Notas iniciais
Voltei, A festa tá chegando ao fim Assim como a fic Então vamos aproveitar! Haha

–Lembre-se que não sou muito bom nisso! – ele me fala quando chegamos perto das outras pessoas que estão dançando – Como se dança esse tipo de música.

Eu começo a rir, mas minha risada é abafada pelo som e só ele ouvi.

–É sério. – ele fala – não é piada, como se dança isso?

–Ah sei lá, só mexa-se, requebre, balance, divirta-se apenas.

–Você quer dizer agir feito um idiota não é?!

–Eu prefiro dizer agir como loucos. Ah Sherlock é só se soltar e se divertir, tente.

Ele fica parado me olhando dançar.

–Vai ficar parado a música inteira?

–Não seria melhor uma música lenta?

–Vai esperar a noite inteira que toque uma?

–Talvez não demore.

–Sherlock.

–Não vou dançar essa música.

–Mas...

–Não.

–Então você vai ter que... – eu ia dizer pra esperar a música acabar, mas já está acabando – Vai começar outra pode ser que seja lenta.

Ficamos parados esperando a outra começar não demorou nem um minuto e quando eu ouço a música logo começo a sorrir.

–Amo essa música, é linda – ele sorri – e lenta. Venha – nos posicionamos – Essa você vai dançar.

–Não é porque é lenta que vou saber dançar direitinho ok?!

–Tudo bem.

Começamos a dar alguns passos tímidos, mas logo ganhamos um pouco de confiança e vez por outra nós nos olhamos e sorrimos. Em um dos meus desvios de olhar eu reparo que Lily e Sarah foram se sentar com seus respectivos acompanhantes, e consigo ver não muito longe Sally e Mary agarradas aos namorados enquanto eu e Sherlock mantemos uma distancia considerável. De vez em quando percebo que Sarah e Lily me observam dançar com Sherlock o que me incomoda.

–Então? – Sherlock pergunta me tirando das minhas observações — Como estou me saindo?

–Bem, até agora não pisou no meu pé pelo menos.

–Ótimo.

–E você? Está gostando de dançar?

–Com você sim.

Eu sorrio e fico na dúvida se pergunto ou não quem ele ia mencionar antes de Mary o interromper então decido perguntar de uma vez.

–Posso te fazer uma pergunta?

–Qual?

–Quem é a garota de quem falava agora há pouco?

–É...

–Olá! – Ouço a voz de Janine atrás de mim.

–Janine? – eu me viro para confirmar.

–Eu! – ela fala toda sorridente na direção do Sherlock — Posso? – ela põe a mão na cintura dele enquanto eu olho sem acreditar na cara de pau da garota – Prometo que assim que terminar a música eu o devolvo querida – ela fala olhando pra mim enquanto Sherlock não diz nada.

Ela anda alguns passos à frente o levando com ela e eu volto pra mesa, mas não me sento, estou em pé controlando minha raiva e a vontade de voar em cima dela que só aumenta cada vez que a vejo se aproximar mais e mais dele, aí, essa víbora vai comê-lo com os olhos.

–O que foi isso? – Mary me pergunta, nem percebi ela se aproximando de tanta raiva que estou sentindo.

–Essa idiota atrapalhou tudo.

–Porque deixou?

–E o que queria? Conheço ela e sei que não nos deixaria em paz e foi tudo uma surpresa pra mim não imaginei que ela o tiraria para dançar.

–Mas ela te odeia esqueceu? Faz de tudo para te irritar, o que seria melhor se não dançar com o seu par?

–Beija-lo? – Ouço a voz de Tom do meu lado e olho Sherlock vendo-o beijar Janine. Sinto meu sangue ferver e minha raiva aumentar ao extremo.

–Pensei que ele fosse seu acompanhante. – Tom me provoca.

–E eu que essa sonsa fosse sua namorada. – já começo a aumentar o tom de voz.

–Devia ir pega-la ao invés de vir chatear – Mary fala para Tom.

–Sai daqui garoto, sai que não estou com paciência pra você nem pra idiota da sua namorada – eu grito com Tom.

–A culpa não é minha se seu namorado deu em cima dela.

–Que? – eu pergunto indignada – Ela que não vale nada.

–E se ele valesse alguma coisa não a teria beijado – ele diz e sai sem dar a mínima a Janine.

–Odeio ela! – eu solto um grito meio abafado para não chamar atenção – Odeio, odeio, odeio.

–Calma, tem que estar calma se for falar com ele – Mary fala.

–É claro que vou falar com ele, esse... Arg! – me irrito com ele também.

–Não dê ouvidos a Tom Molly.

–E o que quer que eu faça? Me finja de surda?

–Sim.

–Pois não sou. Ouvi e concordo.

–Molly!

–Molly nada. Esse idiota vem me dizendo coisas bonitas desde que chegamos para agora sair beijando a primeira que aparece?! Não Mary!

–Não vá fazer ou falar coisas das quais possa se arrepender.

–A única coisa da qual me arrependo agora é de ter vindo e de ter ouvido essa idiota.

–Molly tenha calma.

–Vou falar com ele Mary. Até. Ou melhor, vou arranca-lo dela.

Assim que me aproximo a afasto dele.

–Chega né querida?! – eu falo irritada com Janine.

–Molly! – Sherlock fala repreendendo minha atitude.

–Qual o problema fofa? – Janine pergunta cinicamente.

–Você! – eu expresso minha raiva e tiro Sherlock dali o carregando para uma sala no corredor que da ao salão de festas. Ainda é possível ouvir a música que começa a tocar lá.

–Porque fez isso? – ele me pergunta fingindo não entender minha reação, pelo menos espero que seja fingimento.

–Porque você fez aquilo? – eu pergunto expressando toda minha raiva.

–Por acaso está se referindo ao beijo?

–Assim por acaso eu estou. – eu faço deboche da pergunta idiota dele.

–Por isso fez aquele papelão? – ele me pergunta na maior.

–Ah então agora você se importa com que os outros pensam?

–Não!

–Ah não?!

–Não. Eu me importo com o que você pensa.

–Jura?! – eu me acalmo aos poucos.

–Sinceramente pensei que reagiria de outra forma.

–Ah claro eu vejo aquela idiota te beijar e vou lá trata-la com a maior delicadeza.

–Poderia ter sido menos obvia não acha?!

–Ah, o que?! – eu me surpreendo com a atitude dele – Eu não tô acreditando nisso.

–Não entende que era isso que ela queria? Te tirar do sério?

–Não me diga! Adivinha? Ela conseguiu, porque eu não suporto ela. E eu não suportei ver ela te beijar, te tocar, te abraçar e te olhar com desejo. Não suportei ok?!

–Não sei por que já que somos apenas amigos assim como vem dizendo a todos desde que chegamos.

Ele me pegou de surpresa, admito.

–Ah então é assim?! Agora vai usar minhas palavras contra mim. Ok. Então vamos voltar ao baile assim você pode beija-la de novo.

Me viro ficando de costas para ele, estou com tanta raiva que não suporto sequer olha-lo.

–Posso, posso sim, tanto posso que vou agora mesmo beijar a garota de quem eu realmente gosto, com licença.

Nesse momento ao ouvi-lo dizer isso sinto como se tivessem me dado o ultimo golpe, o que dá a ela a vitória sobre mim. E sinto uma enorme vontade de chorar para extravasar a minha dor, mas me controlo sem me deixar fraquejar, não vou dar o gosto das minhas lágrimas a ela e muito menos a ele.

Tudo foi tão rápido que senti apenas um toque suave na minha cintura e o delicioso toque dos lábios dele nos meus, meu coração está acelerado, minhas mãos geladas e minhas pernas bambas, uma explosão de sensações ocorre dentro de mim e não poderia explicar em mil palavras o que sinto nesse momento, um calafrio percorre todo o meu corpo e me sinto em um sonho.

Ele continua com uma das mãos em volta da minha cintura e a outra no meu rosto enquanto eu aos poucos vou colocando as minhas mãos sobre ele e aproximando mais ainda nossos corpos.

–A garota é você Molly – ele fala carinhosamente quando o beijo termina e enquanto o olho sem reação – Desde que chegamos que venho tentando te falar isso.

–Mas beijou ela não beijou? – eu pergunto ainda chateada com o beijo, não me afasto dele até porque gosto dessa aproximação, mas baixo minha cabeça.

–Acreditaria em mim se eu dissesse que ela me beijou? Fui pego de surpresa.

–Porque eu deveria? – olho pra ele.

–Porque é de você que eu gosto. Eu nunca nem falei com ela Molly, poxa seria bom se você acreditasse um pouco em mim.

–Me magoou Sherlock. Foi terrível ver aquela cena.

–Pra mim será pior ficar sem você – confesso, me derreti toda ao ouvi-lo dizer isso.

–Acha que tenho outra escolha? Afinal ainda temos duas horas juntos. – o sorriso dele me faz sorrir nesse momento.

–Não! – ele responde

–Que tal voltarmos para o baile? – eu proponho.

–E que tal ficarmos aqui só mais um pouquinho? – ele pergunta cheio de malicia em sua voz e aproximando o rosto do meu o que me deixa sem jeito, porem me deixa interessada.

–Fazendo? – eu pergunto

–O que você acha? Rezando? – ele debocha e eu começo a rir da cara dele.

Ele me beija novamente e passamos alguns minutos nisso, nos olhando, nos fazendo carinho, nos beijando ao som da música que toca, e recuperando todo o tempo perdido.

Notas finais
E aí? E aí? kk Gostando? Espero que sim, obrigada a quem leu, acompanha e comenta XD Até!!