Teenage Kings.
19 Like a drum.
Notas iniciais
"You're my headstar, you're my rugged heart, you're the pulse I've always needed."
A festa da minha mãe não foi um completo desastre.
Chegamos a casa de Percy por volta das sete da noite. Silena ainda estava na casa, estava fazendo as unhas e falando no celular quando chegamos. Pedimos uma duas pizzas enormes, sentamos no tapete da sala e conversamos até que ela fosse sair com o namorado. Deixando eu, Percy e Thalia para limpar a bagunça.
Deveria se passar das dez quando terminamos de assistir De Volta ao Futuro (pedido de Percy). Thalia se espreguiçou no sofá que estava deitada enquanto eu repetia seu movimento, levantando-me do sofá. No mesmo momento, ouvi aquele pequeno barulho irritante atrás de mim. Click. Click. Duas vezes seguidas.
Virei-me rapidamente para dar de cara com Percy levemente abaixado com a lente da câmera direcionada a mim.
– Acho que ficou bom. – ele visualizou a foto
Thalia ainda estava sentada no sofá, inclinou a cabeça para o lado e bufou.
– Se eu sair nessa foto...
Click. Virei-me para minha amiga com um sorriso. Eu estava em pé ao lado dela, usando um short de moletom que Silena havia me emprestado junto com uma regata que estava escrito BERVELY HILLS BEST PLACE ON EARTH. Thalia havia ficado engraçada com um pijama rosa com uma torre de Paris tendo os dizeres PARIS IS ALWAYS A GOOD IDEA. Percy, no entanto, parecia despojado com seu moletom cinzento e uma camisa de mangas branca com as mangas dobradas.
Uma visão tentadora, certamente. Mordi o lábio inferior ao ouvir mais um click, já confortável com o pequeno ruído.
– Você saiu em três ou duas. Posso dar um zoom em você e deixar em um retrato especial nos fundos da exposição.
Sorri, afundando-me ao lado da morena.
– Já sabe como vai se chamar? – Thalia perguntou, encarando-o enquanto ele mexia na câmera
Percy ergueu os olhos brevemente, andando de um lado para o outro a procura de um bom lugar. Puxei minhas pernas para cima, apoiando meu queixo nos joelhos, prestando atenção na conversa deles e tentando ignorar os clicks seguidos.
– Provavelmente Deusa. Não sei ainda. Me parece um bom nome, o que acha?
– É. Um pouco... Extremo demais, só que parece com isso. Com vocês.
– É, eu também achei isso. Eu podia colocar em umas letras bonitas, daí as letras ficariam presas pelo teto e enquanto as pessoas fossem vendo as fotos, elas se deparariam com as letras.
– Como se fossem notas. – Thalia deu um sorriso, alegre
Sorri junto. Era difícil vê-la assim. Espontânea, alegre, divertida de um modo genuína. Queria que Percy tivesse tirado foto daquele momento. Eu iria querer uma foto daquela.
– Musical. Nota de... Bem, como se fosse uma nota de prova, também.
– É. Nota. – Thalia riu – Vai ficar muito bom. Quais as cores que você quer focar?
– Rosa. Bem claro mesmo. Quase um off-pink, isso existe? – minha amiga deu de ombros – Talvez um cinza bem longe, principalmente branco e azul. Off-blue também.
– Cores claras. – murmurei
– Aham. Quero focar no loiro do cabelo dela. Nas sardas do nariz e dos seios. Acho que ficará muito bom.
– Já tem algumas fotos prontas?
Percy assentiu. Ele já tinha parado de tirar foto. Seus olhos verdes estavam focados na pequena tela da câmera.
– Algumas. Tem várias que tirei no campus. Ficaram muito boas. As mais caras vão ser a do estúdio e as que pretendo fazer hoje.
– As nudes. – Thalia franziu o cenho, sorrindo
– Basicamente. – ele deu de ombros e então, arqueou as sobrancelhas com um sorriso acusador para a prima – Não estão eróticas como você está pensando, sua palhaça.
– Não pensei em nada. – defendeu beirando a uma gargalhada
Permaneci calada. Adorando o modo como eles estavam se tratando. Parecia uma coisa de outro mundo. Algo que eu poderia ver todo o dia. Thalia parecia bem mais alegre com ele do que comigo, embora uma pontinha de ciúme tenha se apossado de mim, tratei de deixar para lá e focar na maravilha que aquilo estava sendo.
– Sei que você pensou. E não, não vai ser.
– É arte. – disse, baixinho
Ambos os olhos se viraram para mim. O azul elétrico e os verdes calmos. Ambos assentiram, pensativos.
– Arte. – Thalia bocejou, voltando a se espreguiçar
Click. Sorri ao ver a câmera apontada para ela.
– Talvez você fique linda com essa camisola rosa. – Percy lhe mandou uma piscadela
– Eu vou subir. Vou deixar vocês trabalharem. – ela beijou minha testa, abraçando o primo logo em seguida
– Acho que deveríamos subir também. – Percy disse, oferecendo a mão para mim
Agarrei-a. Sentindo a pele áspera e quente que sua pele era. Ele me puxou contra seu peito enquanto subíamos as escadas atrás dos passos lentos e sonolentos de Thalia.
Thalia entrou no quarto de Silena com uma careta antes de fechar a porta. Eu e Percy soltamos um sorriso antes de partirmos para seu estúdio.
Estava como me lembrava. Caixas de lentes e câmeras. O divã ali parado como se guardasse um grande segredo. Só faltava as pétalas de rosa que não estavam em lugar nenhum. As janelas agora estavam com cortinas brancas transparentes que dava para ver a rua pouco movimentada lá embaixo e algumas das árvores da casa a frente. Percy foi fechar as janelas rapidamente, fechando as cortinas e dando um ar completamente limpo para o estúdio.
Direcionei-me ao divã, cansada. Preparada para dormir a qualquer momento.
– Quer que eu faça um café? – Percy perguntou assim que tirou uma caixa média de trás das outras
Um presente, certamente. Franzi o cenho quando ele se ajoelhou a minha frente.
– Vou trazer um daqueles biscoitos. Deve ter alguns lá embaixo. Aqueles de Paris. – respondeu ao meu arquear de sobrancelhas
– Ok. O que é isso?
– Eu quero que você use para hoje. Eu realmente espero que essas sejam as melhores fotos.
Balancei a cabeça, concordando.
– Certo. – ele se levantou – Vou trazer café para nós dois. Vamos trabalhar até tarde hoje. Pode ir se arrumando.
Assenti, meio distraída. Assim que abri a caixa ouvi a porta se fechando. Dentro dela (e depois de afastar dezenas de papéis barulhentos) estava uma lingerie de renda branca. Era uma lingerie meio pin-up que incluía um sutiã meia taça, uma calcinha meio estranha que vinha a três dedos abaixo do umbigo, além disso havia uma meia com pequenas bolinhas brancas bordadas e uma daquelas fitas que ligam a meia com a peça da calcinha.
Era engraçado e bonito. Sensual e recatado. Depois de tirar a lingerie, havia um tipo de xale de seda que escorregava pelas minhas mãos, também branco. Perguntei-me se Percy queria que eu fosse vista como um tipo de anjo puro ou sei lá.
Ouvi batidinhas na porta e franzi o cenho.
– Está pronta?
– Eu acho que não tem problema você me ver nua. – respondi, levantando-me do divã
– Ah. Não tem. Mas acho que seria melhor você... Bem, ficar pronta. É uma surpresa. Para mim, no caso.
Não pude deixar de rir. Tirei minhas roupas, trocando minhas peças intimas pelas que me aguardavam na caixa. Tentei procurar um espelho, no entanto tudo que vi foram minhas pernas mais brancas do que nuca e as sardas que preenchiam meus seios. Fechei os olhos, colocando o xale sobre meus ombros.
– Ok! Pode entrar.
Não demorou muito para que Percy abrisse a porta com o quadril, equilibrando um pequeno prato repleto de maracons.
Ele não me olhou até estar diante do balcão pousando as duas canecas de cafés fumegantes e o pequeno prato. Por fim, ele respirou fundo e virou-se de uma vez para mim.
– Uau. – ele piscou repetidamente, aproximando-se hesitante – Uau. Você... Uau. Eu imaginei como ficaria em você, mas... Nossa, ficou mil vezes melhor.
Percy não demorou muito para tirar uma foto rapidamente e suspirar, aliviado.
– Ok. Ficou maravilhoso. Sério. Aqui. Quer um café?
– Sabe... – sussurrei, enquanto prendia meus braços ao redor de seu pescoço com um sorriso preguiçoso – Eu adoro quando você está trabalhando. E fica falando... E falando. – beijei seu queixo, seguindo para sua orelha – Você não para de falar.
Percy respirava rapidamente. Suas mãos estavam paradas a centímetros de minha pele.
– Você não gosta? – ele sussurrou
Sorri ainda mais, mordendo o lóbulo de sua orelha. Senti seu corpo estremecer contra mim.
– Eu adoro ver você trabalhar. Principalmente quando termina de trabalhar. – pulei para trás – E então, você está pronto?
Ele piscou, atordoado.
– Você faz isso comigo e simplesmente... Cai fora?
– Tecnicamente eu não estou caindo fora, estou deixando você fazer seu trabalho.
– Certo. Isso. Trabalho.
– Então, no que você estava pensando para hoje? – perguntei, bebericando do café e me apoiando no balcão despreocupadamente
Click. Revirei os olhos, pegando um macaron.
– Estava pensando em você ali. Nas cortinas. Conversando comigo e rindo. Eu imaginei uma fotografia em que você está rindo, gargalhando. Sendo você, sabe? E daí eu dou um foco aqui. No decote. Essa foto vai ser minha, pode ter certeza. – piscou – E ah, uma foto de você com macarons na mão. Seria bonito.
– Fofo. – avaliei, crispando os lábios pensativas
Mais um click.
– Podemos começar, então?
Assenti, concordando. Terminei com metade do meu café e dei pulinhos até ficar em cima do divã. Em seguida, fiz um beicinho, olhando-o por cima do ombro.
– Sem fotos no divã dessa vez?
Percy riu, tirando mais uma foto.
– Sem fotos no divã. Podemos fazer uma exceção quando acabarmos essa.
– Na verdade, poderíamos ir ao seu quarto.
Ele me olhou por cima da câmera e abriu um grande sorriso.
– Ótima ideia, modelo. Pode se posicionar em seu lugar agora?
– Sim, senhor!
Continuei sorrindo, deixei o prato de macarons no divã e deixei o xale junto com eles.
– Seja sensual. – Percy lembrou enquanto eu ouvia aqueles clicks quase inaudíveis
Pisquei. Como ser sensual? Eu não era uma modelo profissional.
Pensei na última vez que estive no estúdio. Como eu consegui seduzi-lo de um modo natural. Ele me escolheu porque eu era natural.
Joguei meus cabelos para trás com as duas mãos, virando-me para ele com um morder de lábios. Percy sorriu, aprovando a posição enquanto tirava fotos. Comecei a cantar Partition em minha cabeça, seguindo a batida da minha mente. Deslizei minhas mãos pelo meu corpo, puxando uma das fitas em minha coxa. Percy parecia adorar tudo aquilo enquanto se mexia habilmente de um lado para o outro, procurando um bom ângulo.
Pesquei um macaron dentre os outros, dando um grande sorriso enquanto o comia.
Tentei sorrir enquanto comia, me fazendo engasgar.
Percy gargalhou, tirando as fotos no exato momento em que eu acabei rindo também. Alguns pedaços do maracon caíram dentre os meus seios.
– Ficou melhor do que eu imaginava! — ele parecia uma criança o que me fez rir ainda mais
– Certo! – ergui a mão, pedindo para ele parar – Temos que fazer algo sensual, certo?
– É, só que daí vai ser mais rápido.
Arqueei a sobrancelha, decidindo não perguntar o porquê.
– Quero algo sensual! – bati o pé
– As fotos estão ficando boas, Annie. – ele se aproximou, beijando meu nariz – Muito boas.
– Sério?
– Aham.
– Por que não coloca uma música? No rádio? Meio que aleatório? Normalmente passa música mais lentas nesse horário.
– Agora quem está falando demais?
Percy depositou mais um selinho longo enquanto se movia facilmente dentre toda aquela bagunça. Ele tirou o telefone do bolso, colocando-o no balcão, digitou algo nele até um homem começar a falar.
– O novo hit de Ariana Grande... Love Me Harder!
Percy fez uma careta.
– Ariana Grande? Sério?
– Natural. – dei de ombros – Vai ser espontâneo e eu vou agir naturalmente. Aliás, essa música nem é tão ruim assim.
A voz suave de Ariana Grande ecoou pelo estúdio.
Fingi cantar junto com ela. A batida começou, mexi meus quadris fechando os olhos e tentando sentir a música e a letra – que parecia fazer muito sentido agora.
– Something bigger than us and beyoooond bliss. – joguei todo meu cabelo para um lado ainda de olhos fechados
– If you want to keep me, you gotta gotta gotta to love me harder! – abri os olhos, erguendo os braços e apoiando meu corpo contra a janela enquanto sorria extasiada
Harder, harder, harder.
Perfeitamente com minha relação atual.
Continuei fazendo uma dança pessoal, fingindo que a cortina era um parceiro enquanto gargalhava e me embolava nela. Percy estava sorrindo por trás da câmera, eu sorri ainda dançando. Peguei mais um macaron e o xale, virando-o pelo meu corpo e dançando comigo. Fingi dançar uma valsa no meio da música, a batida desaparecia e voltava novamente.
– Que tal fazer uma com o macaron? Você o segura entre os dentes e dá um... Sim, esse sorriso. Maravilhoso.
Dei um sorriso travesso enquanto mordia o biscoito levemente, afastei alguns fios suados grudados em minha testa. Percy deu dois passos rápidos até mim, afundando os dedos na alça de meu sutiã e os abaixando. Ele subiu em cima do divã enquanto eu o olhava, confusa. Vários clicks seguidos, então entendi o que ele queria fazer. Enfiei o macaron em minha boca, dei uma risada envergonhada, limpei meus dentes rapidamente com a língua e tentei fazer a melhor expressão sensual que eu podia fazer. Mordi meu lábio inferior, enrolando o xale ao redor dos meus ombros, deslizando-o até que eles estivessem na altura do meu quadril.
Percy começou a se abaixar lentamente. Tirando foto de cada pedaço de mim.
Ficamos mais uma hora mudando de posições. Fizemos fotos em que eu segurava uma câmera contra ele, outra que eu tentava abrir a porta e acabei caindo de bunda no chão. Percy até brincou de dar close em meus seios, dizendo o quanto amava minhas sardas.
Acabamos os dois sentados com as costas contra o divã – eu enrolada em meu novo xale e ele encolhido com o notebook nas coxas – observando ele recarregar o notebook com novas fotos.
– Bem, deve ficar tudo pronto em duas semanas ou menos. E daí eu te mostrarei as fotos.
– Não. – disse de imediato – Quero surpresa. Quero ver como você vai colocar e espalhar. Quero uma surpresa, Percy.
Ele sorriu, segurou meu queixo e beijou-me calmamente.
– Então você vai ter uma surpresa, amor.
Sorri, encolhendo-me contra seu corpo. Ele fechou o notebook, abraçando meu corpo.
Beijei seu pescoço, sentindo suas mãos subirem pela minha coxa descoberta (uma das brincadeiras da foto de tentar tirar a meia, acabou destruindo uma das meias, deixando-me apenas uma perna coberta), ele brincou com a barra da minha calcinha enquanto eu tentava me sentar em seu colo sem destruir seu notebook do outro lado. Percy segurou meu quadril, pressionando contra o seu, agarrando minha nuca e possuindo minha boca daquele jeito meio agressivo, obsessivo e urgente. Soltei um gemido por baixo dos seus lábios, apertando ainda mais seus ombros contra mim.
– Quarto. – ele sussurrou, distraído, tentando se levantar
– Pode ser aqui mesmo. – murmurei de volta, largando o xale atrás de mim, procurando a barra de sua camisa
Percy riu, segurou minhas coxas e levantou-me com movimentos lentos.
– Nossa, como você é pesada, Annabeth!
Gargalhei, apertando ainda mais minhas pernas ao redor de sua cintura. Percy fechou a porta do estúdio com um baque surdo. Afundei meu rosto em seu pescoço, afastando meus cabelos de sua visão para que não caíssemos direto no chão. Por fim, senti-me uma textura confortável nas minhas costas, dei de cara com um sorriso safado de Percy e suas mãos subindo pelas minhas coxas.
– Pronta para rasgar a segunda meia?
– Eu estou supondo que elas tenham sido cara.
– Suas fotos irão pagar tudo, não se preocupe. – ele piscou
Soltei uma gargalhada ao vê-lo agarrar a barra com os dentes. Era hilário. Ele bufou, puxando-a de uma vez com as mãos.
– Era pra ser sexy! – disse emburrado
– Não funcionou. – sorri, buscando seus lábios contra os meus novamente
Não tive tempo de verificar como era seu quarto já que ele estava em cima de mim, empatando toda a visão além do teto branco e eu não me importei. Afastei seu moletom com os pés, soltando um gemido longo quando Percy tocou minha intimidade levemente. Umedeci os lábios, sentindo seus beijos entre o vale dos meus seios, suas mãos apertando-os com suavidade.
Ergui minhas costas, agarrando seu quadril com minhas pernas.
Senti a necessidade me consumir. O desejo parecia arder em minha pele. Agarrei os cabelos de Percy, puxando sua boca contra mim novamente.
Em segundos, ele já estava nu. Estimulando minha pele, estimulando meu corpo com sua boca. Era como estar em um paraíso.
Tinha certeza que eu gemia e implorei para que Thalia não ouvisse nada. Por outro lado, eu só conseguia ouvir os leves grunhidos de Percy enquanto ele posicionava o rosto naquela área pulsante. Senti minhas pernas serem ainda mais abertas enquanto ele afastava a calcinha de renda bem detalhada para o lado, talvez com compaixão da pequena renda. Percebi que o sutiã também estava afastado. Sorri junto com um gemido alto que me atingiu quando senti sua língua deslizar por toda minha intimidade. Meu corpo implorava por mais.
Ansiava.
Joguei minha cabeça para trás, rebolando em busca de mais. Mais. Percy nivelou nossos rostos embora eu não conseguisse focar em seus olhos já que meu corpo estava se mexendo de um lado para o outro, meu quadril rebolando diante da entrada de seus dedos em mim.
Percy sorriu, afastando alguns fios do meu rosto e beijando minha boca com suavidade. Agarrei seu membro, estimulando-o. Tentando fazê-lo tão desesperado quanto eu estava. Ele conseguiu se manter calmo e romântico por poucos segundos até abrir ainda mais minhas pernas.
Então me penetrou.
Mordi seu ombro, tentando não gemer tão alto.
Ele apertou meus seios enquanto se movia. Rápido. Forte.
De repente, senti minhas costas longe da cama. Percy estava deitado. Apertando meus seios com dois dedos. Rebolei rapidamente, subindo e descendo freneticamente.
Desejo. Droga de desejo.
Uma fina de camada percorria nossos corpos como uma segunda pele. Prendi meus cabelos para cima, mordendo o lábio inferior, diminuindo os movimentos e apreciando suas mãos em meu quadril, em meus seios. Em mim. Já era o suficiente.
Percy apertou minha bunda contra suas mãos, como se fosse possível chegar mais fundo.
Ajudei-o enquanto rebolava.
A pressão em meu estômago aumentou ainda mais. Esfreguei ainda mais nossos corpos, gemendo baixinho contra seu ouvido com um sorriso safado. Percy aproximou-se, tentando burlar as leis da física de alguma maneira, algum tipo de fusão que não foi sucedida.
Os espasmos me atacaram. Gemi. Alto. Em descontrole. Percy ainda me penetrava rapidamente enquanto eu não conseguia fazer mais nada além de deixar meu corpo tremer. Ele parecia fora do controle. Decidi que o amei ver daquele jeito: com os cabelos bagunçados, o rosto vermelho, as veias saltando dos seus braços e enfim, os olhos atentos em mim enquanto eu forçava a vê-lo chegando em seu orgasmo.
Seu rosto vermelho, os lábios entreabertos expulsando o ar inútil, as mãos firmes voltando para meus seios enquanto eu sabia que era a hora de me deitar sobre ele, de acalmar meu coração.
Percy me fez deitar, apoiou-se no cotovelo. Beijou todo meu rosto com carinho, forçando-me a ficar acordada e saber o que ele iria fazer. Ele tirou meu sutiã, deslizou a língua quente pelos meus seios, fazendo aquele desejo arder sobre mim novamente.
Ele queria me enlouquecer, definitivamente.
– Acho que peguei um número menor. – ele disse ao ver a vermelhidão abaixo dos meus seios
– Isso foi você. – curvei os lábios, buscando por mais um dos seus beijos
Uma risadinha saiu de seus lábios vermelhos e inchados. Ele ficou de joelhos, encarando meu corpo com atenção e deu um suspiro, desapontado.
– Eu adorei a calcinha.
– Hm? – mexi meu rosto, tentando focar em seu rosto – O que aconteceu com ela?
– Ah. Nada. Só é um elogio. Ficou ótima em você.
– Aham. Venha dormir. Vem. – chamei-o, puxando-o pelo ombro
Percy deu um grande sorriso travesso. Penetrou mais um dedo em mim. Droga. Senti aquele desejo se espalhar como fogo em uma floresta repleta de álcool. Soltei um gemido preguiçoso enquanto ele se deitava sobre mim, beijando meus lábios levemente.
Seu corpo grande e másculo ficou atrás de mim, tentei inclinar meu rosto para que eu conseguisse beijá-lo e abafar os gemidos causados pelos seus dedos. Afundei minhas unhas em sua pele, clamando por ele.
– Posso fazer isso durante toda a noite, querida.
Ignorei a parte de mim que queria dar um soco por ele me chamar daquele jeito. Inclinei meus lábios provocativamente em sua direção. Segurei seu membro (graças a Deus) completamente excitado, posicionei-o dentro de mim, gemendo longamente quando ele me penetrou lentamente, sentindo cada espaço dele.
De um gemido a outro, sussurrei:
– Prove.
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