Teenage Kings.
16 I Need Your Love.
Notas iniciais
"I look at you and it feels like paradise when you got me spinning, got me crazy, got me hypnotized."
Festas em fraternidade era a primeira coisa que aparecia nos filmes. E era a coisa que sempre acontecia por ali.
Depois da reunião exaustiva com Rick sobre o vídeo, eu e Percy entramos em um acordo: a polícia continuaria fazendo seu trabalho com discrição. Eu estava decidida em esquecer aquilo, já Percy parecia com raiva por me ver desistindo. Ainda frisou que se fosse por dinheiro, que fossem cada vez mais fundo.
Rick não revidou.
Encarei a mulher do outro lado do espelho. Ela tinha os olhos esfumados, assustados e levemente tristes. A mensagem da minha mãe, enfim, tivera algum impacto sobre mim.
O aniversário dela seria no domingo em um churrasco descontraído com seus amigos mais próximos e ela implorava pela minha presença. Eu decidira afastar aquele pensamento para as profundidades de minha cabeça. Havia coisas mais importantes para se preocupar agora, do tipo: Rob apareceria na festa?
Afastei alguns fios com minha mão impaciente e coloquei-me no vestido dourado que delineava cada curva conquistada em meu corpo. Saí do quarto, deparando-me com Thalia saindo do dela. Ela usava um vestido verde musgo e seus cabelos negros estavam soltos pelos ombros. Seus passos eram firmes, junto com sua expressão séria que me deixou confusa.
– Aconteceu algo? – perguntei baixinho enquanto seguíamos para a escada
– Preciso de sua ajuda.
Franzi o cenho quando chegamos a escada.
– Minha ajuda?
Ela respirou fundo, ainda com o tom baixo, respondeu:
– Eu não quero e não vou beber hoje. Já conversei com Nico e Luke e eles estão dispostos a me ajudar.
Pisquei os olhos, surpresa. Parei de andar imediatamente, chocada com sua confissão.
– Thals... Isso... É maravilhoso.
Ela não sorriu, como eu esperava.
– Vai ser difícil e eu vou ficar irritada, posso te insultar e falar coisas horríveis, então já estou pedindo desculpas. Só quero que me ajude.
– Tudo bem. Sim. Claro! Eu vou te ajudar.
Thalia me encarou, como se tentasse desvendar se eu falava a verdade. Por fim, assentiu e voltou a descer com seus passos confiantes e firmes. Eu poderia explodir de felicidade bem ali.
Lá embaixo, as meninas conversavam fazendo um zunido. Algumas já traziam bebidas em sua mão e assim que observei Thalia, segurei seu braço e a puxei para fora.
Luke e Nico – com suas roupas casuais, forçando ao formal – apareceram com sorrisos enormes.
– Olá. – Nico beijou minha bochecha e ameaçou um selinho na boca de minha amiga
Luke revirou os olhos e beijou minha testa.
– Loira, como está?
– Bem. Acho.
– Bom. Bom. Thals. – ele meneou a cabeça sem se aproximar
Thalia lhe deu um sorriso.
– Onde está o último mosqueteiro? Perdido?
Luke deu de ombros e apontou para o final da rua.
– Se livrando de umas garotas, no mínimo.
Aquilo causou uma sensação estranha em meu estômago.
– Não vamos espera-lo, certo?
Todos ficaram em silêncio, encarando-me como se eu tivesse sete cabeças. Arqueei a sobrancelha, confusa até sentir duas mãos me cegarem. Seus lábios deslizaram pelo meu lóbulo.
– Achei que tivesse mais consideração por mim. – seus lábios provocaram efeitos inimagináveis em mim
– Por que anda fazendo esse tipo de coisa? – resmunguei, exasperada
Saí de sua armadilha em um pulo, gesticulando enquanto falava.
– Por que não poderia aparecer que nem um cara normal?
– Não teria graça ser um cara normal. – ele sorriu, enfiando as mãos no bolso
– Claro que teria! – retruquei e massageei minhas têmporas – Podemos ir, finalmente?
Os outros se entreolharam e deram de ombros. Começamos a andar em silêncio pela rua que nos guiava até a sede da Ômega. A casa delas era como uma casa da Barbie.
O jardim estava lotado de gente segurando garrafas de cervejas, copos vermelhos e balançando de acordo com a música. Senti meu quadris se mexerem sem minha vontade. Revirei os olhos ao ver as mãos de Percy obrigando-me a dançar.
– Vamos lá, não seja tão quieta. – ele sorriu, mexendo os ombros
Agora era uma música de Enrique Iglesias. Pude ver Thalia fechando os olhos e respirando fundo dando mais um passo em direção ao jardim. A música estava tão alta que tenho quase certeza que toda a vizinha poderia escutar com facilidade. Dei mais uma olhada na casa Ômega, culpando o arquiteto por fazer uma fachada maravilhosa e colocar pessoas tão fúteis ali dentro.
A casa não tinha culpa, afinal, pensei.
– Só um minuto. – pulei para o lado, abraçando os braços de minha amiga – Quer dançar?
Ela piscou, desnorteada. Um segundo seguinte, Luke nos abraçava. Ele não precisava ficar bêbado para se divertir em uma festa. E eu esperava que nenhum de nós precisasse.
Luke começou a pular de um jeito estranho, tentando imitar as danças dos mexicanos.
Nico bufou.
– Não é assim que se faz.
Soltei uma gargalhada ao vê-lo mexer os quadris e tentar rebolar até o chão. Observei Percy rir também, só que mais discreto. Ele tinha as mãos pousadas nos quadris, o cenho franzido e o som que saia de sua boca me fez querer abraça-lo.
Não hesitei em fazer o que minha mente – ou coração, quem se importava – me mandava fazer. Abracei sua cintura ao vê-los brincar um com o outro.
– Acho que deveria participar também. – apontei para os meninos
– Bem, eles vão ser nocauteados.
Percy afastou minhas mãos enquanto eu e Thalia batíamos palmas de acordo com a música.
Todos eram ridículos, concordamos em silêncio nisso. Depois de toda palhaçada de distrair Thalia, Percy apoiou as mãos em meus ombros, empurrando-me para frente até que atravessássemos o jardim e chegássemos ao centro da festa: a sala.
Apenas vi vultos de sofás, pessoas se agarrando contra as paredes, várias garotas de biquíni (naquele frio infernal) nas escadas. Nico disse que ia procurar refrigerante ou água ouvindo Thalia resmungar algo sobre apenas ela estar na reabilitação. Luke ralhou e a levou para dentro também.
Quando estávamos sozinhos, Percy se apoiou em um balcão afastando as garrafas de vodka e sentando-se em cima dele com naturalidade. Lembrei-me de quando estávamos no Lux, quando seus olhos estavam piscando de acordo com as luzes da boate, observando os calouros em suas preparações. Ele parecia tão bad boy daquele jeito, tão fora do meu alcance e mergulhado em meu ódio.
Se naquele tempo, alguém aparecesse e dissesse que aquele garoto iria, bem, chorar por mim. Eu riria e mandaria ela se foder com um grito acompanhado.
Agora, eu apenas acompanhei seus movimentos, sentando-me ao seu lado e implorando para que Rob não aparecesse ali.
– É uma festa legal, não é? O que será que colocarão no jornal amanhã? – Percy perguntou, os olhos focados em alguma área da festa
Dei de ombros diante de sua pergunta.
– Bem, as Ômegas são populares pela sua festa. E que sempre tem um escândalo nelas. Não vi nada demais até agora.
Ele deu um grande sorriso. Aquele tipo de sorriso que aperta as bochechas, mostra todos os dentes e espreme os olhos.
– Você está certa. Acho que só vai ser mais uma festa. – ele segurou meu queixo com carinho e beijou meus lábios – Eu queria ter uma câmera comigo agora.
Fechei os olhos. Sua respiração quente estava contra minha boca e eu pensei em me ajoelhar no balcão, imitando todos os casais ali presentes.
Engoli em seco, abrindo os olhos e dando de cara com seus olhos cheio de cores diferentes devido as luzes do recinto.
– E por que não trouxe?
– Eu ia ficar dividido entre te beijar, tirar foto ou... Te levar para casa.
Revirei os olhos. Percy voltou a sorrir novamente, se afastando. Droga... Ele realmente queria me provocar até eu implorar que ele ficasse perto de mim, que ele me beijasse na frente de todos. Me beijasse de verdade e não com selinhos.
– Você está incrível nesse vestido, eu já disse isso? Estou ansioso para voltarmos para casa. Você prefere o meu quarto ou seu quarto?
Ri, inclinando a cabeça para o lado ao ver suas bochechas vermelhas.
– Não temos nenhum tipo de tradição em meu quarto.
Ele bufou.
– Isso não é legal, então vamos para meu quarto. Aliás, já pensou sobre... – ele pigarreou, revirando os olhos para a multidão a nossa frente – Isso?
– Qual a sua necessidade de mostrar o que temos para todos?
Percy fixou seus olhos verdes em mim. Senti como se ele estivesse lendo cada pedacinho dos meus pensamentos, engoli em seco.
– Porque eu terei certeza que te atingi como você me atingiu.
– Eu já disse que... Eu simplesmente não quero transformar isso em algo grandioso, Percy, porque quando você for embora e eu sei que você vai...
Ele segurou meu rosto com as duas mãos, obrigando-me a encarar seus olhos.
– Eu já disse que não vou. E não vou repetir isso novamente, Chase. Eu estou aqui, caído de joelhos por você e me sinto um idiota por isso, eu sei que você sente algo por mim. Qualquer coisinha, só me mostre.
– Você não quer continuar essa discussão aqui. – protestei, afastando-me de suas mãos
A quem eu queria enganar? Eu sentia algo por ele. Poderia tentar esconder isso de mim mesma, mas não ia funcionar. Eu só sentia que ali, no meio de tanta gente, não era o momento certo para dizer para que ele que eu podia gostar dele. Com certeza, não era.
Percy suspirou.
– Eu ainda não estou pronto para desistir de você.
Arqueei as sobrancelhas.
– Esteve pensando nisso? Em desistir de mim?
– Mais vezes do que você imagina.
De repente, senti-me com raiva disso. Raiva de ele pensar em me deixar. Aquilo teria me agradado algum tempo atrás, agora era fora de cogitação. Ele não podia me deixar.
– Bem, não pense mais. – dei de ombros – Que tal dançar? Vamos pensar nisso depois. Você me estressa, Percy.
– Não que eu venha treinando para isso. – ele abriu um sorriso pequeno, segurando minha cintura
Seu nariz deslizou pelo meu rosto enquanto seu corpo empurrava o meu em direção as dezenas de pessoas que balançavam o corpo diante de outra música agitada. Senti o suor descer pela minha nuca enquanto eu mexia meus quadris da forma mais provocadora que conseguia. Se Percy podia, eu também podia.
Depois de três músicas, estávamos suados e risonhos, ainda com uma gargalhada, procuramos os outros sentados em uma mesa improvisada no canto da sala. Eles pareciam discutir algo muito importante já que gritavam enquanto mexiam as garrafas de água em suas mãos. Provavelmente política.
Joguei-me ao lado de Nico, apoiando minha cabeça em seu peito ocupando o resto do sofá com minhas pernas. Senti os braços de meu amigo me aninhar enquanto Percy ocupava o lugar ao lado de Thalia, de frente para mim.
–...vivendo como um troglodita! É ridículo! Ele é um senador, não deveria agir como um idiota.
– Ele continua sendo um humano.
– Bem, humano ou não, ele tem responsabilidades maiores do que um cidadão, então não venha defende-lo. – Thalia resmungou
Seus olhos estavam vermelhos e ela falava mais alto do que deveria. Senti-me preocupada com isso, embora Luke parecesse dar conta da situação.
– Não tem refrigerante? Quero algo que tenha gás. – Percy resmungou, jogando os pés para cima da pequena mesa de centro
– Não vou procurar refrigerante para você, imbecil. – Nico revidou
– Nossa, que grosseria. – o outro se encolheu – Quer algo, Annie?
– Se não achar refrigerante, água com gás seria uma boa.
Ele assentiu, afastando os fios suados da testa, inclinou-se sobre mim, depositando um selinho longo e voltando a empurrar as pessoas para chegar a algum lugar em específico.
Três pares de olhos surpresos me encararam, o primeiro que sorriu foi Luke.
– Finalmente?
– Não está acontecendo nada entre a gente. – disse antes que ouvisse mais perguntas
– Não? – Thalia franziu o cenho – E o que foi isso?
– Ele só quer me provocar. – cruzei os braços, aninhando-me mais no corpo de Nico – Até que eu beije... Mesmo na frente de todo mundo.
– Ah. – Nico balançou a cabeça – Ele quer que você diga pra todo mundo que é dele, não é?
Dei de ombros.
– Algo do tipo, acho. – respondi
– Percy está completamente certo. – Luke decretou, batendo sua garrafa de água contra a mesa
– Homens. – Thalia revirou os olhos
– O que quer dizer com isso? – Luke gritou de volta
Então, eles começaram outra discussão sobre machismo, feminismo, igualdade e preconceito.
Nico franziu o cenho para eles. Seu corpo se afastou do meu, de modo que ele pudesse olhar em meus olhos.
– O que você acha disso?
– Disso o quê?
– De Percy. Eu sei que você acha algo. E como sei que não vamos conversar daqui a um bom tempo, poderíamos conversar... Agora.
Soltei um suspiro, cruzando as pernas e afastando-me dos braços de meu melhor amigo. Agradeci por ter alguém como ele por perto.
– É só que... Você sabe.
– A parada sobre te deixarem, certo?
– Isso! – sorri, feliz por ele me entender – Ele só fica repetindo o que todos repetiram “eu não vou sair daqui” e blábláblá. Eu não quero que ele vá, mas eu não posso me arriscar mais uma vez.
– E ele te chamou de covarde.
Franzi o cenho, concordando.
– Ele te contou?
– Em detalhes. Ele estava pirando, mais que você, pelo que vejo. – Nico sorriu, afagando meu joelho – Bem, ele só quer que dê tudo certo e veio falar com os amigos, então não precisa se sentir... Assim.
– Não, tudo bem. O que mais ele disse?
– Segredo de Estado. – retrucou, prontamente – Eu só tenho um conselho para te dar, Annie: Percy gosta de você. E muito. Eu acho que ele já deixou claro que não é só porque você é modelo dele, isso ajuda, claro. Ele vê em você a natureza de alguém... Bem, espontâneo, natural e é isso que ele procura por causa da fotografia e tal.
– Você quer dizer que ele gosta de mim por causa da fotografia?
Nico bateu na própria testa.
– Não. Esqueça isso. Enfim, fique com ele como se fosse a primeira vez. Se apaixone como se fosse... A primeira vez. Esqueça Rob. Esqueça tudo que aconteceu. Você merece isso, Annie, merece um cara que te ame completamente e Percy merece uma chance. Ele vai fazer tudo ficar bem.
Arregalei os olhos, me dando conta de que Thalia e Luke conversavam baixinhos. Ele passava as mãos atrás de suas costas enquanto ela respirava fundo.
– Eu... – respirei fundo para não gaguejar – Acho que você está certo.
– Sei que estou certo. Agora temos uma ex-alcoólatra para dar conta.
– Certo. É, temos.
Luke levantou-se.
– Vou pegar mais água.
Assentimos em conjunto.
– Onde está Percy? – Thalia indagou, inclinando a cabeça em busca dele
De onde estávamos, não conseguíamos ver nada além de corpos dançantes e copos espalhados pelo chão.
Dei de ombros.
– Acho que ele se perdeu. Você quer ir embora?
Ela balançou a cabeça.
– Posso ficar até o final da festa sem beber, certo?
– Claro que pode, mas você não precisa. – Nico acariciou seu rosto – Vamos, eu te levo para casa.
– Eu quero ficar aqui. – retrucou, firme.
Luke apareceu dois minutos depois com um sorriso no rosto e os olhos arregalados.
– Está tendo uma briga.
– Se não tivesse, não seria uma festa das Ômegas. Onde está Rachel, aliás? – Thalia disse, indiferente
– A briga parece ser de alguém muito foda. Está todo mundo lá fora. Perto do jardim. Cara! Precisamos ver isso.
Nico assentiu. Eu e Thalia concordamos, meio entorpecidas enquanto éramos arrastadas para a parte de fora da casa onde várias pessoas já empurravam umas a outras para ter uma melhor visão da briga.
Conseguimos afastar várias pessoas, ouvimos o grito de Rachel, gritando um “para” afetado que mais queria dizer “quero cabeças rolando”.
Depois de uma cotovelada no estômago, consegui ver os dois homens parados com o rosto sangrando.
– Você se acha o fodão porque a expôs desse jeito? Você é um filho da puta!
– O quê? Vai me invejar também? Você nem consegue chamar a atenção dela!
Senti meu coração apertar. Minha voz saiu em um grito desesperado. Os olhos de Percy se fixaram em mim. O canto de sua boca sangrava, assim como seu olho que poderia inchar a qualquer momento. Senti minhas pernas tremerem, meus olhos arderem e só queria apagar aquela dor que, com certeza, ele estava sentindo.
Olhei para o outro lado. Rob estava do mesmo jeito ou pior que Percy. Segurei minha respiração.
– Agora você vai amarelar. Não consegue mostrar seu verdadeiro lado para ela? Não consegue mostrar o lado impulsivo que tem?
Percy desviou o olhar, dando um passo para frente.
– Eu não vou deixa-la ver o quão baixo você pode ser, Rogers. Na mente dela, você ainda merece um pouco de respeito e diferente de você, eu sou um homem e não um moleque.
Abri a boca, tentando procurar algo para falar, antes que pudesse, Rob atingiu Percy com uma joelhada no estômago, fazendo-o cair. Percy rolou para o lado com uma careta, dando um soco no queixo de Rob que ficou desnorteado, dando tempo de Percy derrubá-lo contra o chão e desferir socos seguidos. Pude ver Nico empurrando alguém para pular em direção dele e afastá-lo.
Antes que ele pudesse fazer isso, eu fiz. Empurrei os ombros de Percy, vendo seus olhos se apaziguarem ao cair sobre mim. Rob se afastou – o rosto inchado e sangrento. Por um segundo, pensei em segurar o rosto dele e gritar com Percy por ser um insensível, gritar diversos xingamentos. Antes que eu pudesse pensar em fazer isso, ajoelhei-me em frente ao Percy de joelhos, atordoado a minha frente, segurando seu rosto em minhas mãos.
– Céus, o que você fez? – sussurrei
Ele fechou os olhos com força, como se respirar – ou olhar para mim – doesse. Acariciei seu rosto, tentando me livrar do sangue que escorria de sua boca.
Fechei os olhos também, pressionando meus lábios contra os dele.
De repente, eu queria que todo mundo soubesse o que eu sentia por ele.
Fale com o autor