadando completamente nus, Helena não ligou, mas logo pediu para os dois se vestirem.
Os garotos ficaram muito envergonhados, e enquanto colocavam suas roupas de baixo, Joana observava atentamente sem conseguir nem ao menos disfarçar.
Ela sentiu algo que nunca havia sentido antes, porém quem mais chamou sua atenção foi Kaio, que inclusive, era um ano mais novo que ela, mas parecia ser mais velho, tinha algo nele que chamava atenção.
Depois daquele momento, todos se divertiram, nadaram e foram roubar frutas no pomar do seu Zé. Durante algumas horas, Joana conseguiu esquecer aquela imagem, mas ao chegar em sua casa, começou a relembrar e assim, aquela sensação começou a ser despertada novamente...ela decidiu ir tomar banho, começou a se tocar, a explorar cada parte do seu corpo, ao mesmo tempo que aquilo lhe concedia uma sensação prazerosa, lhe fazia sentir culpa, mas ainda assim, o prazer era maior, e ela continuou a se tocar, a água quente aumentava ainda mais o êxtase daquele momento, mas a jovem decidiu para por ali, se ensaboou, se enxaguou e saiu do banheiro envergonhada.
Naquela noite ela nem jantou, foi direto pra cama, com aquele sentimento de culpa nas costas, mas dali pra frente, nada mais seria igual, a menina já estava “adolescendo” e não havia o que fazer...
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