Teenage Dream
4 Cap. 4 - Dougie quer morrer
Notas iniciais
Aproveitem o capitulo.
POV Rebeca
***
Senti uma presença e alguém se sentando ao meu lado. Não precisei olhar para ver quem era. O perfume era inconfundível.
- Porque saiu? – Danny perguntou.
- Vim tomar um ar. – respondi simplesmente.
- Você gosta da noite? – perguntou novamente.
- Sim, prefiro a noite ao dia. Gosto do céu estrelado. –
Abaixou a cabeça, parecendo pensar em alguma coisa importante. Levantou a cabeça um tempo depois, me olhando intensamente.
- Posso fazer uma coisa? –
- Ahn... Tá. Pode. – respondi confusa.
***
Danny se levantou e me puxou junto. Fiquei de pé em frente a ele, e Danny foi chegando perto, e mais perto, e mais um pouquinho, fazendo com que nossos lábios quase se tocassem. Um sentindo a respiração do outro. Danny encostou seus lábios nos meus, até que um desgraçado morto interrompe.
- Hey Danny, a gente já tá... – parou percebendo que estava sim, interrompendo alguma coisa, muito importante por sinal. – indo. Desculpa, to interrompendo alguma coisa?! – completou.
Danny pareceu irritado, e afastou-se um pouco para poder olha o ser ali.
- Claro que não né Dougie. Você não tá vendo que tá interrompendo?! Que droga cara. Vai ficar com a sua namorada vai. –
- Ih, estressou. – porque o Dougie disse isso mesmo? Ah é, PORQUE QUERIA MORRER.
Caramba, eu tava em um momento muito bom, e vem alguém nada importante, interromper MEU momento? Sim, eu mato ele, mesmo que seja lindo, não mais que o meu Danny, e namorado da Shy. Antes de tudo isso, ele é um lerdo que não se toca das coisas. Como é mesmo que ele conseguiu namorar a Shy? Ah é, depois de muito tempo enrolando, porque era LERDO. Tá, isso não é verdade, até porque eu acabei de inventar como uma desculpa por ele ser lerdo, ou eu to tentando achar uma desculpa pra eu ficar com raiva, ou eu... argh, eu to falando demais, e é isso que acontece quando me irritam.
Danny o fuzilou com o olhar, e falou entre dentes.
- É melhor não me irritar, Poynter. Vai embora daqui. –
- Tá, tudo bem. To indo, pode continuar o que estava querendo fazer. – sorriu malicioso.
- É, só querendo, porque você é um retardado mental que estragou, não é?! – retrucou Danny.
- Fui... – disse se virando.
Danny estava muito irritado. Tudo isso porque Dougie interrompeu o momento?! Tá que eu também to morrendo de vontade de matar aquele Poynter, mas... ah, sem mas. To com raiva e pronto.
- Fica calmo Danny. Não quero que morra antes da hora. – disse.
- Morrer? – perguntou confuso.
- É, morrer. Você não sabia que ficar estressado, ou sei lá o que, envelhece mais rápido? – perguntei.
- Becky, quem te disse isso? – respondeu segurando o riso, visivelmente mais calmo.
- Ah, ninguém. Era só pra você se acalmar. – e eu não te perder, antes mesmo de te ter, completei em pensamento.
- Tudo bem, eu to calmo. Mas agora vou ter que ir. A gente se fala depois. – disse me dando um beijo na testa, virando-se e entrando na casa, e saindo pela porta da frente.
Tá né?! A gente se fala, se vê, se beija, tudo depois, porque o idiota do Dougie interrompeu. Ri. Olha o que eu to pensando. Olhei no relógio do celular que estava no bolso do short que eu estava usando, e já era 03:45 da madrugada. Caramba, ou o filme demorou muito pra acabar ou o tempo passou rápido demais, ou... a Shyned tem alguma coisa a ver com isso.
Suspirei e me virei para poder entrar na casa, e subir para o meu quarto a fim de dormir. A minha primeira noite em Londres foi agitada. E como.
Quando estava quase chegando, vi dois pezinhos, um batendo insistentemente no chão. Fui subindo, e encontrei seus braços cruzados e o rosto da Shyned, e foi logo falando.
- Temos que conversar sobre um assunto muito importante. –
- Ahn... Tipo o que? – perguntei confusa. Do que ela tá falando?
- Anda, vem logo. Para de enrolação, odeio ficar curiosa. – pegou no meu braço, puxando-me pelos últimos degraus e me levando ao meu quarto. Entramos e ela foi logo perguntando.
- O que foi aquilo na sala? –
- Aquilo o que? Não aconteceu nada demais e você tava lá pra ver. – respondi, sentando-me na cama.
- Como aquilo? E sim, eu estava lá, e por isso mesmo, eu vi. Você e Danny estavam bem ocupados ãh?!
OMG!!! Será que ela tá falando de quando eles chegaram? Dãã, claro que sim né Rebeca?! Lerdeza tem limite... ou não, no caso do Dougie. Que a Shyned não me veja falando isso do namoradinho lindo dela.
Abaixei o rosto, pois sabia que tava mais vermelha que o meu pingente de pimenta.
- Ahn... Tá, aquilo. Aquilo foi... aquilo foi reconhecimento. É, é isso. – respondi. Reconhecimento? De onde é que eu tirei isso mesmo?
- Reconhecimento? – olhou-me desconfiada, não acreditando na resposta.
- É, eles não são o McFly? – perguntei, tentando mudar de assunto.
- É, eles são, mas não tente mudar de assunto. Você gostou do Danny, não é?!
Fiquei olhando-a, sem saber o que dizer. Que sim? Que eu sou apaixonada por ele desde que tinha dez anos, e ele 17? Não, de jeito nenhum. Fiquei em silêncio, mas não adiantou.
- Quem cala consente. Não precisa ficar assim, seja lá como você se sinta, como com vergonha o bastante para dizer o que sente. Mas não precisa, eu to aqui pra te ajudar no que precisar, okay? – disse.
- Tudo bem. Me desculpe por ser tão idiota, é que eu não costumo falar dos meus sentimentos, pra ninguém. -
- Não precisa pedir desculpas por ser idiota. Tá, você foi, mas não tem culpa. Eu também sou, um pouquinho pelo menos. – disse sentando-se na minha frente na cama. – Mas agora só me diz, você gosta dele não é?! – perguntou novamente.
Relutei um pouco, mas me dei por vencida.
- Tá, tudo bem. Você quer a verdade, não é?! – perguntei e ela assentiu. – É, eu gosto dele, de verdade. Eu sou apaixonada por ele desde que eu tinha dez anos, e ele dezessete. Desde que eu vi ele pela primeira vez, quer dizer, não pessoalmente, na TV, e sou até hoje. Pronto falei. -
Disse tudo em um fôlego só. Shy estava surpresa, e não falava nada, e já estava me deixando nervosa.
- Fala alguma coisa, pelo amor de Deus. – pedi.
Ela pareceu despertar, porque piscou os olhos e finalmente me olhou, ainda sem dizer nada.
- Que máximo. – sorriu e começou a pular pelo quarto.
Continua...
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